Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
por Bruno Sena Martins

"(...) Havia estudos a comprovar a utilização da linha [ramal da Lousã], a sua rentabilidade. Em vez de optar por uma simples requalificação, os decisores políticos optaram por uma mudança radical, transformando a automotora em metro de superfície. De novo, ninguém o pediu. Foi mais uma vez a loucura despesista, a fúria do progresso. Tudo o que as populações queriam era a continuação do serviço normal de comboios. Nem mais, nem menos. As grandes teorias sobre ferrovias, economias da ruralidade e afins são muito engraçadas, mas não têm rigorosamente nada a ver com o que está em debate. São bitaites de quem não faz a menor ideia do que está a falar. A discussão do Metro-Mondego não tem nada a ver com reorganização da rede ferroviária; tem, sim, a ver com má-fé por parte dos decisores políticos, com incompetência pura por parte de quem governa. Só isso. Se não há dinheiro para o grande projecto, mantém-se o mínimo existente. É isso que as populações de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo estão a pedir. Parece-vos extraordinário? A mim, não." Ana Margarida Craveiro


por Bruno Sena Martins
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19 comentários:
mario carvalho

Ouvi ,perplexo, Ana Paula Vitorino na Assembleia da Republica, voltar a prometer que a linha ou metro -mondego não era para fechar...

A conversa dos aldabrões e vigaristas continua a mesma...

destruiu a linha do tua e  prometeu que  não encerrava

destruiu Corgo e Tamega e prometeu que não encerrava..

com a mesma lata com que prometem que não é para fechar ... fecham ... mas pior DESTRÓIEM


deixado a 19/1/11 às 20:50
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RM
O tratamento aos caminhos de ferro em portugal dá por si só uma novela. Já ouvimos a defesa da sua destruição, pois não era por aí o progresso, o contrário pois afinal é modernizar que é progresso, voltamos o início, pelo meio ficamos a saber que existia falcatrua na venda do material das linhas que eram destruídas, continuamos pelo mesmo ziguezaguear irresponsável. Próximo episódio: privatização da CP.
Afinal o mesmo caminho do País.

deixado a 20/1/11 às 14:58
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mario carvalho

o Movimento cívico pela linha do Tua
MCLT

www.linhadotua.net (http://www.linhadotua.net)

o primeito movimento a enfrentar os bárbaros que pretendem a destruição da ferrovia

solidariza-se com as populações afectadas por mais este crime contra as pessoas e contra o património que pretendem levar a cabo


deixado a 19/1/11 às 21:11
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Subscrevo na íntegra.

deixado a 19/1/11 às 21:18
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Chico da Tasca
De salientar neste caso a difereçna de tratamento entre o "metro" do porto e o metro de Coimbra. Este é um bom exemplo de como os tipos do porto são tratados como portugueses de 1ª e os restantes de 3ª ou 4ª.

Se não há dinheiro só há uma solução: suspender de imediato o "metro" do porto e, com esse dinheiro, fazer aquilo que prometeram em Coimbra.

Aliás eu pergunto : o Governo tratava a bimbalhada do porto da mesma forma que trata Coimbra ? E se não trata (que não trata !) pergunta-se porquê.

Só para terminar: a expansão do metro de Lisboa para a zona Ocidental, já para não falar da expansão de S. Sebastião à estação de comboios de Campolide (menos de 1000 !), esperam há anos a fio !

deixado a 19/1/11 às 21:51
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Reaccionário
Isto é cada estupidez que só visto.
Coitadinhos dos lisboetas. Gastaram 299 milhões de euros a fazer duas estações do Metro de Lisboa (dava para pagar 2/3 do Metro Mondego, e até daria para pagar todo se os presidentes da Câmara não tivessem exigido esta megalomania que o projecto se tornou) e ainda tiveram que chamar a cavalaria da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto senão não conseguiam fazer o túnel do Terreiro do Paço.
Quanto ao Metro do Porto, caso não saiba a expansão está suspensa.


No caso que fala, a resolução foi envolver o túnel que abateu com um outro túnel.
Não parece que tenha sido uma coisa muito complexa embora cara.


Reaccionário
Claro que não Fado. Ele só perguntar ao Fado e resolvia logo o problema, certo?


Obrigado.
Não é aqui o momento de discutir esse assunto em profundidade nem sequer comentar porque é que não se podem comparar custos e utilização dos Metros de Lisboa e Porto.
Deixe-me só acrescentar que a solução do problema do túnel do Terreiro do Paço teve o aval de competentes holandeses.
Nada que impeça de dizer que a nossa engenharia está ao nível da melhor do Mundo.


 

deixado a 21/1/11 às 20:27
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LFM
De salientar a ignorância deste bimbo lisboeta que não sabe que o metro que esses tipos usam sai muito, mas muito, mais caro ao erário público do que o da área metropolitana do Porto. E se queres ir de S.Sebastião a Campolide, vai a pé.

 

deixado a 21/1/11 às 00:26
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A cultura deve ser preservada a todo o custo. Por isso peço desculpa por vir ocupar este espaço que é seu para, juntos, divulgarmos os IX JOGOS FLORAIS DE AVIS, cujo regulamento já se encontra disponível em www.aca.com.sapo.pt (http://www.aca.com.sapo.pt)


Obrigado.


Fernando Máximo/Avis


deixado a 19/1/11 às 23:11
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Ana
Decidir é difícil , decidir bem mais difícil é, ficam na memória as grandes decisões e os seus decisores. Todos dizem que mais vale decidir mal do que não decidir, o problema é que as más decisões são tantas que assusta .
Nos nossos dias a tomada de decisão é feita de um modo leviano sem competência técnica e sem bom senso por parte do decisor.
Sem utentes que justifique o investimento no metro do Mondego, alguém decidiu fazê-lo. Incompetência ? Fazer favores a "amigos"? Ninguém é responsável ?
Uma coisa é certa com ou sem metro do Mondego as populações merecem pelo menos o que tinham.

deixado a 19/1/11 às 23:13
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Gallup
Coitadinha da malta de Lisboa, o quanto ela é prejudicado em relação ao Porto, ou ao resto do País. Com Portugueses destes, esses sim com uma mentalidade além de bimba, mesquinha e ridícula, nunca mais sairemos deste buraco. Tem gente que não tem mesmo noção do ridículo. Ganhar raiva a uma região inteira por causa da merda do futebol. A dor de corno realmente deve ser muito grande, depois ainda falam em ódio. Ódio não tenho, mas tenho um profundo desprezo pelos Chicos da Tasca deste mundo. Cresça e apareça meu caro.

deixado a 19/1/11 às 23:14
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José Erre Ponto
Excelente. Se alguém não entender assim, só mesmo com bonecos!
As mentiritas diárias de governantes só por si já são bastante incómodas. Mas prometer, destruir e no final dizer "agora chupem no dedo" é de uma indignidade indescritível.

deixado a 20/1/11 às 01:11
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Neste pais é sempre o mesmo filme.


Primeiro fazem-se os projectos e depois chega-se à conclusão que afinal os estudos estavam errados sobre a taxa de ocupação.


O metro do sul do tejo afinal tem menos pessoas do que se pensava. Que espanto. Que horror !!!

deixado a 20/1/11 às 09:56
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Júlio de Matos
"Neste País" não houve ainda Regionalização. Em termos europeus, somos apenas iguais, nesse campo, à Grécia, pois claro. Mas parece-me que lá eles já estão, finalmente, a tratar desse assunto, essencial para o desenvolvimento do seu pobre País...


Desde que não sirva para criar mais tachos, e elevar caciques a donos e senhores do "nosso" dinheiro, por mim tudo bem.


Gallup
Tocaste num ponto importante. Temo que neste País a regionalização infelizmente fosse mais um pretexto para criar mais tachos paras as clientelas do costume. Com os supostos desaparecimentos de alguns IP e afins, esses tachos serão uma realidade se a regionalização for feita por políticos deste calibre É que até quando nos metemos a fazer algo que é positivo e útil, mesmo assim temos o estranho dom de sempre conseguir estragar tudo, e tornar as coisas inúteis ou ainda piores que anteriormente.

deixado a 20/1/11 às 15:54
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«Pá, parem lá com essas merdas» (frase célebre do 11 de Março...) dos bairrismos regionalistas estúpidos, carago! Eu sou de Lisboa, licenciei-me em Eng.ª Civil no Técnico (antes de existir Bolonha - sou um dinossauro...), sempre fui do «Sporting» desde que me lembro (foi aliás a primeira palavra que soletrei quando me ensinaram a ler!), mas tenho bons amigos que são Colegas da F. E. U. P., adoro todo o Entre-Vouga-e-Minho, defendo a Regionalização e até acho que as primeiras Regiões a serem criadas, porque de utilidade mais urgente e consensual, deveriam ser precisamente as Metropolitanas de Lisboa e do Porto (a qual deveria, quanto a mim, ficar de fora da Região Norte, mas isso é já conversa para o nível seguinte do jogo...)!

Por tudo isto e mais uns trocos, estou plenamente de acordo com este texto, básico e lhano, de Ana Margarida Craveiro (os meus Parabéns e muito gosto em "conhecê-la") e julgo que, se já existisse há um par de décadas a Região Centro, ou da Beira (não ficava mais bonito?), com decisores eleitos democráticamente e competências específicas na área dos Transportes Colectivos (e respectivo orçamento próprio), talvez estas e outras colossais calamidades não estivessem agora a ser lamentadas.

Como também as já aqui referidas (e maiores ou menores, não importa) do Metro a Sul do Tejo, do Metro do Porto, do "interface" de Alcântara (anda, ou não anda?), do "metro" de Mirandela, até do pequenito SATU de Oeiras e, de um modo geral, de tudo o que deve ser decidido acima dos Presidentes de Câmara, mas abaixo dos Ministros e Secretários de Estado, e que afinal é tanta, tanta coisa importante para o nosso dia-a-dia...

deixado a 20/1/11 às 12:13
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