Domingo, 28 de Dezembro de 2008
por Daniel Oliveira
Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. É mais um record que se bateu. Não, não se assustem os políticos, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido, este de abrir as portas do gueto para fazer as "limpezas" necessárias. E não, não chamamos a isto de terrorismo.

por Daniel Oliveira
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72 comentários:
Andre
Não vi essa indignação quando o hamas lançou mais de 70 rockets para Israel sem alvo certo - civis ou militares, não lhes interessa. E desta vez foi bem fácil ver quem quebrou as tréguas.
Anti-semitismo primário é que é....

deixado a 28/12/08 às 13:51
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André, a acusação de anti-semitismo, apesar de ser boa para evitar qualquer debate, comigo não pega. Quem acusa, neste debate, à primeira oportunidade, de anti-semitismo o vizinho do lado (ainda mais no meu caso), apenas prefere a imbecilidade do insulto ao argumento.

Se eu critico Mugabe sou racista? Porque raio passo a ser anti-semita quando critico o governo de israel?

Se é uma pessoa informada sobre a matéria deveria mesmo saber que os palestinianos, como os israelitas, são semitas.

Quantos morreram em Israel resultado desses miseráveis rockets artesanais? Quem é o ocupante e quem é o ocupado? Quem está cercado por um muro e quem cerca? Quem tem toda a força militar e todo o apoio das potências internacionais e, mesmo assim, usa a força bruta sempre que lhe apetece? Quem é David quem é Golias? Como raio se pode continuar a fingir que estamos perante uma guerra entre dois países e não perante uma miserável ocupação com contornos de sadismo intoleráveis?

deixado a 28/12/08 às 14:01
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A pergunta que se coloca é:
-Qual foi a guerra em que Israel foi o primeiro a atacar.
Depois de responderem a esta pergunta podemos continuar o diálogo.

deixado a 28/12/08 às 14:12
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Eu adoro isto. O rapto de dois soldados serve para destruir um país inteiro, um rocket num quintal serve para uma matança sem paralelo. Construir um muro à volta de um país é uma agressão? Claro que não. E dentro do próprio país? Evidentemente que não. Roubar terras ao vizinho é uma agressão? Em todo o Mundo é, mas ali não se aplica o que se aplica em todo o Mundo. Demolir casas de um povo para dar os terrenos a quem acabou de chegar é uma agressão? Não.

Israel usa cada incidente para reacções demolidoras, para ocupar território, para fazer o que não tolerariamos a nenhum país no Mundo. Mas dos palestinianos exige-se que, ocupados, cercados por betão, privados de alimentos, de medicamentos, de país, de movimentos, de tudo, dêem sinais inequivocos ao mundo que estão dispostos a aceitar tudo calados e quietos.

Vão a Gaza e depois falamos. Vejam o que lá se passa. Vejam o que é viver num gueto.

deixado a 28/12/08 às 14:20
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anónimo
E quem eram essas 282 pessoas ou quem ocultavam?

(Reportando-se a um balanço do número de vítimas causadas pelos ataques, entretanto desactualizado, Pazner afirmou que, dos 230 mortos em Gaza, 218 são terroristas que "insistem em desafiar Israel continuando a lançar os seus foguetes e mísseis sobre o sul do país".) J.N.

Israel é uma democracia onde há eleições totalmente livres ,existe liberdade de imprensa e existe liberdade religiosa, o estilo de vida é semelhante ao europeu e ocidental na sua plenitude Democrática,O Hamas na sua essência não passa de um grupelho fanático religioso,onde ate os seus irmãos da Fathá, Palestinianos são massacrados com todos os requintes de barbárie,o resto eles nem fazem ideia do que seja! Temos de um lado a civilização do outro temos a barbárie, cada qual escolhe o que quer. O movimento islamita Hamas tem o que merece. Só é pena que a população civil palestiniana as tais 282,que não são inocentes de verdade, entre outras, que serão inocentes,e que,parece não se identificarem totalmente com o Hamas, vá morrendo com os ataques de Israel em sua legítima defesa. É o triste principio da guerra e matar para não morrer.
O Hamas e os palestinianos, graças a um fanatismo religioso incompreensível, não se importam de morrer, estúpida e gratuitamente, porque vão para o céu.. Nesta perspectiva este é um conflito que se irá manter sem solução à vista.

Os fundamentalistas do Hamas não querem a paz. O lançamento do roquetes contra Israel depois de terminado o cessar fogo é prova desse facto.O objectivo deles é armarem-se em vitimas dos seus próprios actos. Enquanto os palestinianos não se livrarem deles a paz é impossível naquela região. Israel tem direito a defender os seus cidadãos de tais ataques.O Hamas não pretende a existência de dois estados na palestina, quer sempre varrer Israel do mapa.
e o miseros rocktes artesanais é contrariado por informaçoes mais crediveis, que falam em rampas de lançamento e alcance nunca antes atingido, mas cada um tem a sua verdade certo.

deixado a 28/12/08 às 14:21
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-Israel deveria em sua opinião cruzar os braços, permitindo que o Hamas continuasse a lançar foguetes e rockets, que por acaso de vez em quando lá vão matando alguém? Curioso, estamos a um mês de eleições em Israel, as sondagens dão o Cadima (moderado) na frente, com o Likud bem próximo, será que o Hamas não prefere radicalizar Telaviv, para colher o mesmo resultado no seu território? É que recordo, foi o Hamas quem declarou o fim da trégua, foi o Hamas quem começou a lançar misseis e rockets sobre o território israelita, foram mais de 200 antes de Israel responder. O Hamas, financiado e apoiado pelo louco que governa o Irão, pretende a meu ver forçar uma vitória do Likud, a sua base de apoio é o ódio e a vingança, se imaginar um dia palestinianos e judeus vivendo em paz lado a lado, o Hamas terá deixado de existir, e outras organizações israelitas terão tido o mesmo fim, basta recordar 1995.

deixado a 28/12/08 às 14:22
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«Vão a Gaza e depois falamos. Vejam o que lá se passa. Vejam o que é viver num gueto.»

Fala o senhor que esteve em Birkenau a levantar tijoleira.

«Quantos morreram em Israel resultado desses miseráveis rockets artesanais? Quem é o ocupante e quem é o ocupado? Quem está cercado por um muro e quem cerca?»

De facto morreram duas crianças e adivinhe Daniel, não eram Israelitas nem estavam com bandeiras israelitas.

Quem é o ocupante?, vá ler por favor. É impensável uma conversa desse teor.

Quem está cercado?, definitivamente o povo de Israel, que vive cercado por um bando de fascizóides que ainda querem instalar o Califado. Incluíndo a destruição de trabalho árduo e organização de um Estado legítimo.

À Palestina já foram dadas demasiadas oportunidades, é natural que Israel se defenda.

Que raio de converseta da treta, faz-me lembrar os Bósnios que coitados espicaçavam os Sérvios.


Aqui é o mesmo.

deixado a 28/12/08 às 14:44
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facho
Não são muitas as vezes, mas neste caso estou em sintonia com o Daniel Oliveira.

deixado a 28/12/08 às 15:03
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Concordo com o Daniel Oliveira em tudo!
Gaza é a maior prisão ao ar livre do mundo com 1,5 milhões de pessoas.

aconselho este documentário de John Pilger:
Palestine is Still the Issue
http://contraobigbrother.blogspot.com/2008/11/documentary-palestine-is-still-issue-by.html

abraços!

deixado a 28/12/08 às 15:20
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Estão a ver o Holocausto? Imaginem isso durante 50 anos seguidos só que em vez de serem judeus cuja vida é destruída e despedaçada por uma raça que se acha predestinada, é uma nação que se acha por direito divino a esmagar todos aqueles que resistem à sua vontade omnipotente numa região já de si explosiva.

Os israelitas condenam todo o povo palestiniano à pobreza, a viver em condições desumanas, o exército de Israel tem controlo absoluto sobre a vida daquelas gentes, onde os tanques podem deitar abaixo uma casa por simples escrúpulo, onde as emboscadas fazem parte da vida civil e onde a privacidade de que cada um pode disfrutar está nas mãos de umas elites sentadas em Jerusalem, nos EUA e para nosso mal, na UE.

É necessário acabar com esta mistificação que Israel é um Estado Judeu. Israel não é um Estado judeu, Israel é um Estado como qualquer outro e tem responsabilidades perante a comunidade internacional como qualquer outro país.

Já chega da farsa e de massacres.

deixado a 28/12/08 às 15:31
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