Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
por Daniel Oliveira


Nada na lei do divórcio corresponde aos principais argumentos expostos no comunicado da Presidência da República para justificar o seu veto político: há participação de um juíz na avaliação das razões do divórcio e a violência doméstica, independentemente de qualquer lei do divórcio, é crime público e é como tal que será sempre tratada. Das duas uma: ou Cavaco se limitou a repetir o que mulheres em acção e os movimentos "pela vida" lhe disseram ou o veto tem apenas a função de preencher o silêncio de Manuela Ferreira Leite na oposição a Sócrates.

A verdade é que a razão da posição da Igreja e de Cavaco não é seguramente a defesa dos direitos da mulher (olha quem!), mas a defesa de uma determinada visão do que deve ser uma vida a dois: um contrato para a vida, mesmo que se transforme numa penitência. É a defesa do casamento indissolúvel, não a defesa de um casamento entre iguais.

por Daniel Oliveira
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61 comentários:
Ana Azevedo
Já que mencionou as: "mães em acção e movimentos pela vida”, teria sido correcto da sua parte mencionar outros "sectores laicos" da sociedade como: "Associação Sindical dos Juízes", e "Associação Portuguesa de Mulheres Juristas", que apoiam o veto presidencial:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339755&idCanal=12

deixado a 20/8/08 às 23:47
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