Tem razão o deputado Paulo Rangel (do PSD) quando escreveu, ontem no "Público", que esta intervenção de José Soeiro (do BE), concorde-se ou discorde-se dela, é das melhores que se fizeram nos últimos anos em comemorações do 25 de Abril. E cito Rangel porque ele foi autor, há dois anos, de outro excelente discurso sobre a qualidade da nossa democracia e os direitos cívicos. Aqui é Soeiro a ir para lá da espuma dos dias e a fazer uma intervenção de fundo sobre a escola e a democracia. Talvez a melhor resposta (involuntária) ao discurso beato de Cavaco sobre o suposto alheamento dos jovens em relação à política.
É importante repetir o óbvio: a democracia não é "assunto" pelo qual as pessoas se devam interessar. É uma prática diária. E quem, a cada momento, por razões de eficácia ou de saudosismo de uma autoridade perdida, quer reduzir a sua vivência nas escolas, nas empresas, no Estado ou no espaço público não se pode espantar quando os cidadãos (jovens ou não) tratam a democracia como uma coisa que lhes é estranha.
O estudo citado por cavaco, também diz isto: “Os portugueses são claramente favoráveis a medidas que aumentem a presença de mulheres na vida política, criem novos mecanismos de participação, personalizem o sistema eleitoral e introduzam mecanismos de democracia directa ou semidirecta.(...) Os jovens não se distinguem particularmente dos mais velhos a este nível, a não ser ao revelaram-se mais apoiantes da democracia directa”.
Vale a pena ler (http://www.presidencia.pt/archive/doc/Os_jovens_e_a_politica.pdf)
Daniel, alguém tem de explicar que não interessa ensinar aos jovens o que foi o 25 de Abril, pois eles iriam rapidamente perceber que, por menos do que fez Marcello Caetano, há por aí muito político que hoje também teria de ser mandado para o exílio...
O discurso do Soeiro é como todos os cantos de sereia da política, sedutor mas trágico, tal como o discurso radical de direita contra os emigrantes e o seu perigoso discurso maniqueista. É um discurso de banalidades, nada que Cunhal não tivesse dito no dia seguinte ao 25 de Abril. E, então, como é que passamos do carácter tribunício dos discursos para as políticas concretas ? do meu ponto de vista, aprendendo com outras experiências e com os seus resultados. Assim, o discurso reformista e as políticas reformistas construiram na europa o modelo de bem-estar social, o discurso radical e revolucionário construiram a tirania, o despotismo e a miséria. Agora que o estado de bem-estar social está em crise devemos voltar ao radicalismo revolucionário de resultados tão nefastos, ou devemos prosseguir no reformismo ? Creio que este é o melhor caminho. E este Soeiro não me disperta mais simpatia que os tipos que seguem as ideias, repito, as ideias de mário machado
tenho orgulho de ter sido colega de faculdade do zé. e de ter pintado murais contra a guerra no afeganistão com ele. fico satisfeita por ver homens como ele na assembleia; espero que ela não o manche.
Mas quem é este José Soeiro? Nunca ouvi falar dele. Tem algum currículo conhecido e digno? Não penso que tenha sido eleito. Provavelmente é daqueles da rotação de lugares que pratica o BE.
Nem ia escrever nada mas com alguns destes comentários vai ter de ser. O discurso do Soeiro é mesmo muito bom. Primeiro, porque é uma boa reflexão sobre a democracia e a educação em Portugal. Depois, porque é combativo e o seu autor não tem medo das palavras. Por fim, porque, como vai dizendo o DO, foi a resposta que o discurso balofo do Cavaco merecia.
O facto de ver um jovem deputado de 24 anos a fazer este discurso, em comparação com as bestas que por aquela casa se sentam a pastar e mugir, demonstra bem como o discurso do Cavaco não vale nada. Não acrescenta nada ao que já se sabia e não diz o que devia ser dito.
Isabel, a ignorância é triste, só por si! Mas a ignorância arvorada sabe-se lá a quê, é por defeito, apenas, estupidez. Então os regimens do Norte da Europa caíram dos céus aos trambolhões? Não me parece... aliás julgo que por essa Europa agora tão "democrática" houve uma guerrinha com umas largas centenas de milhar de mortos. Chega-lhe para Prec ou precisa de mais. E sobre o BE, posso-lhe dizer que sendo relativamente jovem em Portugal, vem de uma família política com uma bela história a nível do movimento operário e socialista europeu ( e não só ). Leia Orwell, por exemplo...
"O discurso do Soeiro é como todos os cantos de sereia da política, sedutor mas trágico, tal como o discurso radical de direita contra os emigrantes e o seu perigoso discurso maniqueista..."- Don Vito, eu acho que você não ouviu o discurso do Soeiro. Porque se ouviu, e diz o que disse, ou fumou coisas estragadas ou caiu num caldeirão de ácidos quando era novo... Dizer o que nos vem à cabeça só para tentar denegrir, demonstra falta de nível e pouca inteligência, o que é muito mau! Justicialista, pelos comentários que o vejo fazer neste blogue, não é só o J. Soeiro que você desconhece. Mas, já agora, diga-me o nome de 40 deputados das bancadas PS e PSD, para nos cultivarmos todos...
Isabel, a ignorância é triste, só por si! Mas a ignorância arvorada sabe-se lá a quê, é por defeito, apenas, estupidez. Então os regimens do Norte da Europa caíram dos céus aos trambolhões? Não me parece... aliás julgo que por essa Europa agora tão "democrática" houve uma guerrinha com umas largas centenas de milhar de mortos. Chega-lhe para Prec ou precisa de mais? E sobre o BE, posso-lhe dizer que sendo um partido relativamente jovem em Portugal, vem de uma família política com uma bela história a nível do movimento operário e socialista europeu ( e não só ). Leia Orwell, por exemplo...
"O discurso do Soeiro é como todos os cantos de sereia da política, sedutor mas trágico, tal como o discurso radical de direita contra os emigrantes e o seu perigoso discurso maniqueista..."- Don Vito, eu acho que você não ouviu o discurso do Soeiro. Porque se ouviu, e diz o que disse, ou fumou coisas estragadas ou caiu num caldeirão de ácidos quando era novo... Dizer o que nos vem à cabeça só para tentar denegrir, demonstra falta de nível e pouca inteligência, o que é muito mau! Justicialista, pelos comentários que o vejo fazer neste blogue, não é só o J. Soeiro que você desconhece. Mas, já agora, diga-me o nome de 40 deputados das bancadas PS e PSD, para nos cultivarmos todos...