Quarta-feira, 31 de Março de 2010
por Daniel Oliveira
Contratado por seis meses, anunciado na Internet de madrugada depois de uma conferência de imprensa delirante na despedida do seu antecessor, avisado desde o primeiro segundo que estava a prazo depois de juras de amor eterno àquele que substituiu, ajudado por um director que resolvia os problemas com os jogadores através do confronto físico e por outro que os punha fora da equipa pela televisão, despedido pelos jornais ao fim de uns meses e com um campeonato a decorrer (sendo anunciado logo o seu substituto), Carlos Carvalhal pode orgulhar-se de ser um treinador que trabalhou boicotado pelas pessoas que o contrataram.

O que a direcção do Sporting lhe fez foi uma humilhação sistemática. Só não digo que foi premeditada porque há muito perdi a esperança de que haja, naquelas cabeças, alguma coisa que seja realmente pensada cinco segundos antes de ser feita.

Publicado no site Sporting Apoio.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Num texto normal e sem o desfile de insultos que por aí tenho lido, a Estação Central fez notar a contradição entre a minha provocação sobre a pedofilia na Igreja e esta frase, também minha, noutro post: "para garantir um choque semanal para os leitores [Alberto Gonçalves] é incapaz do mais elementar respeito pelos familiares e amigos de alguém que acabou de ser enterrado. E essa é a parte que torna estas redacções pueris numa coisa indigna: porque há pessoas reais atrás das brincadeiras do rapazola". Resposta: reconheço a contradição. Sem nenhum "mas" ou "no entanto". Quando um argumento é racional, é racional. Ponto.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Com mais pormenores, no Expresso Online, "As cores de Serralves".

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira

© rabiscos vieira




por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Neste caso, quem se indignava era um fanático sem respeito pela liberdade de expressão. Nada como uma provocação para verificar a coerência.

A ver se nos entendemos: o sarcasmo e as provocações (como os cartoons que aqui deixei e o post da polémica) fazem-se com generalizações. Sobre o que penso sobre o assunto escrevi aqui (sei que é mais longo e exige um pouco mais do que insultos, mas paciência), dizendo que não acho, como é evidente, que os padres em geral sejam suspeitos de pedofilia. E que nem sequer acho que seja a pedofilia que está em debate, mas o encobrimento. A minha provocação - lamentável que tenha de explicar o que todas as virgens ofendidas (mas incapazes de falar abertamente do assunto que todo o Mundo está a debater) entenderam - era isso mesmo: uma provocação. E cumpriu: quando se toca no "nervo" vai-se a bonomia que nós, gente "civilizada", "amante da liberdade" e ocidental, gostamos de dizer que temos. A deles, a vossa e provavelmente a minha. Fico à espera que reajam com a mesma firmeza quando os alvos estiverem culturalmente mais distantes. E aqui acaba a novela.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 30 de Março de 2010
por Daniel Oliveira
O grupo Ferve - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes denunciou hoje que a Fundação de Serralves, no Porto, vai "despedir mais de uma dezena" de trabalhadores que asseguram o serviço de atendimento e receção de visitantes há vários anos naquela instituição. Em causa está a decisão da Fundação de contratar uma empresa especializada para assegurar estes serviços, dispensando assim estes trabalhadores. Em fevereiro, a Fundação de Serralves sugeriu a estes trabalhadores que criassem uma empresa para prestação de serviços daquela natureza, mas estes rejeitaram a ideia. Queriam o mesmo serviço, feito pelas mesmas pessoas. Ou seja, o único objectivo era que os trabalhadores perdessem o vínculo à instituição. E como não aceitaram, vão para o olho da rua.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


O Arrastão, com um pequeno post, conseguiu, finalmente, pôr os blogues beatos a falar da pedofilia na Igreja Católica e dos esforços da hierarquia e deste Papa para a esconder. Não foi bem disso que falaram, é verdade. Mas libertaram o que lhes estava na alma e até puderam insultar alguém. E isso é saudável.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


O Estado detém 51 por cento da REN, das duas uma: ou Lacão está a improvisar ou será uma privatizaçãozinha de 0,9 por cento da REN.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

Segundo um comentador (ver caixa de comentários) esta representação não é de uma escola. Fica a correcção.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
No mesmo momento em que defende o emagrecimento do Estado o governo anuncia o aumento do contingente policial. É coerente e é a partir daqui podemos fazer um debate sobre o Estado que queremos: o social ou o penal. Ler texto no Expresso Online.

por Daniel Oliveira
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por Sérgio Lavos


Pensava num post para os próximos dez dias, em jeito de lembrete para a viagem que vou fazer, e  dei-me conta que a imagem que me ocorre de imediato é a fronha esticada, cínica e vagamente senil de Silvio Berlusconi. Dei-me conta, mas depressa me arrependi, que eu vou lá por todas as razões menos essa, essa e a horrorosa Liga Norte do fascista Bossi, e os grupos de cabeças rapadas que tomaram conta de bairros de algumas cidades italianas e a xenófoba política de deportação de imigrantes que está a ser prosseguida. Demasiadas visões do Inferno, dantescas como convém, para um país onde nasceu o Ocidente, o país onde ele também renasceu, o país que continuou, ao longo do século XX, e apesar da ameaça totalitária, a oferecer ao mundo gente como Pirandello, Pavese, Antonioni, Zurlini, Nani Moretti - Moretti, a cura para a berlusconização em curso, mas um homem só não pode mudar o mundo, e muito menos Itália. É difícil perceber a atracção que um político assim exerce nos italianos, mas não deixemos de acreditar que o apelo do abismo é passageiro. Portanto, não seria justo chegar a este país achando que o modelo do italiano é Berlusconi, não seria justo também para as mulheres italianas que assombram o mundo, de Magnano a Loren, de Claudia Cardinale a Monica Vitti, e a beleza mais enigmática de todas, a Eleonora Rossi Drago de Zurlini - e parece que até Carla Bruni é meio italiana. E não seria justo para a senhora que embeleza este modesto texto, a Bellucci-antídoto contra a fealdade que polui a maior parte das televisões de Itália. Honra seja feita a uma terra que consegue conciliar tais opostos.

por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 29 de Março de 2010
por Daniel Oliveira
Que dês a estes católicos atormentados tanta indignação com os pecados da tua Igreja e do Santo Padre que a dirige como as que mostram com as palavras desta alma perdida.



Sobre o tema propriamente dito, escrevi este post. As virgens ofendidas podiam comentá-lo. Mas era um trabalhão. A indignação é mais rápida e limpa alma da vergonha que não dividem connosco. Aqui ficam links para tanta gente por esse mundo fora sem escrúpulos: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Para verem como por cá somos meiguinhos.

por Daniel Oliveira
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por João Rodrigues
“Mais pobres e explorados, seremos cada vez melhor vigiados.” Ricardo Noronha resume bem as prioridades de um governo que limita drasticamente as despesas sociais ao mesmo tempo que prepara “os procedimentos necessários para a admissão de dois mil novos elementos para as forças de segurança” (jornal i). Não é simplesmente um Estado que se levanta, mas sim um certo modelo de Estado: o reforço do Estado penal é a consequência inevitável das políticas de austeridade assimétrica, apoiadas pela UE realmente existente, que erodem o Estado social e esfarelam as solidariedades no mundo do trabalho. Definitivamente, isto está bom para os consultores do capitalismo de desastre.

por João Rodrigues
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por João Rodrigues


O adiamento da tributação, em sede de IRS, das mais-valias bolsistas e a aprovação de uma amnistia fiscal para os rendimentos aplicados no exterior, em especial nos paraísos fiscais, que decidam regressar ao país sinalizam que a austeridade não é a mesma para todos. Esta assimetria é facilitada pela chantagem permanente do capital financeiro, controlado pelos mais ricos e poderosos.

O resto da minha crónica no i pode ser lido aqui.

por João Rodrigues
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por Sérgio Lavos


Devo confessar que o que me aborrece no novo texto de Alberto Gonçalves não é a insistência no preconceito, o assumir de um snobismo que o leva a considerar, e cito, "95% da música pop produzida depois de 1955 esteticamente miserável", nem sequer a chamada à barra do heavy-metal, mais um género musical apadrinhado pelo Diabo e, de acordo com o sociólogo, marginal (??). Não há nada a fazer, e a verdade é que a ignorância é, por definição, inconsciente e arrogante. O que me faz impressão é o facto de citar o grande Stephin Merritt em defesa da sua indefensável opinião. Não há mesmo paciência, sobretudo depois de reafirmar, no último parágrafo, que a "cedência ao estereótipo" (belo conceito este, a precisar de ser registado nos anais da Sociologia) foi o que terá levado MC Snake a fugir da polícia. Qual será o estereótipo a que Alberto Gonçalves cede, a ponto de o levar a ensaiar estes magníficos pedaços de prosa?

por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos
Ao falar-se de celibato e regras de uma organização que, para todos os efeitos, funciona de modo privado, facilmente se pode esquecer o essencial: os crimes que foram praticados. Pode-se criticar o celibato, mas julgo que a legitimidade para se fazer essa crítica apenas a pode ter quem pertence à Igreja - e falo também dos crentes. A separação entre Igreja e Estado também passa por esta evidência: não compete à opinião pública mudar as regras que governam uma instituição independente, por muito influente que esta seja. Outro tipo de extrapolações, psicanalíticas ou morais, devem ser deixadas para outro momento. O que interessa, nos casos de pedofilia  que têm vindo a público, é julgar os suspeitos, como em qualquer situação semelhante. Não avançar para uma censura às regras internas da Igreja de Roma leva a que se possa criticar a cortina de silêncio que as hierarquias superiores ergueram à volta dos potenciais criminosos. Esta situação pode ter um nome - e não é nada agradável: cumplicidade com um crime, que por acaso tem uma moldura penal associada. É disso que falamos: a reacção, ao longo de décadas, de bispos, cardeais, do Papa, aos casos que foram conhecidos, não é apenas uma pecha, como afirma Anselmo Borges no seu texto; a lei da rolha nada tem de mal se não silenciar crimes cometidos por clérigos em espaços sagrados. Não foi isso que aconteceu, e é por isso que a Igreja Católica tem de ser julgada; primeiro, individual e literalmente, no caso dos pedófilos, mas também no seu todo, como cúmplice dos crimes cometidos. O pecado é privado, mas o crime deve ser sempre público.

por Sérgio Lavos
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por Bruno Sena Martins
Reparo que o Daniel publicou, em bom tempo, o artigo de Anselmo Borges no Diário de Notícias. Bem sei um blogue deve evitar repetições e que podia prestar um excelente contributo ficando quieto. Mas paciência. Como aqui há uns tempos fui profusamente mimado por, a propósito dos casos de pedofilia, ter cometido a heresia de ligar o presente escândalo ao capricho do celibato, não resisto a reiterar algumas das palavras deste sábio padre:
"Não se pode estabelecer uma relação inequívoca de causalidade entre celibato e pedofilia, até porque há também muitos casados, até pais, que abusam sexualmente de menores. Mas também não se poderá desvincular totalmente celibato obrigatório e pedofilia, sobretudo quando, para chegar a padre, se foi educado desde criança ou adolescente num internato, aumentando o risco de uma sexualidade imatura. Em todo o caso, será necessário pensar na rápida revogação da lei do celibato." Diário de Notícias

por Bruno Sena Martins
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Domingo, 28 de Março de 2010
por Daniel Oliveira


"Há na Igreja uma pecha: o importante é que se não saiba, para evitar o escândalo. Ela tem, aliás, raízes estruturais: o sistema eclesiástico, clerical e hierárquico, acabou por criar a imagem de que os hierarcas teriam maior proximidade de Deus e do sagrado, de tal modo que ficavam acima de toda a suspeita. Mas, deste modo, aconteceu o pior: esqueceu-se as vítimas - no caso, crianças e adolescentes, remetidos para o silêncio e sem defesa. (...)

Até há pouco tempo, a Igreja pensou que era a guardiã da moral e queria impor os seus preceitos a todos, servindo-se inclusivamente do braço secular, ao mesmo tempo que se julgava imune à crítica. Recentemente, a opinião pública começou a pronunciar-se também sobre o que se passa na Igreja, pois todos têm o direito de debater o que pertence à humanidade comum. Há quem diga que, no caso, se trata de revanchismo. A Igreja tem dificuldade em lidar com a nova situação, mas, de qualquer modo, tendo sido tão moralista no domínio sexual, tem agora de confrontar-se com este tsunami, que exige uma verdadeira conversão e até refundação, no sentido de voltar ao fundamento, que é o Evangelho. (...)

Não se pode estabelecer uma relação inequívoca de causalidade entre celibato e pedofilia, até porque há também muitos casados, até pais, que abusam sexualmente de menores. Mas também não se poderá desvincular totalmente celibato obrigatório e pedofilia, sobretudo quando, para chegar a padre, se foi educado desde criança ou adolescente num internato, aumentando o risco de uma sexualidade imatura.

Em todo o caso, será necessário pensar na rápida revogação da lei do celibato. Aliás, a Igreja não pode impor como lei o que Jesus entregou à liberdade. Enquanto se mantiver o celibato como lei, a Igreja continuará debaixo do fogo da suspeita."

Anselmo Borges, padre, teólogo e professor de Filosofia (ler artigo completo aqui)

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Via Ponto Media
É adaptar para Portugal.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Itália foi hoje a votos nas eleições regionais. Alguns episódios da política de um país que se transformou numa anedota:

O Povo da Liberdade, de Berlusconi, viu a uma das suas lista ser invalidada, em Roma, porque quem deveria ter entregue os papéis saiu da sala para comer uma sanduíche e, quando voltou a entrar na Comissão Eleitoral, o prazo já tinha acabado.
Berlusconi disse, com o bom gosto que lhe é conhecido, sobre a governadora do Piemonte, Mercedes Bresso: "Sabem por que é que Bresso está sempre maldisposta? Porque, de manhã, olha no espelho para se maquilhar e vê-se. Assim, o dia dela fica estragado". Bresso, candidata do centro-esquerda de 65 anos, respondeu: "Estou sempre bem-disposta. E maquilhagem não uso muita, não preciso de tanta como Berlusconi. Sou nova, estou em boa forma e não fiz nenhuma plástica."
Berlusconi distribui um livro com o sugestivo título "O amor vence sempre a inveja e o ódio", o mesmo nome da tal manifestação. É composto por mensagens de italianos que lhe manifestaram o seu apoio depois de um doente mental lhe ter atirado uma estátua à cabeça, em Dezembro. 50 mil mensagens, entre muitas do tipo "Mostra-lhes que és indestrutível" e algumas descrições de desespero e histeria, como a de Carlos F., cuja mulher, ao ver Berlusconi "coberto de sangue", "puxou o cabelo e soluçou enquanto gritava "Nossa Senhora, salva o Silvio"".
Em 2001, Berlsuconi assinou em directo na televisão um contrato com os italianos no qual, entre outros projectos de difícil execução, garantia que ia construir uma ponte sobre o estreito de Messina a ligar a Sicília à Itália continental. Em 2006 decidiu que devia ser ainda mais ousado e arriscou assegurar que, com ele, que já se disse imortal, a esperança média de vida dos italianos chegaria aos 100 anos. Desta vez eprometeu "derrotar o cancro" em três anos.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
...os padres não podem comer carne. Nem da mais tenrinha.

PS: resposta às reacções aqui e aqui. Post sobre o assunto em causa aqui.

por Daniel Oliveira
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por João Rodrigues
Crítica ao predomínio do egoísmo mercantil, denúncia das múltiplas consequências negativas da onda de privatizações e do culto do sector empresarial dito privado que minam as instituições públicas. Defesa da redução das desigualdades e de um sentido de propósito colectivo erodido por anos de hegemonia das engenharias políticas neoliberais. A linguagem do bem comum, da economia moral, recuperada por uma esquerda que tem tarefas urgentes de conservação e de reinvenção de práticas e de valores igualitários. Só assim se pode contrariar o empobrecimento do imaginário social-democrata. Estes são os temas do recente e oportuno manifesto para uma nova política da autoria do historiador Tony Judt. Será que não há por aí um jornal de referência que possa publicar uma tradução?

por João Rodrigues
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por Daniel Oliveira
Entre política e estética, há uma longa história de mútuas suspeitas, denúncias e incompreensões, que têm coexistido com uma intensa e fértil, ainda que por vezes clandestina, interdependência. A Unipop organiza o curso Pensamento Crítico Contemporâneo Estética e Política, que toma a ambivalência que marca esta relação como testemunho de um terreno comum que importa revisitar, longe das caricaturas habituais, mas igualmente sem esconder as tensões que o constituem. Será na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, de 10 de Abril a 05 de Junho de 2010, sempre ao sábado.

Informações e programa no link em baixo ou aqui.



Fábrica Braço de Prata, Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1
De 10 de Abril a 05 de Junho de 2010
Aos sábados, das 18h00 às 20h00
25€ a totalidade das sessões
Inscrições são através pccestetica@gmail.com

PROGRAMA

10 de Abril
Apresentação do curso por Manuel Deniz Silva e Miguel Cardoso
Kant por Adriana Veríssimo Serrão

17 de Abril
Hegel por Miguel Cardoso
Marx por José Bragança de Miranda

24 de Abril
Nietzsche por Nuno Nabais
Freud por João Peneda

8 de Maio
Oficina de leitura: “O inconsciente político do sublime. Em torno de Lyotard e Rancière”. Orientação: Manuel Deniz Silva

15 de Maio
Walter Benjamin por Pedro Boléo
Theodor W. Adorno por João Pedro Cachopo

22 de Maio
Gilles Deleuze por Catarina Pombo
Guy Debord por Ricardo Noronha

29 de Maio
Jacques Rancière por Vanessa Brito
Giorgio Agamben por António Guerreiro

05 de Junho
Debate de encerramento: “Estética e Política”
Silvina Rodrigues Lopes
Manuel Gusmão
Mário Vieira de Carvalho

por Daniel Oliveira
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Sábado, 27 de Março de 2010
por Sérgio Lavos


Parabéns ao Benfica, mas também aos jogadores do Braga, que jogaram muito bem futebol e não embarcaram noutros desportos. Quanto a Domingos, tem mérito pelo grande campeonato que a sua equipa vem fazendo, mas é uma pena que não saiba perder - enfim, anda a preparar-se para outros voos, boa sorte para o ano nas Antas.

Ah, e afinal parece que há bons árbitros em Portugal. Muito bem também, Pedro Proença.
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por Sérgio Lavos
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por Daniel Oliveira
Vale a pena ler o artigo de Ferro Rodrigues no "Expresso" sobre o PEC e as prestações sociais. Incluíndo as coisas que ele diz ter a certeza que o governo não fará, que claramente são as coisas que ele quer dizer ao PS que não pode fazer. Fica uma mensagem: "As prestações sociais não são esmolas". A ver se Sócrates, pouco familizarizado com os valores centrais para a esquerda, percebe. Duvido, mas a esperança é a última coisa a morrer.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Os derrotados da noite de ontem: Paulo Rangel, Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, Pacheco Pereira,

O vitoriosos da noite de ontem: Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco (teve um resultado miserável mas viu o seu Judas ser esmagado),

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Com a vitória clara de Passos Coelho não é provável que o PS possa continuar a contar com a bagunça interna no PSD. E terá pela frente um líder do maior partido da oposição com um posicionamento ideológico mais claro e alinhado à direita. Ou seja, poderá ter que discutir política.

É improvável que a imagem desgastada de José Sócrates chegue para se opor a um líder com sangue novo. E Sócrates, que tem vencido perdendo a esquerda e ganhando votos à direita, não é o homem que o PS precisa para recuperar o que o PS tem perdido no seu eleitorado natural. Ou bem me engano ou haverá muita gente entre os socialistas a fazer contas à vida e a pensar se o ciclo socrático não estará mesmo a chegar ao fim.

O maior derrotado da noite: Aníbal Cavaco Silva. Não só não tem um homem da sua confiança à frente do PSD, como tem alguém que não marca a sua agenda segundo os interesses de Belém. Ou seja, não se importa de ir a votos antes das presidenciais. O que seria péssimo para Cavaco. Caberá então ao Presidente da República aguentar José Sócrates no poder.

Passos Coelho precisaria de um homem: Aguiar Branco. Com o seu péssimo resultado não lhe fará sombra. E, no entanto, é o único que poderá fazer a ponte entre o PSD de Passos Coelho e o PSD de Ferreira Leite num grupo parlamentar onde o novo líder quase não tem apoiantes.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
por Daniel Oliveira


Quando era arcebispo de Munique, Joseph Ratzinger acompanhou o caso do padre pedófilo na Alemanha mais de perto do que se pensava, diz o "New York Times. Ratzinger recebeu um duplicado de um memorando dizendo que o padre, que acabaria por ser condenado por molestar menores numa outra paróquia e que tinha sido submetido a psicoterapia para ultrapassar o seu problema de pedofilia, voltaria ao trabalho pastoral dias depois de ter iniciado o tratamento.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales


imagem: wehavekaosinthegarden

Paulo Portas disse ontem, em entrevista à RTP, que apoiaria Cavaco Silva nas presidenciais porque, em tempos de crise, era a ele e não a Manuel Alegre quem preferia confiar as suas poupanças.

por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira


"Há uma semana não quis bater no ceguinho, mesmo que o ceguinho fosse o meu clube. Tínhamos acabado de ser eliminados. Mas não me esqueci do que aconteceu. Porque quando cheguei ao Estádio de Alvalade senti que estava a entrar em Beirute, tais eram os sinais da batalha campal. Porque, uns dias depois, no final da Taça da Liga, repetiram-se cenas semelhantes nas estradas para o Algarve.

Tanto me faz se são os No Name Boys, com aquele sugestivo emblema a lembrar tenebrosos momentos da história, a Juve Leo, que, no passado, tantos “activistas” forneceu a sinistras organizações, ou os Super Dragões, que servem de guarda pretoriana às idas do senhor Pinto da Costa a tribunal. Para mim é tudo o mesmo: gente que afasta outra gente, bem mais saudável, dos estádios.

Não desmereço o esforço de muitos membros das claques para apoiar as suas equipas. E sei que nem todos serão iguais. Mas gostava de poder ir ao meu estádio – ou ao dos outros –, sem medo de levar com uma pedrada. Gostava que ninguém tivesse receio de levar o seu filho ou a família a um jogo.

Gostava de, antes de me dirigir a um jogo, num acto que é de lazer, não ouvir na televisão uma inenarrável figura promovida a vedeta a mostrar a sua satisfação pela vergonha, porque lhe fez “reportar uns anos atrás historicamente: a batalha de Aljubarrota”. E a explicar que, sendo espanhóis, nem as crianças nem as mulheres estariam a salvo. E gostava, antes de tudo, que dirigentes com as responsabilidades de Salema Garção não acendessem o rastilho da violência com apelos irresponsáveis. O futebol é uma festa. Quem não se sabe comportar numa festa fica em casa com os amigos. Até quando os teremos de aturar isto?"

Texto publicado no Record

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


O que está em causa não são os casos de pedofilia. Eles resultam de actos individuais pelos quais apenas os seus autores podem ser responsabilizados. Mesmo que possamos discutir o contributo que a difícil relação do catolicismo (e não só) com a sexualidade possa dar a este tipo de comportamento (caminho perigoso pelo qual tenho relutância em seguir), não seria honesto responsabilizar um grupo composto por tanta gente, com quadros morais e culturais tão diversos, por comportamentos de alguns indivíduos.

O que está em debate também não é apenas o facto da hierarquia ter repetidamente e de forma sistemática fechado os olhos às denúncias que lhe chegavam. É ter, de forma premeditada, contribuído para o encobrimento de cada um dos casos. O que está em causa não é apenas a conivência através do silêncio, é a cumplicidade através da promoção da injustiça. O que está em causa é esta frase do cardeal português José Saraiva Martins, ex-presidente da Congregação para a Causa dos Santos: "Não devemos ficar demasiado escandalizados se alguns bispos sabiam e mantiveram o segredo. É isso que acontece em todas as famílias. Não se lava a roupa suja em público." O que está em causa é a Igreja ter posto à frente do reconhecimento do sofrimento de membros do seu “rebanho” o poder da Instituição. É portar-se como se estivesse "acima do Bem e do Mal". E a pedofilia é apenas um dos muitos fenómenos em que isso se tornou evidente. Fôsse crente e diria: “Que a justiça divina lhes perdoe o que a justiça dos homens nunca deveria perdoar.”

Não quero fazer disto um momento de vigança anticlerical, até porque as vítimas merecem mais do que isso. Mas este é o momento para a Igreja debater, de forma livre e descomplexada, a forma como se comporta em sociedades abertas e laicas. Para perceber que, com o respeito que todos devemos à liberdade religiosa, não vive à parte ou acima das regras dos homens. Que nem a pedofilia é apenas "roupa suja", nem os membros do clero fazem parte de uma "família" de inimputáveis perante a justiça humana.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A série "Guerra Fria" aproxima-se do fim. No 22º episódio, Reagen, a Guerra das Estrelas e o início da era Gorbachev.



Episódios anteriores:
1: Camaradas 1917-1945 ; 2: o Cortina de Ferro 1945-1947; 3: Plano Marshall 1947-1952; 4: Berlim 1948-1949; 5: Coreia 1949-1953; 6: Reds 1947-1953; 7: Depois de Estaline 1953-1956; 8: Sputnik 1949-1961; 9: O Muro 1958-1963: 10: Cuba 1959-1962; 11: Vietname 1954-1968, 12: M.A.D. 1960-1972: 13: Make Love Not War 60's; 14: Red Spring 60's; 15: China 1949-1972; 16: Détente 1969-1975, 17: Good Guys, Bad Guys 1967-1978, 18: Backyard 1954-1990, 19: Freeze 1977-1981, 20: Soldados de Deus 1975-1988, 21: Espiões 1945-1990.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Em vez de garantias de que conseguirá aplicar o PEC, Sócrates preferiu uma habilidade: marcar a votação para a véspera das eleições no PSD. Ganha um "sound bite" para futuro. E instabilidade certa. Ler no Expresso Online.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Cumprimenta haitiano. Nojo. Limpa em ex-presidente. Continua visita.
Qual Obama, qual quê. Este homem é que nos dava bons momentos.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 25 de Março de 2010
por Daniel Oliveira
Por corrupção activa para acto lícito, provada em tribunal, Domingos Névoa foi condenado a um multa de cinco mil euros.
Por ter chamado corrupto a Domingos Névoa (termo absurda para nos referirmos a alguém que é condenado por corrupção), Ricardo Sá Fernandes foi condenado a pagar ao próprio 13 mil euros.
Saldo para Domingos Névoa: mais oito mil euros. Compensa. É para continuar.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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por João Rodrigues
Através da agência Reuters, fiquei a saber de um “desenvolvimento bizarro na crise da dívida grega”. A Alemanha e a França estão a usar a crise da dívida como alavanca para “persuadir” a Grécia a comprar material de guerra. A expropriação financeira das periferias tem muitos mecanismos. Os nossos submarinos estão seguros, claro: mil milhões de euros para a indústria alemã. Alguém tem de comprar os produtos do centro, nem que para isso seja necessário cortar nas despesas sociais...

por João Rodrigues
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por Sérgio Lavos


Se alguém duvidasse da determinação de Barack Obama, terá ficado esclarecido depois da aprovação da reforma da Saúde, considerada tão importante como o foram a lei da Segurança Social, promovida inicialmente por Roosevelt em 1935 no âmbito do New Deal, ou o Civil Rights Act de 1964, ideia de Kennedy que acabou por ser aprovada durante o mandato de Lyndon Johnson. Cada um tem o que merece, e é com certeza irónico que George W. Bush espere que a História lhe dê razão na ocupação do Iraque. Obama herdou uma guerra com a qual não concordou, uma crise financeira e económica em grande parte impulsionada pelos gastos bélicos e pelos cortes nos impostos levados a cabo pela administração Bush, e em pouco tempo entra na História pela porta grande, fazendo uma coisa simples mas que muitas vezes parece difícil para a maior parte dos políticos: cumprir uma promessa eleitoral. Por cá, curiosamente,  os nossos liberais vão sussurrando sobre a eventual privatização da Saúde e da Segurança Social, como se esta medida fosse um avanço civilizacional. Recorde-se que a lei de Obama passa a abranger 35 milhões de pessoas que até aqui não tinham direito aos serviços de Saúde mínimos, e apenas ficam de fora os imigrantes ilegais - uma questão de tempo até aos E.U.A. chegarem lá; não vejo como se possa achar que esta reforma possa ser um retrocesso, a não ser que se seja presidente de uma seguradora.

Outra questão curiosa foi a referência, no discurso de Obama, à sua mãe, que morreu "lutando contra o poder das seguradoras". Poderia outro presidente ter feito esta lei? Talvez, e até republicanos já o tinham tentado antes, mas a verdade é que, dos 35 milhões de americanos que, até agora, não tinham acesso pleno aos serviços de Saúde, grande parte são afro-americanos pobres. Simbolicamente, esteve presente na cerimónia da assinatura um miúdo negro, Marcelas, cuja mãe morreu por não ter seguro de saúde que lhe tivesse permitido ser tratada.

Mesmo que Obama não faça muito mais do que já fez - mas não se duvide de que vai fazer -, o seu lugar na História está reservado, e não por uma questão acidental (a cor da pele). Bush, por outro lado, vai ter de esperar sentado.

por Sérgio Lavos
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por Daniel Oliveira


Já se percebeu que o PS vai simular uma cedência (semântica, na realidade), para o PSD poder simular uma vitória e abster-se na projecto de resolução sobre o PEC. Mas hoje avisava-se na imprensa: "Agência avisa que desacordo político pode provocar novos cortes no rating. PS e PSD negoceiam voto favorável no PEC". Ou seja, um dia destes os partidos terão de reunir com as agências de rating para decidir o seu voto. Aqui se demonstra como o capitalismo financeiro pode levar à destruição da democracia.

Mas o mais interessante é verificar que as mesmas agências que ameaçavam cortes no rating se o PEC não fosse suficientemente austero, ameaçavam cortes no rating se ele não apostasse no crescimento. Ou seja, fosse qual fosse o PEC o corte viria aí. Ele estava e está pré-anunciado. Sendo cada vez mais claro que estamos perante um ataque especulativo em relação às dívidas soberanas dos países, talvez seja melhor os governos concentrarem-se na resolução dos seus problemas económicos e a Europa defende-los nesse esforço: “Bastou, aliás, começar a correr o rumor de que a União Europeia vai aprovar um plano para ajudar a Grécia a superar a sua crise orçamental e as declarações do novo comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, falando na solidariedade com os Estados-membros, para os juros das obrigações públicas dos países sob fogo dos mercados caírem abruptamente”.

Até porque o papel destas agências, independentes de qualquer controlo público mas dependentes de muitos interesses no mercado, é mais do que discutível. Vale a pena recordar que foram elas mesmas que se aperceberam da catástrofe financeira do Dubai quando ela chegou aos jornais, que deram uma excelente nota à Islândia na véspera do país ter entrado em falência e avaliaram com triple A o que agora chamamos de activos tóxicos. Estas agências foram directamente responsáveis pela actual crise financeira, ao atribuírem avaliações muito positivas ao títulos baseados em hipotecas, hoje considerados “lixo tóxico”, permitiram que os bancos disseminassem tais produtos por todo o mundo. E são elas que avaliam a credibilidade alheia?

Socorro-me do insuspeito Nicolau Santos: "A S&P avisou quatro países da zona euro de que o seu rating estava sob vigilância e, menos de uma semana depois, a três deles (Grécia, Espanha e Portugal) baixou-lhes o rating para AA+ sem apelo nem agravo. O quarto, a Irlanda, cujas previsões de recessão (-5%), défice orçamental (-11%) e situação do sistema financeiro são bem piores do que em Espanha e em Portugal, continua a manter a classificação de AAA. Também o Reino Unido mantém o triplo A, confirmado a 13 de Janeiro, apesar de em termos relativos a economia inglesa se ter afundado muito mais e da banca estar falida e à beira de ter de ser nacionalizada. Isto é injusto, incoerente, não tem qualquer justificação e afecta profundamente a vida dos cidadãos dos países a quem a S&P, como os imperadores romanos, decide que têm de pagar mais do que outros em situação pior. Além do mais, a S&P falhou redondamente na crise do crédito imobiliário nos Estados Unidos, tendo de rever, no mesmo dia, a notação de mais de 90 (!) activos financeiros ligados aquela área de actividade. E falhou no rating da AIG, da Lehman Brothers, da Islândia. Falhou, falhou, falhou."

Vale a pena recordar que aquilo que as agências de rating avaliam, no que toca aos Estados, baseia-se em números públicos que, com todas as falhas possíveis, são, apesar de tudo, mais do que os seus palpites que tanto têm falhado. Cabe aos Estados e à União defenderem-se dos ataques especulativos em vez de se entregarem nas suas mãos. E com esta desistência colocarem já não apenas as suas economias mas até a sua democracia ao sabor de tanta incompetência (partindo do princípio que é disso que se trata).

por Daniel Oliveira
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