Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira



7 de Maio: Grande manifestação estudantil reúne mais de 50.000 pessoas e percorre a margem sul, de Denfert-Rochereau até à Etoile, evitando a polícia concentrada no Quartier Latin. A direcção da UNEF manda dispersar a manifestação mas militantes maoistas conseguem dirigi-la para confrontos directos com a polícia, que duram toda a madrugada.
Fonte

Yellow Submarine






por Daniel Oliveira
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2 comentários:
http://suckandsmile.blogspot.com/2008/05/andam-por-acreditem.html
Passa lá se puderes.
Abraço.

deixado a 7/5/08 às 10:34
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Xico
Não sendo adepto fervoroso de Eça não deixo de o lembrar sempre que me falam no Maio de 68, essa patetice de burgueses com complexos de esquerda não muito diferente da caridade das tias...:
"Passei as pontes, que separam em Paris o Temporal do Espiritual, mergulhei no meu doce Bairro Latino, evoquei, diante de certos cafés, a memória da minha Nini; e, como outrora, preguiçosa mente, subi as escadas da Sorbonne. Num, anfiteatro, onde sentira um grosso sussurro, um homem magro, com uma, testa muito branca e muito larga, como talhada para alojar pensamentos altos e, puros, ensinava, sobre as instituições dá Cidade Antiga. Mas, mal eu entrara, logo o seu dizer elegante e límpido foi, sufocado por gritos, urros, patadas, um tumulto rancoroso de troça bestial, que saía da mocidade apinhada nos bancos, a mocidade das Escolas, Primavera sagrada, em que eu fora flor murcha. O Professor parou — espalhando em redor um olhar: frio e sereno, depois remexendo as suas notas. Quando o grosso grunhido se moderou em sussurro desconfiado — ele recomeçou com alta serenidade. Todas as suas ideias eram frias e substanciais, expressas numa língua pura e, forte — mas, imediatamente, rompe uma furiosa rajada de apitos, uivos, relinchos, cacarejos de galo, por entre magras mãos que se esten diam para estrangular as ideias. Ao meu lado um velho, encolhido na alta gola de um macfarlane de xadrez, contemplava o tumulto com melancolia, pingando endefluxado. Perguntei ao velho:
— Que querem eles? É embirração com o professor.. Política? O velho abanou a cabeça, espirrando:
— Não... É sempre assim, agora, em todos os cursos... Não querem ideias... Creio que queriam cançonetas, porcarias. Amor da troça.
Então, indignado, berrei: — Silêncio, brutos! E eis que um abortozinho, amarelado e sebento, de longas melenas, umas enormes lunetas rebrilhantes, se arrebita, me fita, e me grita:
— Sale maure! Ergui o meu tremendo punho serrano, — e o desgraçado, numa confusão de melenas, com sangue por toda a face, aluiu, como um montão de trapos moles, ganindo desesperadamente, — enquanto o furacão de uivos e cacarejos, e guinchos e silvos, envolvia o Professor, que cruzara os braços, esperando, com uma, serenidade, simples."
In “A Cidade e as Serras” de Eça de Queiroz

deixado a 7/5/08 às 13:49
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