No programa Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira (cito de cor) responde que se a ministra resolvesse adiar o encerramento das urgências em Anadia à espera de uma melhor alternativa isso seria errado. Porque é simbólico. Porque as pessoas perceberiam que podem conquistar as coisas na rua. E sublinhou: mesmo que tenham razão. Ou seja, a razão das pessoas e a sua saúde não interessam para nada. Porque na política, para Pacheco Pereira, tudo se resume a uma encenação de autoridade. Mesmo que se esteja errado.
«Com todos os seus tiques monarquistas, na República, finou-se o direito natural de alguém assumir uma posição pública pelo simples e sempre duvidoso facto do nascimento, pela ideia repugnante, que intrinsecamente despreza o mérito, de que uma família ou um clâ se acharem superiores aos indivíduos fora da sua linhagem por que se dizem filhos de alguém. E essa é, pelo menos (mas outras existem), uma razão que enobrece a República face a todas as Monarquias e que faz com que o sangue vertido pelos bravos do 31 de Janeiro não o tenha sido em vão.» CAA
«Tenho dúvidas que se esteja a salvar o Serviço Nacional de Saúde. Pode acontecer que o serviço público fique só com os coitadinhos» Ana Jorge à revista Visão, no dia 17 de Janeiro de 2008 (sem link)
Este é um comentário irónico ao facto de eu criticar a existência de publicidade encapotada em manuais escolares do primeiro ciclo. Repito: publicidade não identificada como tal em livros de estudo para crianças com menos de 10 anos. O comentário é coerente na defesa da absoluta liberdade do mercado, que está tão em voga. E merece aplauso por isso mesmo. E eu nem faço comentários. Nunca seriam tão eloquentes como o post que me critica. Nenhum limite é aceitável.
Sócrates diz que foi "sensível aos protestos" e compreendeu "o sentimento psicológico das pessoas". Mas ao ouvir o debate no Parlamento e a entrevista ao seu número dois e clone Silva Pereira ao canal 2 fiquei com a sensação que não percebeu bem o que está em causa. As pessoas estão-se nas tintas para quem lhes fecha as urgências e os SAP. E o problema não é de comunicação, nem sequer é o estilo arrogante do ministro que parte. O problema são na realidade dois problemas: falta de credibilidade do Estado e sentimento de abandono.
A credibilidade: as pessoas não acreditam nas garantias de que as solução que estão a ser implementadas são melhores do que aquelas que têm. Não trocam o certo pelo incerto. Não é apenas conservadorismo ou imobilismo. É experiência em lidar com os nossos poderes públicos e o sentimento de que nos últimos dez ou quinze anos não pararam de perder com mudanças que os governos garantiam ser para melhor.
O abandono: o Interior tem visto fechar correios, escolas, urgências e estações de caminhos de ferro. Quando são serviços imprescindíveis acabam por ser os privados a substituir o que era público e fechou. A única coisa que parece chegar-lhes a casa são auto-estradas, para sairem de lá mais depressa. Muito do que estava a ser feito por Correia de Campos podia parecer racional do ponto de vista estatístico (muito nem isso é), mas a sensação de segurança de cada cidadão não se mede estatisticamente. E não é pura ilusão. Isso é ainda mais evidente quando falamos de saúde. Sobretudo a dos cidadãos mais velhos, que já se sentem completamente desprotegidos em tudo o resto.
Se Sócrates não pretende mudar de rumo na política de saúde não compreendeu nada e não foi sensível a coisa nenhuma. Trabalhou para os jornais e para os opinadores. Só que os medos fundados e infundados das pessoas são uma coisa muito mais profunda. É indiferente quem seja o ministro. Há forma de fazer bem: não mudar o que está bem e, para o que está pior, dar melhor antes de tirar. Ao afirmar que «não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas» Sócrates pode ir pelo caminho certo. Com a condição de saber que há matérias em que a confiança demora a conquistar-se e que não basta a opinião de burocratas para a garantir. Demora mais tempo do que a mudança de humor de colonistas e jornalistas.
Nas primárias da Florida, McCain teve 36%, Romney 31%, Giuliani 15%, Huckabee 14%, Ron Paul 3% e Thompson 1%. Entre os democratas, numas primárias a feijões onde não se elegeram delegados por desentendimentos entre o Partido Democrata da Florida e o nacional, Hillary venceu com metade dos votos, enquanto Obama teve 33%, Edwards 14% e Kucinich 1%. Entre os democratas, a corrida é entre Obama e Clinton. Entre os republicanos, parece ser cada vez mais entre McCain e Romney, com Huckabee à espreita.</strong>
A maioria dos leitores do Arrastão (63%) consideraram que, na sequência da escolha de Alcochete para o novo aeroporto, o ministro Mário Lino devia demitir-se. Perderam a oportunidade. Quem saiu foi Pires de Lima e Correia de Campos.
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E o novo inquérito é sobre esta remodelação. Qual a sua opinião? Concorda com a saída de Pires de Lima e de Correia de Campos? Só com a de Pires de Lima? Só com a de Correia de Campos? Com nenhuma delas? Acha que é indiferente?
Não, o novo ministro da Cultura não é António Pinto Ribeiro, ex-programador da Culturgest. É José António Pinto Ribeiro, advogado. E a nova ministra da saúde é Ana Jorge. Não a conheço.
As inspecções da ASAE têm dado que falar. Tanto, que o CDS chamou o seu inspector-geral ao Parlamento. A defesa dos direitos cívicos é um imperativo político. Seja em relação à ASAE, seja em relação a qualquer outra instituição pública. Aplaudo a iniciativa na esperança que os defensores de um Estado policial e musculado repensem as suas posições.
O Estado deve agir em defesa dos consumidores? Deve. E agindo, deve inspeccionar e punir quem não cumpra a lei? Deve. Qual é então o problema com a ASAE? Desproporcionalidade. A aplicação cega da lei, em qualquer domínio - e é aqui que muitos críticos da ASAE manifestam alguma incoerência -, exige bom-senso. Usar meios paramilitares para fiscalizar bolas de Berlim e Adidas contrafeitos é absurdo, como é absurdo algemar imigrantes quando chegam a uma praia algarvia ou disparar sobre pequenos assaltantes. Ameaçar fechar metade dos restaurantes do país é idiota, como é idiota querer recolher o ADN de milhares de cidadãos ou encher as ruas de câmaras de vigilância. Punir por irregularidades menores, sem fazer prevenção e pedagogia, é um erro. Na restauração e na pequena criminalidade. São justas as críticas que se fazem à ASAE. Esperemos que façam o seu caminho num país onde os direitos dos cidadãos valem nada quando os cidadãos são os outros.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado francês por este ter impedido que uma lésbica adoptasse uma criança. A decisão inédita acaba por funcionar como forma de pressão para que os 47 países-membros do Conselho da Europa mudem as suas legislações. Adoptar não é um direito. Ser adoptado é que é. E, até hoje, só ouvi um argumento em defesa da lei actual que tenha em conta este princípio: a criança precisa de um homem e de uma mulher como referências. Mas não colhe. A adopção já é permitida em famílias monoparentais.
A ideia de que as crianças só podem ser adoptadas por uma família 'tradicional', além de não ter tradução na lei, é absurda. Nascem e crescem em todo mundo milhões de crianças felizes em famílias que não correspondem ao que está convencionado. A família 'tradicional' é, diga-se de passagem, cada vez menos habitual. Querer manter na lei a fantasia da família ideal é pôr preconceitos morais à frente dos direitos destas crianças. Qualquer pessoa que tenha as condições emocionais, financeiras e de saúde mínimas para dar a uma criança o que uma criança precisa deve estar apta para adoptar. A avaliação final deve ser feita pelos técnicos e não pela lei. E uma coisa é segura: um casal homossexual que preencha estas condições fará melhor trabalho do que qualquer instituição. O que uma criança precisa é de uma boa família. Seja "gay" ou hetero, branca ou preta, rica ou remediada.
Bastava saber que se vai ver Philip Seymour Hoffman e ouvir os diálogos de Aaron Sorkin (o mesmo que escreveu os de West Wing), para não pensar duas vezes. Mas "Jogos de Poder" (ou "Charlie Wilson's War") vale mesmo a pena. Mesmo que já se levantem dúvidas sobre o seu rigor..
Aqui, um pequeno documentário que põe em causa o apoio que, segundo o filme, teria sido dado pelos EUA a Ahmad Shah Massoud. Segundo o documentário, o apoio teria ido sobretudo para Gulbaddin Hekmatyar, um fundamentalista islâmico. Uma outra versão da história.
Não falta quem ataque Marinho Pinho pelas suas acusações difusas sobre corrupção. Exigem provas. São os mesmos que ignoraram Paulo Morais, antigo Vice-Presidente da Câmara do Porto, e que desfizeram em José Sá Fernandes quando ele reuniu provas e recorreu à justiça, pondo as convicções políticas à frente da exigência cívica. Já é difícil leva-los a sério. Quando a acusação é geral, é conversa de taxista quando é concreta é a judicialização da política. Afinal, quando é que é aceitável falar em corrupção no nosso país?
Vamos por partes porque a confusão parece ser grande. Na cabeça de Paulo Pinto Mascarenhas o meu preconceito levaria a perdoar estes 12 quilómetros de muro que teriam sido erguidos por árabes. Dois erros: um de percepção, outro de facto.
O de percepção: são incontáveis as vezes que critiquei o vergonhoso comportamento dos países árabes para com a questão palestiniana. A começar pelo Egipto, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita. O sofrimento palestiniano é excelente para os tirantetes árabes usarem quando têm conflitos com Israel. É excelente para procurar apoio popular, já que se trata de uma causa que junta, entre o povo árabe, moderados e radicais, pró-ocidentais e islamistas, laicos e religiosos. A Palestina está para os árabes como Timor esteve para os portugueses. Mas à primeira oportunidade, a causa palestiniana é esquecida. Nos últimos anos, Egipto e Jordânia têm sido, na maior parte das vezes, cúmplices da ocupação israelita.
O erro de percepção de Paulo Pinto Mascarenhas é natural: para ele, como para muitos dos que genuinamente acreditam que vivemos um choque de civilizações, há os muçulmanos e nós (e nós, inclui Israel). Na melhor das hipóteses, há ainda os muçulmanos moderados (que apoiam o Ocidente) e os radicais. O erro de avaliação é evidente: nem os "nossos" aliados muçulmanos são moderados (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iémen), nem os muçulmanos são uma entidade política. Não tenho nenhuma simpatia política pelos muçulmanos, assim como não tenho nenhuma simpatia política por judeus ou cristãos. Apenas porque isso não faz qualquer sentido. Tenho apenas uma reacção que me parece saudável e avisada contra a islamofobia, uma nova forma de anti-semitismo (no que aos árabes diz respeito), que parece encontrar na nossa intelectualidade de direita pasto fértil, assim como o anti-semitismo contra os judeus encontrou no passado.
Mas a minha posição sobre o conflito israelo-palestiniano é uma outra coisa. É uma posição sobre um conflito concreto, um território ilegalmente ocupado, a expulsão sistemática de um povo (que inclui muçulmanos, cristãos, agnósticos e ateus) das suas terras, o roubo da sua água, a demolição das suas casas, a destruição da sua economia e, cereja no bolo, a construção de um muro que só alguém muito baralhado em relação ao que deve ser o comportamento de um Estado e o respeito pelos direitos humanos pode tolerar.
O erro de facto, que torna toda a conversa que fiz até agora irrelevante: os 12 quilómetros de muro que dividem Gaza do Egipto não resultam de uma iniciativa do Egipto e não foram construídos pelo Egipto. Não é, ao contrário do que diz o Paulo baseado não faço ideia em quê, «um muro edificado por árabes». Mais: nem sequer está na fronteira entre o Egipto e Gaza, mas dentro do território palestiniano (cerca de 300 metros antes). E para criar um espaço deserto entre o muro e a fronteira com o Egipto, a que deu o nome de código "Corredor de Filadélfia", Israel demoliu milhares de casas palestinianas, desalojando, com a ligeireza do costume e silêncio internacional do costume, milhares de famílias. Segundo um acordo (julgo que na altura da retirada israelita da Gaza, e que, na realidade, nunca chegou a ser assinado pelos israelitas), a Autoridade Palestiniana trataria da fronteira palestiniana, o Egipto da fronteira egípcia e uma unidade europeia trataria do espaço entre as duas, sendo esse espaço igualmente controlado por câmaras de vigilância israelitas, que assim poderiam monitorizar todos os movimentos entre fronteiras.
Ou seja, o muro foi construído por Israel dentro de território palestiniano e existe por sua exclusiva exigência. Claro que a cumplicidade egípcia e os ruinosos acordos que foram sendo assinados e que Israel raramente cumpriu ajudaram. Devo recordar que todas as entradas e saídas de Gaza (por terra, mar ou ar) são decididas por Israel. Todas!
Não deixaria de sorrir, não fosse o caso trágico e o desequilíbrio nas condenações aviltante, quando se usa como argumento para defender o comportamento israelita os patéticos rockets palestinianos. Não fosse por outra razão, bastaria comparar o número de vítimas e de estragos materiais dos dois lados, a força militar dos dois lados e o dia-a-dia nos dois lados para ter algum pudor. O ataque aos palestinianos (à sua liberdade de movimentação, à sua economia e às suas vidas) é quotidiano, planeado ao pormenor e de um sadismo assinalavel. Condenar os rockets é uma coisa. Justificar os bombardeamentos, o cerco de fome quase permanente e a punição colectiva por causa deles é uma brincadeira de mau gosto.
Quanto ao muro, justificado por razões de segurança, tem uma outra função, que na Cisjordânia se torna especialmente evidente: boicotar a viabilidade económica, territorial, social e política de um futuro Estado da Palestina. E desenhar fronteiras futuras, remetendo os palestinianos para bantustões dependentes, em cada minuto, dos raros momentos de boa-vontade de Israel.
Fica assim esclarecido Paulo Pinto Mascarenhas: não há para mim bons e maus muros. Só que neste caso, o muro é o mesmo, o dono da obra foi o mesmo e os propósitos foram os mesmos. Que ele não o saiba, não me espanta. Sobre a avaliação que muita gente faz do que se passa entre Israel e a Palestina, pesam muito mais motivações ideológicas e preconceitos étnicos e religiosos do que a dura e trágica realidade dos factos.
Como prometi, a não ser que haja alguma novidade que me obrigue a fazer um intervalo, as escolhas de blogues das próximas semanas serão exclusivamente dedicados a blogues regionais. Um por distrito. No fim, se tiver deixado de fora algum relevante volto a eles. É difícil a definição de blogues regionais. Grande parte dos blogues que falam da sua região, concelho ou até freguesia (há mesmo blogues que se dedicam apenas à sua rua) falam também da actualidade nacional e internacional. A escolha partiu deste principio: blogues que falando de tudo isto nos podem trazer informação local que não está disponível no resto da blogosfera e imprensa. É seguramente o caso da minha primeira escolha, onde até se escreve mais sobre o que acontece fora da região do que sobre o que por lá se passa.
Como isto vai seguir a ordem alfabética, o primeiro distrito não é um distrito, mas uma região autónoma: os Açores. Nove ilhas não ajuda. Fiz um passeio pelos blogues dos Açores e fiquei com a ideia que a maioria são de promoção de cada ilha, dos seus atractivos naturais e turísticos. Ou são, como em todo o lado, mas talvez ainda mais neste caso, blogues pessoais, confessionais, de fotografia ou mesmo poéticos. O cenário presta-se a isso. Ainda assim, a escolha é variada em quase todas as ilhas. E encontram-se projectos com uma qualidade acima da média, havendo mesmo vários portais de blogues da região.
Dos muitos blogues que vi (os 27 aqui linkados são apenas uma pequena parte da minha viagem), o que me pareceu, correndo o risco de ser injusto, mais profissional, esteticamente mais cuidado, com actualizações mais frequentes e mais linkado pelos vizinhos foi o :Ilhas. É também dos mais antigos. Foi criado em Novembro de 2003. Escrito por seis pessoas (que, segundo percebi, são todas de São Miguel), é uma referência na blogosfera açoriana, onde abunda, como não podia deixar de ser, a rivalidade entre blogues de diferentes ilhas. São Miguel e Terceira à cabeça. O :Ilhas é o blogue da semana. E com ele todos os blogues açorianos.
"A CGTP-IN deve reunir todas as suas forças para assegurar a eleição duma direcção capaz, forte, socialmente prestigiada, reconhecida e plural, que corresponda à alargada base social de apoio do movimento sindical, constituída por trabalhadores de diversificadas convicções políticas. A futura direcção deve ser discutida e legitimada no seio do movimento sindical e dos seus órgãos. Não poderá ser decidida na base de concepções aparelhísticas e de interesses estreitos em instâncias exteriores ao movimento sindical. Tal fragilizaria a unidade e o futuro da principal central sindical dos trabalhadores portugueses"
"A CGTP-IN, à luz dos seus princípios e ao serviço dos trabalhadores, deve filiar-se na nova central sindical global - a CSI - onde se encontra a esmagadora maioria dos movimentos sindicais democráticos e representativos do mundo inteiro, assim como praticamente todos aqueles com quem trabalhamos e nos relacionamos há muitos anos. Deve fazê-lo porque a solidariedade mundial dos trabalhadores é hoje, mais do que nunca, um imperativo necessário, contribuindo assim para reforçar a unidade orgânica e o sindicalismo pluralista e progressista a nível mundial, com a sua contribuição própria, combativa e autónoma"
"É preciso reconhecer que há problemas que é preciso defrontar e que a organização se rotinou, pratica estilos de trabalho ultrapassados e precisa revitalizar-se; que a formação dos quadros é quase inexistente (e a dos trabalhadores também) e isso compromete o futuro, para além da ignorância gerar medos e recusas do desconhecido; que o conhecimento rigoroso da realidade está longe das práticas sindicais; que a participação dos trabalhadores é em muitos casos reduzida; que boa parte do movimento sindical não se tem mostrado capaz nem, nalguns casos, interessado em aproveitar integralmente a credibilidade que a Direcção da CGTP-IN tem conquistado na sociedade portuguesa e nos seus órgãos institucionais, nomeadamente através da adequada acção e intervenção do seu secretário geral e, a nível externo, do seu secretário internacional; e que, perante dificuldades, se prefere escondê-las, numa atitude de falta de transparência, num processo de difícil confronto com a verdade revolucionária e transformadora"
"Não há quadros inamovíveis, nem reformar-se é a saída natural de um dirigente da central sindical. Mas não pode deixar de se condenar com veemência a invocação cega de critérios formais, o afastamento por diferenças de opinião ou a impossibilidade de um secretário-geral constituir uma equipa de trabalho que inclua alguns colaboradores mais próximos. Tal eleva a preocupação sobre a real autonomia da CGTP-IN e obriga a redobrada atenção e esforço para a obtenção de soluções de cuidadoso respeito pela diversidade das componentes do projecto unitário"
"Não haverá prosseguimento de práticas unitárias efectivas na CGTP-IN se se verificar uma sobreposição duma maioria fechada, capaz de decidir previamente e fora dos órgãos da central, deixando apenas "sobras" para unitariamente se decidirem, sufocando as restantes componentes do projecto"
"A direcção em preparação tem de ser uma solução construída dentro do movimento sindical, com os actores reais do processo sindical, os dirigentes sindicais dentro da estrutura; não pode resultar de nenhuma imposição unilateral, de inspiração hegemónica, ao revés da base social de apoio da CGTP"
Ulisses Garrido, Fátima Carvalho, Guadalupe Simões, João Baldaia, Adriano Sousa, Albertina Fernandes, António Avelãs, António Grosso, Artur Ferreira, Esmeralda Guilherme, Francisco Branco, Francisco Corredoura, Henrique Borges, Horácio Figueiredo, João Cunha Serra, João Lourenço, João Pascoal, Joaquim Mesquita, Jorge Rebelo, José Estêvão, Luísa Batista, Maria Barradas, Manuel Grilo, Nuno Oliveira, Viriato Jordão e outros.
«Meus amigos, esqueçam os certificados de aforro! Só no último ano atingem uma taxa interessante que obviamente não paga o “preço” de ter o dinheiro parado e mal pago durante os 9 anos anterior. Sim, há depósitos a prazo a render 5% brutos e até ligeiramente mais, disponíveis no mercado. Parabéns senhor Ministro, conseguiu acabar com os Certificados de Aforro, disfarçando a coisa de modernização. Os bancos seguramente ficar-lhe-ão imensamente gratos pelo novo afluxo de capitais que a eles chegarão quando se perceber como os CA perderam interesse.» Economia & Finanças, com algumas explicações.
A organização não governamental norte-americana Centre For Public Integrity (CPI) fez um levantamento das declarações feitas por oito responsáveis da Casa Branca desde o 11 de Setembro de 2001 até ao início da invasão do Iraque. Contabilizou 935 declarações que falsas sobre as ADM ou as ligações de Saddam à Al Qaeda.
O Partido Socialista faz aprovar no Parlamento (com os votos do PSD e do CDS) uma moção que condena com clareza (e bem) os ataques de rockets sofridos por Israel mas, ao contrário do que está a acontecer um pouco por todo o Mundo, não sente necessidade de condenar ao actual bloqueio imposto por Israel à população de Gaza. Limita-se a isto: pedir que «Israel evite acções de bloqueio que afectem a população de Gaza". Que evite punir um milhão e meio de civis. Se der, claro.
Os Palestinianos destruiram o muro que os cerca na fronteira com o Egipto para fugir à fome. Infelizmente, Israel não conseguiu evitar construir o Muro da Vergonha, não conseguiu evitar isolar um milhão e meio de almas do resto do Mundo, não conseguiu evitar o bloqueio da entrada de medicamentos, não conseguiu evitar cortar energia, não conseguiu evitar o bloqueio da entrada de alimentos, lançando a fome entre civis e punindo colectivamente um povo, como fazem os Estados mais bárbaros... Não conseguiu, nem quer conseguir. Porque, do Ocidente, terá sempre simpáticos e compreensivos apelos e palmadinhas nas costas dadas por governos incapazes de mostrar o mínimo de dignidade e coragem. Mesmo dos dirigidos por partidos que, se respeitassem o seu passado e o legado dos seus fundadores, teriam vergonha de fazer esta figura. Mário Soares e Freitas do Amaral eram aliados leais dos EUA e nunca se prestaram a isto. Não precisavam. Existiam. Já Sócrates é apenas conhecido pelas suas práticas desportivas um pouco por todo o Mundo e Luís Amado não passa nem nunca passará de um moço de recados.