Terça-feira, 30 de Março de 2010
por Daniel Oliveira
O grupo Ferve - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes denunciou hoje que a Fundação de Serralves, no Porto, vai "despedir mais de uma dezena" de trabalhadores que asseguram o serviço de atendimento e receção de visitantes há vários anos naquela instituição. Em causa está a decisão da Fundação de contratar uma empresa especializada para assegurar estes serviços, dispensando assim estes trabalhadores. Em fevereiro, a Fundação de Serralves sugeriu a estes trabalhadores que criassem uma empresa para prestação de serviços daquela natureza, mas estes rejeitaram a ideia. Queriam o mesmo serviço, feito pelas mesmas pessoas. Ou seja, o único objectivo era que os trabalhadores perdessem o vínculo à instituição. E como não aceitaram, vão para o olho da rua.

por Daniel Oliveira
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76 comentários:
Podiam ter aceitado. Tornavam-se empresários a contratavam-se sem termo.

Afinal, se uma empresa não se sente vocacionada para prestar um serviço e pretende contratá-lo externamente, o que faz?

deixado a 30/3/10 às 19:08
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Zé Boi
Lá está... É o que eles querem, é desvincular, é não ter que ter 'empecilhos', só querem ter uma despesa sem terem que se preocupar com direitos (ai que nojo de palavra, direitos...).

Só querem facturar milhões, pagando tostões.

É assim o patronato da treta que temos neste país de tristes...

deixado a 30/3/10 às 18:06
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luÍs bernardo
Pois é. A questão é que se pode despedir, mas os critérios não são, nem precisam de ser, o da competência ou qualquer coisa relacionada com o mérito de cada um. A protecção do emprego tem dests coisas.

deixado a 30/3/10 às 18:06
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Nom_de_Guerre
É a Cultura da Precariedade

deixado a 30/3/10 às 17:55
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Zé Boi
Portanto constituiriam uma empresa, as pessoas iriam ficar a gerir uma empresa sem terem noções de gestão, sem preparação e a fazer algo que não era o que queriam fazer... Justíssimo portanto!

E como não era justo, recusaram! Porque o que a "empresa Serralves" deveria fazer era dar um contrato a essas pessoas, isso sim justo, porque eles tinham horários, chefes, local de trabalho bem definido... Essas coisas, que os Liberais não gostam. E que por enquanto a Lei ainda diz que deve ser regido por um contrato de trabalho...

Mas a "empresa Serralves" não quer ter encargos com trabalhadores, porque isso implica maiores custos diz-se. É melhor contratualizar um "serviço" a uma empresa que o preste e assim é apenas e só uma mera despesa administrativa.

É só o lucro, a pasta, a guita, a paca, o dinheiro que interessa! Mas o problema é gente a pensar assim...

As pessoas que se f... lixem não é verdade?...

deixado a 30/3/10 às 23:03
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É o maravilhoso mercado livre... voltámos à praça da aldeia à espera do soldo diário...

deixado a 30/3/10 às 20:32
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Eleitor
A dificuldade em Portugal é o despedimento individual. O despedimento colectivo é fácil.
Contrato definitivo é pior que casamento (no que toca a romper o contrato). Daí que empregador ajuizado opte por trabalho temporário ou contratação de empresas externas. Quando não precisa, ou quando o trabalhador não serve, a solução é fácil.
Já agora, porque é que a esquerda não fala das empresas de emprego temporário, verdadeiros proxenetas de milhares de jovens deste País?

deixado a 30/3/10 às 20:47
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PJ
E se amanhã o seu empregador lhe fizer o mesmo? Se a proposta for a de rescindir o seu contrato, constituir uma empresa, e prestar exactamente o mesmo serviço que faz agora, fá-lo-ia?

deixado a 30/3/10 às 20:58
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Manolo Heredia
"O trabalhador por conta de outrem é o maior inimigo da economia". É a ideia que se tenta impingir à opinião pública desde há décadas. Pois sendo a produtividade a grande culpada da falta de competitividade da economia (portuguesa, europeia), quanto mais automatizadas estiverem a indústria e os serviços, melhor.

Este caso Serralves só peca por não seguir desde a via da automatização.

deixado a 30/3/10 às 21:05
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Desta vez é que não percebi nada.
Eram precários.
Ofereceram-lhe a hipótese de se constituírem numa empresa que iria fazer o mesmo serviço e, sei lá, até podia expandir-se.
Não quiseram. Agora estão desempregados.
Não consigo perceber o que é que ganharam com a recusa.

deixado a 30/3/10 às 21:11
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