Um estranho vírus parece ter atacado hoje as máquinas de voto dos eurodeputados do PCP. Quando se votava uma
resolução contra Berlusconi e a sua cruzada contra a liberdade de imprensa em Itália, as máquinas dos dois eurodeputados do PCP – que se encontram separados por nove filas - falharam e impediram-nos de se juntar a todas as outras bancadas da esquerda europeia. A resolução foi chumbada por três votos. O PCP tem dois e não recorreu da votação, como teria direito dado alegar tratar-se de um “problema técnico”.
A estranheza do vírus não é tanto o sentido de voto, uma vez que Ilda Figueiredo até considera que “
alguns aspectos desta resolução que raiam a ingerência na vida democrática de cada país”, mas antes o facto de no espaço de poucos minutos terem sido efectuadas mais de 20 votações e as diligentes maquinetas terem cumprido o seu papel imaculadamente. É que é mesmo preciso galo para ser precisamente nesta, onde o voto do PCP teria tudo para ser decisivo, que o raio dos aparelhos falharam.
Actualização: Vale a pena ler
Rita jovem que lê pouco e só sabe o que lhe mandam saber, do João Tunes. O desconhecimento da existência do Gulag também deve ser um problema técnico. Mais um.