Terça-feira, 14 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

 

Pedro Pezarat Correia, brigadeiro do Exército e Capitão de Abril, viu um artigo de opinião ser recusado pelo Diário de Notícias. Não sabemos se pela sensibilidade do tema, se pelo conteúdo, só sabemos que não foi aceite para publicação. Antes da revolução que este militar ajudou a levantar, isto tinha um nome: censura. E em democracia, que nome terá? Fica aqui o texto na íntegra (divulgado pelo Rui Bebiano via Facebook):

 

PAULO PORTAS MINISTRO?

 

Ana Gomes provocou uma tempestade mediática com as suas declarações sobre Paulo Portas. Considero muito Ana Gomes, uma mulher de causas, frontal, corajosa, diplomata com muito relevantes serviços prestados a Portugal e à Humanidade. Confesso que me escapa alguma da sua argumentação contra Paulo Portas e não alcanço a invocação do exemplo de Strauss-Kahn. Mas estou com ela na sua conclusão: Paulo Portas não deve ser ministro na República Portuguesa. Partilho inteiramente a conclusão ainda que através de diferentes premissas. Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003. Sublinho o deliberadamente porque, não há muito tempo, num frente-a-frente televisivo, salvo erro na SICNotícias, a deputada do CDS Teresa Caeiro mostrou-se muito ofendida por Alfredo Barroso se ter referido a este caso exactamente nesses termos. A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico. A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro. Mas já não é a primeira vez que esgrimo argumentos pelo seu impedimento para funções ministeriais. Em 12 de Abril de 2002 publiquei um artigo no Diário de Notícias em que denunciava o insulto de Paulo Portas à Instituição Militar, quando classificou a morte em combate de Jonas Savimbi como um “assassinato”. Note-se que a UNITA assumiu claramente – e como tal fazendo o elogio do seu líder –, a sua morte em combate. Portas viria pouco depois dessas declarações a ser nomeado ministro e, por isso, escrevi naquele texto: «O que se estranha, porque é grave, é que o autor de tal disparate tenha sido, posteriormente, nomeado ministro da Defesa Nacional, que tutela as Forças Armadas. Para o actual ministro da Defesa Nacional, baixas em combate, de elementos combatentes, particularmente de chefes destacados, fardados e militarmente enquadrados, num cenário e teatro de guerra, em confronto com militares inimigos, também fardados e enquadrados, constituem assassinatos. Os militares portugueses sabem que, hoje, se forem enviados para cenários de guerra […] onde eventualmente se empenhem em acções que provoquem baixas, podem vir a ser considerados, pelo ministro de que dependem, como tendo participado em assassinatos. Os militares portugueses sabem que hoje, o ministro da tutela, considera as Forças Armadas uma instituição de assassinos potenciais». Mantenho integralmente o que então escrevi. Um homem que, com tanta leviandade, mente e aborda assuntos fundamentais de Estado, carece de dimensão ética para ser ministro da República. Lamentavelmente já o foi uma vez. Se voltar a sê-lo, como cidadão sentir-me-ei ofendido. Como militar participante no 25 de Abril, acto fundador do regime democrático vigente, sentir-me-ei traído.

 

Junho de 2011-06-13 PEDRO DE PEZARAT CORREIA


por Sérgio Lavos
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90 comentários:

Sergio,

Foi por dizer isto que o texto de Pezarat Correia não foi publicado no DN??? Ontem no JN...hoje no DN a continuar assim, onde fica a liberdade de imprensa???

deixado a 14/6/11 às 22:19
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A censura antes também era burra, muitas vezes. Acho que o texto assim, censurado, terá mais impacto. Para mal dos pecados do sr. futuro Ministro dos Negócios Estrangeiros e sobretudo do DN.


Esclareça-me uma dúvida, caro Sérgio: era suposto existir um artigo de opinião no DN ou Pezarat Correia tomou a iniciativa de enviar o texto por mote próprio. É que se bem percebi estamos perante o último caso. Explique-me como é que se pode falar de censura nesse caso.


Portanto, não é censura. Aqui está a resposta à minha pergunta.


Pedro Oliveira
Não foi publicado na integra aqui na net? Onde é que está a censura? Escrever para os jornais não é nenhum direito cívico que assiste a qualquer cidadão. Pelo menos na nossa constituição actual. O Pezarat Correia está preso? Foi incomodado pelos serviços de segurança? Perdeu o emprego? Cortaram-lhe a reforma das forças armadas?
Nope... Censura my balls!

deixado a 14/6/11 às 23:47
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José
Não está, Sérgio. Porque o senhor disse que seria censura no regime anterior. 
A censura, independentemente do regime, é não publicar por divergência de opinião ou similar. 
Outra coisa é um jornal não ser obrigado a publicar tudo o que recebe.
Eu, se enviar um texto ao DN cheio de elogios a Portas, tenho a garantia que o texto é publicado?
Se não tiver, é isso censura?


Pode ser que o caso mencionado seja censura, mas os factos que apresentou não permitem concluir isso  - independentemente do regime.
 



deixado a 15/6/11 às 00:00
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André
... portanto, o DN, jornal privado, não tem o direito de exercer os critérios editoriais que muito bem entende? O Sérgio confunde censura de Estado, ditadura, falta de democracia, etc., com o direito que um meio de comunicação privado tem para se censurar. Eu bem o entendo, sobretudo tendo em conta os seus textos pós-eleitorais, carregados de bílis e mau perder. Como o texto ataca alguém que está nos antípodas das suas simpatias políticas, o Sérgio acha que é um atentado à democracia que não seja publicado pelo DN. Provavelmente, o Sérgio também não entende por que não se imprime a coisa em panfletos e se distribui em todas as estações de metro e paragens da Carris.

Um novidadezinha para o Sérgio, que o comentário vai longo: a imprensa não tem toda de ser como o Pravda. Não gosta do DN? Eu também não. Não compro. Não compre também. Agora, achar  crime de lesa-pátria que não queiram publicar os textos aprovados pelo Sérgio, isso, meu caro, já é a presunção da esquerda caviar a vir ao de cima. Essa mesma presunção que afundou o Bloco nas eleições.

deixado a 15/6/11 às 09:53
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Precisamente por haver liberdade de imprensa, ninguém pode obrigar um jornal a publicar seja o que for (excepto ao abrigo do direito de resposta). Seja brigadeiro do Exército, Capitão de Abril, ministro, ou o que for.

Decidir o que publicar, ou não, cabe à direcção editorial de cada jornal. Se tal é censura, fazem censura TODOS os dias. Quantos bloggers não há por aí que gostariam de ser públicados no DN? Mas não são... Será censura? Claro que não!

Censura é quanto o estado ou governo impede a públicação de qualquer coisa.

Quanto muito pode-se acusar o DN de cobardia, por não publicar de uma opinião contra quem está prestes a tomar posse como membro do governo. Auto-censura por receio de possiveis repressálias, talvez.


Acho que percebeu a ideia: é mesmo auto-censura. É a tal de imprensa suave em plena carburação.


Pedro Oliveira
Curioso... Quando a voz do dono no DN era de esquerda tenho a certeza que o Sérgio não se queixava de censura.
O DN pratica a autocensura como ninguém porque isso está no seu ADN. Sempre representou a voz do governo. O governo mudou, a voz do DN também. Isso pode fazer dos jornalistas do DN uma cambada de putas, mas não uma comissão de censura.

deixado a 15/6/11 às 00:10
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Isabel
"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra".

Isto para a mentira, (ó sr. de Pezarat, dizerem aos portugueses que o 25 de Abril iria implantar a democracia representativa quando hoje todos sabemos que queria substituir uma ditadura soft por outra sanguinária) e para a  censura ( isto dito num blogue  "democrático" que censura comentários) é patético.

Ó sr. de Pezarat, porque não se cala? É preferível passar por parvo do que mostrar que o é.

Estranho é também que este blogue contra as guerras, (menos as do proletariado claro), faça eco de significados belicistas tais como teatro de guerra, militares inimigos, fardados e outros termos que me ofendem os meus delicados ouvidos...

Ó sr. de Pezarat, os portugueses também foram traídos pelo MFA que fez tudo o que pôde para se perpetuar no poder.

deixado a 14/6/11 às 22:36
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Paulo
Isabel, faço minhas as suas palavras, redireccionado-as: porque não se cala? Ser ignorante é mau, mas às vezes é inevitável; orgulhar-se da ignorância e ostentá-la publicamente é muito pior.


Paulinho,

Quer aprofundar a questão da ignorância por parte de Pezarat Correia?? Se não for capaz vai ter-me á perna.


Paulo
Bolota, espero que conheça o significado do verbo "redireccionar"; quem eu sugeria que se calasse era, evidentemente, a Isabel...


Paulo,

Claro conheço o significado do verbo "redireccionar"



Um Abraço

deixado a 16/6/11 às 22:03
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Como a D. Isabel está equivocada. Deve dizer aqui onde aprendeu essa nova teoria sobre o 25 de Abril.
Sim, porque quem faz um comentário destes, das duas uma, ou é ignorante ou foi mal ensinada. Convinha para esclarecer os mais "ignorantes" sobre essa nova teoria.

deixado a 14/6/11 às 22:53
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 sr. de Pezarat, dizerem aos portugueses que o 25 de Abril iria implantar a democracia representativa quando hoje..."


Isabel,


Já se deu conta da barbaridade que acaba de escrever??? A tentativa de branquear  Portas e acusar  Pezarat é uma barbaridade ao quadrado. Ultrapassa a barbaridade e roça a parvoíce.

deixado a 14/6/11 às 22:54
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Tomo nota de que ofende os seus ouvidos o uso de termos belicistas por militares mas não a mentira que o sr. Paulo Portas contou aos portugueses. Também fico contente por achar que esta não é uma democracia representativa e que preferia quem sabe o sistema anterior. Tomo nota de que fala de censura neste blogue (que nunca é feita a opiniões, mas sim a má educação e boatos) para desculpar a censura num jornal nacional feita a um artigo de opinião. Acho que não precisa de dizer mais nada.


ani
"Tomo nota de que fala de censura neste blogue (que nunca é feita a opiniões, mas sim a má educação e boatos)"


Parece distraído 

deixado a 17/6/11 às 10:56
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Portela Menos 1
ainda bem que não censuraram a democrata-cristã Isabel!


Portela,

Só comenta assim quem sabe e tu sabes muito. Por isso, esclarece a Isabel com aquilo que sabes

Abraços

deixado a 14/6/11 às 23:09
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Não interessa
A Isabelinha fica sempre muito incomodada quando lhe tocam no Paulinho, e responde com as mais irrelevantes e insustentáveis barbaridades que lhe ocorrerem no momento. Isabel, já não me rio há muito, diga-me lá outra vez o que acha dos submarinos, do Portucale, das fotocópias e dos despachos. Sei que na altura ri a bom rir e gostava que mo permitisse outra vez. Obrigado.

deixado a 15/6/11 às 01:27
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A.Silva

Isabel tanta ignorância e estupidez até doi

deixado a 15/6/11 às 13:20
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pedro lourenço
temo é que portas se esteja nas tintas para isso.

olhem para ele e para aquele gesto dissimulado, o sacana

deixado a 14/6/11 às 23:01
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PMDM

Um político que mente!!!!!!! Como é possível?????

Diga-me se puder o nome de um ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros que nunca tenha mentido publicamente (antes de responder pense em NATO, PALOP e outras siglas que tais)

Há pessoas que têm uma certa dificuldade em perceber o funcionamento da Democracia, mas eu vou tentar explicar...ganha e forma governo quem tem mais votos e ponto final

deixado a 14/6/11 às 23:16
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Portanto, isto é como na bola: se ganhou as elei... não espera aí, não ganhou, ficou em 3.º, vai só à Liga Europa. Como eu ia dizendo, se ganha, tudo é (deve ser) permitido. OK. Mas uma coisa é também verdade. Por ser ministro não deixa de ser mentiroso. Se está bem assim para si, porquê discutir?


José
Se cometeu crimes que o devem impedir de ser ministro, o mal está na justiça e devemos exigir que a máquina judicial actue - inclusive fazendo uma denúncia da polícia.
Caso contrário, tem todo o direito de ser ministro. Mesmo que não gostemos. É isso a democracia.

deixado a 15/6/11 às 00:06
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António Parente
Não me parece que seja censura. O director do DN tem o direito de escolher o que quer ver publicado. O General Pezarat Correia tem muitos meios para exercer a sua liberdade de expressão.





deixado a 14/6/11 às 23:47
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Ainda não é general, lá chegará mesmo que não haja soldados para comandar.
Não aproveitou os conselhos do general de aviário Otelo e marcou passo.
Esquerda (oops!) volver.


Kamarov
Não de facto não é general, e além de ser  brigadeiro também é parvo.

deixado a 17/6/11 às 00:36
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PMDM
Quando Sócrates ganhou em 2009 alguém colocou em causa o Ministro Luís Amado (e ele tinha mentido em relação aos voos da CIA)???

Já agora o Sócrates também gosta de espetar umas petas, alguém pôs em causa a legitimidade de ser primeiro ministro nessa altura ??
Mas não é exclusivo do PS, o Fernando Nobre também disse mil e quinhentas vezes uma coisa e o seu contrário e ninguém se opõe a que ele possa ser ministro(uma coisa diferente é achar que a sua putativa nomeação será um desastre)

Durão Barroso mentiu sobre o choque fiscal e mais um conjunto muito grande de coisas e ninguém questionou o seu lugar de primeiro ministro por isso.

Jorge Coelho, Santos Silva, Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite, Teixeira dos Santos até Passos Coelho que ainda nem tomou posse e provavelmente quando apresentar a equipa de ministros já terá mentido face aquilo que disse na campanha.

Vamos encarar a realidade?? Nós enquanto eleitores não valorizamos muito a verdade.

É pena mas são as regras do jogo, por isso eu sinceramente não percebo qual é o drama de estar um mentiroso à frente dos negócios estrangeiros.


PS - Oeiras, um dos concelhos mais desenvolvidos do país elegeu um presidente de câmara condenado judicialmente pela sua acção na Autarquia. Está tudo dito.



deixado a 14/6/11 às 23:52
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É tudo gente séria, claro, sobretudo o último que menciona. Isso não iliba Portas de ter dito uma mentira, o DN de não ter tido coragem de publicar um artigo a criticá-lo, e de os valores éticos de muita gente neste país serem rasteiros. Peço desculpa por não ir em conversas de políticos mentirosos, eu sei que estou em minoria, parece.


Pedro Oliveira
O Sérgio é que nunca disse nenhuma mentira. É um herói impoluto. Declaro-lhe já o meu apoio para líder esclarecido das massas trabalhadoras portuguesas, e proponho que os seus posts sejam condensados no 'Livro Vermelho de Sérgio Lavos' para esclarecimento cultural e político das mesmas.
Vamos lutar por isso, camarada Sérgio?


Lá diz o outro: Everybody lies. Tudo está desculpado, até uma mentira com todos os dentes contada a 9 milhões de pessoas. House rules.

deixado a 15/6/11 às 00:35
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JORGE SILVA
Está mesmo a ver-se que o alvo a atingir, agora nesta nova etapa poítica é Paulo Portas! Foi Ana Gomes, Pezarat Correia, O Arrastão...enfim, muitos outros virão (é só esperar). Ficámos a saber que os senhores do governo Sócrates assim de repente passaram todos à condição de inocentes pela trampa em que transformaram o país!
Passe-se ao esquecimento! O mesmo esquecimento dos apoios do Bloco de Esquerda ao amigo Manuel Alegre! E por aí fora...

deixado a 14/6/11 às 23:58
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Não interessa
É mais anedótico quando comenta sobre a bola, mas aqui também não ficou mal na figura.. "O alvo", naturalmente de todas as pessoas decentes, é alguém que se perfila para ser ministro e, quando se alçou a um cargo do género anteriormente, foi tudo um rol de mentiras, compadrios e dinheiros a mais nas contas - ponto final, parágrafo. O seu comentário é todo um tratado sobre a hipocrisia da direita. A trampa em que Sócrates (e Durão, e Santana, e Portas e MAIS DO QUE QUALQUER OUTRO, Cavaco Silva) deixou o país agora serve de justificativa para tudo e tudo vale, principalmente agora chegados ao poder. Vamos colocar um mentiroso trafulha à frente dos Negócios Estrangeiros? Vamos, sim senhor e a quem levantar cabelo falamos no Sócrates! É assim mesmo. É bom que o eleitorado perceba que é ao lado desta estirpe que acabou de votar - eleitores de facção, muito certinhos e aprumados na crítica a Sócrates, muito pragmáticos na abordagem à esquerda parlamentar e quando chega à hora da verdade.. é esta lixeira a céu aberto.

É bom que se perceba que a direita portuguesa é isto e nunca ou muito dificilmente almejará a mais do que isto.


JORGE SILVA
Mas só agora é que descobriram os "defeitos" de Paulo Portas???

"...Vamos colocar um mentiroso trafulha à frente dos Negócios Estrangeiros? " diz vossa excelencia... ah bom... na esquerda não há gente dessa? Nem nunca estiveram no governo... Nem nunca contribuiram para o descalabro económico do país. Fiquei a saber!

Mas os ataques a Paulo Portas neste momento (outros virão) é sintomático da ferocidade rasteira de quem, de beiça estendida, está ressabiado pelo resultado das eleições... e, nesse aspecto, a senhora Ana Gomes não se poderá esquecer de toda a estirpe de gente no seu partido que alegadamente cometeu ílicitos e trafulhices. Mais a mais em matéria de dignidade deveria-se lembrar do seu correligionário Ricardo dos Açores que "gamou" com arte e manha os célebres gravadores aos jornalistas. Lembram-se? Esse senhor continua como deputado. Sim...tudo gente sem espelhos para se enxergarem em matéria de correcção e dignidade de estado!
Quanto ao resto... é só perceber o contexto da função e o objectivo da estratégia!


Já agora ó "não interessa"... também vai fazer comparações sobre os meus comentário "sobre a bola"? Olhe que nessa matéria... enfim... é bom nem falar: tudo gente séria não haja díuvida, principalmente a NORTE! Não me faça rir.


Não interessa
Depois começa para aí a vaguear e eu tenho mais que fazer - o que interessa que fique bem esclarecido é que Portas NÃO é alvo nenhum que não o seja pelo que fez enquanto ministro. Ponto final.

deixado a 15/6/11 às 17:08
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JMG

Se bem compreendo (e a menos que esta história tenha contornos que o texto não refere) um "brigadeiro do Exército e capitão de Abril" tem direito a ver os seus artigos de opinião publicados no seu jornal de eleição. Eu acho que não tem. E - escândalo - entendo mesmo que não tem quaisquer direitos que faleçam aos cidadãos que não são brigadeiros nem Capitães de Abril. Quanto ao artigo em si, Pezarat não se enxerga: sente-se "traído" se Portas, que foi eleito, vier a ser Ministro da Defesa. Portas e os eleitores de Portas, entre os quais me incluo, devem a Democracia a Pezarat, vai daí não são livres de escolher quem bem entendam, nem de se deixarem convencer com provas cuja falsidade não escaparia ao arguto Pezarat. Portas, eu, e umas boas centenas de milhares de Portugueses, precisamos da aprovação de Pezarat porque ele, o colega Lourenço e outras luminárias fardadas e à civil têm a marca registada do 25 de Abril. É o que digo: não se enxergam - todos. No meu 25 de Abril sou livre de escolher quem entendo; e livre também de ver Pezarat como um herói burro - o que não é a mesma coisa que chamar burros às pessoas que subscrevem os pontos de vista dele. No meu 25 de Abril, os Pezarats desta vida podem ser eleitos; no dele, Portas e as pessoas como eu não podem. Se forem, ele, o ponderoso e relevantíssimo Pezarat, sente-se "ofendido" e "traído".


deixado a 14/6/11 às 23:59
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linka
1º Pezarat merece respeito como capitão de Abril, que é (e não ser tratado de burro/luminária...); quem não se enxerga é quem utiliza este tipo de adjectivação duma forma tão leviana.
2º Paulo Portas não foi eleito ministro mas sim deputado da nação; não me parece que isso tenha sido posto em causa.
3º os sentimentos de traição ou de ofensa são do foro de cada um, tendo este o direito de os partilhar, ou não?

deixado a 15/6/11 às 00:45
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Não interessa
Olha que moral do crl, um gajo que pegou no boletim e espetou a cruzinha ao lado dos submarinos e dos sobreiros, das fotocópias e dos despachos, das armas de destruição maciça e das jaguares da Moderna acha que lhe estão a tentar fazer ver as merdas. Olha que realmente, ousadia das pessoas..

Tanta conversa e o Brigadeiro não diz em parte nenhuma que não pode votar em quem quiser, diz que o cabecilha da máfia em quem votou não deveria ser equacionado para responsabilidades governamentais.

deixado a 15/6/11 às 01:45
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Anónimo
Não me digam que o Sócrates continua a fazer censura?!
Já tinha saudades...

deixado a 14/6/11 às 23:59
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Arturotu
Amanhã vou escrever um texto em que vou expôr algumas razões para que o trambolho da Ana Gomes peça a demissão do seu cargo como deputada europeia. De seguida, vou enviá-lo para o DN para o publicarem, já que, não tenho nesse jornal nenhuma coluna de opinião. Se não aceitarem, acuso-os de censura. Simples.

deixado a 15/6/11 às 00:16
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