Terça-feira, 9 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

O reverso do capitalismo explorador é a violência organizada com recurso a objectos simbólicos desse mesmo capitalismo explorador. Os motins em Inglaterra deixaram de ter alguma coisa a ver com contestação social e não têm qualquer motivação política pela qual valha a pena lutar, qualquer ideologia que os sustente. Os maiores prejudicados pela violência estão a ser as comunidades marginalizadas, os pequenos comerciantes e os pobres que estão a ver o pouco que têm ser destruído por gangs. A Revolução Blackberry aos burgueses revolucionários que a merecem: é toda vossa, a destruição e o enorme vazio ideológico que a impulsiona. Estão bem uns para os outros.


por Sérgio Lavos
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44 comentários:
Ana
Sérgio
Esta não é a sua revolução, nem a minha, nem a de muita gente mas infelizmente é a revolução que a Europa é capaz de produzir. Criamos uma sociedade de consumo, de imagem, desprovida de valores e princípios éticos básicos e agora queremos o quê? Uma revolução de ideologia? Não, esta sociedade apenas é capaz de fazer uma revolução de telemóveis, não se pode esperar colher trigo onde se plantou girassol.

deixado a 9/8/11 às 16:48
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Percebeu Sérgio? Devia ter ajudado a escolher melhores sementes.

Tudo crime. Assim sim. Um verdadeiro Francisco Mendes da Silva. Citando o poeta, estão bem uns para os outros.


Sim, sim, um verdadeiro Francisco Mendes da Silva. Da mesma maneira que um gangster armado a trocar sms's no BlackBerry é um proletário oprimido. E tu Renato, o que serás? O Grande Líder dos burgueses revolucionários oprimidos?


Antónimo
mas atão qual é? e como vai começar a dar-se a revolução com todos esses se fáxavôr e obrigados?

deixado a 9/8/11 às 17:24
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Quase. Faltam-me, infelizmente, os meios de produção. Estou certo que percebe a diferença pequeno-burguês Lavos. Vá, ide reler a Ana. Quando acabar leia de novo, uma e outra vez.

deixado a 9/8/11 às 17:28
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Correktor
Usar o caso possessivo inglês para fazer um plural duma sigla é uma daquelas coisas que baixa desnecessariamente o nível do debate.


antónimo
por acaso meter plurais nas siglas também me irrita sobremaneira

deixado a 9/8/11 às 19:57
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Ui, não devemos esquecer a estética e a ortografia. Nunca, em caso algum; revoluções falharam com menos.


antónimo
a ortografia deu-lhe jeito para não explicar quando tenciona meter o requerimento para a revolução. mas afinal, o que propõe, estará do lado dos levantamentos quando eles partirem os Bancos ou só devem ficar quietinhos a apanhar porrada da policia?

(alheado das televisões, confesso que não faço ideia do que se passa no Reino Unido e que não tenho opinião sobre o assunto)

deixado a 9/8/11 às 20:24
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Pão Metálico
E o senhor, quais são as sementes que aconselha?

Se são estas, vai continuar a ter muitas surpresas com o resultado das colheitas. 

deixado a 9/8/11 às 20:04
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cafc

Minha cara Ana


O grande problema é que já não se plantam girassóis e o joio tomou conta dos campos da Europa (e não só). O “Sacro Império Financeiro” deu essas “ordens” e alguns sectores das Esquerdas já desistiram de o arrancar, permitindo que o trigo não cresça.


Revolução com base em ideologias? Como, se até esses sectores seguiram o “princípio da morte delas”, com uma adopção “pragmática” do modelo da “regulação dos mercados”? Entre o “capitalismo popular” da “dama de ferro” e este “capitalismo de rosto humano”, quem consegue descobrir as sete diferenças?


Uma sociedade desprovida de valores? Claro, porque uma espécie de “síndrome anti-fascista”, conduziu ao “apagão” de expressões como essa e entre muitas mais, a da repressão. Quanto a mim, “é preciso, imperioso e urgente”, reprimir tudo o que seja crime, qualquer que seja a sua origem (e não “compreendê-lo” ou “condená-lo”, conforme as conveniências pseudo ideológicas).


Amiga, estou, seguramente, a ficar velho mas, a Grande Revolução será a das mentalidades. Que nos conduzirá (aos de “baixo”) a diálogos sem preconceitos e a formas de luta consequentes (contra os de “cima”). Há mais de um ano, propus um movimento de desobediência cívica, seguindo o exemplo de Gandhi, ou de Martin Luther King, porque “tenho um sonho” e não quero que se transforme no pesadelo de “olho por olho e o Mundo ficará cego”.


Por enquanto, fico por aqui…


Aquele grande abraço.


Carlos



Ana
Meu caro Carlos
Não é que perceba muito de agricultura mas tenho a ideia que o joio aparece espontaneamente no meio das searas. Neste caso penso que os frutos que estamos a colher não são resultado de geração espontânea mas sim de uma cultura intensiva de sementes com um DNA modificado.
Hoje estamos a viver as consequências das politicas de desregularização dos mercados iniciadas há 30 anos e ao mesmo tempo estamos a viver as consequências das politicas educativas e pedadogas que revelam-se deficientes nas novas formas de familia,  Tal como os génios da economia de mercado nos levaram à beira da bancarrota, os psicologos e pedagogos nos levaram a um deserto de conhecimento e de afectos. Sem esquecer os excelentes publicitários que venderam este éden de consumismo, onde o TER tomou o lugar do SER.
Revolução de mentalidades? Um dia...., mas acredite está ainda muito longe, hoje não se pode talvez dizer TENHO UM SONHO, mas sim, tenho um pequeno desejo de...,e quem sabe de pequenas conquistas se faz uma verdadeira revolução de mentalidades.

deixado a 10/8/11 às 10:55
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Ana
e na continuação do meu comentário....aquele grande abraço
Ana


cafc

Minha cara Ana


Estou quase de acordo contigo mas, vou salientar dois pontos, onde tenho dúvidas sobre uma convergência total de opiniões:


Os mercados


Quando era pequenino, ensinaram-me que Deus está em toda a parte, cuida de nós e que nos fez à sua imagem e semelhança. Ora, se substituirmos Deus por mercados, só noto semelhanças. Porém, quando os homens se tornaram desobedientes foram “cuidados”, divinamente, com o dilúvio. A desobediência aos mercados será “cuidada” com o fogo? (e se pensas que estou a fazer comparações com o Apocalipse… acertaste). Este meu DNA, conduz-me muitas vezes a estes devaneios “pseudo-místicos” ou à ficção e por isso, talvez o trigo seja fruto de uma “Semente do diabo” (na linha de um “Doutor Fausto” ou de um “Retrato de Dorian Grey”) e seja inútil arrancar o joio. Então, só nos resta “cortar o mal pela raíz” capitalista.


Cara amiga, a “desregulação dos mercados” faz parte de um plano, cuidadosamente, elaborado pelo “Sacro Império Financeiro”, com o objectivo de instaurar a Sociedade “neo-esclavagista” do Século XXI. “Eles” é que regulam, já, a maior parte dos governos mundiais. Como questionei noutro “post”, quem acreditar, por exemplo, que é Obama quem “manda” nos USA, ponha o dedo no ar.


O Sonho


Considero que no seu expoente máximo (a Utopia) é algo que me sobrevive, enquanto os desejos podem ser concretizados ou “morrem” comigo. No resto, plenamente, de acordo e a Revolução das mentalidades é uma tarefa de muitas gerações. Com pequenos passos, com dois passos atrás e um à frente (como dizia o outro), tudo bem mas, não me peçam passos sistemáticos para trás, até porque não tenho vocação para caranguejo…


E já agora, podes fazer o “favor” de me tratares por “Tu” ou, também, já te esqueceste?


Aquele grande abraço.

Carlos


Ana
Meu caro Carlos

Concordo contigo, os mercados tomaram o lugar de Deus, pelo menos estão omnipresentes e são omnipotentes, até as crianças de 6-7 anos já sabem que vão receber menos prendas de Natal por causa dos mercados. O muro de Berlim quando caiu nunca sonhou o espaço que estava abrir ao novo rosto do capitalismo, não são os lideres politicos que mandam no mundo tal como nínguem pensa que seja o Passos Coelho a mandar cá. Por isso é necessário a tua revolução de mentalidades, à escala do individuo ela pode virar caranguejo mas à escala da humanidade tenho a certeza que vira lebre.
Não esqueci as formas de tratamento, isto porque fui educada num alentejo profundo, onde aos mais velhos do que nós (bastava terem meia dúzia de anos a mais) se tratava por você, meti na cabeça que essa diferença existia, mas tens razão no blog não há idades, há ideias e comentários e esses não são datados pelo ano de nascimento. E quando se sonha como tu a juventude é eterna.
Aquele grande abraço
Ana


cafc

Minha cara Ana


O teu comentário deixou-me “encabulado”, fruto do “Peter Pan” que há em mim. Se recorresse à minha parte adulta, poderia sentir-me “encavacado” mas, “sofro de uma alergia crónica” ao étimo…


Ai, esse Alentejo profundo, “esse Alentejo queimado” (Zeca Afonso) que ficou, para sempre no coração deste “filho de Lisboa”. Eu vi a miséria e a solidariedade entre os “miseráveis”, antes do 25 de Abril. Depois, vi a esperança nos olhos (brilhantes mas, já não de lágrimas) daquelas gentes. Quantas “estórias” para contar, desses tempos que lá passei, a cumprir o serviço militar obrigatório… duas das quais já dei testemunho no Arrastão. Outras? Quem sabe, talvez um dia surja a oportunidade, para que (pela parte ínfima que me toca) a memória persista e o Povo resista aos “remakes” do velho “canto das sereias”.


Amiga, se Deus existir (dúvida transformada em certeza por quem tem fé), que te abençoe, já que os mercados (a certeza de uma “fé nova”) nos amaldiçoaram. Regressando à ficção (tantas vezes ultrapassada pela realidade), que “a Força esteja contigo”… e connosco também.


Aquele grande abraço.


Carlos


NOTA: A “trupe” das pirralhas envia-te muitas beijocas.


 



Ana
:) Beijokas à trupe das pirralhas

deixado a 12/8/11 às 21:17
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LAM
Não, Sérgio: isto é político até ao tutano, ou melhor, isto é o tutano da política. As cimeiras europeias, as cartas privadas, as vídeo conferências, as reuniões bi, tri, quadri partidas, os G8 e os G20, os BCE e FMI, as troikas e as tricas, as Merkel e os Sócrates, os Sarkozy e os Portas, os Passos e os Cameron, criaram isto.  Com Blackberry, com iphone ou sinais de fumo, que lhes caia em cima.

deixado a 9/8/11 às 17:26
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Carlos Marques
Mas você está a brincar? Então isto vai cair em cima dos nomes que cita ou da gente anónima?

Graças a Deus, ainda há gente viva nestas cidades como Londres, oriunda de países onde ainda há homens com eles no sítio:

"It was between about nine and 10 at night," said Yilmaz Karagoz, sitting in his coffee shop next to a jeweller's shop that has been shuttered since Sunday when the rioting began and a pharmacy that closed a day after.
"There were a lot of them. We came out of our shops but the police asked us to do nothing. But the police did not do anything so, as more came, we chased them off ourselves." The staff from a local kebab restaurant ran at the attackers, doner knives in their hands. "I don't think they will be coming back," Karagoz said.
On Green Street in East Ham a similar-sized group of rioters was chased away by several hundred Asian residents. And in Bethnal Green local shopkeepers came out to defend their property.
Tuesday night there were further reports of communities taking steps to defend themselves. Dozens of men were guarding the main Sikh temple in Southall, west London (http://www.guardian.co.uk/uk/london).
Around 200 people were walking around the centre of Eltham, south-east London, following rumours that the area was going to be the latest place to be hit by disturbances. The group, predominantly men, had been congregating in pubs since the rumours began to circulate in mid-afternoon. "This is a white working-class area and we are here to protect our community," said one man. In Enfield, north London, about 70 men were seen chasing a group of youths.
Further anecdotal evidence also suggested that in other cities hit by Monday night's violence, communities were also remaining vigilant. On Amazon sales of baseball bats and truncheons rocketed overnight. Sales of one aluminium bat increased 65-fold in a day, albeit from low initial sales, while a truncheon jumped from a sales rank of 5,973 to 136.
(Do Guardian)

deixado a 10/8/11 às 03:12
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JP
Os burgueses revolucionários como se quer afirmar o RT, tão crescido que ele está, sempre foram os melhores aliados da direita mais trauliteira. Muito provavelmente vem aí nova vaga de repressão policial e eles aplaudem, olhinhos faiscantes como crianças fascinadas pelo fogo de artifício.

deixado a 9/8/11 às 17:46
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Eis quem topou bem a revolução: http://youtu.be/ITJcparImeQ

deixado a 9/8/11 às 18:03
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Anónimo
«Os maiores prejudicados pela violência estão a ser as comunidades marginalizadas»


Ou seja, as mesmas que são responsáveis pelos motins ?

deixado a 9/8/11 às 18:23
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Até que enfim que vejo um pingo de bom senso neste assunto.

deixado a 9/8/11 às 19:02
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Acho que os revolucionários são pretos...e chamuças... ficam mal com uma t-shirt do Che e de lenço palestiniano. Além disso estão só a destruir e roubar não estão a matar judeus. Isso sim, era um revolução fixe, matar judeus... desde que não fossem pretos. Pretos não são revolucionários bons porque depois têm aquele cheiro... fica mal...tira a intelectualidade da revolução...

deixado a 9/8/11 às 22:13
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Vítor Norte
Os ingleses estão a pagar o mal que andaram a fazer na Líbia, através das suas bombas de urânio empobrecido.
Já se viram as consequências desse mal em Croydon, Birmingham, Bristol, Liverpool e Londres.
Se Cameron se decidir pelo exército na rua e o recolher obrigatório, temos uma nova tirania fascista imposta em Inglaterra.

deixado a 9/8/11 às 19:05
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JDC
O quê, tipo Karma?


Vítor Norte

Tipo, talvez, a da mitologia nativa americana, lakota (ou sioux), aquela que diz que se fizermos o mal, o mal volta multiplicado por mil. Os índios pensavam assim e não pensavam nada mal. O que acha o JDC?

deixado a 10/8/11 às 15:13
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xico
E se o Cameron (eleito democraticamente) não se decidir pelo exército nem pelo recolher obrigatório, temos o quê?
A tirania das bestas?
É que já vimos que não gosta de tiranias fascistas, mas não disse de qual tirania gosta mais.


Vítor Norte

O senhor está muito excitado e nervoso. Portanto, deve (para já) beber um copinho de água. Ponha a água na boca e faça um pequeno glu-glu. Talvez, ao nonagésimo glu-glu fique mais calmo e possa retornar ao debate.


xico
Mas qual debate? Pensei que fosse o consultório médico, com a receita que usa para os nervos.
Veja lá se com os glu-glus não o confundem com um perú e vai servir de ceia aos seus amigos de Croydon.
E para que saiba, só me excito com gajas, por isso perde o seu tempo.


Vítor Norte
Vá lá, tenha calma.
Não piore o seu encéfalo  que ele (pobrezinho) não aguenta com tanta convulsão nervosa.
Vá, um pequeno glu-glu de cada vez...
Vamos lá que eu até acompanho-o com uma musiquinha:
 
"Lá vão uma, lá vão duas
três pombinhas a voar..."


 

deixado a 10/8/11 às 19:26
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Blackberry
Adoro esta turminha do Bloco que define como é uma revolução politicamente correcta. Os revolucionarios nao podem ter bens burgueses nem pilharem lojas, senão não vale... muito bom  ehehehe

deixado a 9/8/11 às 20:22
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NunoMGF

Turminha???
Aprenda mas é a falar Português como deve ser.


Blackberry
oh Nuno adoro que me dê ordens.... A tua mulher está a acabar de dar a explicação de português e pede para dizer-te que vai jantar mais tarde.


NunoMGF

Será que queria dizer , a sua esposa?


Blackberry
pronto, pronto...já passou

deixado a 10/8/11 às 10:41
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"revoluções tecnológicas "

uma coisa é certa : quem rouba essas cenas tem dinheiro para pagar ligações à net e contas de telele , que esses equipamentos sem investir dinheiro neles não servem para nada .  suponho que para pão tb teriam dinheiro...se calhar até para  os croissants da maria antonieta.

deixado a 9/8/11 às 21:28
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Anónimo
Sabe quanto custa um Blackberry no Reino Unido? 


Pois, bem me parecia. O equipamento custa ZERO, apenas tem que assinar um pacote com uma mensalidade por volta de 20 libras. Smartphones por lá são como cogumelos porque qualquer pessoa consegue ter um.

deixado a 12/8/11 às 02:11
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joaquim azevedo
Pois, bem. A contestação social só é bonita se ficar dentro dos limites "democráticos". A malta desce a Avenida, grita uns slogans, mostra uns cartazes, bebe umas minis pelo caminho (que isto da contestação é cansativo) e, no fim, regressa a casa de bem consigo próprio, com a certeza do dever cumprido, liga a Sport TV e vê o Benfica. "Piramiza, filho, piramiza..."
E todos percebem que depois duma jornada revolucionária deste calibre, não haverá capitalista que durma descansado ou Bolsa que não abra nos mínimos.

deixado a 9/8/11 às 22:37
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