Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
por Daniel Oliveira
Parece-me um pouco desapropriado o título do post. Tão ou mais que o soundbite reproduzido. De resto, sinceramente, entre uma militante de um partido com provas dadas da sua incompetência a todos os níveis, que conseguiu espalhar um odor a incapacidade por todos os cargos governativos (e foram alguns e de muita responsabilidade) por onde passou, e um tipo fraco e com poucas ideias, veio o diabo e escolheu. Entenda-se por diabo os portugueses que reconduziram Sócrates à reeleição e puseram 21 extremistas de direita no parlamento. Vá se lá entender a democracia. Mas para entendermos esta democracia convém não esquecer os 800 000 eleitores fantasmas - e estou a contar por baixo.
Noutro dia vi uma reportagem da BBC sobre uma prática generalizada de subornos pagos por corporações multinacionais a políticos, não só os do governo mas a todo o espectro político do país, para permitir a concretização de certos projectos. E depois vi também que todos os deputados foram considerados urgentes para a toma da vacina da Gripe A e não pude deixar de pensar que, até pode não ser verdade, pelo menos não podemos generalizar, mas sou obrigado a aceitar e a compreender quando ouço na rua que os políticos só se querem servir dos seus cargos.
Bem, não sei. Mas que não me caíu bem que os únicos a colocar esta questão tenham sido deputados da direita, isso não.
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