Esta reacção ao
texto de Isabel Stilwell, em que a colunista avisa para os perigos da degradação da democracia e de como um discurso autoritário pode vingar nestas circunstâncias (usa como exemplo Salazar e o final da I República), mostra como algumas pessoas têm dificuldade em interpretar as coisas que lêem. Pode dizer-se que o simplismo do texto leva a fazer paralelos com pouco sentido e que a sua falta de rigor histórico não tem em conta as forças sociais que então estavam em confronto e as complexas contradições internas em cada um dos campos, incluindo no golpista. Mas a ideia de que citar seja quem for é um acto desprezível, mesmo quando não se manifesta qualquer simpatia pelo citado, é das coisas mais absurdas que já me foi dadas a ler.