Soldados israelitas usaram um rapaz de 11 anos como escudo humano durante a guerra com o Hamas na Faixa de Gaza. No caso ontem mencionado na Comissão de Direitos Humanos da ONU, os soldados israelitas ordenaram ao rapaz que fosse à frente das tropas, que estavam a ser atacadas, num bairro da Cidade de Gaza, e fizeram-no ainda entrar em edifícios antes deles, numa altura de operações militares "intensas". O rapaz também recebeu ordens para abrir sacos de outros palestinianos antes de ser deixado pelos militares à entrada de um hospital, segundo a enviada da ONU para a protecção dos direitos das crianças, Radhika Coomaraswamy. Trata-se, acrescentou, de uma clara violação da lei israelita e internacional. O caso está descrito num relatório de 43 páginas ontem publicado, e foi uma de várias violações de direitos humanos pelo Exército israelita durante as três semanas de guerra em Gaza. "São apenas alguns exemplos das centenas de incidentes que foram documentados e verificados" por responsáveis da ONU no terreno, disse a relatora. "Houve violações todos os dias. São demasiadas para enumerar." (Público de hoje)
Dedicado aos que, durante a intervenção em Gaza,
teimaram em olhar para este conflito como se fosse uma aventura de desenhos animados. À medida que "o trovão rompante de Israel como um Estado de apartheid" se aproxima, como escrevia Boaz Okon, colunista do diário israelita "Yedioth Ahronoth", mais infatins serão os porta-vozes do indefensável.

Imagem publicada no Blasfémias a 15 de Janeiro