Tem razão o deputado Paulo Rangel (do PSD) quando escreveu, ontem no "Público", que esta intervenção de José Soeiro (do BE), concorde-se ou discorde-se dela, é das melhores que se fizeram nos últimos anos em comemorações do 25 de Abril. E cito Rangel porque ele foi autor, há dois anos, de outro excelente discurso sobre a qualidade da nossa democracia e os direitos cívicos. Aqui é Soeiro a ir para lá da espuma dos dias e a fazer uma intervenção de fundo sobre a escola e a democracia. Talvez a melhor resposta (involuntária) ao discurso beato de Cavaco sobre o suposto alheamento dos jovens em relação à política.
É importante repetir o óbvio: a democracia não é "assunto" pelo qual as pessoas se devam interessar. É uma prática diária. E quem, a cada momento, por razões de eficácia ou de saudosismo de uma autoridade perdida, quer reduzir a sua vivência nas escolas, nas empresas, no Estado ou no espaço público não se pode espantar quando os cidadãos (jovens ou não) tratam a democracia como uma coisa que lhes é estranha.
ficamos tão contentinhos com os elogios da direita(e dos da direita) que perdemos o jeito. E vai daí logo passamos ao elogio reciproco. Como no "triunfo dos porcos" já não se sabe quem discursou, se foi o Paulo soeiro se o Jose rangel ?
Rui Manuel Ventura: eu sou dos que acha que há pessoas decentes de direita e pessoas indecentes de esquerda. Elogio quando tenho que elogiar. E não é difícil verificar que o meu elogio ao discurso de Paulo Rangel não é nenhuma troca. Fi-lo no Expresso há um ano. Pode ver aqui nos arquivos do Arrastão.
meu caro Amigo(premita-me que o trate assim)eu tambem acho que há pessoas decentes de direita e pessoas INDECENTES de esquerda, especialmente aqueles que comparam o momento actual em termos de liberdade de expressão , práticas de liberdade ou em conquistas sociais com "um regresso ao passado" e outras palermices identicas revelando que ou não percebem o presente ou (de certeza) não conheceram o passado. De qualquer forma sei que em causa a Liberdade, escolheria-mos o mesmo lado da barricada.