Já não nos bastava um governo socialista com crise de identidade, agora também o Bloco de Esquerda sofre do mesmo mal.
Promovem-se e apoiam-se conferências e manifestações contra a NATO em Portugal e Portugal na NATO, contra a guerra e pela paz, com cartazes activistas e belos concertos de intervenção para animar a malta pacifista, quase quatro meses passados, os três “eurobloquistas” votam no Parlamento Europeu a favor da intervenção da NATO na crise da Líbia.
Porque razão deve a NATO retirar no Afeganistão e avançar na Líbia?
Ora bolas... Mas então, Portugal na NATO... às vezes?
Quinta 10 de Março de 2011
Manifestamos a nossa profunda inquietação relativamente aos mais recentes acontecimentos na Líbia, mas defendemos a resolução pacífica e política do conflito, sem ingerências externas. Ora, lamentavelmente, a Resolução do PE defende a intervenção militar, dado que não pode haver zona de exclusão aérea sem intervenção militar.
Por isso, esta resolução, em vez de contribuir para uma solução pacífica, parece visar a preparação de actos de agressão, pelos EUA, a NATO e talvez da União Europeia, contra a Líbia, pelo que expressamos a nossa firme oposição a qualquer intervenção militar externa neste país .
Qualquer agressão contra a Líbia, independentemente dos pretextos e “mandatos”, teria graves consequências para um povo que vive já numa situação de profunda tensão e insegurança; seria profundamente prejudicial para todos aqueles que, na Líbia, prosseguem a luta pelos seus direitos, a democracia, a soberania e a paz e introduziria sérios factores de instabilidade e conflito na região.
Qualquer agressão militar pelos EUA e seus aliados – inseparável dos seus objectivos de controlo dos recursos naturais líbios - seria direccionada não só contra o povo Líbio, mas contra todos os povos da região que se levantaram e prosseguem a luta pelos seus direitos sociais e políticos, pela liberdade, a democracia e a real soberania e independência dos seus países. São lutas que apoiamos. Por isso, votámos contra a Resolução.
"Miguel Portas, Marisa Matias e o independente Rui Tavares votaram bem!" ????
Os três votaram exactamente da mesma maneira que votaram Nuno Melo, José Manuel Fernandes, Elisa Ferreira, Regina Bastos, Mário David, Maria da Graça Carvalho, Diogo Feio, Carlos Coelho, Ana Gomes, Edite Estrela, Nuno Teixeira, Vital Moreira, Luís Paulo Alves e Paulo Rangel e assim formaram a maioria do país tendo todos tidos a classificação de “leal à maioria do país”. Ao contrário destes seus colegas que também obtiveram a classificação de “leal à atitude do grupo”, Rui Tavares, Marisa Matias e Miguel Portas tiveram a classificação de “rebelde à atitude do grupo.
Os únicos que tiveram a honrosa classificação de “leal à atitude do grupo” e “rebelde à maioria do país” foram apenas Ilda Figueiredo e João Ferreira.
Pode confirmar seguindo o link. Tudo o resto é má retórica e piores desculpas.
http://www.votewatch.eu/cx_vote_details.p
Um post interessante.
Mas a principal pergunta é o que é a NATO.
Abreviando seria uma organização para defender o Atlântico Norte, e com quem?
Ora com o poderia militar do Estados Unidos não é certamente um C130 ou meia dúzias de comandos portugueses que vão colocar ordem algures ou inverter o que quer que seja alhures.
E daí esta aparente surpresa porque quer num caso quer noutro chamem-lhe o que quiserem são os States que entram com os marines e então temos que num lado foram invasores e noutro estão apenas a auxiliar povos que se querem libertar de um tirano.
Dirão, e o outro não era?
Isso não interessa para o caso.
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