Sábado, 6 de Agosto de 2011
por Pedro Sales

 

Aparentemente, alguém na Jerónimo Martins pensou que divulgar um plano da empresa para garantir comida e apoio social a 1100 dos seus trabalhadores seria uma boa manobra promocional. Em tempos de crise económica, quem demonstrar as melhores credenciais sociais parte na posição da frente no ranking da boa vontade dos fregueses.

 

Aparentemente, ninguém na Jerónimo Martins parece ter parado para reparar que uma empresa ter nos seus quadros 1100 pessoas que, trabalhando, não conseguem sair da miséria mais absoluta, pagar as despesas de alimentação e saúde diz mais sobre os salários praticados pela mesma do que da incapacidade congénita dos seus trabalhadores (desculpem, queria dizer colaboradores) em gerir o seu dinheiro.

 

Segundo um dos responsáveis por este grupo retalhista, um dos mais lucrativos em Portugal, as 1100 pessoas em causa revelam um “elevado desconhecimento dos mais elementares princípios da gestão de um orçamento doméstico", e, como tal, decidiu tomar em mãos o assunto. Aumentar os salários que, de acordo com o sindicato, se ficam em média por uns indigentes 540 euros na empresa? Nada disso. Ensinar quem pouco mais ganha do que o preço do aluguer de uma pequena casa em Lisboa ou no Porto a saber gerir os seus rendimentos. É preciso topete.

 

Mas não deixa de ser sintomático constatar que nenhum dos vários jornais em que este plano é noticiado faz uma menção - breve que seja - ao valor médio do salário na Jerónimo Martins, nem pergunta a quem de direito como é que se gere sapientemente um orçamento familiar com essa quantia irrisória. Pelo contrário, o director do jornal I, o tal que quer que os seus colunistas escrevam de graça, deu-lhe nota 20. E este é o ponto mais relevante desta história. O clima social criado com a crise, aliado a um condicionamento ideológico, mediático e semântico onde não existem trabalhadores nem despedimentos, conduziu à desvalorização social do trabalho ao ponto em que uma empresa trocar salários dignos pelo racionamento de vales para as despesas de alimentação ou saúde passou não só a ser uma atitude normal, mas passível de ser explorada comercialmente pelo seu departamento de marketing.

 

Todas as crises revelam as suas oportunidades. Os empresários deste cantinho, fartos dos baixos salários que usaram como principal argumento concorrencial, entreviram na persistência da austeridade um momento chave de mudança cultural e social que lhes garante a oportunidade de tornar as suas “práticas sociais” num chamariz comercial. Supostamente, devemos estar todos agradecidos à magnifiência de quem, pagando miseravelmente a quem trabalha mais de 40 horas, num trabalho desgastante e por turnos, ainda instala uma sopa dos pobres dentro de portas.

 

Quando nenhum jornalista faz o seu papel e publica a história como ela vem contada no press release, vemos até que ponto essa mentalidade está enraízada. Mas, verdade seja dita, com o que as empresas de comunicação social hoje pagam aos seus “colaboradores”, não seria de espantar que quem assina a notícia apenas suspirasse por um plano igual na sua redacção.


por Pedro Sales
link do post | comentar | partilhar

111 comentários:
LGF Lizard
É de admirar que tal aconteça?

Quando os portugueses têm despesas europeias, ordenados do 3º mundo e patrões xicos-espertos, o resultado é este.

E aqueles que têm um posto de trabalho como repositores ou caixas de supermercados podem dar-se como felizes. A coisa vai piorar.... e quem tiver emprego, que se dê por satisfeito.

O trabalhador que pague a crise. Ou então,que faça um manguito a estes FDP's todos e emigre para um país civilizado.

deixado a 6/8/11 às 12:32
link | responder a comentário

Anónimo
C'um caneco!

deixado a 6/8/11 às 12:32
link | responder a comentário

Nuno
Não quero defender o Jerónimo, nem o Martins, não conheço a política de RH da JM, nem os seus níveis salariais.
MAS
o grau de pobreza não pode ser exclusivamente associado ao nível salarial; existem outros factores, tais como doenças, divórcios, ou excesso de créditos, despesas extraordinárias, demasiados filhos para a capacidade económica do agregado...
cada caso é um caso.

deixado a 6/8/11 às 12:55
link | responder a comentário | discussão

Francisco
540€ de salário. Parece-me uma razão mais que plausível para pensar que é uma questão salaraial.

Mas per lá, que bons que eles são! Pagam mais 55€ que o ordenado mínimo nacional e a lei não obriga!

deixado a 6/8/11 às 22:36
link | responder a comentário | início da discussão

Carvalho
Nuno, pois. Normalmente a pobreza aparece quando se tem de gastar dinheiro e não se tem dinheiro. Quando não é o caso, isto é, se as pessoas nem se constipam, não têm filhos, os casais se dão bem, o motor do carro não gripa, não pagam renda de casa, etc. etc, as pessoas ficam com mais dinheiro e por isso são menos pobres. Ninguém tinha pensado nisso, genial.  


Xica esperta
Também ajudaria estar morto há anos. Aí é que poupava mesmo um dinheirão :)))))))

deixado a 9/8/11 às 08:48
link | responder a comentário | início da discussão

Manuel

Pois, o principal factor para o grau de pobreza é ser pobre, e é-se pobre quando se ganha muito (perdão, pouco), logo, o melhor é fazer planos de apoio social. Aumentar os salários é muito chato, movimenta muitos números nas contas bancárias, e há o risco dos muito poupadinhos enriquecerem (quando forem velhinhos, é verdade), podendo tornar-se concorrentes do benemérito Alexandre Soares dos Santos (da JM).

deixado a 7/8/11 às 12:57
link | responder a comentário | início da discussão

Pão Metálico
Bandidos!!! Nunca deviam ter sequer pensado em semelhante plano.

Era deixar que os trabalhadores se aguentassem com o que têm. Grandes filhos de uma vaca estes ladrões da Jerónimo Martins.

deixado a 6/8/11 às 13:00
link | responder a comentário

Alexandre Carvalho da Silveira
Longe de mim defender a Jeronimo Martins, durante  anos dei muito para aquela "paroquia". Mas gostaria de saber se o ilustre autor do post tem ou já teve a responsabilidade de arranjar dinheiro para pagar salários, segurança social, enfim todas aquelas contribuições a que as empresas e os empresarios estão obrigados todos os meses? E pagar 14  a quem trabalha 11 meses? É preciso saber de que é que estamos a falar.
Quanto ao resto, há muito quem ganhe 500 e gaste 700, ou ganhe 1000 e gaste 1200, e por aí fora. Assim está este país!  

deixado a 6/8/11 às 13:22
link | responder a comentário | discussão

LFM

Eu por acaso não sei o que é ter que pagar salários. Mas que deve ser difícil, deve, ainda para mais numa empresa das mais lucrativas que há por aí, com um dono que é o mais rico deles todos. Sobra pouco para salários, ou melhor, os encargos com o trabalho, essa maçada. Não percebo mesmo nada disto. As minhas desculpas.

deixado a 6/8/11 às 14:24
link | responder a comentário | início da discussão

Carvalho
Alexandre, eu não tenho nada contra o dono daquilo ser podre de rico e a empresa ser uma mina. Mas já agora também espero que os tipos não sejam tão hipócritas que dêem essa desculpa. Mais vale que digam logo que pagam aquela miséria para terem grandes lucros. Não se preocupe com eles, que eles também não.


Alexandre Carvalho da Silveira
Olhe meu caro, como disse no meu comentario, passei varios anos a "dar para aquela paroquia", querendo com isto dizer que fui fornecedor deles. Coisa que não me deixa muitas saudades, e que de certeza não me deixou rico. Posto isto sei que ao nivel das "caixas", repositores, etc. eles pagam mal, mas dos quadros intermedios para cima ouço dizer que pagam bem. Mas pode ter a certeza de uma coisa: a grande fatia dos grandes lucros que a JM tem, não lhe vem dos baixos salarios que paga. A grande fatia vem do que eles conseguem estorquir aos fornecedores. Convem lembrar que a JM e a SONAE, representam hoje praticamente 80% do retalho em Portugal. Fazem o que querem!
 Mas isto não invalida que eu ache correcto o apoio que eles estão a dar aos seus funcionarios com problemas.

 

deixado a 7/8/11 às 12:12
link | responder a comentário | início da discussão

Manuel

E também há muito tolo por esse país fora, até a comentar nos blogs como no Arrastão.

deixado a 7/8/11 às 12:10
link | responder a comentário | início da discussão

Anónimo
Os empresários não precisam pensar nessascoisas:têm os «escravos» que sabem fazer isso muito bem,tralhando como verdadeiros escravos.Os empresários só têm que pensar em trnsformar o resultado desse trabalho em mais dinheiro e bens e na melhor maneira de os usarem em priveito próprio.As tarefas da produção são dos «escravos»,oempresário só tem que pensar
em acumular e consumir!!!                            ,


Alexandre Carvalho da Silveira
Na antiga União Sovietica é que era mesmo bom, não era? Lá os escravos não trabalhavam para os patrões, trabalhavam para os camaradas deles. Só que uns (muito poucochinhos) eram mais camaradas que os outros.
Vá-se tratar!

deixado a 8/8/11 às 13:14
link | responder a comentário | início da discussão

Anónimo
Os empresários não têm que se preocupar com essas coisas,têm os«escravos» que sabem fazer isso muito bem,trabalhando como verdadeiros escravos.Os empresários só têm de pensar no modo de usar o resultado desse trabalho,na melhor maneira de acumular econsumir .Produzir é com os «escravos»!!!

deixado a 8/8/11 às 11:10
link | responder a comentário | início da discussão

Pedro, isto é a caridadezinha à solta como nos bons tempos de antigamente. E a prova que, mais de 30 anos depois do 25 de Abril, continuamos a achar que os direitos não são direitos, são esmolas. Que grandes elites andaram a substituir o Marcelo e o Salazar!

deixado a 6/8/11 às 13:51
link | responder a comentário | discussão

Alexandre Carvalho da Silveira
A esquerda tem horror à caridade. Eu chamo-lhe outra coisa: ajudar os que precisam. Infelizmente há muita gente em Portugal a precisar de ajuda, e não é para fazer compras nos centros comerciais. É para poderem comer pelo menos uma refeição decente por dia, ou para comprar remedios, uma vez que a maioria dos mais necessitados são idosos. Não sei como os anti-caridade acham que se podem resolver estes problemas. Invocar aqui os nomes do Salazar e do Marcelo Caetano, parece-me no minimo bizarro. O 25 de Abril foi há 37 anos, (a ditadura durou 48) e a esquerda governou o pais praticamente nos ultimos 16 anos. 
Quanto aos direitos, estamos de acordo. O problema é como é que se pagam. 


Anónimo
Mais um que acha que lá por um partido ter no nome "socialista" isso automaticamente faz com que seja de esquerda/socialista...
Igual para o PSD que de social-democracia não tem nada, os países com verdadeiros estados sociais-democratas até se sentiriam insultados com a comparação feita com o PSD.

deixado a 6/8/11 às 19:24
link | responder a comentário | início da discussão

Qual horror a caridade! Caridade 'e compaixão, não tenho nada contra. Acho mesmo que isso 'e o que nos torna humanos (embora, ao que parece, não sejamos a unica esp'ecie e exercê-la). Agora um grupo empresarial dedicar-se a caridade em vez de aumentar os ordenados de miseria que pratica, quando os lucros ainda por isso aumentam, e vir publicit'a-lo como se fosse um gesto digno de louvor, 'e tomar as pessoas por parvas. Coisa que eu não sou.
(Estou sem acentos)


Alexandre Carvalho da Silveira
"... é tomar as pessoas por parvas. Coisa que eu não sou." Good for you.

 

deixado a 7/8/11 às 17:52
link | responder a comentário | início da discussão

Penso não haver dúvidas sobre a minha opinião acerca da "caridadezinha", aqui manifestada muitas vezes e ainda antes da mesma se mostrar "necessária". Era, como outros e eu aqui dissemos, previsível e a procissão ainda não saiu do adro.


 


Mas ao ler este post sinto uma certa náusea pelo pretensiosismo de que se reveste. Porquê? Porque tenho o péssimo hábito de me colocar nos sapatos dos outros e posso concluir que quem precisa de ajuda a agradece, pelo que é do mais puro bom senso pensar antes de escrever.


 


De acordo com a notícia, os casos que levaram à necessidade da constituição deste Fundo da Jerónimo Martins é o pão-nosso de cada dia e pouco tem a ver com salários baixos. Basta estar atento aos relatórios da Deco para saber que já há médicos, advogados, gestores e similares profissões na mesma situação de carência provocada pelo excessivo endividamento. Aliás, soube hoje da mãe de um colega do meu marido, quadro superior, que ficou no desemprego e vê a precariedade bater-lhe à porta pelas mesmas razões.


 


Ainda de acordo com a notícia, a Jerónimo Martins não pretende fazer simples caridade, ajuda a comprar a cana e ensina a pescar. Quantos mais empresários o fazem, é a questão que deixo.


 


Para terminar, não consigo entender esta "perseguição" canina ao grupo Jerónimo Martins,  quando existe, no mesmo ramo de mercado, um explorador maior e sem qualquer consciência social. Denunciar e combater esta política de miséria é uma coisa, disparar ressentimentos e odiozinhos de estimação é outra.


deixado a 6/8/11 às 14:37
link | responder a comentário | discussão

Pão Metálico
Gostei do termo »perseguição« canina.


cafc

Cara amiga Graça


As memórias podem ser curtas mas, pior do que isso, também existem as que se recusam a… existir. Como tu e outros disseram, durante uma “via-sacra” de meses a fio, isto e outras coisas “mais esquisitas”, eram previsíveis, não só no nosso País mas, à escala global. Ainda antes de ontem, “falei” de um plano “em marcha acelerada” para a construção da “Nova Ordem Mundial” e “cá está” a notícia da Standard & Poor’s (outro nome curioso para uma agência de “ratazanas”) que atinge os USA. “Coincidências”?


Durante a chamada “guerra fria”, o “camarada” Mao afirmava que os “States” eram um “tigre de papel”. Hoje, nesta “paz putrefacta” (em que as “guerras escaldantes” são “escolhidas a dedo”), a China (maior credora do “Tio Sam”) lança um aviso ao “polícia do Mundo”. Interpreto-o como uma “nuance” do “maoismo”… pode ser “Os USA são um tigre…sem papel”?


E qual é o nosso papel, como Povo, já que quanto ao “dos cardeais, bispos e sacerdotes” organizadores da “procissão”, sabemos que obedecem às ordens dos “Papas do Sacro Império Financeiro”? Vamos deixar que eles “papem tudo”, perdendo tempo com “pinchavelhos” que nada resolvem em relação aos problemas concretos com que muitos de nós poderemos ser confrontados, num futuro mais próximo do que esperávamos (ou dos quais pensávamos estar imunes)? É como os acidentes de automóveis… que só acontecem aos outros? Na actualidade, já temos demasiadas vítimas desses “acidentes”…


Cara amiga, desejo não ter razão mas, deixo uma questão muito simples, como exemplo:


Quem pensar que Obama “manda” nos USA, ponha o dedo no ar!


Aquele grande abraço.


Carlos

NOTA: Aproveito a oportunidade para enviar o mesmo tipo de abraço ao avô Mário.


Pão Metálico
Abraço retribuído.

O avô Mário não toca na chincha, que é o mesmo que dizer, não vê a neta há um mês.

O dedo a pôr, ou não, no ar, pode ser o do meio?

É o que eu não me canso de dizer, quando Deus me lixou os olhos foi com boas intenções. Ele sabia que eu não iria ver com »bons olhos« a trampa que estava (está) para vir. 


 

deixado a 7/8/11 às 15:44
link | responder a comentário | início da discussão

Ena, isto por aqui está animado!  :)

Meu mui grande e querido amigo Carlos,

Pelas minhas bandas os óculos já vão precisando de novas lentes, mas ainda vejo o suficiente e o software trabalha sem engulhos ou necessidade de reboots de última hora.

O mundo mudou, de facto, e muito mais do que algumas cabecinhas pensam - ou nem por isso, limitam-se a papaguear. Enquanto isso e por aqui reina o preto o branco e não vejo forma de estas duas se misturarem numa paleta de cinzentos. Ora, se por aqui é assim, imagina como será no mundo de gente real.

Alguém de quem não me lembro o nome - olha a novidade!!! - disse, "os animais de mordedura mais venenosa são; os aduladores entre os domésticos e os caluniadores entre os selvagens". Que te diz o software acerca disto? - pergunta de retórica, porque sei que te diz o mesmo que o meu.

Mesmo em "mundos" separados, ambos se encontram num mesmo molde: a cobardia, e eu não tenho pachorra para os cobardes. É por isso que já pouco venho aqui.

Quanto ao Obama... coitado!!! Já o disse por aqui há tempos, ou alinha ou "eles" tiram-no de lá.

Beijocas computorizadas à trupe e aquele abraço a ti.


PS: um abraço ao Pão Metálico
;)

 


cafc

Cara amiga Graça


Por quem sois, senhora, mui grã de “esprito”, que me dirigis cousas e “loas” que eu, nunca antes, houvera imaginado (isto não saiu muito bem mas, o “aborto ortográfico” vai pôr tudo nos “eixos”).


Tens razão quando afirmas que isto por aqui está animado e eu acrescento, quase interactivo. Repara na sequência de respostas ao teu comentário inicial. Como não queres que eu mude e também, não “deixo” que sejas “excomungada” sozinha, lembrei-me de uma “coisinha interminada”, que tinha guardado na “gaveta” do Word:


«Eia, pois, “senhor”, os vossos servos, até ao “juízo final”»


Os tempos são dos “puritanos”, que abjuram todos os que não se mantiveram fieis ao primeiro voto, pós 25 de Abril ou os que, adquirindo o direito a votar, anos depois, não “juraram fidelidade ao partido, até que a morte os separasse”.


Mais uma vez, dirijo-me às “minhas” Esquerdas, por causa daquele “vício terrível” de querer “arrumar a minha casa”, antes de me “intrometer” na dos “vizinhos”. Sim, eu sei que há quem diga que a sua (dele) esquerda é a que lava mais branco, num esquema sectário/dogmático, que em nada o distingue do fanatismo religioso/futebolístico que fazem “escola” neste Mundo, em que os “donos” e os que se dizem de “oposição”, estão unidos em manter a acefalia das suas “seitas”. Eu governo, tu opões-te, ele não deve pensar, nós estamos instalados no sistema, vós dais uma ajuda para que nada mude, eles aceitam ser conduzidos ao altar do sacrifício final.


Neste esquema de “sectários-gerais”, o meu destino poderia ser a Sibéria, o Tarrafal, Auschwitz ou algum campo de concentração “neo-democrático”, construído perto de mim. O “Sacro Império Financeiro” encarregar-se-á disso, com a prestimosa e “ingénua” colaboração das pseudo oposições. A menos que…


Amiga, também, não me lembro quem foi o autor da frase que referiste mas, como não esqueces uma cara, talvez o vejas, um dia destes. Por aqui, há uns “heróis virtuais” e esperemos que não chegue o dia em que seja necessário “darem a cara”… porque, se calhar, “está bem, abelha!”


Beijocas e abraços dos que estão fartos deste “ninho de vespas”.


Carlos


deixado a 9/8/11 às 15:03
link | responder a comentário | início da discussão

cafc

Meu caro avô Mário (Pão Metálico)


Pelos vistos, as “oftalmas” voltaram a atraiçoar-me e a minha resposta à amiga Graça foi parar à tua “caixa de correio”.


Penso que nenhum de vocês se importará com esta troika, perdão, troca de endereços.


Renovo aquele grande abraço.


Carlos


 



Pão Metálico
Caro Carlos,

As nossas »oftalmas« podem estar beras e muito cansadas, mas o software que interpreta os dados por elas transmitidos. continua de primeira e sempre actualizado.

Quanto à minha caixa de mensagens, enche-se de júbilo sempre que recebe uma mensagem da Graça ou tua. Seja propositadamente ou por deslize oftálmico.

Mais um abraço,

Mário


cafc

Meu caro avô Mário (Pão Metálico)


O que designaste por não divergência ideológica entre avôs está a funcionar. Eu tenho a felicidade de “tocar nas chinchas” (são duas) todos os dias. Vamos às convergências:


1-Interessantíssima, no mínimo, a teoria que expressaste quando escreveste «É o que eu não me canso de dizer, quando Deus me lixou os olhos foi com boas intenções. Ele sabia que eu não iria ver com »bons olhos« a trampa que estava (está) para vir.»;


a)Se tiveres razão quanto à intervenção de Deus, espero que não nos retire o “software”...


b)Acordo total com a trampa (gostei do “euFMIsmo”) que está para vir.


2-Estou convencido que Mestre Bordalo adoptaria a tua sugestão do dedo médio, acrescentando esse “pormenor” ao célebre “manguito”;


3-As nossas caixas de mensagens são iguaizinhas, no que ao júbilo diz respeito.


Meu amigo, para além destes pontos de convergência temos os mais importantes, como a rejeição de qualquer tipo de ditadura e de censura. Pelo que ouvi dizer, já há apelos implícitos e explícitos nas caixas de comentários do Arrastão, no sentido de os seus autores impedirem a publicação de opiniões de “direita”. Triste, muito triste e de uma (in)coerência “de bradar aos céus”. Quem defende esta prática num blogue mostra bem o seu “projecto” para um País e não faz parte das “minhas” Esquerdas.


Aquele grande abraço, sempre renovado.

Carlos   


Pão Metálico
Eu já nem sei o que te diga. Mas a malta (eu e tu e certamente muitos outros) é velha. Velha no sentido de já pisámos muita uva e já não nos cagamos à primeira.

Giro, giro era uma patuscada durante um Sporting -Benfica (ou Benfica-Sporting). Aí é que eu gostava de ver se não nos pegávamos à porrada.

O meu abraço para um gajo de esquerda ás direitas.

Mário


cafc

Meu caro avô Mário (Pão Metálico)


Se já não sabes o que me dizer, proponho-te a leitura do comentário da amiga Graça (deixado a 8/8/11 às 13:05), que é arrasador e simultaneamente, digno de “excomunhão” por parte dos “aspirantes a sectários-gerais”. Mas, como afirmas, ainda há muita malta velha disposta a pisar mais uvas e que não se borrará (outro “euFMIsmo”), nem na última, quanto mais à primeira. Atrevo-me a deixar-te isto:


http://www.youtube.com/watch?v=vQaxgLiW_ow (http://www.youtube.com/watch?v=vQaxgLiW_ow)


É uma espécie de “elo de ligação” entre quem tem ideologias diferentes mas, está disposto a lutar (ombro a ombro) pela Santa Liberdade, contra quem quer que seja a ameaçá-la.


Meu amigo, a tua hipótese de patuscada poderia resultar sem “porrada”, desde que as “santas claques” não pudessem participar e a alguns dirigentes, só fosse permitido abrir a boca para comerem.


Aquele grande abraço.


Carlos


NOTA: A pirralha e as “mini-pirralhinhas” (vide a resposta que enviei ao amigo António Cunha) pediram-me que te mandasse umas beijocas, extensivas à tua netinha. Aproveito e quando “tocares na chincha”, dá-lhe um beijinho da minha parte.


deixado a 9/8/11 às 13:46
link | responder a comentário | início da discussão

Graça, que falta me faz uma voz de esquerda com 2 dedos de testa.


Mais uma vez te digo, ainda bem que existes.


boas férias


cafc

Meu caro António Cunha


Vai por aqui uma confusão, desde o tempo que os comentários demoram a serem “moderados” até às trocas de endereços…


Pelo pouco que tenho “ouvisto” no Arrastão, penso que há uma tendência para a “insultoideologia”, logo à primeira “vista”. No meio disto, perde-se a capacidade de “fazer humor”, mesmo com as pessoas que têm opiniões divergentes, ou antagónicas, às nossas.


Então, vamos lá a isto, ó meu “coelhinho do Seixal”:


1-O fado alexandrino (um abraço) disponibilizou-se para comprar e oferecer, dez EP’s para a Festa do Avante;


2-No ano passado “falámos” (tu e eu) das “carvoadas” (porque à mesa é que a gente se entende) mas, a ideia faliu;


3- Juntando o ponto 1 com o 2 (curiosamente dá 3, que é onde estou), passo para o;


4-Aceitam-se inscrições, para um convívio num restaurante á tua escolha (cada um paga o seu);


5-Quem não quiser utilizar a EP, oferece-a (não vale vender) a quem estiver interessado, ou necessitado;


6-Como alternativa à Quinta da Atalaia, talvez haja a possibilidade de assistir a um treino do “Glorioso” que, por acaso, também é “vermelhusco”.


Meu amigo, “falando” a sério, penso que é uma “parvoíce” andarmos a “comer-nos” uns aos outros. Os “grandes mestres da culinária” já têm a sua ementa preparada e se os pobres são o “aperitivo”, tu serás o “digestivo”… porque a gula deles (dos “mestres”) é mórbida.


Um grande abraço.


Carlos




Carlos


Até a porra do humor e da ironia tem que ser feito com inteligência.


Na Atalaia será difícil, porque alem da carga de nervos que apanho por causa do estacionamento na minha zona, é um local onde os outros não se sentiriam confortáveis com a minha presença. 


Já a Quinta da Trindade, é um local de romaria semanal, nem que seja para acompanhar os treinos do mini-Cunha, que já enverga a camisola do nosso glorioso. Por isso, apareça !!!


Um abraço para si meu caro amigo e uma beijoca para para Cristina.


cafc

Meu caro António Cunha


Menciona-se a Festa do Avante (os teus três dias “difíceis”, lembras-te?) e já ficas com uma “carga de nervos” tão grande que te esqueces que nos tratamos por “tu”… “Você é a tua tia, pá!”


Quando as “coisas” estiverem menos “nebulosas” por aqui, combinamos essa “peregrinação” ao “santuário da Trindade”, já que, ainda, não fui à “Catedral”. Entretanto, vai pensando na cláusula de rescisão do “mini-Cunha”, porque tenho a impressão que o Vieira não consegue aprender.


Beijocas da pirralha para o “priminho” e já agora, também, das “mini-pirralhas” que já “conhecem” os amigos do Arrastão.


Aquele grande abraço.


Carlos



Carlos, desde muito novo aprendi a tratar por você as pessoas a quem devo respeito, e neste caso tu és uma delas.


Perdão pelo meu esquecimento, prometo não repetir..


Fico sempre triste quando te referes a esse teu problema de vista e não posso contar com as tuas "alfinetadas" que tanto gosto.


Mas a PDI não perdoa, e temos que tratar do que ainda resta.


Realmente os anos avançam e damos por nós a sentir que muita da energia que gastamos em combates estúpidos foi mal empregue.


Olha amigo Correia, mando-te um grande abraço e peço-te que sempre que possas, vem aqui por "estes putos" na ordem porque este blog precisa de uma voz como a tua.


Um beijos a todas as pirralhas, grandes e pequenas.


cafc

Meu caro António Cunha


Podia responder-te com estas duas citações:


1-«Cunha, assim não vale, fico sem palavras e eu não gosto disso.» (Amiga Graça)


2-«É o que eu não me canso de dizer, quando Deus me lixou os olhos foi com boas intenções. Ele sabia que eu não iria ver com »bons olhos« a trampa que estava (está) para vir.» (Amigo avô Mário)


Porém, a minha “mania” de gostar de falar com as pessoas (até ao abuso da “palração”) impede-me de ficar por aqui. Em tempos, houve um “spot” radiofónico com o lema “Sorria à vida, para que a vida lhe sorria”. Adoptei-o e “gozo” com as coisas más que me aparecem, até porque nunca tive “jeito” para bater com a cabeça no “muro das lamentações”. Por isso, “disse” aqui, há mais de um ano, que tinha sido a concretização de um desejo. Sempre quis ir “às” do Niágara mas, como não tinha dinheiro, vieram “elas” até mim… e de “borla”. Nessa altura, o amigo avô Mário disponibilizou-se para me dar umas “dicas”, dado que ele já ia em sete operações à vista.


E agora, “vou-me embora, vou partir mas, tenho esperança” de voltar em Setembro (se não for antes) porque, no sítio onde estou (Nazaré), a Internet custa-me “os olhos da cara” e também, não quero tornar público que um “anti-comunista-troglodita”, como tu, pôs um “esquerdalho empedernido”, como eu, com a lágrima “ao canto do olho”.


Meu amigo, escreve-me sempre que quiseres (isto é válido para a “malta” toda), porque nomeei a pirralha como minha “assessora” para a recepção de mensagens…


Beijocas das pirralhas todas.


Aquele grande abraço.


Carlos


deixado a 10/8/11 às 13:57
link | responder a comentário | início da discussão

cafc

Meu caro António Cunha


Vai por aqui uma confusão, desde o tempo que os comentários demoram a serem “moderados” até às trocas de endereços…


Pelo pouco que tenho “ouvisto” no Arrastão, penso que há uma tendência para a “insultoideologia”, logo à primeira “vista”. No meio disto, perde-se a capacidade de “fazer humor”, mesmo com as pessoas que têm opiniões divergentes, ou antagónicas, às nossas.


Então, vamos lá a isto, ó meu “coelhinho do Seixal”:


1-O fado alexandrino (um abraço) disponibilizou-se para comprar e oferecer, dez EP’s para a Festa do Avante;


2-No ano passado “falámos” (tu e eu) das “carvoadas” (porque à mesa é que a gente se entende) mas, a ideia faliu;


3- Juntando o ponto 1 com o 2 (curiosamente dá 3, que é onde estou), passo para o;


4-Aceitam-se inscrições, para um convívio num restaurante á tua escolha (cada um paga o seu);


5-Quem não quiser utilizar a EP, oferece-a (não vale vender) a quem estiver interessado, ou necessitado;


6-Como alternativa à Quinta da Atalaia, talvez haja a possibilidade de assistir a um treino do “Glorioso” que, por acaso, também é “vermelhusco”.


Meu amigo, “falando” a sério, penso que é uma “parvoíce” andarmos a “comer-nos” uns aos outros. Os “grandes mestres da culinária” já têm a sua ementa preparada e se os pobres são o “aperitivo”, tu serás o “digestivo”… porque a gula deles (dos “mestres”) é mórbida.


Um grande abraço.


Carlos


deixado a 7/8/11 às 18:47
link | responder a comentário | início da discussão


Cunha, assim não vale, fico sem palavras e eu não gosto disso.
:(
:)

Férias? Cá dentro e bem dentro. O chefe entrou de férias e ainda não parou de trabalhar. Mas suspeito que sabes o que é isso.

;)

Abraço

deixado a 8/8/11 às 13:08
link | responder a comentário | início da discussão

cafc

Cara amiga Graça


Só volto hoje, porque, como está provado, o 7 de Agosto corresponde ao meu “dia nacional do disparate”. Porém, tenho a mais profunda convicção que, com o decorrer do tempo e com muitos “treinos”, sou capaz de fazer, infinitamente, “melhor”…


Como podes ver, a resposta que te era dirigida foi parar à “caixa do correio do avô Mário e ainda bem, porque proporcionou uma conversa que já não tínhamos, há muito tempo. A tal “estória” dos “males que vêm por bem”…


E pronto, deseja-me as melhoras ou as “pioras”.


Aquele grande abraço.


Carlos



Caro amigo, não te desejo melhoras nem pioras, antes te digo que não mudes porque estás muito bem assim.

;)

Quanto às caixas de correio, não te chateies com isso que nós trocamos os "cromos" por aqui.

Beijocas e abraços

deixado a 8/8/11 às 18:12
link | responder a comentário | início da discussão

Dazulpintado
Aposto.

1- O Sérgio Lavos não sabe quais são as empresas do grupo Jerónimo Martins.

2- O Sérgio Lavos não faz a mais pequena ideia do valor médio dos ordenados pagos pelo grupo JM .

3-Dos empregados da JM , o Sérgio só conhece as meninas da caixa registadora dos hipermercados e os calões dos Delegados  Sindicais, que só aparecem nas empresas do grupo para fazerem "plenários de trabalhadores".( a propósito, porque não refere aqui o valor dos ordenados dos Delegados Sindicais dos quadros de pessoal da JM ? Isso é que era de homem).

4- O Sérgio Lavos não sabe das possibilidades de acesso a carreira profissional dentro do grupo JM .

5 - O Sérgio não faz a mais pálida ideia de quem efectivamente está em dificuldades, se é alguém que ganha 500 ou se é alguém que ganha 5000.

5- O Sérgi Lavos desvaloriza a ajuda da JM , porque pode fazê-lo.  Fala de barriga cheia.

deixado a 6/8/11 às 14:52
link | responder a comentário | discussão

O Sérgio Lavos sabe tudo o que o Dazulpintado ache que não sabe porque conhece bem pessoas que já trabalharam para o grupo Jerónimo Martins. 


Sabe que o valor médio dos ordenados pagos pelo grupo é aquele que o PEDRO SALES diz. 


Sabe que o que está em causa nesta medida são as meninas das caixas registadoras e os repositores e não os quadros superiores da empresa.


Sabe que falar de "possibilidades de acesso a uma carreira profissional" numa empresa como esta só pode ser uma brincadeira. Mesmo um gerente de loja, o máximo a que alguém pode aspirar, ganha muito abaixo da média expectável (mesmo comparando com outras empresas de distribuição alimentar). 


Sim, confesso que uma pessoa que ganhe 5000 euros é mais provável estar em dificuldades do que uma que ganhe que ganhe 500. Eu próprio queria estar em dificuldades ganhando 5000 euros. Tadinhos dos ricos.


Sim, falo de barriga cheia porque nasci em berço de ouro e nunca tive de trabalhar para ter um rendimento razoável. Porque nunca tive de trabalhar para pagar os estudos. O Dazulpintado é que a sabe toda. Pois.


Dazulpintado
Sérgio, o grupo JM não é um grupo de empresas de distribuição alimentar.


Miguel
Arre que é lento. Ainda não conseguiu perceber que quem escreveu o post não foi o Sérgio?
Comenta-se sem se ler e depois faz-se figuras de urso.


Dazulpintado
Nem sabia que existia um Pedro Sales.
Pedro, menos, ok? menos.


barmelho

LOL


És um bocado burro, ó pintado.


Dazulpintado
O privilégio de ser burro completo pertence a quem te fez as orelhas. Já sei, já sei que herdaste a tua dose.

deixado a 7/8/11 às 01:55
link | responder a comentário | início da discussão

Dazulpintado
Pedro Sales, agora que o conheço deixe-me fazer uma sugestão ( não se preocupe, é grátis )

E a sugestão é a seguinte: acções da JM , sabe o que são? Compre. Compre o máximo que puder, e convença aqui o pessoal a fazer o mesmo. Quando receberem os dividendos podem todos distribuí-los pelos caixas de supermercado, e deste modo repor a justiça. Que acha? Não é uma boa ideia?
Vá lá pessoal, mão à obra já nesta Segunda Feira às 8h. Vamos dar uma grande lição à JM .

deixado a 7/8/11 às 01:36
link | responder a comentário | início da discussão

Rafael Ortega
"(...) ganhando 5000 euros. Tadinhos dos ricos."

5000€/mês é rico? só pode estar a brincar...


Francisco
Respirei fundo e tentei apagar este comentário da minha cabeça. Não consegui...

Em que país é que o Rafael vive?


Anónimo
O Rafael mora no mesmo país que este energúmeno:
 
http://www.youtube.com/watch?v=ZJeY5NFD4ho&feature=related (http://www.youtube.com/watch?v=ZJeY5NFD4ho&feature=related)


PS-este Leite Campos tem uma pensão vitalícia de mais de 3mil€ por ter trabalhado 3 anos no Banco de Portugal


Ouve lá e quem é que aprovou essa merda ????


Foi o Leite Campos ??  Quem é que estipulou o valor de reforma no BP ?


aproveita, lê e educa-te


http://blogosocialportugues.blogspot.com/2007/07/vencimentos-e-reformas-no-banco-de.html (http://blogosocialportugues.blogspot.com/2007/07/vencimentos-e-reformas-no-banco-de.html)


Anónimo

Mais uma vez o Cunha dá um spin ao que os outros escrevem para se discutir outros assuntos que nada têm a ver com aquele que está em mãos.
Este tipinho tem um discurso completamente arredado da realidade e, pior que isso, NÃO TEM MORAL para dizer o que disse porque além de mamar uma pensão vitalícia que a grande maioria da população jamais conseguirá como reforma, faz parte da habitual corja de interesses no parlamento que cozinham as panelinhas para eles e amigos. 
Presumo que ele tivesse opção de recusar a pensão mas como está a tentar desculpá-lo* já se vê que é por ser um cromo do seu partido de eleição que levou tão a peito o meu comentário. Não é nem melhor nem pior que os cães de Pavlov de esquerda e direita que por aqui pululam e que tanto critica.


*-não faço distinção entre aqueles que aprovam e aqueles que se aproveitam, ambos têm/tiveram comportamentos moralmente reprováveis e mereciam que alguém os fizesse engolir os próprios dentes.


leste o artigo ?  Tens a certeza  ?


Viste quem aprovou as reformas no BP ????

deixado a 9/8/11 às 14:23
link | responder a comentário | início da discussão

MetroidSamus
Claro que não. É uma miséria. Já os sanguessugas dos caixas a ganharem 500 aérios são multimilionários, certo? E ainda se queixam


Rafael Ortega
Ninguém chamou sanguessugas a ninguém.

Com 5 mil euros por mês vive-se bem, mas nem de perto nem de longe se é rico.

Alguém rico compra casa e carro (quantos lhe apetecer) sem precisar de pedir emprestado. Conhece alguém que ganhe 5mil €/mês e que não precise de crédito habitação?


Obelisco instavel
Caro Rafael


Rico é quem não precisa de trabalhar, os outros são assalariados, umas vezes bem outras vezes mal, é que a vida dá muitas voltas.

deixado a 10/8/11 às 14:54
link | responder a comentário | início da discussão

Anónimo
Ó senhor Diogo Leite Campos, não sabia que vinha emiscuir-se no meio do proletariado para comentar. Eu vi-o na tv há uns meses atrás a dizer que 5mil€/mês não dava nem para o consumo:
http://www.youtube.com/watch?v=ZJeY5NFD4ho&feature=related (http://www.youtube.com/watch?v=ZJeY5NFD4ho&feature=related)


Já está a pensar meter os papéis para o Rendimento Social de Inserção? Olhe, despache-se enquanto há que isto não deve durar muito tempo.


AH, parvoíce minha, esqueci-me que depois dessa travessia no deserto que foi trabalhar no Banco de Portugal ganha uma pensão vitalícia de mais de 3mil€. De facto comparado com 5mil não é nada mas olhe, aplique a teoria liberal, só é pobre quem quer, dê mais horas à casa no seu escritório de advogados e assim pode ser que saia da pobreza.

deixado a 7/8/11 às 02:28
link | responder a comentário | início da discussão

Manuel

E o que lhe vale a si é que está de barriga vazia, por isso apoia o JM.
Nada como as barrigas vazias para estrarmos todos bem uns com os outros.

deixado a 7/8/11 às 12:15
link | responder a comentário | início da discussão

Cada caso é um caso mas pessoas a auferir 500 e 600 euros de ordenado com processos de penhoras por dividas resultantes de créditos para fazer viagens ou por falta de pagamento a operadoras de telefones móveis é coisa que não falta. Se calhar, mais do que um aumento de salário, esta gente é capaz de precisar de um qualquer tipo de ajuda. Digo eu, que não tenho acções da Jerónimo Martins nem nutro grande simpatia pelo patronato tuga.

deixado a 6/8/11 às 15:04
link | responder a comentário | discussão

Obelisco instavel
É o eterno problema entre as expectativas e a realidade, essa gente que ganha 500 ou 600 euros aspirava a uma vida condigna, que não consegue alcançar, no caso deles, o fazia? vivia para trabalhar e comer (mal)?

deixado a 10/8/11 às 20:56
link | responder a comentário | início da discussão

Toni Bolor
A neoliberalhada é assim... 
Até têm orgasmos ao fazer caridadezinha...

deixado a 6/8/11 às 15:17
link | responder a comentário

Comentar post

pesquisa
 
TV Arrastão
Campanha
Outras leituras
Outras leituras
Subscrever


RSSPosts via RSS Sapo

RSSPosts via feedburner (temp/ indisponível)

RSSComentários

arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


Contador