Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

*Foto retirada do Guardian
Tudo começou com a morte de um taxista de 29 anos, pai de 4 filhos. Atingido por tiros da polícia. Como em França, um excesso policial que levou à morte de um inocente (até prova em contrário), levou a uma escalada de violência nos bairros periféricos e pobres de Londres. Do protesto legítimo das pessoas do bairro onde morava o taxista, Tottenham, rapidamente se chegou a um estado de quarteirões inteiros sitiados, à criminalidade pura. Em pleno Agosto, tempo de férias escolares. Muitos dos jovens envolvidos nos distúrbios costumavam ocupar os seus tempos em centros de diversão que o Governo fechou no âmbito das medidas de austeridade levadas a cabo no país. Quem culpar? Os criminosos que destroem património público e privado, o acto policial que espoletou a revolta ou o Governo central que descurou na atenção dada a quem está à margem? Apenas há uma certeza: apesar da esmagadora maioria da população daqueles bairros repudiar os actos criminosos que têm acontecido, todos questionam os procedimentos policiais neste caso. Vamos ver onde poderá a revolta chegar.
(Podemos acompanhar os acontecimentos em directo no blogue do Guardian).
Katulo
«Tudo começou com a morte de um taxista de 29 anos, pai de 4 filhos.»
Porque não refere que ele é um traficante de cocaína e membro de um gangue, o Star Gang? Hmmm... se calhar o maniqueísmo não funcionaria tão bem, não é?
«Como em França, um excesso policial que levou à morte de um inocente»
Mais maniqueísmo... Primeiro, não sabe ainda se houve algum "excesso policial" em Londres.
Segundo, em França não houve qualquer "excesso policial". Em Clichy-sous-Bois, no dia 27 de Outubro de 2005, a Polícia foi chamada a um estaleiro de construção para investigar um possível arrombamento/entrada ilegal. Três adolescentes que se encontravam no local, vendo-se perseguidos pela Polícia, treparam um muro e esconderam-se num posto de transformação de electricidade. A Polícia não os encontrou. Passado algum tempo deu-se um apagão. Soube-se depois que o apagão foi provocado pela electrocussão de dois rapazes, tendo um terceiro ficado ferido.
Aonde é que está o "excesso policial"?
Vejo, isso sim, um excesso de complacência para com os desordeiros por parte de uma certa Esquerda que gosta de defender o indefensável.
Ainda bem que sabe mais do que os vizinhos, família e imprensa: o taxista era afinal traficante e membro de um gang. Sentença: morte imediata.
E sim, os três adolescentes em França morreram electrocutados... para fugir da polícia. E os excessos vieram depois, da parte de Sarkozy e da sua frase sobre a "escumalha" dos bairros periféricos.
Nos dois casos, morreu quem não mereceria morrer.
Katulo
«Ainda bem que sabe mais do que os vizinhos, família e imprensa: o taxista era afinal traficante e membro de um gang. Sentença: morte imediata.»
Não sei que imprensa tem andado a ler, mas que o Mark Duggan era um alegado traficante de cocaína e um membro de gangue tem sido noticiado. Exemplo: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2023556/Mark-Duggan-Violence-drugs-fatal-stabbing-unlikely-martyr.html
Que os vizinhos e a família tenham uma óptima opinião do sujeito não admira. Acontecia o mesmo com Pablo Escobar. São opiniões de credibilidade duvidosa.
O que é importante é que o Sérgio Lavos não devia ter omitido informação relevante do seu artigo. Escrever apenas «Tudo começou com a morte de um taxista de 29 anos, pai de 4 filhos» é começar logo por influenciar os leitores a tomarem partido de um dos lados. A realidade é sempre mais complexa do que nos contos infantis.
«E sim, os três adolescentes em França morreram electrocutados... para fugir da polícia.»
Portanto sempre que um fugitivo morrer acidentalmente, a culpa é da Polícia. Afinal de contas, a Polícia não tinha nada que o perseguir, sobretudo de for de minoria étnica.
«E os excessos vieram depois, da parte de Sarkozy e da sua frase sobre a "escumalha" dos bairros periféricos. »
Sarkozy utilizou a terminologia correcta. Escumulha não são os jovens que habitam nos bairros periféricos. Escumulha eram aqueles delinquentes que andaram na rua a queimar carros (carros da classe trabalhadora, porque os mais abastados tinham garagem onde estacionar os seus), destruir edifícios, a agredir e até matar pessoas. Morassem em que bairros periféricos ou centrais, eram escumulha com todas as letras.
Vítor Norte
Parabéns, Sr. Katulo.
O senhor devia imediatamente, por todos os seus dignos e brilhantes comentários, receber o grau de mestre, em alta distinção, de... Burrice declarada!
Caso venha aí a nova escravatura, o Sr. Katulo (ou Casmurro) irá aplaudir a medida.
Katulo
Parabéns, Sr. Fraude.
Uma vez mais, nota zero em conteúdo informativo, nota máxima em petulância.
Vítor Norte
Prefiro o conteúdo informativo. A petulância prefiro devolvê-a a si, Sr. Bumbo ou Katumbo.
Katulo
Preferes a ausência de conteúdo informativo, deverias ter escrito...
E a razão porque preferes é por seres uma fraude. Já te apercebeste que não aguentas um debate com conteúdo informativo. És aniquilado num instante.
Vítor Norte
As pessoas que escrevem "História da Europa" e que dizem perceber «razoavelmente bem» dos conteúdos é que constituiem fraudes declaradas, nestas caixas de comentários sem nexo.
O Kafulo, ou Katumbo, ou Mambumbo... ou simplesmente Casmurro deveria vir para estes sítios, sem as armas de ódio e matança (como essa do «aniquilar»). Eu pergunto se o senhor já alguma vez «aniquilou», no sentido da palavra? Se já, então o senhor Kanhurro deveria ser internado num hospital de doentes considerados graves.
Katulo
Vítor Norte, sabe porque é que você não diz o que os americanos fizeram de tão grave após a construção do muro de Berlim? Porque você é um frustrado com complexos de inferioridade. Por isso é que prefere a "boquita" torpe e parva aos factos e à lógica.
Não tenho a mínima dúvida que o aniquilo (metaforicamente, não se assuste tontinho) num debate assente em factos e lógica. Nunca na vida encontrei um esquerdalho que não tivesse vencido. E pelas demonstrações de falta de inteligência que já revelou, certamente que não seria o Vitor Norte o primeiro a derrotar-me.
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