Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
por Sérgio Lavos
O que faz confusão é como é que vocês só dão exemplos de países nórdicos como os locais onde as vossas ideias têm sucesso e negam a monarquia como variável na equação, quando as monarquias são um factor quase omnipresente nos estados sociais bem sucedidos. E está aí parte da razão pela qual o vosso discurso é incoerente.
Se pensarem bem, a monarquia faz todo o sentido numa democracia e foi o Cavaco que me convenceu disso. A defesa dos direitos fundamentais, da unidade nacional e territorial, o poder de fazer a guerra e a paz, não pode estar nas mãos de alguém que aposta nisso a carreira. É um investimento muito baixo, como se vê do caso do Cavaco. Tem que ser alguém que meta lá a vida dele, a dos filhos, dos netos. Mais, não há outra forma de termos alguém que não seja de esquerda ou de direita, do Benfica ou do Sporting (embora quem não é do Benfica não seja verdadeiramente português), nem viva dos impostos(um erro comum é pensar-se que as casas reais vivem dos impostos).
Por isso, a monarquia
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