O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro. Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como "albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.
Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".
Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis. O direito ao bom nome vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em contrário, mentirosos. Como não insulto o senhor, fica apenas este facto: estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal. Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.
Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente fiscalista, por causa das suas duas reformas. Dizer que ele é "esperto" e que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa". Espertos são os pobres que ficam com os trocos. Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras. Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.
Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa dos pobres.
Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto "esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética aos "aldrabões" que recebem subsidios miseráveis. É mais ou menos como dizia o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia, pá.
Sobre os subsídios, Leite Campos disse: "O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões". Sobre as escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do vice-presidente do PSD.
Publicado no Expresso Online
Como de costume o senhor Daniel Oliveira na melhor escola soviética mistura verdades com mentiras junta-lhe um bocadinho de alucinação e serve como se fosse A Verdade Através de Daniel Oliveira.
Primeiro o referido senhor nunca quis acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família e desafio o senhor Daniel Oliveira a provar aquilo que afirma.
Segundo quero que o senhor Daniel Oliveira prove que o referido senhor é culpado de receber uma reforma nas condições em que supostamente a receberá.
Se o Sporting resolver oferecer aos sócios cujo nome começa por Daniel um cartão vitalício estes sócios são culpados dessa benesse?
Terceiro é do conhecimento geral que uma grande parte destes subsídios (faço o favor de incluir o RSI) é na verdade entregue a quem não precisa dele.
O senhor quer esconder o Sol com uma peneira?
O que me admira é que o expresso continue a autorizar a publicações de textos onde a verdade é sistematicamente atirada para o lixo.
A mentira é esta:
O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família
Obrigado pela lamentação que compreendo.
Não há um único subsídio (faz parte aliás do código genético deles) que não tenha uma bela percentagem de irregularidades sendo que o RSI é sem dúvida o maior.
O presidente da Comissão Nacional do RSI respondeu ontem, no Parlamento, a dezenas de perguntas dos deputados. Revelou que 11.200 beneficiários (três por cento do total) não têm nacionalidade portuguesa
Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social, admitiu ontem, no Parlamento, que 64 % dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) tem rendimentos do trabalho ou de pensões.
Continuando não há certamente um único português que não conheça um caso de irregularidade, É isto que nos devia preocupar a todos, como já disse a outra pessoa o dinheiro que vai para um bolso mau podia e devia ir para um bolso bom.
Quanto á legalidade das reformas já me pronunciei quanto à moralidade já o disse mas quem me conhece não tem dúvidas, são todas elas imorais incluindo os carros de Estado dados a eito.
Muito havia a dizer, fico-me por aqui antes que tenha que voltar a falar na carreira do "Dr." Alegre.
"Segundo quero que o senhor Daniel Oliveira prove que o referido senhor é culpado de receber uma reforma nas condições em que supostamente a receberá.
Se o Sporting resolver oferecer aos sócios cujo nome começa por Daniel um cartão vitalício estes sócios são culpados dessa benesse?"
Se o Sporting resolver oferecer aos sócios cujo nome começa por Daniel um cartão vitalício estes sócios são culpados dessa benesse?
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