Sócrates diz que apoiar Durão é defender interesse nacional e, sem o querer, chama sectário ao seu cabeça de lista: não votar em Durão é "
sectarismo ideológico". Garante ainda que Durão Barroso foi um excelente presidente da Comissão, contrariando um consenso entre a generalidade dos comentadores por essa Europa fora, que o consideram, e com toda a razão, um total desastre.
Além de ser difícil perceber em que é que o país ficou a ganhar com a eleição de Barroso, de ser impossível recordar de um único momento em que a sua presidência não tenha sido medíocre (a sua inexistência no começo da crise e a forma como tem gerido o imbróglio do tratado são apenas dois exemplos), fica a dúvida: um europeísta escolhe um presidente da Comissão Europeia a pensar no seu país ou a pensar na Europa? "Nós, europeus" é apenas um cartaz ou quer dizer alguma coisa?