PPS
Desculpe discordar mas acho que o futebolista geralmente nasce pobre em todo o lado- seja no Brasil, na Alemanha, ou no nosso bairro das Caxinas. Não sei porque é que isto é assim, mas tenho a ideia que a profissionalização precoçe do futebolista implique um tipo de sacríficio desde jovens que os filhos da classe média geralmente não está disposta a sofrer.
Por outro lado contemos os titulos olímpicos de futebol, que já existiam antes do campeonato do mundo, e que demostram há quanto tempo a garra charrua e o mágico futebol das pampas já encantam o mundo, e concluiremos que o Uruguai e a Argentina(ambos bi-campeões do mundo) têm tantos titulos internacionais como o Brasil. É ridicula a pretensão brasileira de quererem ser o único país que joga futebol de jeito do mundo.
Há muitos países do futebol, e ainda bem que assim é. O Brasil é um grande país do futebol, mas há muitos outros. O que era o futebol sem a marca da genialidade de Di Stéfano ou de Maradona, por exemplo? Ou sem a magia da inteligência e elegância de Enzo Francescolli?
Ou o que seria do futebol sem a marca distintiva da organização do futebol europeu- da cebebral e cínica Itália, à citada Alemanha, simbolo do futebol organizado e colectivo, passando pela pureza dos inglesas, pela cratividade dos balcânicos e latinos, onde avultamos nós, que diabo!, que desde os tempos do Eusébio que encantamos com o perfume tecnicista do nosso futebol, pela beleza do futebol francês( a quem o Brasil não vence em mundiais há mais de cinquenta anos, e com quem mesmo no único jogo que lhes venceu, em 58, esteve a ponto perder um jogo até ficar em superiodade numérica porque na altura não haviam substituições, mas que também não tem a sorte de ser um país do futebol...), já para não falar naquele que é unanimemente considerado o melhor futebol da actualidade, o futebol da Espanha de Xavi e Iniesta.
Podia haver futebol sem tudo isto? Poder podia, mas não era a mesma coisa.