Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

 

O filme porno de hoje vai ter continuação. Brevemente, numa televisão perto de si: "Estado injecta capital na Banca". E esse capital irá ser sensivelmente o mesmo que o Governo espera arrecadar com o roubo hoje anunciado. Ou o que é que julgam que Ricardo Salgado foi fazer à reunião do OE? Vender tupperwares?


por Sérgio Lavos
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67 comentários:
Isabel
Somos um país pobre de pobres. Infelizmente a banca é que financia a economia. Onde é que o estado ia buscar dinheiro para as obras públicas que segundo o BE salvariam a economia? Aos bancos. Porque é que os bancos estão falidos? Porque o estado não lhes paga o que deve. O crédito privado mal parado sempre foi residual. O facto de a banca ter dinheiro nas mãos dos privados não significa que estes não lhe venham a pagar. O mesmo não se pode dizer do estado com as políticas marxistas que iriam levar o povo que diz defender, para a miséria da bancarrota.

Volto a perguntar: o que faria a esquerda se não houvesse dinheiro para pagar ordenados? Onde iria buscar dinheiro para o investimento público, TGVs e outros novo-riquismos?

deixado a 13/10/11 às 23:09
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Obelisco instavel
Cara Isabel


há um bug no seu raciocínio, ao dizer que os bancos financiam a economia, poderá dizer-me onde se financiaram os bancos?


Isabel
Os bancos instalaram-se depois do PREC pela mão dos dois partidos socialistas que ganharam democraticamente (quando se controla os media o conceito de democrático é subjectivo) as eleições; o PS e o PSD. Foi o socialismo que lhes abriu a porta e os deixou banquetearem-se.
E a esquerda mais marxista ajudou à festa provocando a instabilidade, promovendo a cobiça e a inveja, exigindo para os trabalhadores que dizem defender, direitos insustentáveis a médio prazo. Foram também esses direitos ganhos à custa das inseguranças eleitorais que nos atiraram para esta situação.

O socialismo é só para ricos e pela força das armas.

O estado social para ser para todos tem que ser humilde e frugal. Nada resiste a pagar a 40 jardineiros para tratar de uma árvore. Em Portugal temos 10 o que continua a ser demais.


Hugo
Que dois partidos socialistas? Só conheço um: chama-se Bloco de Esquerda e não existia na altura do PREC.
Nem o PS alguma vez foi socialista nem o PSD alguma vez saberá o que significa social-democracia.


Isabel
O BE não existia na altura do PREC. Existia a UDP e o PSR. Depois juntaram-se uns incondicionais do Caviar Beluga que também já existiam à época, só que ainda usavam fraldas.

deixado a 14/10/11 às 13:54
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LFM

Isabel,

Aproveite o que ainda resta do SNS e trate-se.

deixado a 14/10/11 às 09:28
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Isabel,

Por onjde tem andado??? A banca financia a economia e á borla...

Já se deu conta da mão cheia de disparates que debita por ai??? Mesmo admitindo que o socialismo, estado social faliu...já reparou que faliu porque os golosos, chulos e agiotas que defende assim o entenderam???

Resumindo, está feliz???'


Isabel
Bolota

Você sabe as regras do jogo. Se for pedir dinheiro à banca sabe que tem que pagar juros. Mas você é livre. Se não concorda não pede, certo?

Em alternativa trabalha muitos anos e quando for velhinho então compra um carro.

A banca proporcionou aos portugueses sonhos de realização possível e rápida. Isso tem um custo que é o juro. Mas ninguém foi obrigado a pedir emprestado.


João Costa
Se há coisa que não tem regras é o mercado financeiro.
 
Os juros que sao cobrados aos estados perifericos sao um roubo, e uma facada nas costas já agora, quando foi dinheiro público que os safou da bancarrota na crise que eles proprios causaram em 2008.
 
 
 


Isabel
Claro que são. A única maneira de fazer frente aos juros é não pedir dinheiro emprestado. Se vamos a jogo (porque somos pobres e as políticas socialistas nos levaram a isso) devemos conhecer as regras, sejam honestas ou não, e não querer levar a bola para casa se as regras a meio do jogo não mudarem a nosso favor quando estamos a perder.

Temos pena...

deixado a 14/10/11 às 00:46
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NunoMGF
 Ai sim? Pois digo-lhe que se a banca não tivesse andado a oferecer credito a torto e a direito o preço das casas não tinha inflacionado da maneira que inflacionou. Logo muita gente como eu, praticamente não precisaria de empréstimo e não haveria tanta gente a acumular perdas com a desvalorização dos imóveis. É que há por ai muita gente que dando a casa ao banco e adicionando a quantia que ja pagou ao banco ainda fica a dever e muito.


Isabel
1º As políticas que estiveram no poder a fazer o jogo dos bancos controlando os media no sentido de nos levar a consumir o que precisávamos e não precisávamos, passando a mensagem que quem não TEM não É nada, foram as socialistas PS/PSD.

2º Penso que apesar de tudo, ao contrário do que você pensa, nem todos os portugueses são atrasados mentais. Lá no fundo ainda têm um laivo de discernimento para saberem parar ( se bem que já tarde). A prova foi a votação em força neste governo para acabar com o regabofe.


NunoMGF
Então mas agora a Isabel pensa que sabe ler pensamentos? Não escrevi nada parecido com o que refere.
 Quando escreve que eu penso que "todos os Portugueses são atrasados mentais" esta totalmente enganada. Ao dizer que ao contrario daquilo que pensou de mim é da opinião que "nem todos os Portugueses são atrasados mentais" revela a sua percepção que a maioria é.
 Por fim quando refere a votação neste governo para acabar com o regabofe será que se esqueceu que é composto por um partido que ainda atrás acusou de politicas socialistas mais outro que se coligou?

deixado a 14/10/11 às 02:24
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Von
Os eleitores não votaram neste governo, votaram contra o governo anterior. É uma enorme e ao mesmo tempo, subtil diferença.


Albano
Foi só isso! Pelos vistos também votaram contra o Bloco.

deixado a 14/10/11 às 16:47
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Isabel
Quem acabou com o mercado de arrendamento foram as políticas socialistas do congelamento das rendas. Como não havia casa para arrendar os portugueses compraram casas e o património urbano degradou-se como podemos ver nas cidades e nas vilas.

Utilizando os argumentos mentirosos que iriam prejudicar os mais desfavorecidos e partindo do princípio de que qualquer senhorio é um malandro, um fascista e um ladrão, explorador do povo, resolveram, pela rama, o problema das barracas; as dos subúrbios feitas de lata e rede de coelheira foram eliminadas, as que são em 4ºs andares sem elevador, com eléctrico à porta para os velhos os verem passar e terem a noção do tempo, (porque não conseguem subir nem descer escadas), essas não se vêem, logo, não existem.

É a hipocrisia socialista no seu melhor...


NunoMGF
Isabel, mais uma vez está errada. Em relação ao congelamento das rendas envio-lhe o link abaixo

http://www.oje.pt/noticias/nacional/proprietarios-debatem-100-anos-de-congelamento-de-rendas

Em relação as rendas em contratos recentes tal não se aplica. Na cidade onde vivo a maioria das casas alugadas têm renda superior ao da prestação ao banco para um valor de empréstimo 100% do imóvel com a avaliação actual. Se vou pagar o mesmo ou menos, obviamente opto por aplicar o dinheiro em algo que um dia será meu.  Sou senhorio noutra zona do Pais e não me queixo dos valores.


Isabel
Neste momento o mercado de arrendamento começou a despertar. Ainda há 8 ou 9 anos, Santana Lopes, Presidente da Câmara de Lisboa, quis mexer na lei das rendas e caiu o Carmo e a Trindade.

Nos os sites das imobiliárias só há dois ou três anos é que começou a haver oferta de arrendamento. Até agora saía mais barato comprar do que arrendar.

Entretanto o país ruiu com falta de obras de requalificação. Lisboa é uma vergonha.

deixado a 14/10/11 às 13:51
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Miguel
"Quem acabou com o mercado de arrendamento foram as políticas socialistas do congelamento das rendas."

Chamar socialista ao Salazar (congelamento das rendas de Lx e Porto) e ao Caetano (resto do país) é a 1ª vez que ouço.

deixado a 14/10/11 às 05:53
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João Madeirense
Ó Isabel, informe-se melhor. Quem começou com o congelamento de rendas foi o seu herói Salazar no início dos anos 60. Se calhar ele era também um perigoso socialista...
Aconselho a ler este artigo no blog ladroesdebicicletas.blogspot.com /2011/06 o-eterno-mito-do-congelamento-das.html e deixe de escrever asneiras.


Isabel
Quem começou por congelar as rendas foi Salazar para manter a mão de obra barata e Portugal poder ser a "fábrica" da Europa.

E ele foi um perigoso socialista.

Os que vieram depois, socialistas também, ajudaram a  provar que ele o era porque não liberalizaram as rendas. Os motivos não foram os mesmos é certo, mas que deu jeito deu. Resolveu-se o problema da habitação, por decreto, à custa dos malandros dos senhorios.


Miguel
"ajudaram a  provar que ele o era porque não liberalizaram as rendas."

As rendas foram liberalizadas para todos os novos contratos (como deve saber é impossível fazer leis retro-activas) em 1983 num governo de Mário Soares.


Isabel
Para os novos contratos, claro, que eram raríssimos. Por causa do bloqueio provocado no mercado pelas rendas antigas não havia casas para alugar. E os bancos mais tarde, já nos anos 90, faziam prestações ao mesmo preço.

Nas rendas antigas é que praticamente não se mexeu. Sei de uma caso de uma renda que vinha dos anos 50 de 1750$00 por 5 assoalhadas numa das melhores zonas das avenidas novas. Quando houve a primeira possibilidade de mexer nas rendas esta subiu para a incomportável quantia de 3500$00. (17,5 €)


Miguel
"Nas rendas antigas é que praticamente não se mexeu"

Não se mexeu nem se vai mexer, porque felizmente desde 1975 isto é um Estado de Direito (embora há vezes disfarce bem) e por isso não se podem andar assim a alterar leis que tenham efeitos retro-activos.


Isabel
Claro. A lei está certa mas a culpa das consequências nefastas desta lei é dos governos de direita e da banca.
O seu a seu dono. ;)))))

deixado a 15/10/11 às 11:40
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Miguel
Esta lei afecta uma tal quantidade insignificante de imóveis que é absolutamente irrelevante.
Fala-se muito nela para, como é habitual em Portugal, atirar areia aos olhos das pessoas e não falar das coisas importantes.

deixado a 15/10/11 às 16:13
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Anónimo

Isabel

Só lhe faco uma pergunta;
 Nasceu com o rabo virado para a lua não foi?

Só pode.......


Isabel
Gostava que explicasse como chegou a essa brilhante conclusão.

deixado a 14/10/11 às 08:26
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" Você sabe as regras do jogo "


Isabel,


O problema é mesmo esse, sou fintado pela regras do jogo que são introduzidas ao intervalo, senão repare:

deixado a 14/10/11 às 21:13
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" Você sabe as regras do jogo "

Isabel,

O problema é mesmo esse, sou fintado pela regras do jogo que são introduzidas ao intervalo, senão repare:

No caso do BPN ou BPP do Rendeiro que já toda a gente se esqueceu...para alem da introdução de novas regras no intervalo do jogo, para alem disso acabaram o jogo antes de tempo não por ordens do arbitro, mas pelo dono da bola.


Isabel
Eu não me esqueço. Ainda estou à espera que me expliquem porque é que a SLN não suportou o buraco do BPN.


Isabel,

Afinal em que ficamos??? Onde estão as regras????


Isabel
As regras que conheço, no meu pequeno mundo, são as que tenho pessoalmente com o banco. Meto lá o meu ordenado e por isso não pago despesas. Se por acaso, a partir de certa altura, o banco achar que eu as devo pagar, das duas uma ou pago ou pego no dinheiro e meto-o debaixo do colchão.

Mas tenho escolha apesar das regras me terem sido impostas a meio do jogo.

Das negociatas que são feitas entre os representantes do estado, os seus amigos e apaniguados e a banca, não sei, não posso responder. Parece que agora se está a começar a saber...


Isabel,


Desculpe mas não há pachorra.


Já agora, VIVA o PREC


Isabel
Viva o 25 de Novembro de 1975!!!!!!!!!!

O dia da LIBERDADE!!!!!!


Realmente os fascistas passaram 1 ano e meio enrolados num buraco escuro após o dia 24/04/74!
Pois é, no 25 de Abril, o verdadeiro Dia da Liberdade eles viram tanta liberdade que fugiram para o tal buraco, e só ousaram levantar a crista quando lhes disseram que os comunistas iriam ser mortos. Mas depois vieram cá para fora e descobriram que, afinal, esse seu sonho fora despedaçado!

Agora berram ao quatro ventos que o Dia da Desilusäo é que foi o da liberdade! Säo os que agora chamam socialista até ao Salazar (pasme-se!)

deixado a 24/10/11 às 12:55
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A banca proporcionou aos portugueses...."

Não proporcionou nada, a banca encheu foi o cú á conta dos incautos e desprevenidos.
Um exemplo??? Os lucros, sim os lucros aquilo que sobra depois de tudo pago, eram tantos que eram obrigados a reinvestir por exemplo nos seus balcões.
Engraçado é que apesar disso, nestas remodelações não tinha lugar a criação de WC para os clientes, coisa que para a taberna do Chico das Iscas, a ASAE obrigava a ter 3 no mínimo .

Quanto á obrigatoriedade ou não de recorrer á banca, mesmo agora somos assediados por tudo o que seja canal de comunicação e quem está entalado, entalado por entalada embarca até ao entalanço final.


Isabel
Eu acho que os bancos são um mal necessário. Assim como cobram juros pelos empréstimos também os dão a quem não quer investir em chatices, (é o que oiço dizer porque não consigo juntar dois cêntimos para poder testemunhar).

E são bons quando nos servem. O mal é quando somos nós a servi-los. No regime socialista do Estado Novo isso não chegou acontecer, o grande poder estava nos industriais. No regime socialista marxista (PREC) foram assaltados e no socialista balofo (PS/PSD) tentaram compensá-los das traquinices dos irmãos de Moscovo.

deixado a 14/10/11 às 22:29
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Pedro Jorge

“É este esquema de dívida, com a sua arma letal do juro composto anualmente, que tem permitido a uma pequena elite de financeiros dominar os negócios do mundo. Em Tragédia e esperança, o professor  Carroll Quigley (http://sandiego.indymedia.org/media/2006/10/119975.pdf) escreveu acerca do seu conhecimento pessoal desta elite financeira, a qual denominou simplesmente "os banqueiros internacionais". O dr. Quigley (http://sandiego.indymedia.org/media/2006/10/119975.pdf), que foi mentor de Bill Clinton na Georgetown University, disse que o objectivo dos banqueiros internacionais era "nada menos do que criar um controle do sistema financeiro mundial em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo", um sistema "para ser controlado de um modo feudal pelos bancos centrais do mundo a actuarem em conluio, por acordos secretos". A chave para o êxito dos banqueiros era que controlariam e manipulariam os sistemas monetários do mundo permitindo que parecessem ser controlados pelos governos.


deixado a 13/10/11 às 23:38
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Pedro Jorge
parte 2.
A maior parte dos países foi levada a este esquema de banca privada global, com a maior parte do dinheiro do mundo a ser criado pelos bancos comerciais na forma de empréstimos produtores de juros. Nos Estados Unidos de hoje, o único dinheiro criado pelo governo consiste nas moedas, as quais representam apenas um milésimo da oferta total de dinheiro. As notas do Federal Reserve são criadas pelo Federal Reserve, uma corporação bancária privada, e emprestados ao governo. O grosso da oferta monetária, no entanto, é criado quando os bancos comerciais fazem empréstimos. Eles fazem isto pela contabilidade da dupla entrada: a soma das notas promissórias do tomador do empréstimo é simplesmente creditada como um depósito na conta do tomador e compensada com um passivo correspondente no lado do banco. A criação de dinheiro agora é um assunto privado também na maior parte dos países. Mesmo onde o banco central é tecnicamente possuído pelo Estado, como no Reino Unido e no Canadá, o banco central cria apenas a divisa em papel do país, deixando a maior parte da oferta de dinheiro para ser criada pelos bancos comerciais como empréstimos com juros compostos.

deixado a 13/10/11 às 23:39
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Pedro Jorge

parte 3;
A alternativa a este sistema de "banco central" independente é o que costumava ser chamado "banca nacional". Um banco central de propriedade do Estado emitia a divisa nacional como um agente do governo, e o governo gastava o dinheiro ou emprestava-o à actividade económica para o desenvolvimento interno e as necessidades públicas. Os ganhos com a emissão deste dinheiro – a diferença entre o custo de criá-lo e o seu valor facial – era provisionado ao governo, o qual obtinha dinheiro livre de dívida e de juros. O objectivo dos banqueiros internacionais era privatizar este sistema e pô-lo sob o seu controle. O banco central ainda criaria a oferta monetária nacional, mas emprestaria o dinheiro ao governo, deixando-o com uma dívida maciça a qual devia pagar juros. Uma vez capturado na teia da dívida, o governo podia então ser induzido a privatizar outros activos, tornando-os disponíveis para compra e controle pelo capital financeiro internacional.”

deixado a 13/10/11 às 23:40
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Nuno
Isabel

Como alguém que acompanhou candidaturas a verbas da UE para projectos agrícolas em que o governo cumpriu a sua parte e o proprietário também sabe porque é que muito foi devolvido?

A banca preferiu emprestar dinheiro a uma bolha imobiliária que vai ser tapada com um empréstimo contraído e pago pelos nossos impostos. Não quis apoiar produção coisa nenhuma.

É por isso que daqui a uns meses vamos ver bancos nacionalizados e o nascimento (fora de prazo) de uma verdadeira política de crédito público.
 No dia em que este governo zombie deixar de querer brincar à Grécia.


Isabel
Está a falar do tempo em que para podermos receber a chuva de subsídios da UE tivemos que empandeirar a agricultura e as pescas?

Mas ficámos muito contentinhos. Achámos que uma escola em cada rua e um hospital em cada bairro eram de borla. Era só pedir.

Isso é uma das coisas que estamos agora a pagar. E estamos a pagar porque achamos que as soluções para os nossos problemas vêm de fora. Chegou a hora de começarmos a usar a cabeça e pensar em como vamos sair disto.


Nuno
Mas que grande misturada que vai nessa cabeça.

Fundos todos receberam e Portugal comparativamente menos- a comparticipação da banca foi necessária para apoiar o CRESCIMENTO e melhoria das explorações. Não era para o "empandeiramento", como quem não sabe nada do assunto pensa.

Quer a prova: Espanha não deitou um cêntimo fora e é uma potência agrícola por causa disso.

O que estamos a pagar não tem nada a ver com isto Dona Isabel, quem recebeu apoios já pagou aos bancos que lhes emprestaram, a maioria deles espanhóis ou alemães (para quem teve a possibilidade e a esperteza de não se financiar nos mentecaptos bancos portugueses).

Eu não quero ajuda de fora e especialmente não quero 78 MM de euros com juros de 5% em plena recessão.


Isabel
Realmente estamos com um problema de comunicação. Você disse que a banca não apoiou os projectos agrícolas a realizar com os fundos europeus. Penso que foi porque na realidade esses fundos eram para disfarçar o objectivo de fazer do país um eucaliptal. E foram entregues fundos para não cultivar e abater as frotas pesqueiras. Tudo isso fazia parte do mesmo plano.

A dívida foi contraída para pagar a derrapagem de projectos megalómanos, a má gestão dos bóis do PS e PSD nas EP, os negócios ruinosos das PPP e para satisfazer os direitos dos trabalhadores reivindicados pelos sindicatos (sempre os mesmos) mesmo sabendo que não eram sustentáveis e que iriam aumentar a dívida a este ponto. Mas claro a culpa disto tudo é das políticas de direita quando na realidade desde o 25 de Abril só estiveram no governo partidos socialistas, eleitos porque faziam passar a mensagem ao povo de que eram os partidos dos pobres contra os ricos...Essa loa ainda hoje está gravada no inconsciente colectivo dos portugueses.


Nuno
A banca não investiu em actividades produtivas porque não quis, ponto final. Se eliminar os eucaliptais (e montados e olivais, já agora) que foram criados onde antes estavam giestais para pastorícia pode mandar grande parte das explorações para o galheiro- ao menos o sector florestal tem hoje dinheiro para investir e diversificar para coisas que já não são eucaliptais.

Muito do que foi abatido foi por total falta de gestão por parte dos empresários, por falta de estratégia de governos dos dois partidos e, por fim, para quem tinha as outras duas coisas, porque pura e simplesmente não obtiveram financiamento, enquanto se viam promotores sem tusto a lotearem por aí fora à boleia do crédito abundante.

Estou consigo contra uma dívida que vem sobretudo de PPPs cuja maioria são basicamente auto-estradas inúteis e barragens cuja energia vamos desperdiçar.

Não faça é confusão entre socialismo ou social-democracia (ou liberalismo, já agora) e incompetência ou corrupção, porque esta não é monopólio de uma só força política em Portugal.

Só mesmo em países com níveis de desigualdade tão 3º mundistas como Portugal é que se acha que o discurso "rico contra pobre" apareceu espontaneamente. Reconheçamos os problemas e ataquemo-los construtivamente.


Isabel
Penso que a grande revolução que não se fez em Portugal foi a das mentalidades. O próprio PREC   que tomou o poder em 74 instaurou o espírito que ao povo tudo era devido, tudo eram direitos, tudo o que não tinham era porque alguns tinham ficado com o bolo todo.

Parece que depois de 36 anos de socialismo a realidade é a mesma.

Por isso o povo não evoluiu. Por isso com a economia de mercado a funcionar debaixo da máscara do socialismo, os portugueses continuam à espera que as coisas lhes caiam do céu e que há uma panela de moedas de oiro escondidas nos ministérios que os malandros dos ministros não querem distribuir.

O trabalho de educar as pessoas para a sua subsistência autónoma não foi feito. Quem tem espírito empreendedor emigrou (ou já tinham emigrado para a Europa e para a África). São os portugueses mais capazes porque não se contentaram com as migalhas que lhes caiam no prato.

Os que cá ficaram são na sua maioria os subsidiodependentes, acarinhados pelos partidos vencedores de eleições para os manterem no poder.

Neste espírito subsídiodependente, ninguém é responsável, todos têm sempre alguma coisa a haver, a culpa é sempre dos outros. Nos serviços públicos, esta mentalidade bloqueia a agilidade. Aí, os mais espertos ganham comissões; recebem subornos para que as coisas andem.

Sei de um processo de execução de uma pensão de alimentos que está há sete anos para resolver no tribunal de Cascais. Assim não dá. As pessoas podem fazer o que quiserem que ninguém as penaliza e o sistema tem as costas largas.

Tenho esperança que esta bancarrota a que chegámos se torne  realmente na revolução de mentalidades que é urgente fazermos.

Conclusão: o socialismo/social democracia alimentou o compadrio, a incompetência e a corrupção porque isso os mantém alternadamente no poder.


Nuno
Sim, o 25 de Abril instaurou a perigosa noção de que ao povo- nós todos- são devidos direitos inalienáveis.

Ninguém espera que as coisas caiam do céu, esperam é que não caia só no bolso dos corruptos, incompetentes e daqueles que os compram, não percebo qual é essa confusão.

No Sábado não vi nenhum cartaz a dizer "Dêem-me dinheiro" mas vi mais do que um a perguntar "O que fazia Salgado num conselho de ministros" ou "burlões como conselheiros do PR". Mais uma vez está a fazer uma grande confusão.

Mas os portugueses estão a seguir o seu apelo ao "empreendedorismo" Isabel: emigram mais de 50.000 por ano desde 2008- é uma "Setúbal" cheia de população activa todos os anos que se evapora.

Os maiores subsidiodependentes do país são empresas rentistas como a Ascendi, Brisa, Galp, EDP e outras que fogem impunemente aos impostos como a JM, que sozinha deve escapar com mais de 100 milhões por ano através da Recheio SGPS.

São estes os subsidiodependentes dependentes do Estado de que fala Isabel?


Isabel
São.

São criações do capitalismo selvagem mascarado de socialismo/social democracia.

São também os funcionários públicos que são incompetentes e maus profissionais.

São também os subsidiados pelo RSI que tem fontes de rendimento ilegais mas que têm que ser subsidiados para provar que Portugal é um país que defende o multi-culturalismo.

E são os portugueses com baixas fraudulentas.


Nuno
Se também são é curioso que só os mencione depois de eu o fazer, por momentos pensei que também me ia acusar de ser populista.

Vamos por prioridades então. Preocupa-a o nível de fraudes nos RSI? Também a mim e tal está a ser combatido e são agora menos de 1% (espero que sejam 0%). Por outro lado sabia que a Recheio SGPS só em 2009 fugiu aos impostos quase o mesmo valor que custou a fraude estimada nos RSI todos juntos desde que tal mecanismo foi criado?

Acho espectacular que continue a acumular provas simultâneas do seu preconceito e da sua ignorância: 75% dos RSI nem sequer estão na população activa- são crianças, idosos e portadores de deficiência e doença crónica.
Entre os que trabalham sabe qual é a principal causa para receberem o principesco apoio médio de 180€, com o qual cometem verdadeiras loucuras?
São mães e pais solteiros ou têm famílias numerosas para magros rendimentos. Ainda bem que têm um governo que apoia a "natalidade e as famílias" não é verdade? Ou talvez não.

Tenho uma noção disto- fiz e vou voltar a fazer voluntariado social. Fui trabalhar e agora pelo menos posso dizer que sei do que falo.

Vá trabalhar Isabel. E aprenda qualquer coisa.


Isabel
Eu também fiz voluntariado social. E eduquei o meus filhos para o fazerem também a ponto de um deles querer dedicar-se profissionalmente à responsabilidade social das empresas.

Agora tenho de ir trabalhar.

deixado a 17/10/11 às 08:14
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Isabel
Dedico-lhe esta entrevista desta grande Senhora:

http://aeiou.expresso.pt/isabel-jonet-proximos-anos-vao-ser-muito-duros=f682650

deixado a 23/10/11 às 15:17
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Tsc, tsc. Tadinhos dos banqueiros. Que sofrem, sofrem muito, com os seus BMW topo de gama e as contas de off shore para pagar ainda menos impostos do que pagam por cá. A sua indignação, Isabel, comoveu-me.

deixado a 13/10/11 às 23:14
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Carlos Marques
Sérgio,

Outro dia vi um Maybach, acho que é assim que se escreve, no Saldanha. Estes banqueiros não têm BMW, ainda que um 7 topo de gama... Maybach ou, pelo "menos", um classe S.

Eu acho que o senhor foi ver se ninguém lhe corta as rendas que conseguiu com o Governo anterior: o ES e a Mota estão em tudo quanto é concessão predatória nas auto-estradas.

Aí é que se devia também cortar: nas portagens virtuais e nesses contratos feitos à medida para o Estado assinar como os melhores fatos de alfaiate que um ex-PM gosta tanto de usar.

 


Para ser sincero, quando estava a escrever "BMW topo de gama" estava a pensar: "não, isto é pouco para um banqueiro". Mas depois mantive porque, sinceramente, não sei que carros devem usar os banqueiros. Mesmo o classe S parece-me acessível. Maybach sim, já me parece mais provável. Ou um Bentley. Enfim.


Carlos Marques
É de facto uma vergonha que tenha sido possível o condicionamento industrial dos últimos 10 anos que, por exemplo, deu 700 milhões de rendas pelas auto-estradas sem carros para eles terem Bentleys e Maybachs e jactos privados enquanto nós pagamos e ainda vamos votar nos escolhidos deles.

deixado a 13/10/11 às 23:47
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Albano
Sergio, bancos e banqueiros não são bem a mesma coisa.

deixado a 14/10/11 às 16:55
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Claro que estes roubos que Passos Coelho ainda agora anunciou foram para que o Estado arranje capital para apoiar os bancos. Os   banqueiros ´´e que mandam neste país e a ideia deles é colocarem-nos na miséria para depois nos colocarem a trabalhar de forma escrava par eles, snão é assim leiam o livro  intitulado "O que é o clube do Bilderberg".
Isto são roubos ara contentar os abutres dos  banqueiros que nada pagam, mostrar aos satâncios dos mercados e fazer ver à troika.
Não vale a pena trabalhar em Portugal, para virem esses bancos e esses governos e nos roubarem tudo não vale a pena

deixado a 13/10/11 às 23:16
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Isabel
Uma coisa é o que eu gostaria outra é a realidade. Eu acredito na economia de mercado e na iniciativa privada fortemente regulada pelo estado, estado polícia da concorrência saudável, mas isso em Portugal não existe.

Eu vivo do salário e se quiser abrir uma chafarica para ser dona do meu posto de trabalho tenho que ir pedir dinheiro ao banco para criar a infraestrutura porque não junto o suficiente para ser autónoma.

Esta é a realidade e não é por a negarem que ela muda.

deixado a 13/10/11 às 23:23
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Toni Bolor
Não existe em Portugal e não existe em lado nenhum deste planeta!! Será que ainda não deu para entender?

O capitalismo actual é hoje um capitalismo monopolista/ oligarca/ anti-concorrencial!

Quantos BPNs, Dexias, Goldman Sachs, JP Morgans, Freddie Macs e todas as corporações dos utra-ricos terão que ser salvas com o dinheiro do povo para que entendam que o capitalismo do mercado livre não é o capitalismo do mercado livre, mas sim o capitalismo do mercado manipulado?

deixado a 13/10/11 às 23:42
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Toni Bolor
"Ocupa Wall Street" cerca casa do banqueiro Jamie Dimon (CEO do JP Morgan)!

http://www.businessinsider.com/hey-jamie-dimon-the-protesters-are-outside-your-house-right-now-2011-10

deixado a 13/10/11 às 23:28
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Anónimo
Alguém me pode informar onde me devo dirigir se quiser ocupar uma rua "financeira" em Lisboa? ou no Porto? 

 

deixado a 13/10/11 às 23:58
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Nada disso. Foi apalavrar mais alguns felizes contemplados:
http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329

deixado a 13/10/11 às 23:58
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LAM
Não arranjes desculpas,

http://vimeo.com/30517462

deixado a 14/10/11 às 00:43
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E sabe o Sérgio o que le lá foi fazer ?


Segundo se diz ,os 3 bancos BPI, BCP e BES vão-se fundir.

deixado a 14/10/11 às 10:33
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José Costa
Li e reli com muita atenção alguns comentários, mas os que mais me impressionaram foram os da Isabel, baralha-se toda, ficámos sem saber quem é e o que quer, uma coisa é certa, está do lado da banca e uma das coisas que salientou para alguém se tratar enquanto o SNS ainda existe...também sabemos que querem acabar com ele. Lucros fabulosos à custa do Zé quando tudo corre bem e depois "valha-me Deus" que precisamos de ajuda. Um anuncio com o Ronaldo e outro com o Mourinho dariam para pagar as bolsas que foram "roubadas" aos alunos de excelência. Trate-se Isabel, mas num privado porque o SNS não é lugar para si

deixado a 14/10/11 às 11:22
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Isabel
Por falar em baralhado, parece que terei um companheiro de tratamento...

deixado a 15/10/11 às 12:00
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