Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
por Daniel Oliveira
Esta reacção ao texto de Isabel Stilwell, em que a colunista avisa para os perigos da degradação da democracia e de como um discurso autoritário pode vingar nestas circunstâncias (usa como exemplo Salazar e o final da I República), mostra como algumas pessoas têm dificuldade em interpretar as coisas que lêem. Pode dizer-se que o simplismo do texto leva a fazer paralelos com pouco sentido e que a sua falta de rigor histórico não tem em conta as forças sociais que então estavam em confronto e as complexas contradições internas em cada um dos campos, incluindo no golpista. Mas a ideia de que citar seja quem for é um acto desprezível, mesmo quando não se manifesta qualquer simpatia pelo citado, é das coisas mais absurdas que já me foi dadas a ler.

por Daniel Oliveira
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Renato Teixeira
Caro Daniel Oliveira, isto cada um com as suas salivações pavlovianas. Eu com a Isabel S. sua excelência comigo. O que é que se há-de fazer?

No único parágrafo escrito por si, Isabel S. diz: “Vamo-nos fiando em que a História não se repete, mas para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa. Como reagiria o bom povo português se surgisse agora um político a proferir, com convicção, os discursos do Dr. António Oliveira Salazar que se seguem? Mas há mais, para quem quiser consultar a compilação dos seus discursos públicos, depois de ler, obviamente, os relatos do País nos últimos anos da I República.”

Vamos por partes que a coisa é de uma militância anti-fascista tal que cega.

Alega a autora: “Vamo-nos fiando em que a História não se repete” logo pode repetir-se. Cautelosa, previdente, alerta: Cuidado que “para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa”.
Assim sendo e para evitar qualquer mal entendido aconselha a compilação dos discursos de Salazar “depois de ler, obviamente, os relatos do País nos últimos anos da I República”.

Experimente o Daniel Oliveira comer açúcar depois de trincar limão e verão que ele parece mais doce que nunca…

Eu posso ler a crónica de Isabel S. vinte vezes e vou continuar sem ver qualquer acto de resistência anti-fascista.

deixado a 26/4/10 às 02:25
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