Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
por Daniel Oliveira



Hossein Derakhshan, o "pai" dos bloggers iranianos e um dos mais populares no país (em persa e em inglês, e aqui a sua página) desapareceu em Outubro. Iraniano com nacionalidade canadiana, tinha regressado há pouco ao Irão, depois de estar oito anos no Canadá. A Amnistía Internacional denunciou a sua detenção. Segundo a AI, Derakhshan, de 33 anos, foi detido em casa da sua família, em Teerão, a 1 de Novembro, por seis agentes vestidos à civil (notícia de hoje no El Pais). Nesta página do Facebook e neste site segue uma campanha para a libertação de Hossein. Aqui deixo a imagem da campanha. Para mais informações sobre Hoder, podem acompanhar o twitter da campanha pela sua libertação.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Advogados europeus terão pedido a um tribunal belga para mandar prender a ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni, quando hoje ao fim do dia chegar a Bruxelas, de acordo com o jornal Haaretz.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), das Nações Unidas, vai abrir, a pedido dos países árabes, um inquérito às alegações segundo as quais Israel terá utilizado munições com urânio empobrecido durante a sua ofensiva em Gaza, foi hoje anunciado.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Ao que parece, os muçulmanos de uma cidade inglesa conseguiram bloquear a campanha do autacarro ateísta, pressionando a empresa de autacarros para não a aceitar. E esta, lamentavelmente, cedeu.

Adenda

As reacções, na caixa de comentários, não se fizeram esperar. Foi como a sineta de Pavlov. Muitos comentários foram por um caminho natural: em defesa da laicidade do Estado e da liberdade de expressão, até porque não dei dados nenhuns. Dois defenderam a posição dos muçulmanos contra os atrevidos ateus, considerando-a legitima. Mas a maioria escreveu, como não podia deixar de ser, sobre o atraso muçulmano e o medo do Ocidente perante as suas pressões. E as cedências que a Europa nunca faria com católicos. Sem ter nenhuns dados, não faltaram conclusões de largo alcance civilizacional. Houve quem fosse mais honesto, e dissesse que a cedência é inaceitável porque os muçulmanos "não estão no país deles". Mas a ideia geral andou à volta dos perigos do islamismo contra a tolerante e cristã Europa.

Aqui ficam alguns excertos:
"Pois, esta gente tem muito que pedalar para chegar ao século XXI, como dizia um amigo meu, ainda não sairam da idade média, ainda não entendi o que o Ysuf Islam (Cat Stevans) viu no islão."
"Veja o que aí vem, como beneplácito da esquerdalha."
"Afinal o Cardinal Patriarca tinha alguma razão no que disse no casino."
"Todos têm o direito de expressão seja de que forma for e qualquer tentativa de sabotagem deve ser reprimida por quem de direito. (...) Hoje é assim no Reino Unido, amanhã temos a sharia a reger. O situacionismo com o seu complexo (incutido) do homem branco está a destruir séculos de evolução, para o qual está-se a marimbar pois a cretinice tem visão curta com palas nos olhos."
"É mais um exemplo entre tantos, das cedências que todos os dias por essa Europa fora se vai fazendo ao fanatismo religioso islâmico."
"Esta inércia faz rir os opressores pois estes sabem que estão protegidos, não usam os mesmos métodos e nem têm condicionantes do ponto de vista moral. Têm uma agenda definida e tem conseguido marcar posição até ao dia que eventualmente ganharão e volta-se à idade média."
E, por fim, um leitor pergunta-se: "E se fosse outra religião, nomeadamente a católica, a empresa teria cedido?" E outro responde: "É esta sociedade laica que tão valentemente massacra todas as posições da Igreja, que se deixa submeter ao islamistas, até mesmo no campo judicial."

A coisa estava imparável e prometia melhorar, mas tenho de me denunciar. A notícia estava truncada. Não se assustem, tudo isto aconteceu. Não foi é numa cidade inglesa, mas numa cidade italiana. Génova, para ser mais exacto. E não foram os muçulmanos que pressionaram a empresa de autocarros, mas a própria Igreja Católica (via jugular). E, lamentavelmente, a empresa cedeu.

Ficam as minhas desculpas pela manipulação. Sobretudo aos comentadores que, conhecendo a história verdadeira - que não deu, claro, muito que falar -, a denunciaram, vendo os seus comentários pendentes, para não estragarem este meu divertimento. Os comentários já estão online. Mas eu precisava de fazer esta experiência: ver como a mesma notícia era tratada pelos comentadores se a pressão viesse dos muçulmanos. Infelizmente não é possível saber (mais fácil de imaginar) o que os comentadores teriam escrito se eu tivesse postado logo a notícia verdadeira. Porque para quem conhece quem aqui comenta, é interessante verificar que são os mesmos que reagem tão violentamente a qualquer critica que se faça à Igreja Católica que aparecem aqui mais indignados com a notícia.

Os argumentos são logo culturalmente direccionados. Recordo: as pessoas fizeram estes comentários sem saberem quase nada sobre o que teria acontecido. Até porque, se soubessem, não teriam sido enganadas.

Aqui ficam, agora, as minhas perguntas, em paralelo com os comentários que destaquei:
Têm os católicos de pedalar até ao século XXI?
Isto que temos tem o beneplácito de quem? Da "direitalha"?
Tendo o cardeal patriarca razão, a razão que ele tinha também se aplica aos católicos? Temos um problema cultural com os católicos, porque eles acham que a razão é apenas sua?
Deve quem de direito reprimir as pressões da igreja antes que a lei passe a ser a sua?
Temos aqui mais um exemplo das cedências da Europa ao fanatismo religioso católico?
A Igreja Católica tem uma agenda definida e tem conseguido marcar posição até ao dia que eventualmente ganhará e volta-se à idade média?

Quanto à pergunta final ("se fosse outra religião, nomeadamente a católica, a empresa teria cedido?"), a resposta fica dada pela própria notícia. E parece que ao contrário do que diz o outro leitor, esta sociedade também se deixa submeter aos católicos mais intolerantes.

O que fica aqui evidente: o mesmo acto cometido por muçulmanos e católicos tem uma leitura completamente diferente por parte de muita gente. Se a pressão vier de muçulmanos, passa a ser, não um problema de defesa da laicidade do Estado ou da liberdade expressão, mas uma grave questão cultural e civilizacional. Na verdade, a laicidade é aqui meramente instrumental. Ela só pode ser evocada perante os perigos "externos" das religiões minoritárias.

Agora, seguem-se, nos comentários, a procura pelo rigor da notícias e por todas as atenuantes.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Obama começou bem. Ontem à noite, ainda antes de ir para a caminha, pediu, como primeiro gesto enquanto presidente, a suspensão por 120 dias dos processos judiciais por terrorismo na base de Guantánamo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



E aqui está a tradução integral do discurso.


por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales



Pode ser que tenha escapado ao governador do Banco de Portugal, mas não se pode alterar as previsões económicas efectuadas há menos de duas semanas, dizendo que “as notícias dos últimos dez dias acentuaram bastante o pessimismo sobre o crescimento da Europa”, e esperar que alguém acredite quando diz que o quadro traçado por Bruxelas é demasiado pessimista. Como Vítor Constâncio parece interessado em reforçar a imagem de que é sempre o último a saber, começa a instalar-se uma convicção e uma dúvida. A primeira é a de que os números de Bruxelas apenas resultam da interpretação das mesmíssimas notícias que escapam incógnitas à equipa de Vítor Constâncio, a segunda é tentar perceber o que raio fazem os mais de 1600 funcionários do Banco de Portugal que respondem pelas projecções e estudos macroeconómicos.

por Pedro Sales
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
por Pedro Sales



Para quem não conseguiu acompanhar o discurso de Obama, ou não gostou particularmente do que ouviu, é sempre possível recorrer ao Inauguration Speech Generator. O meu primeiro parágrafo foi o seguinte: “My fellow Americans today is a special day. You have shown the world that "hope" is not just another word for "change", and that "change" is not only something we can believe in again, but something we can actually feel.”

por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira

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Do site do PS (cheguei lá via 5 Dias)


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira



não há volta a dar, a notícia do desaparecimento súbito do joão aguardela marcou o meu dia, mesmo sem nunca nos termos cruzado, sem nunca o ter conhecido cara a cara. o que se passa é que o aguardela marcou o meu crescimento, sobretudo com os sitiados, e a mágoa aterra onde menos se espera por via das canções, das empatias, daquilo a que se assistiu, pulou e trauteou, mesmo que em registo biqueirada e de andar o mosh, mas sempre com muita ternura. o disco homónimo saiu em 1992 e eu conheci-o através do programa do henrique amaro na nrj e o dito apanhou-me de estalo naquele que foi um efeito surpreendente em plena efervescência adolescente – ao mesmo tempo que assistia a concertos dos corrosão caótica e dos tropa morta deliciava-me com o balançar do rock e folk à portuguesa, o london calling a competir com a pérola negra, e a miúda do acordeão que até andava na minha escola secundária, e as boas recordações que vêm dessa altura, o 1º de maio de mil nove e noventa e três na alameda, com rapaziada a potes deliciada (não tenho queda para adjectivos) com o carvalho da silva imediatamente antes da entrada em palco da trupe do aguardela, e depois aquela ocasião na amadora, naquele jardim com uma estátua do zeca afonso, plantada quando a porcalhota era de esquerda, e o povoléu a vibrar, os próprios sitiados haveriam de glosar o zeca anos depois, através da formiga no carreiro, e mais tarde a loucura à torreira do sol no demolido estádio josé de alvalade por ocasião do festival portugal ao vivo, em que os sitiados abriram as hostilidades e os xutos levaram ao palco três strippers, imediatamente antes de se transformarem em mobiliário institucional.
seguiram-se o projecto megafone que conseguiu pôr o giacometti na pista da discoteca e nos palcos secundários da expo 98 e a linha da frente, que conheci de relance, até reacender à séria a minha atenção com a naifa, sobretudo com o disco 3 minutos antes da maré encher, que adoro. vi-os em palco na festa dos comedores de crianças ao pequeno-almoço de 2007, interpretaram aquela do soldado soviético sem medo da assistência potencialmente adversa, o aguardela mais charmant do que na altura das guedelhas compridas, e agora foi-se, vítima da doença que me dá calafrios. sem armar ao especulativo-sentimental acho que posso dizer/escrever que viveu para a música portuguesa, que vai deixar saudades, que me vai fazer procurar em casa da minha mãe a cassete onde tenho gravada a estreia dos sitiados gravada a partir de um vinil, uma tdk preta, da cor do luto. quanto a isso acabo como comecei, não há volta a dar.

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
"24": "As séries americanas mais populares dizem-nos muito sobre o ar dos tempos nos EUA. E poucas disseram tanto sobre o ciclo que acaba nesta terça-feira como "24". O que marcou todas as polémicas em torno da série foi, antes de mais, a justificação da tortura no combate ao terrorismo. E, apenas como metáfora, "24" serve bem para retratar a degradação moral a que assistimos durante o reinado de George Bush."

Conselhos do cardeal: "Um dos problemas de muitas sociedades muçulmanas não é a sua religião. É não terem conquistado essa grande vitória da civilidade: a de remeterem as igrejas para o seu devido lugar. Só não é arriscado casar com um católico porque não é o cardeal-patriarca a determinar a conduta dos cidadãos e a lei do Estado."

Ler textos completos ou comentar aqui.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
por Pedro Vieira
era capaz de apostar que o ruben de carvalho e o mário nogueira vestiram o mesmo casaco durante a emissão da noite da Sic Notícias. com dez minutos de diferença.

por Pedro Vieira
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por Pedro Sales


por Pedro Sales
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por Pedro Sales


por Pedro Sales
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por Pedro Sales
Com a entrada em vigor do novo Código dos Contratos Públicos, o governo português passou a disponibilizar um portal na internet onde se pode consultar variada informação sobre os concursos públicos - nomeadamente os que foram realizados por ajuste directo. O que seria uma excelente iniciativa, possibilitando uma maior transparência e escrutínio público, tornou-se numa salganhada tão grande que não serve nenhum propósito que não seja o de desinformar.

Uma fotocopiadora por 6 milhões e meio de euros, ou a reparação de uma porta por 140 mil euros, está muito para lá da corrupção ou do desperdício de dinheiros públicos. Tem que ser um erro grosseiro, que a lata e a imaginação do mais venal dos representantes públicos a tal não chega. Exemplos tão ou mais flagrantes do que estes circulam por meia blogosfera. Com tantas agulhas à vista o difícil mesmo é encontrar a palha no palheiro. Ou é desmazelo e incúria ou é propositado. Seja como for, o resultado é o mesmo. A descredibilização do portal e da informação que deveria prestar. Com uma agravante. Os dados presentes neste site são o resultado de uma lei aprovada pelo governo e do compromisso, por si assumido, de garantir maior transparência nos concursos públicos. Se falha de forma tão clamorosa no que seria uma simples alínea da lei - a manutenção de uma base de dados -, o que é que os cidadãos terão a esperar da competência fiscalizadora que é outorgada ao Estado no diploma em causa? Porventura pouco, para não dizer nada.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales
O mesmo primeiro-ministro que reintroduziu as deduções fiscais aos PPR´s, uma insensatez que faz com que os contribuintes de menores rendimentos financiem os abatimentos fiscais dos que têm maior poder de compra, anunciou ontem com grande estardalhaço o seu plano para combater as desigualdades sociais. Diminuir as deduções fiscais...

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



Se o Orçamento de Estado é um documento anual, e, apesar de todos os esforços semânticos do PS, ainda continuamos em 2009, onde é que se encaixa o "suplementar" com que o Governo disfarça mais uma rectificação orçamental? 2009 e meio? 2009 e três quartos? Quem dá mais?

por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira
"This Land Is Your Land" foi a resposta de Woody Guthrie, escrita em 1940, à famosa "God Bless America", de Irving Berlin. Peter Seeger, cantor de música popular americana e octogenário activista de esquerda, aceitou canta-la com Bruce Springsteen no Lincoln Memorial, ontem, no começo das comemorações da tomada de posse de Obama.

Mas Peter Seeger pôs uma condição: cantar a versão original, com os versos que entretanto tinham desaparecido da canção e que, para além do espírito patriótico, exigiam justiça económica e social. Aqui fica a América subversiva que aqueles que gostam de se intitular de pró-americanos esquecem sempre.

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Infelizmente, a HBO escreveu "propriedade privada" nas imagens de um acontecimento público em que Seeger cantava "Sign was painted, it said private property; But on the back side it didn't say nothing; That side was made for you and me" e o vídeo foi retirado. Aqui ficou outro, com menos qualidade, mas como não diz nada "was made for you and me".

Os versos originais que Seeger exigiu cantar:

"In the squares of the city, In the shadow of a steeple;
By the relief office, I'd seen my people.
As they stood there hungry, I stood there asking,
Is this land made for you and me?"

"There was a big high wall there that tried to stop me;
Sign was painted, it said private property;
But on the back side it didn't say nothing;
That side was made for you and me. "

"Nobody living can ever stop me,
As I go walking that freedom highway;
Nobody living can ever make me turn back
This land was made for you and me."


por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales
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Estagnação da economia, para a Lusa.


Orçamento rectificativo, para o Governo.




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por Pedro Vieira



© rabiscos vieira

por estes dias nas livrarias


por Pedro Vieira
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
por Daniel Oliveira
Sócrates legalização de casamento entre pessoas do mesmo sexo depois das próximas eleições.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Israel já começou a retirada do exército da Faixa de Gaza.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
por Daniel Oliveira
Ehud Olmert anunciou uma trégua unilateral na ofensiva na Faixa de Gaza. As forças israelitas continuarão a ocupar Gaza. Como toda a gente mal intencionada previa, o ataque parou horas antes de Bush dar lugar a Obama. O cessar-fogo teria de ser, claro, unilateral, nunca negociado que não é bom para a campanha eleitoral. Ao outro lado, exige-se agora tudo, incluindo aceitar, calado, a ocupação do território. Caso contrário, continua o massacre. E a culpa será dos terroristas palestinianos, como é evidente. A Israel, depois do crime, não se exigirá nada. Apenas que saiam de terra alheia, depois de deixar um rasto de destruição e sangue, quando e se lhes apetecer. Porque, quando toca a este conflito, todas as regras morais ou políticas normais estão suspensas.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira

© rabiscos vieira


por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira


Paying for Change


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Portugal deu instruções para a não autorização de sobrevoos ou aterragens em aeroportos portugueses de aeronaves que transportem material militar para Israel enquanto se mantiver a operação israelita em Gaza, indicaram hoje fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Deputado britânico judeu


Por cá, o conhecimento da matéria resume-se a isto.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Esqueçam tudo o que aqui escrevi sobre as regras da propaganda. Entrámos nafase pré-escolar da propaganda, feita para poupar os neurónios dos consumidores.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Livros a ler para saber mais sobre Gaza: Drinking the Sea at Gaza, da jornalista israelita do Haaretz Amira Hass que conhece bem Gaza e de quem nem Israel nem o Hamas morrem de amores, e Once Upon a Country, do académico e filósofo palestiniano Sari Nusseibeh. Clicando nos links, segue para a Amazon. Existe uma tradução portuguesa do livro de Amira Hass ("Beber o Mar em Gaza"), da Caminho.



Amira Hass já apareceu aqui, no documentário Ocupation 101, que deixei aqui. Fica agora uma entrevista de uma hora com a jornalista, de há cerca de um ano.


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por Daniel Oliveira
Depois de matar 1.100 pessoas, centenas delas crianças, Israel prepara-se para ficar em Gaza.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Já passaram mais de 24 horas e ainda ninguém disse que os funcionários da ONU eram militantes do Hamas disfarçados.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Miguel Portas esteve, com outros eurodeputados, em Gaza (apenas duas horas, o tempo que duram as tréguas), entrando pela fronteira com o Egipto, com o representante da UNRWA (entidade da ONU para os refugiados palestinianos), John Gin. Via Esquerda.net

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
por Pedro Sales



A fábrica Peugeot-Citroen (PSA) em Mangualde vai despedir cerca de 400 trabalhadores já a partir de 9 de Fevereiro de 2009. Em comunicado distribuído aos trabalhadores da fábrica Peugeot-Citroen em Mangualde, a empresa anunciou que vai despedir cerca de 400 trabalhadores e eliminar um dos três turnos. 3 de Dezembro de 2008.


O ministro da Economia foi hoje, em Bruxelas, apanhado de surpresa com a notícia da dispensa de 400 trabalhadores temporários e contratados a prazo da fábrica de automóveis de Mangualde da PSA (grupo Peugeot/Citroen), remetendo uma reacção para mais tarde. "Não tenho essa informação. Acabam de me referir o facto, mas eu tenho que me informar melhor como deve compreender". Manuel Pinho, 16 de Janeiro de 2009.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



Vale a pena ir ao Museu do Prado à boleia do Google Earth. Através de uma parceria entre estas duas instituições, 14 das principais obras presentes no popular museu de Madrid podem ser vistas com uma resolução 1400 vezes superior às convencionais fotografias de 10 megapíxels. Nunca será o mesmo que visitar as galerias do museu, como é normal, mas é mais que suficiente para observar os quadros com um detalhe e precisão que torna visível os estalos da tinta e as rugosidades da tela d´"As Meninas", de Velásquez.

Convém ter a última versão da do Google Earth (disponível aqui) e, no menu "layers", activar a opção "três dimensões”. Depois, é só ir à boleia até Madrid, Museu do Prado.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales
«Se o Governador do Banco de Portugal tivesse tido o gesto - a título muito confidencial - de me chamar e me dar uma palavra, se me dissesse o que ia encontrar, que o BdP ia intervir e que a eleição de uma nova administração não deveria acontecer então...», Miguel Cadilhe, na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN (Sol)

por Pedro Sales
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
por Daniel Oliveira
- Associar qualquer condenação ao crime que está a ser levado a cabo em Gaza a um apoio ao Hamas.
- Associar qualquer condenação ao crime que está a ser levado a cabo em Gaza a um apoio ao fanatismo religioso.
- Associar qualquer condenação ao crime que está a ser levado a cabo em Gaza a anti-semitismo.
- Aproveitar o facto de Palestina não ser, porque não a deixam, um Estado estruturado, para dar a Israel ("um país") uma legitimidade diferente da de qualquer grupo palestiniano ("um gangue").
- Aproveitar os crescentes conflitos com os árabes para apelar ao sentimento de proximidade cultural com Israel e de distância cultural com os palestinianos, como se isso desse qualquer tipo de autoridade moral a um ataque.
- Usar o facto de Israel ser uma democracia para legitimar qualquer acto, como se a democracia desse às bombas de um país uma natureza diferente. E nunca permitir que alguém recorde que o Hamas, também ele, foi eleito. Quem o disser, apesar de ser um facto, é apoiante do Hamas.
- Aproveitar o facto de Israel não deixar que haja testemunhas em Gaza para desumanizar esta guerra, para a tornar "limpa".
- Desacreditar todas as testemunhas, como foi feito com os médicos noruegueses.
- Deslegitimar qualquer imagem de mortos, tratando-a como propaganda e manipulação.
- Feito isto, criar um paralelo entre o número de rockets lançados para Israel com o número de mortos na Palestina, em vez de, como obriga a lógica e a honestidade, comparar mortos com mortos e feridos com feridos.
- Usar qualquer imagem falsa dos acontecimentos para desacreditar todas as imagens que nos chegam, através de correspondentes, de Gaza. Assim, as pessoas deixam de acreditar mesmo no que vêem.
- Manipular as palavras: um ataque do Hamas é um ataque, um ataque de Israel é uma reacção. A ofensiva de Israel é uma guerra, os ataques do Hamas são terrorismo. Uma morte de um israelita civil resulta de um atentado, uma morte de um palestiniano civil é um "inevitável dano colateral".
- Quem não usar a palavra "terrorismo" para falar do Hamas é um fanático. Quem usar a palavra "terrorismo" para falar de Israel é um fanático. A posição equilibrada e neutral exige linguagem desequilibrada e parcial.
- Impor a ideia de que qualquer morte de um civil palestiniano não é premeditada.
- Tratar todos os palestinianos civis como supostos militares do Hamas.
- Quando assim não pode ser justificado (caso de crianças pequenas), responsabilizar o Hamas por cada morte, já que usarão os civis (numa das regiões mais densamente povoadas do Mundo) como escudo humano. Desresponsabilizar, mais uma vez, Israel por qualquer consequência dos seus actos.
- Fazer esquecer todos os precedentes e todo o contexto de cerco e bloqueio, fazendo passar a ideia que estamos perante um paralelismo de situações entre Israel e a Palestina, em que o primeiro se limita a reagir aos actos da segunda.
- Fingir que este conflito sempre foi com o Hamas, esquecendo toda a história das últimas décadas, dando assim a ideia de que os palestinianos estão do lado de Israel e Israel do lado dos palestinianos.
- Tratar a disponibilidade dos israelitas para combater como sinal de resistência e patriotismo.
- Tratar a disponibilidade dos palestinianos para combater como sinal de fanatismo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Hoje, dia 15, às 21h00, no Fórum Lisboa: Luís Moita, Francisco Assis, Carvalho da Silva, Miguel Portas e Domingos Lopes


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Saiba como, para além do conflito histórico, se jogam também outros valores em Gaza.

No mesmo site, vale a pena ler o texto de Robert Fisk sobre Obama e Gaza. Escrevi várias vezes, ainda antes das eleições, para quem ainda se lembre, que se havia assunto em que não tinha esperanças em Obama era no conflito israelo-palestiniano. A escolha de Clinton para o cargo de Secretária de Estado confirma a suspeita. Os EUA não são, seja quem for o presidente, no que toca a este conflito, parte da solução. São parte do problema.

Do mesmo site, aqui fica a evidência: o nosso olhar sobre o que está a acontecer depende até onde recuamos na nossa memória. E o papel dos EUA neste conflito.


por Daniel Oliveira
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