Com a possibilidade de votarem em três nomes, os leitores escolheram como melhores ministros deste governo Teixeira dos Santos (44%, 232 votos), Ana Jorge (31%, 162 votos) e Vieira da Silva (30%, 154 Votes). E como piores Augusto Santos Silva (63%, 345 votos), Rui Pereira (28%, 150 votos) e Alberto Martins (23%, 126 votos).
Novo inquérito: concorda com a mudança da lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
4 comentários Por Daniel Oliveira 7 Nov 09 em Sem categoriaContinua a série “Guerra Fria”. Com esta série de documentários o Arrastão quer assinalar os 20 anos da queda do Muro de Berlim. O documentário tem 24 episódios, é de Jeremy Isaacs e foi produzido em 1998 pela CNN e BBC.
O primeiro episódio foi sobre o período até ao fim da guerra; o segundo sobre os primeiros anos pós-guerra e a Europa nascida de Yalta; o terceiro sobre o Plano Marshall; o quarto sobre o bloqueio soviético a Berlim Ocidental e as pontes aéreas então criadas; o quinto sobre a Guerra da Coreia e o sexto sobre o senador McCarthy e o terror estalinista.
O sétimo episódio cobre os acontecimentos depois da morte de Estaline, incluindo o discurso de Kruschev ao XX Congresso do PCUS e a invasão da Hungria.
5 comentários Por Daniel Oliveira 6 Nov 09 em Doc à 6ª«O Partido Comunista Português considera que 20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e que aumentou a “opressão e exploração dos povos – a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.»
Notícia da LUSA com base no comunicado do PCP sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim
…Paulo Bento foi-se embora antes de Manuela Ferreira Leite.
40 comentários Por Daniel Oliveira 6 Nov 09 em Sem categoriaPaulo Bento demitiu-se.
Ler aqui crónica sobre conferência de imprensa.
64 comentários Por Daniel Oliveira 6 Nov 09 em Sem categoriaOs organizadores do concerto dos U2, que ontem teve lugar junto à porta de Brandenburgo para celebrar os 20 anos da queda do Muro, construíram um muro metálico para impedir o acesso a todos quantos não conseguiram arranjar um dos raros bilhetes gratuitos para o espectáculo.
13 comentários Por Pedro Sales 6 Nov 09 em Sem categoriaOs signatários reclamam:
1 – O alargamento da protecção no desemprego:
Em consequência do encerramento de grande número de empresas, deslocalizações e salários em atraso, resultante da governação do PS e do comportamento do patronato, milhares de trabalhadores são hoje desempregados de longa duração e muitos outros, essencialmente jovens, devido ao emprego precário, estão desempregados e sem direito a protecção no desemprego, conduzindo muitos famílias à situação de pobreza.
Impõe-se alargar a protecção no desemprego, reduzindo os períodos de garantia para 365 e 90 dias dos subsídios de desemprego e social, e o prolongamento deste durante todo o período de recessão; majoração das prestações familiares e das prestações de desemprego quando há em simultâneo mais que um desempregado no mesmo agregado.
2- A revogação do factor de sustentabilidade
O Governo de Sócrates impôs desde 1 de Janeiro de 2008 a todos os trabalhadores que se reformaram ou aposentaram por velhice, uma redução na sua pensão. Ao valor da pensão resultante do cálculo, aplica-se este factor de sustentabilidade. Aos reformados por velhice, em 2008 a redução foi de 0,56%, e em 2009 o valor acumulado de 1,32%. Em cada ano, se a esperança de vida aos 65 anos aumentar, como está previsto, maior será a redução das pensões.
3 – Alteração das regras de actualização das pensões e prestações
Milhares de reformados e aposentados têm perdido poder de compra, dado que os aumentos das pensões não acompanharam a inflação.
Com as novas regras de actualização (IAS), nem as pensões mínimas “escaparam”, deixando estas de crescer, mantendo só o poder de comprar, rompendo com o ciclo da sua dignificação, que vinha há muito a ser prosseguido.
Assina a petição aqui
21 comentários Por Daniel Oliveira 5 Nov 09 em Sem categoriaO Partido Popular interpelou hoje o primeiro-ministro, no debate sobre o programa de Governo, sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quem sabe percebendo o disparate pegado que é começar uma intervenção dizendo que o tema não é prioritário e acabá-la a pedir um referendo, nem o PP dedicou uma palavra ao “irrelevante” assunto que lhe tem garantido amplo tempo de antena mediático na última semana.
43 comentários Por Pedro Sales 5 Nov 09 em Sem categoria5 de Novembro de 2004. Não imaginávamos que, cinco anos depois, ainda por cá andariamos. Hoje, o “Eixo do Mal” é o programa de debate político com mais audiências no cabo.
56 comentários Por Daniel Oliveira 5 Nov 09 em Sem categoriaSe para os Igreja apenas o sacramento religioso garante a união entre dois católicos, porque raio se preocupa tanto com quem pode casar ou não pelo civil, contrato que, aliás, desprezaram e combateram durante tanto tempo?
56 comentários Por Daniel Oliveira 5 Nov 09 em Sem categoriaUm tribunal italiano condenou mais de 20 antigos agentes da CIA e dois agentes da sua secreta pelo rapto de um imã egípcio em 2003, em Milão. Depois do rapto, Abu Omar foi preso no Egipto e torturado durante quatro anos. Os norte-americanos foram julgados à revelia e vai ser pedida a sua extradição.
32 comentários Por Daniel Oliveira 4 Nov 09 em Sem categoriaO CDS passou a campanha a fazer declarações de amor pela lavoura. Mas, quando chegou a altura de escolher a comissão parlamentar que queria presidir preferiu os negócios estrangeiros, para dar um lugar com estatuto ao deputado Ribeiro e Castro. A Agricultura acabou por ficar para o Bloco de Esquerda, o último a escolher. Entre os agricultores e o ego do ex-líder o CDS escolheu o segundo.
42 comentários Por Daniel Oliveira 4 Nov 09 em Sem categoria
A decisão do Tribunal Europeu em relação aos crucifixos nas escolas públicas é, do ponto de vista simbólico, uma boa notícia. O meu problema com os crucifixos não é a presença da religião no espaço público. Ela é bem vinda, porque corresponde a uma realidade social. Não quero a religião escondida nem um espaço público asséptico e neutro. E acho, para escolher um pequeno exemplo, a proibição de jogadores de futebol manifestarem a sua religião no festejo dos golos um absurdo de contornos totalitários. O meu problema com os crucifixos nas escolas públicas é a falta de respeito que eles evidenciam para com os crentes de outras religiões e os não crentes. É o rapto de espaços pagos por todos (ateus, muçulmanos, judeus), através dos seus impostos, por parte de uma das religiões. É a imposição intolerante aos filhos dos outros das nossas próprias convicções religiosas.
O que é extraordinário é que sejam os mesmos que querem impedir que uma das religiões tenha presença visual nas cidades – a história dos minaretes na Suiça e também em Itália – através de edificios que são apenas deles, a achar que têm direito a sequestrar edificios onde os “gentios” também educam os seus filhos.
Faz pouco sentido falar, como tem falado a direita italiana, de tradição nesta matéria. A tradição, aqui, resulta de um tempo não democrático onde, em Portugal, Espanha ou Itália, o Estado e a Igreja dormiam na mesma cama.
100 comentários Por Daniel Oliveira 4 Nov 09 em Sem categoriaDocumentário a propósito de “Tristes Trópicos” (em francês)
10 comentários Por Daniel Oliveira 3 Nov 09 em Sem categoria
© rabiscos vieira
Claude Lévi-Strauss, 1908/2009
3 comentários Por Pedro Vieira 3 Nov 09 em Sem categoriaE este é o paradoxo das democracias. Na realidade, a maioria das pessoas não respeita a inteligência e o conhecimento. Toma-a por arrogância. A ideia democrática de que tudo é possível e que basta muito esforço para chegar ao céu acaba por promover a mediania. Só que a liderança não é para gente normal. É para gente extraordinária. É para os melhores entre nós. O preço de dar o poder a um ‘tipo normal’ está à vista. Em Bagdad e em Wall Street. Porque ele não era melhor do que nós.
Ler texto e comentar aqui.
Sem comentários Por Daniel Oliveira 2 Nov 09 em Sem categoriaAugusto M. Seabra usou a palavra “energúmeno” para se referir a Rui Rio. O presidente da Câmara do Porto processou o jornalista e colunista. Ganhou na primeira instância. Perdeu na segunda. Recorreu ao Tribunal Constitucional. E o TC decidiu em favor de Seabra, considerado que a expressão está dentro do exercício legítimo da liberdade de expressão. A decisão do TC estabelece jurisprudência. Um importante sinal para os restantes juízes: que vivemos há 35 anos em democracia e que os limites à liberdade de expressão devem ser a excepção e não a regra. Não tem sido assim. Esperemos que agora as coisas mudem.
65 comentários Por Daniel Oliveira 2 Nov 09 em Sem categoriaO jornal “Público” mudou hoje de direcção. A saída de José Manuel Fernandes é uma boa notícia. Não se trata de nenhuma alegria revanchista. O “Público”, o meu jornal diário desde a sua fundação, está a morrer. Assisti à sua decadência como se assiste à decadência de um velho amigo. Porque, para quem gosta de jornais, é essa a relação que se mantém com o “nosso” diário. Não foi apenas à sua decadência política: a da transformação de um jornal independente e tendencialmente “progressista” num instrumento de propaganda agressivo de uma direita agressiva, resultado da cegueira ideológica de uma só pessoa.
Um jornal não são apenas os seus editoriais e opiniões. Assisti à perda de rigor deontológico, ao encerramento de bons suplementos, à perda de meios humanos, à degradação da qualidade do jornal, à cedência à facilidade. José Manuel Fernandes não foi só um mau director por causa das suas obsessões políticas. Não foi só um mau director por tratar o seu lugar como um posto avançado de representação de um grupo. Não foi só um mau director pelas relações promíscuas que manteve com um sector político específico (ainda mais estreito do que o PSD). Foi, acima de tudo, um mau director porque foi o rosto visível da degradação do jornalismo no melhor jornal diário português.
Quando o “Público” nasceu foi uma excelente notícia: era um jornal que nascia da cabeça e de um projecto de jornalistas que só depois foram bater à porta de empresários para procurar financiamento. Dava centralidade ao internacional, contrariando a lógica provinciana da nossa imprensa. Queria que a política fosse mais do que as pequenas tricas. Tratava os assuntos de sociedade para lá do “fait divers”. Dava à cultura o lugar que ela merecia. Não cedia à ideia fácil de que os leitores queriam apenas pequenas breves noticiosas e coisas leves. Como qualquer jornal de referência, tinha nas “hard news” o coração do jornal, mas tratando-as com imaginação e inteligência. Tinha rasgo gráfico, bom gosto estético e sentido do risco. Era rigoroso e eticamente exigente. Tudo isso, ao longo dos anos, se foi perdendo. Mas foi com José Manuel Fernandes que a degradação atingiu níveis insuportáveis.
Por tudo isto, a mudança da direcção é, para leitores como eu, que mesmo assim nunca desistiram de comprar o jornal todos os dias, razão de esperança. Trata-se agora de reconquistar os que partiram e fazer as pazes com muitos dos que ficaram.
Tenho de fazer já aqui uma declaração de interesses: sou amigo da nova directora. Não sou comparsa político ou coisa do género. Sou apenas amigo dela. Sei da sua competência, rigor e enorme capacidade de trabalho (sei pouco ou nada das suas posições políticas). E sei que não tem uma agenda que não seja a de salvar o jornal onde trabalha há anos. Da direcção anterior ficam Manuel Carvalho e Nuno Pacheco. E entra outra pessoa que, como qualquer pessoa que o conheça, sempre admirei profissionalmente: o Miguel Gaspar. Uma equipa que é já dá alguns sinais de mudança.
No primeiro editorial não assinado (o que já uma declaração de intenções, retirando aos editoriais o tom de cruzada política que tinham até hoje e deixando aos comentadores e colunistas esse papel), vai-se directo ao assunto: “O fundador deste jornal, Vicente Jorge Silva, disse num texto recente que a credibilidade da imprensa de referência ficou seriamente afectada pelos incidentes que rodearam a última campanha para as legislativas. Um balanço duro, mas uma conclusão lúcida. Não temos nada a acrescentar a uma polémica sobre a qual tudo está dito e da qual não ficaremos reféns. A razão de estarmos aqui hoje é anterior a tudo isso. Mas não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo e as agendas informativas cada vez mais estreitas.”
O caso das “escutas” foi apenas a caricatura do que se passou com o “Público” (e no DN, e em toda a imprensa portuguesa) nos últimos anos. A agenda escondida, a falta de rigor, a promiscuidade com grupos políticos. Não foi ela, como se explica, que levou à mudança da direcção (essa decisão já estava tomada há pelo menos um mês e meio). Mas ela deixou para os novos directores um trabalho ainda mais difícil.
A frase citada já tem bons sinais: a referência ao primeiro director, recordando que o jornal tem uma origem e que nem sempre foi aquilo que é hoje; a explicitação clara dos principais problemas do jornal, o que difere em tudo da cegueira anterior; e assunção de um corte com o passado, até mais firme do que eu esperava.
Deixam também um recado importante: “Não serviremos governos, nem procuraremos certificados de bom comportamento.” Para quem esperava que a saída de Fernandes levasse a transformação do “Público” num “Diário de Notícias” é importante escrever isto. Que a nova directora não será João Marcelino. Todos assistimos àquele triste duelo que aconteceu no “Prós e Contras”, entre o representante do governo, director do DN, e o representante da oposição, director do “Público”. Quem gosta de ler jornais, quem respeita o jornalismo, não é isso que quer dos jornalistas. Espera-se, aliás, que o “Diário de Notícias” também repense o seu papel e tente recuperar a credibilidade (e leitores) que continua a perder.
Aliás, a degradação do jornalismo em Portugal levou a uma degradação dos próprios leitores e da forma como olham para o papel da comunicação social. Se se ataca o governo é porque se está ao serviço do patrão. Se não se ataca é porque se está domesticado pelo poder. E não há mais possibilidades. Mesmo sabendo-se claramente de que família política era Vicente Jorge Silva (até veio a ser deputado), alguém se atreveria a dizer que ele, enquanto director, estava ao serviço de um partido? Foram homens como José Manuel Fernandes e João Marcelino que ajudaram a que muitos leitores fossem incapazes de olhar para os jornalistas com pessoas que, tendo as suas posições políticas, fossem autónomas de outros poderes. Por uma razão simples: nem um nem outro o são. Mas isso não é extensível a todos os jornalistas. Por isso nunca alinhei nas teorias da conspiração em relação ao “Público”. Porque sei que há muitos jornalistas que não aceitam encomendas. Outros, infelizmente, sim. E que, com todos os seus defeitos, desde o seu nascimento até hoje, independentemente dos directores (e até da sua vontade), a redacção do “Público” foi sempre aquela onde, entre os jornais diários, se respirou mais liberdade e autonomia dos jornalistas.
Espero que a Bárbara Reis consiga salvar o “Público”. E espero que os leitores desavindos lhe dêem o benefício da dúvida. A ela, à direcção e aos jornalistas do “Público”, que têm passado por sucessivos processos de “reestrutação”, despedimentos, reduções de salários, polémicas políticas que os ultrapassam, e, ainda assim, ali estão, todos os dias, a fazer o melhor possível. Um país com uma imprensa tão débil como a nossa, tão carente de qualidade no jornalismo, não se pode dar ao luxo de dispensar os excelentes profissionais que trabalham no “Público” nem o projecto ambicioso que ele significou há 20 anos. Veremos se agora melhora.
60 comentários Por Daniel Oliveira 1 Nov 09 em Sem categoria

