Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
por João Rodrigues

No início desta semana defendi no Público que com este orçamento todos saberão o que são as “gorduras” do Estado: salários, pensões e bens sociais, da saúde à educação, amputados; a vida de tantas famílias injustamente fragilizada. A acentuação da quebra da actividade económica que se segue transforma a recessão prevista em depressão inevitável e aumenta ainda mais o desemprego. Os planeadores deste empobrecimento desigual, desta desvalorização do salário directo e indirecto dos sectores público e privado, podem tentar cortar a despesa, mas não controlam o défice porque lhes escapa a reacção da economia a uma política orçamental perversa. É esta política de total submissão perante os credores que tem de ser superada pela acção colectiva dos cidadãos empenhados na auditoria e na renegociação da dívida.

 

Em entrevista, João Ferreira do Amaral clarifica a prioridade que resume a economia política da austeridade: “Não me parece que a prioridade do Governo seja o défice público, mas os custos salariais. Está a ser aplicada uma fórmula para ganhar competitividade que passa por gerar desemprego, aumentar o horário de trabalho e flexibilizar a legislação, conseguindo assim baixar o nível geral dos salários. É um modelo que sempre foi discutido, mas nunca foi aplicado com esta dureza. E estou convencido de que não funciona em Portugal (...) As famílias estão demasiado endividadas.”


por João Rodrigues
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10 comentários:
Alexandre Carvalho da Silveira
Não Ana, não estou a fazer confusão. As reticencias que JFA terá posto à nossa adesão ao euro, não têm nada a ver com o que eu escrevi.
A nossa adesão ao euro não teve sucesso por outras razões, entre as quais o facto do PS que governou os anos antes da adesão, e a maior parte do tempo pós-adesão, não ter estado à altura das circunstancias, e nunca ter aplicado as politicas que se impunham, como por exemplo um rigoroso controle das contas publicas.  Por isso, e por muitas outras coisas, o resultado só podia ser este. E insisto que a proposta de JFA para Portugal sair do euro, é o pior que nos poderia acontecer. A saida do euro implicaria a saida da UE, e ficariamos durante decadas entregues a nós proprios. 
 


Ana
Infelizmente, a nossa actual situação seria inevitável , o PS deu uma ajuda mas o País teria na mesma situação: uma moeda forte numa economia frágil e com défice de competitividade daria este resultado.
Em relação à saída do euro, saber se é melhor ou pior só mesmo se fosse possível viver em mundos paralelos, neste mundo de permanecer no euro está a ser duro, e o pior, dizem que o pior está para vir, quem sabe se o JFA não está certo e andamos a caminhar para o abismo?
O Alexandre, tem a certeza que sair do euro era uma calamidade? Ainda bem, eu não tenho

deixado a 22/10/11 às 19:45
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