
Numa reportagem ontem apresentada pela SIC a propósito da crise financeira internacional, e o colossal financiamento público para segurar a seguradora que tem em carteira a reforma de 74 mihões de americanos, o vice-presidente do PSD, António Borges, não pestanejou e mesmo assim continuou a defender a
privatização da segurança social portuguesa. E ainda há quem diga que António Borges é um sisudo tecnocrata. O mundo financeiro a ruir à sua volta, e o homem quer entregar as reformas dos portugueses às seguradoras. Em todo o caso, e como não se sabe o que Manuela Ferreira Leite tem a dizer sobre este assunto, é justo pensar que o vice-presidente do PSD expressa a opinião do seu partido e que este continua a defender o disparate (que já deu estes lindos r
esultados no Chile) que
apresentou no Parlamento há três anos. É esta a vantagem dos dogmas. Escapam à necessidade de se confrontar com a realidade.