Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
por Daniel Oliveira
Jardim Gonçalves, Cristopher Beck, Filipe Pinhal, Castro Henriques e António Rodrigues são acusados pelo Ministério Público de crimes que terão provocado um prejuízo de 600 milhões de euros ao BCP e de terem recebido indevidamente 24 milhões de euros em prémios de desempenho.

por Daniel Oliveira
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28 comentários:
joaquim azevedo
1- Não haverá por aí 28 economistas dispostos a defender "Os Cinco" amigos?

2- Será que "Os Cinco" ainda possuem bens, ou já estarão na mesma situação de miséria em que se encontra o pobre do Dias Loureiro que, ainda há dias, foi visto à porta da Caritas?

3- Quem serão os advogados dispostos a defender "Os Cinco" e quem lhes vai pagar?

4- Será que foram apenas "Os Cinco" a meter a mão no prato?

deixado a 25/6/09 às 16:06
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joaquim azevedo
Como era de esperar, já começou a intoxicação e a desinformação. Reparem como o Expresso fala de "fontes" ligadas à defesa. Gente anónima que passa recados para os media. Vamos aguardar. Com jeito, ainda acaba tudo a ser condecorado num 10 de Junho.

"A acusação é injusta", disse à agência Lusa fonte ligada à defesa de Jardim Gonçalves, afirmando que há "um manifesto exagero nas imputações feitas e na qualificação dos factos".


http://aeiou.expresso.pt/bcpdefesa-de-jardim-goncalves-considera-que-ha-exagero-na-qualificacao-e-ponderacao-dos-factos=f522766

deixado a 25/6/09 às 17:04
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Manuel Monteiro: nem novo, nem velho sindicalismo. Nas lutas ou nas negociações, tenta-se ganhar ou perder o menos possível. Fazer delcarações de dignidade com o dinheiro dos outros é excelente, mas enfraquece o sindicalismo junto dos trabalhadores. Agora, em situação de maior fragilidade, muitos querem voltar atrás. E é bem pior para a sua força. Os sindicatos servem para defender os interesses de quem trabalha, não para servirem agendas partidárias.

deixado a 25/6/09 às 17:50
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VPO, acontece que quem ficava desempregado não era quem chumbou o acordo. Eram os mais desprotegidos: os contratados. E dizer mais vale o meu colega desempregado do que eu castrado soa pior, não soa?

deixado a 25/6/09 às 17:52
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VPO
Caro D.O.
Somos todos trabalhadores, contratados, efectivos, precários, r.verdes, todos!
Dividir os trabalhadores em castas é feio...
Por falar nisso eu sou contratado!!!
Cedências ao capital, já chega.

deixado a 25/6/09 às 18:04
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Panzermayer
Num regime a sério, provando-se que roubaram o país e o povo, seriam executados em praça pública, tudo o resto que se diga é retórica idiota e demagógica!!!

deixado a 25/6/09 às 18:08
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Manuel Monteiro
Onde estava o Chora e o Daniel quando, aqui há meses, a administração despediu cento e trinta contratados a prazo?
Então a administração da AE precisava dos sábados à singela para produzir mais e agora castiga os trabalhadores com 10 dias a menos?
Então a administração da AE só aceita negociar quando os trabalhadores cedem em toda a linha? Assim não vale a pena negociar, se uma parte impõe sempre a sua vontade...
Que frase absurda é essa: "fazer declarações de dignidade com o dinheiro dos outros"? Eu apoio a minha posição na posição de dignidade e luta da maioria dos trabalhadores, meus irmãos de classe.
E estou sempre do lado deles, mesmo quando não concordo com as suas posições. Não sou como o Daniel que vê esta monstruosa campanha de chantagem da administração e nem uma palavra para a condenar. Não, o alvo do Daniel não é a administração(nem uma crítica), mas a posição firme de luta da maioria dos trabalhadores.
Cada um escolhe a sua barricada.
Manuel Monteiro

deixado a 25/6/09 às 18:31
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Manuel Monteiro
Isso da "agenda partidária" está a referir-se a quem? Ao BE? Se for fica-lhe bem a auto-crítica...
Manuel Monteiro

deixado a 25/6/09 às 18:34
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CausasPerdidas
Manuel Monteiro, "olhe que não" essa do António Chora ser o "herói de todo o comentador burguês e do patronato". Para tal, lembre-se da campanha feita na imprensa a acusar a CT da Autoeuropa de pretender "fechar a empresa" durante todo o período de negociações. E compare, já agora, os direitos conquistados no entretanto pelos trabalhadores da Autoeuropa com as congéneres... à custa dessas "cedências" votadas pelos plenários.
Reconheça que a CT não fez "chantagem" após a decisão do plenário em desacordo com o que havia sido negociado com a administração - apesar da uma margem mínima mas a respeitada pela CT, e não podia ser de outra forma. Olhe que quem escreve isto sabe bem o que é isso de sofrer chantagens do género "ou transferes-te para ali ou ficas sem emprego".

Por outro lado, como perceber que a posição votada em plenário seja contrária à da CT , tendo esta o apoio da maioria dos trabalhadores?
Uma explicação que me constou foi a de que os defensores do acordo não se preparam para o plenário a não ser os que da mesa tiveram a responsabilidade de o apresentar. Deixaram o protagonismo à minoria da CT - os tais que a meio de uma reunião de CT ligam para o partido para saber o que votar.
De um lado o PCP bem organizado no plenário (depois de uma campanha caluniosa que decorreu em paralelo com as negociações e as "pressões" de presidentes, belmiros e tudo o que são comentadores encartados do país) do outro a CT convencida que a "razão" lhes bastava.

Independemente da justeza ou não do pré-acordo - este é um debate a fazer de forma séria, a partir do princípio que todos trabalham na mesma fábrica, da Classe, e não apenas a partir do símbolo que cada um traz na lapela -, o que fica revelado é a fraqueza do trabalho sindical/laboral que o BE faz. A forma como o BE pretende continuar não organizado nas empresas leva a situações destas, só se pode queixar dele próprio.

Há uma outra coisa que gostaria de dizer sobre o assunto. A Classe Trabalhadora nunca teve um partido, teve sempre vários partidos. Sempre que passou a ter um só partido a coisa deu para o torto. Não raras vezes os trabalhadores libertaram-se da canga capitalista para virem a ser subjugados pelo totalitarismo mais execrável: o que é feito em seu nome.

O facto de um partido como o PCP ter pela sua antiguidade um papel determinante na organização da luta dos trabalhadores não faz dele um "predestinado" em relação à matéria, e infalível nas suas análises. O enfraquecimento do movimento sindical só se deve ao desemprego e ao divisionismo da UGT? E o papel da burocracia sindical no desarticular de qualquer iniciativa dos trabalhadores que passasse por fora do aparelho sindical/partidário? E as alterações de estatutos nos sindicatos que preconizaram a centralização, quando antes se defendia exactamente o contrário, para impedir a emergência de direcções locais?
Um sindicato não representa a linha ideológica de um partido, representa a Classe. Os partidos têm todo o direito de terem militantes nos sindicatos, mas os assuntos dos sindicatos são resolvidos pelos seus sócios dos sindicatos, não pelos directórios partidários.

Para quem acha que o debate é recente, lembro um célebre debate em que Lenine se opõe a Trotsky na "Questão dos Sindicatos". Eram os tempos da Guerra Civil e Trotsky pretendia militarizar os sindicatos como parte do esforço de guerra. Lenine opôs-se porque a independência dos sindicatos era importante para manter a capacidade crítica e autónoma do movimentos dos trabalhadores. Mesmo em relação ao Estado Revolucionário! A História veio a dar razão a Lenine: a degenerescência do Estado de transição para a barbárie capitalista e a perda dos direitos sociais adquiridos pelos trabalhadores deu-se sem a mínima capacidade de resposta da Classe Trabalhadora Soviética, porque as suas organizações há muito tinham perdido a sua autonomia, poder crítico e capacidade de mobilização. Tinham-se tornado num refúgio de burocratas dependentes dos ditames da nomenclatura do partido.
Já agora, o debate político que acabei de referir, entre o principal responsável do Estado Soviético, Lenine, e Trotsky, comandante do Exército Vermelho, dá-se à vista de todos, nas páginas do "Pravda", em plena Guerra Civil. Se houve época em que o jovem Estado Soviético esteve mais em perigo foi nessa, mesmo assim o debate político no interior do partido era feito às abertas e discutido pela sociedade. Percebe onde quero chegar?

V.P.O, o seu colega do PSD nunca poderá ser castrado, mais desemprego menos desemprego. Porque não se pode cortar o que não se tem.

O contrário para se ser do BE ou do PCP numa empresa nos dias de hoje. Não refiro a ideia de deixarem de andar a ver quem os tem maiores... bom seria, no caso concreto, que um dos lados reconhecesse que o outro também os tem.

Cumps.

deixado a 25/6/09 às 20:00
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CausasPerdidas
Corrijo. Onde se lê "mas os assuntos dos sindicatos são resolvidos pelos seus sócios dos sindicatos", deve ler-se "mas os assuntos dos sindicatos são resolvidos pelos sócios dos sindicatos".
Obrigado.

deixado a 25/6/09 às 20:25
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