Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



A terminar um extenso perfil de Maria de Lurdes Rodrigues, o Público perguntou à ministra da Educação que partilhasse um dos bons momentos que teve no ministério da Educação. A questão é pertinente. Ao fim de três anos e meio no ministério é normal que a ministra da Educação se tenha cruzado com uma criança que a escola retirou da marginalidade, do trabalho precoce ou, quem sabe, um adulto que, graças às novas oportunidades, conseguiu completar a escolaridade a que nunca teve acesso quando era jovem.

A resposta da ministra? Foi "uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante." Realmente, o que importa o combate ao abandono e insucesso escolar perante a miragem de mais um jovem rebento a inscrever-se na JS? O que nos vale é que há pessoas que passam a sua vida a pensar no que é verdadeiramente importante para o país.

por Pedro Sales
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24 comentários:
Levy
Convinha perguntar ao aluno, para que quer ele o computador.

A ministra da educação está convencida que a distribuição de computadores (a palavra distribuição, incomoda, mas é disso que se trata) vai alterar em alguma coisa a catástrofe que se vê diáriamente em largos sectores da população estudantil.

Esta febre dos computadores, lembra-me a febre das máquinas de calcular: só serviram o facilitismo, arrasaram com o calculo mental e fizeram com que uma geração inteira de alunos não saiba operacionalizar algoritmos.

Eu sou do tempo em que a memorização da tabuada foi banida, e substituida pelas calculadoras e pelas cartolinas pregadas na parede, onde os alunos iam consultar os resultados das tabuadas.
Hoje colhemos os frutos disso: não só se passou aos alunos mais novos a ideia de que tudo é fácil, como se desabituaram os alunos do contacto com as dificuldades e com a frustração. Hoje um simples cálculo, maça. Há dois dias uma aluna de 6º ano protestava porque não sabia quanto era metade de 14 e que insistia que 35 - 4 = 21. Porque tinha feito a conta e dava 21.

Com o magalhães da ministra da educação, vai acontecer o mesmo, tirando honrosas excepções, só vai servir para alunos que soletram estarem entretidos.

deixado a 29/11/08 às 04:01
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