Terça-feira, 30 de Junho de 2009
por Daniel Oliveira
A ERC do P

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por Pedro Vieira



© rabiscos vieira


e a estreia da ego trip ponto contra ponto pode ser vista aqui neste link



por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Não vi o programa de José Pacheco Pereira sobre os media. Não é grave. Depois consulto as queixas do PSD à ERC. Uma coisa me perturba: como pode o programa ecosfe

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

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Os golpistas hondurenhos que quiseram impedir uma consulta não vinculativa para marcar outra consulta para autorizar a criação de uma assembleia constituinte que se julga que passaria os mandatos do presidente de um para dois (um pouco diferente da tese de que se queria eternizar no poder através de um referendo), prenderam (e depois libertaram) o cartoonista Allan McDonald e a sua filha de 17 meses (via 5 Dias). Já se sentem os ventos da democracia e da liberdade num país onde o Supremo Tribunal autoriza raptos de presidentes, justifica golpes militares e até quer decidir quem é o Chefe Maior das Forças Armadas.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Sempre que pensamos em desemprego pensamos na sua dimensão financeira: dificuldades nas famílias e despesas acrescidas para o Estado. Mas há uma dimensão mais profunda: o emprego é a forma mais poderosa de inclusão social. (...) Deixar uma em cada dez pessoas activas sem esse propósito é, além de todos os problemas financeiros, muito mais perigoso do que parece. O desemprego não é apenas um problema económico e social. É um grave risco para a democracia.


O primeiro-ministro está num beco sem saída: se se vira para o voto do centro perde à esquerda sem ter a certeza de ganhar qualquer coisa; se se vira para a esquerda não ganha à direita e provavelmente não consegue recuperar o suficiente para vencer. Se puxa a manta para os ombros destapa os pés.


Ler texto completos ou comentar aqui.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
José Manuel Fernandes deu mais um ar da sua graça nas caixas de comentários dos blogues. Para dizer o quê? “O meu colega e o editor a quem enviou o texto não tinham tratado de nada e só quando estava a escrever o editorial e quis fazer uma remissão me apercebi dessa sua falha. Pude corrigir na web, já não consegui fazê-lo na edição papel.” Aqui temos um director que, perante uma falta do seu jornal, vem explicar em público que a culpa é dos seus subordinados.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Helena Matos entrou no debate sobre as soluções para a crise e, sentada ao volante, depois de um olhar de soslaio para o taxímetro, fixou-se no retrovisor e atirou: "Quantos dos subscritores do manifesto dito pelo emprego já criaram postos de trabalho e tiveram de fazer contas para ver como no fim do mês pagam salários, cumprem obrigações fiscais, pagam a fornecedores e, claro, ainda investem na modernização do negócio/empresa?"

Helena Matos é jornalista. Que eu saiba (posso estar enganado), nunca criou uma empresa. Não sei como se atreve a ter opinião sobre o futuro do país e as grandes decisões do Estado. Como se sabe, a participação cívica deve ser exclusivo dessa nova classe de vanguarda que são os empresários. Os que, generosamente, até pagam salários (uma espécie de subsídio de beneméritos). E alguns ex-ministros, claro.

Mas fica a resposta à magna e sempre presente pergunta de Helena Matos: todos os que entre eles sejam competentes criaram emprego. Todos os trabalhadores que são produtivos criam emprego. Todos. Começa a ser um pouco cansativa esta ideia de que os empresários são os elementos activos da sociedade e que quem trabalha é um elemento passivo, à espera que o emprego seja criado, que o salário seja pago, que… Nesta novilingua, o trabalhador é, na realidade, um parasita. Trata-se de uma espécie de marxismo virado de pernas para o ar. Mas, cara Helena Matos, quem trabalha cria riqueza. E quem cria riqueza cria emprego.

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por Daniel Oliveira
Ontem, José Manuel Fernandes conseguiu dar mais um passo inovador no jornalismo português: responder no seu jornal a um texto de opinião de um colaborador no mesmo dia em que ele foi publicado. Assim, quem lesse o texto de Rui Tavares conseguia, na mesma edição, ler a resposta directa de José Manuel Fernandes umas páginas antes. Nunca nenhum director o tinha tentado: aproveitar o facto de ter acesso a um texto de um colunista antes dele sair para lhe responder por antecipação. Ainda assim, Rui Tavares não leva vantagem. Os subscritores do manifesto tiveram o privilegio de ler a resposta ao seu texto ainda antes dos leitores do "Público" saberem da sua existência. No seu desenfreado activismo político, o director promete continuar a inovar. Este jornal de referência, que José Manuel Fernandes insiste em tentar transformar no seu próprio órgão central, é que perde com tanta militância.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 28 de Junho de 2009
por Daniel Oliveira


Rejeitado por todo o mundo, dos EUA à Venezuela, o golpe militar nas Honduras é uma revisitação ao velho hábito dos militares latino-americanos se considerarem a si próprios como um Estado acima do Estado. Como árbitros (quase sempre em interesse próprio) dos jogos políticos e não como subordinados do poder democrático. Sempre prontos para corrigir os "erros" do povo e para devolver o poder à direita que tão bem lhes serve e que tem perdido nas urnas o que se habituou a conquistar nos quartéis. Nas Honduras, ache-se o que se achar do presidente eleito, é a democracia que está em causa. A América Latina conquistou-a depois de muito sangue. Uma coisa é contestar a constitucionalidade de um acto presidencial, outra é substituir a democracia pela força das armas para fazer chegar a presidente quem o povo ainda não escolheu. Quem defende o respeito pela Constituição num dia não pode, no dia seguinte, raptar e deportar um presidente eleito, tentar forjar uma demissão do próprio e nomear para presidente quem até acabou de perder eleições internas no seu partido. Um golpe militar numa democracia é um golpe militar numa democracia. E é de um golpe militar e de uma democracia que estamos a falar.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros foi condenado a pagar indemnização de 38 mil euros a Ana Sofia Damião, na sequência de um processo em que a aluna exigia o reconhecimento da responsabilidade do Instituto nos factos relacionados com a praxe a que foi sujeita.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Constar nas páginas da imprensa cor-de-rosa não fazia parte dos meus planos. Mas a nova versão do "24 Horas" fotografou vários carros a sair da SIC e a passar o traço contínuo. E diz: "Quando acabam de "cascar" na classe política fecham os olhos às regras de trânsito... e arriscam-se a ficar sem carta". Mostram depois, entre outras, a minha cara, e o "meu" Mercendes Benz. Tendo em conta que não tenho carro, nem carta, nem motorista... Até aprenderem que, em Portugal, quem dirige vai no lado esquerdo do carro agradecia algum respeito. Ao menos arranjem-me um escândalo a sério, bolas. Com sexo, dinheiro e crime. Um traço contínuo e um carro que nem é meu? Querem-me ainda mais entediante do que sou?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Constar nas páginas da imprensa cor-de-rosa não fazia parte dos meus planos. Mas a nova versão do "24 Horas" fotografou vários carros a sair da SIC e a passar o traço contínuo. E diz: "Quando acabam de "cascar" na classe política fecham os olhos às regras de trânsito... e arriscam-se a ficar sem carta". Mostram depois, entre outras, a minha cara, e o "meu" Mercendes Benz. Fico só com uma dúvida existencial: tendo em conta que não tenho carro não estou a ver como fiz tal malandrice. Tendo em conta que não tenho carta não estou a ver como é que vou ficar sem ela. E assim tive um contacto maravilhoso com o mundo das fofocas. Mas fiquei desiludido. Nem um escândalo sexual, nem nada de picante. Apenas um carro que nem é meu (não vos digo quem ia ao votalnte - deixo à vossa imaginação) e que nem sei guiar. Não se faz.

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Sábado, 27 de Junho de 2009
por Daniel Oliveira
José Manuel Fernandes deu mais um ar da sua graça e comentou os manifestos (sem link disponível). O primeiro e o segundo, que o seu jornal não publicou nem, ao contrário do que aconteceu noutros jornais em que os directores seguem critérios jornalísticos, noticiou. O que é revelador da seriedade do homem que teima em tentar transformar o melhor diário português num projecto político pessoal é a forma como, no editorial, se refere aos dois manifestos: um é de "28 economistas" (que teve direito a enorme destaque na primeira página do "Público"), o outro é de "académicos ligados à esquerda e à esquerda radical" (o tal que os leitores só podem saber da sua existência através do texto de JMF, com o devido enquadramento ideológico). O primeiro é neutro, feito por economistas (apesar de, como todos sabem, nem todos o serem), o segundo é ideológico, feito por académicos radicais. Um é científico, apesar de ser assinado por vários ex-ministros, o outro é ideológico porque até tem um dirigente partidário entre 35 economistas. E Fernandes julga que é um espertalhão e que nós somos todos uns idiotas inacapazes de identificar a mais infantil das manipulações quando nos é esfregada na cara.

José Manuel Fernandes tem direito à sua opinião, que é a que sabemos. O mais grave é o facto de, apesar de achar o texto suficientemente relevante para lhe dedicar um editorial, não ter garantido aos leitores o conteúdo (ou parte dele) do documento, através de um trabalho noticioso. Ficamos a saber o que já sabíamos: que o endoutrinamento ideológico é, para o director do "Público", mais importante do que a credibilidade do seu jornal.

Outros posts sobre o assunto, aqui e aqui.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais



O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.

É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.

A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.

Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.

Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.

Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.

Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.

A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.

Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.

Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.

O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.

Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Publiquem nos vossos vossos blogues. No link em baixo os subscritores




Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;
Carlos Figueiredo, Economista; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;
Pedro Nuno Santos, Economista;
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
por Pedro Vieira
e como tal parece que há outro candidato a loira do psd.

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Um dia depois da morte de Michael Jackson, aqui fica um documentário que é uma longa entrevista (que gerou polémica) de Martin Bashir. Jackson tornou-se numa estranha personagem mediática. Mas, antes disso, goste-se ou não, marcou para sempre a música e a cultura de massas. Aqui fica "Living with Michael Jackson". Em nove partes. Infelizmente, não encontrei uma versão completa num só vídeo. Trata quase exclusivamente a sua vida pessoal. Falta o resto. Confesso que gostava que houvesse por aí um bom documentário sobre o músico. Há esta entrevista. Com alguns momentos interessantes, outros perturbantes, alguns de puro voyerismo. Como nos outros casos, este documentário não corresponde necessariamente à linha editorial do Arrastão. Fica como registo. Porque no caso Michael Jackson, a sua vida privada não foi um pormenor no mito e na sua decadência como músico.






por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

Via Açores, S.A.


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
por Daniel Oliveira
Lamento que Jorge Miranda tenha retirado a sua candidatura a Provedor de Justiça, até porque acho que faria um bom lugar. Mas de esta hi

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Apesar do negócio da TVI cheirar muito mal, não deixa de ser extraordinário que Cavaco Silva, que andou gago durante meses para não falar sobre negócios de pessoas que lhe são próximas, incluindo os de um conselheiro nomeado por si, tenha sido tão lesto a opinar sobre este. É que pode dar a ideia de que, desde que Manuela Ferreira Leite chegou à liderança do PSD, o Presidente da República funciona como seu partner. Por fim, é grave que Sócrates insista em tomar-nos por parvos.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O negócio da TVI cheira a esturro. Mas não deixa de ser extraordinário que Cavaco Silva, tantos meses gago sobre os negócios que envolviam a sua gente, incluindo um conselheiro que nomeou, tenha sido tão lesto a comentar este episódio.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira
socas-tvi

© rabiscos vieira





por Pedro Vieira
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por Pedro Vieira


1958-2009


por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
O meu comentário sobre a entrevista de Manuela Ferreira Leite, aqui (áudio). Com um acrescento: antes, tudo o que Manuela Ferreira Leite dissesse era um desastre. Desde as europeias, tudo o que diga é excelente. Mudam os humores e os ventos, mudam as análises. Mesmo que diga, mais coisa menos coisa, o mesmo que dizia.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Jardim Gonçalves, Cristopher Beck, Filipe Pinhal, Castro Henriques e António Rodrigues são acusados pelo Ministério Público de crimes que terão provocado um prejuízo de 600 milhões de euros ao BCP e de terem recebido indevidamente 24 milhões de euros em prémios de desempenho.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
por Pedro Vieira
num caso como este as pessoas acreditam no que quiserem mas se acreditarem no que eu vou dizer vão acreditar na verdade.

ricardo illuminati costa à sic notícias, a propósito do caso PT/TVI

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Todas as ditaduras vivem de uma coisa e contam com outra: vivem do terror e do medo que faz vergar a dignidade de alguns (quem somos nós para os condenar); contam com a burrice das pessoas (e aí, quase sempre se enganam). O governo iraniano colocou na televisão manifestantes "arrependidos" que dizem ter sido manipulados. Se alguém tinha dúvidas quanto à dimensão dos protestos e do descontentamento, aqui ficou a prova: só um regime com medo precisa de confissões de arrependidos. Podem ver o vídeo aqui.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) arquivou o processo relativo a uma queixa-crime apresentada por José Sócrates contra João Miguel Tavares: “As expressões utilizadas pelo arguido João Miguel Tavares e dirigidas ao Primeiro-Ministro, figura pública, ainda que acintosas, indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercídio do direito de crítica, insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante”.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Uma empresa em que o Estado tem uma golden share comprou 30% da detentora de uma televisão de que o governo não gosta. E comprou acima do preço. Cada um que tire as conclusões que quiser. Ao tema, Sócrates respondeu: não querem que a TVI mude de linha editorial, não é? Exactamente. Pelo menos eu, que não sou fã da estação, não quero que mude porque isso dá jeito ao governo. Hoje a TVI, amanhã...

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A violência voltou às ruas de Teerão após manifestantes terem sido alvejados e agredidos pelas forças de segurança, de acordo com relatos citados pela CNN e pela Sky News. “Eles estavam à nossa espera”, disse uma fonte citada pelas duas estações de televisão. “Eles tinham todos armas e uniformes antimotins. Era como uma armadilha. As pessoas estão a ser alvejadas como animais”. As fontes citadas pela CNN e pela Sky a partir do Irão falam ainda em “500 rufias” que estavam escondidos numa mesquita e atacaram os manifestantes, agredindo as mulheres com particular violência”.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Fraude eleitorais na Florida, Abu Graibe, Guantanamo, Perú, Afeganistão, Palestina, Arábia Saudita, Egipto, Tratado de Lisboa, bacanais de Berlusconi, escândalos económicos, despesas pessoais dos deputados britânicos, Balcãs, Venezuela, Ucrânia, Moldávia, Cimeira das Lajes... Neste texto do "Avante!" sobre o Irão dá-se a volta ao Mundo só para não parar em Teerão. Nem uma palavra em favor da resistência do povo do Irão (apoiada pelo histórico Partido Tudeh e pela generalidade da esquera iraniana, que tão bem conhece as prisões do regime) ou para condenar a repressão. Definitivamente, os actuais alinhamentos internacionais do PCP desafiam a lógica, a ideologia e a moral. É injusto que digam que o PCP é ortodoxo. É de uma heterodoxia extraordinária. Parece haver apenas dois critérios para a simpatia: ser uma ditadura e ser anti-americana. Foi-se Marx, ficou Pavlov.

Duas notícias: esta e esta.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Os internacionais da selecção iraniana de futebol que entraram em campo com pulseiras verdes – cor que identificou a campanha presidencial do candidato oficialmente derrotado Mir Hossain Mousavi – já não fazem parte da equipa.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
o desemprego deverá atingir os dois dígitos: em 2009, a taxa de desemprego deverá subir para os 9,6 por cento para no ano seguinte chegar aos 11,2 por cento.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
À pergunta "quais foram os partidos vencedores das europeias?", 66% dos leitores incluiram o Bloco de Esquerda nos vitoriosos da noite, 51% o PSD, 28% o PCP, 23% o CDS e 9% outro partido. E houve 73 leitores que andaram no LSD e deram o PS como um dos vencedores da noite.

O próximo inquérito é sobre o Irão: o que se está a passar no Irão é a luta de um povo pela sua liberdade, uma manobra do Ocidente ou um assunto interno que não nos diz respeito?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Nas manifestações nas cidades do Irão e da diáspora, canta-se um hino: "Yare Dabestani" (colega de escola), uma antiga canção de Mansour Tehrani (hoje vive na Suécia), contra a opressão, que os estudantes tomaram como sua em manifestantes de há alguns anos atrás e que foi um tal sucesso que Ahmadinejad não hesitou em mudar-lhe a letra e fazer sua. Ela é anterior a revolta, mas agora é apenas da revolta. E na sua versão original só pode ser de quem luta pela liberdade: "a marca do bastão da injustiça e da tirania ficou no nosso corpo".

Aqui fica o hino na sua versão mais conhecida; vários pequenos filmes onde estudantes iranianos (no Irão e no estrangeiro) a cantam em protesto; e na sua versão original, cantada pelo autor, com imagens actuais e do fim da ditadura do Xá, quando os iranianos julgavam que vinha finalmente a liberdade. Ao ouvir esta gente a cantar, quem se lembra da ditadura portuguesa e de outras canções não pode deixar de saber de que lado está. E há coisas em que o instinto não engana.






Em baixo, a tradução para inglês.





My primary-school colleague,
You're with me and along with me,
The alphabet stick is above our heads,
You're my spite and my woe,
Our names have been carved,
On the body of this blackboard,
The hit of the stick of injustice and tyranny,
Has remained on our body,
All the grass of the plain of our not being cultural,
Is weedy,
Its people's hearts are dead,
If it's good,it'll be good,
If it's bad,it'll be bad,
Our hands should,
Tear these curtains up,
Who can except me and you,
Cure our pain?

My primary-school colleague,
You're with me and along with me,
The alphabet stick is above our heads,
You're my spite and my woe,
Our names have been carved,
On the body of this blackboard,
The hit of the stick of injustice and tyranny,
Has remained on our body


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
John McCain tem insistido que Obama devia ser mais firme na condenação do Irão e no apoio aos que protestam. E tem razão. É que nem uma bombita caiu em Teerão. Fosse McCain o presidente e a coisa já teria sido reolvida há muito tempo. Nem os opositores piavam.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
por Pedro Vieira



por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Uma joint-venture entre a alemã Siemens e a finlandesa Nokia ajudou o regime iraniano a instalar um dos mais sofisticados mecanismos de censura da Internet do mundo, permitindo examinar de forma maciça o conteúdo dos pacotes de dados circulando na rede, sejam eles e-mails, fotos, vídeos ou até chamadas telefónicas pela rede. Ben Roome, porta-voz da joint-venture, a Nokia Siemens Networks, confirmou a informação ao Wall Street Journal. O centro de monitorização foi instalado no segundo semestre de 2008. (aqui)

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Num comunicando difundido pela televisão iraniana, a polícia apela à vigilância dos cidadãos e à denúncia dos promotores das manifestações. Pede fotos dos suspeitos de organizarem os protestos. E, para encorajar os delatores, na sua página web apresenta 15 fotos de alegados promotores, acrescentando que foram presos, graças à acção vigilante dos cidadãos. Para facilitar a denúncia, os delatores podem dispor do número de telefone de urgência da polícia, de mais três números especialmente criados para o efeito e ainda de um endereço electrónico. E até a agência de informação Fars, controlada pelo Governo, criou um espaço na Net, significativamente, intitulado de “Indentifique os Agitadores”.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
por Pedro Sales



Há vários anos que a banca calcula as taxas de juro aplicadas ao crédito e aos depósitos de forma diferenciada. Quando o banco empresta dinheiro aos clientes o cálculo da Euribor é efectuado com base num ano de 360 dias, quando calcula os juros dos depósitos devidos aos clientes o ano lá volta a ter os normais 365 dias. A diferença pode ser pequena mas é a suficiente para garantir vários milhões de euros aos principais bancos. Depois da pressão da DECO e dos partidos da oposição, o governo apresentou em 2006 uma portaria para clarificar a situação. Três anos passados, e com o apoio do Banco de Portugal que diz que a legislação é “omissa”, a maioria dos bancos continua a reincidir num sistema de cálculo que prejudica sistematicamente os clientes.

A “omissão” do Banco de Portugal relativamente às piores práticas do sistema bancário não se fica por aqui. A Provedoria de Justiça, num relatório hoje divulgado pelo Diário Económico, é apenas a última instituição a criticar Vítor Constâncio, pondo em causa a falta de cooperação e comunicação do banco central. O problema da supervisão bancária tem pouco a ver com a ingenuidade, como Constâncio candidamente reclama, e mais com uma lógica onde o Banco de Portugal funciona como o chapéu de chuva protector dos bancos.

O curioso é que, não se tivesse dado o infortúnio de estarmos a viver a maior crise financeira internacional das últimas décadas, e o mais provável é que ainda ninguém tivesse dado pelos “casos de polícia” no BPN e BPP. Para usar a sua célebre definição de Constâncio, continuaria tudo a funcionar como sempre funcionou entre “gente tão respeitável”. De resto, o mais certo era mesmo encontramos hoje o nome do actual nome do Governador do Banco de Portugal no manifesto do qual ninguém parece saber o número certo, reclamando menor investimento e maior contenção salarial. Afinal, e à sua maneira, esses economistas não deixam de ser  outro perfeito exemplo de “gente tão respeitável”.

por Pedro Sales
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