Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
por Daniel Oliveira
Dazulpintado
Pergunto à justiça divina
Porque não sente ele remorsos
Por querer para outros armas
Que tombariam os nossos.
O lavrador corajoso
Combate na sua lavra
Cada um o seu regime
Cada um a sua praga
As mães que os filhos perderam
Já perdoaram a Deus
Mas não perdoa a história
Os que abjuram os seus
Jura que a sua voz é livre
Garante nada temer
Mas a alma amordaçada
Finge olhar sem nada ver
O tempo está a esgotar-se
Estarão à sua espera
O Juiz dar-lhe-á voz
Mas já não a voz que era.
Quem chora os seus companheiros
Recupera a humanidade
São carne da nossa carne
Perdida na mocidade
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