Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

O ministro Miguel Macedo, que segundo fontes seguras pertence ao Governo PSD/CDS que quer endireitar as contas do Estado distribuindo sacrifícios por todos, recebe um subsídio de 1400 euros por morar fora de Braga. Não interessa que também tenha casa em Lisboa, já que a assessoria do ministro afirma ser legal a situação. Ora, para além de legal, eu diria mesmo que a situação é bem légau para o ministro de um Governo fervorosamente anti-despesista como este. Lembram-se do escarcéu que se levantou quando foi revelado que Inês de Medeiros tinha declarado residir em Paris para receber um subsídio? Era só gente indignada nos blogues de direita, espumando de raiva perante a pouca-vergonha. Será que algum desses bloguers criteriosamente histéricos é agora assessor de Miguel Macedo? É mesmo légau, este Governo rigoroso e sério.

 

Adenda: Parece que também há um secretário de estado, José Cesário, a receber este subsídio em situação similar ao Ministro da Administração Interna. O que me deixa estarrecido é o argumento que ele usa em sua defesa: tem "direito de tratamento igual ao de qualquer funcionário da administração pública". Lata é uma palavra suave para descrever o comportamento desta gente. Nojo é a mais correcta.


por Sérgio Lavos
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25 comentários:
Anónimo
Que pena tenho eu de, sendo funcionário do Estado, não estar, desgraçadamente, abrangido por essa "particular dignidade" que protege as nossas forças policiais de incómodos congelamentos salariais. É que se junta o útil ao agradável e, para além disso, mantém-se a paz conjugal: a amada cara metade fica contentíssima com a manutenção do nível de vida no santo lar ( e a criançada, idem) ; por outro lado, e como um bem nunca vem só, quando houver os naturais desaguisados entre pessoas que se adoram, sai-se à rua em expedição punitiva e descarrega-se o excesso de testosterona em forma de rija chanfalhada no lombo do povo. Sábio Macedo!


LAM
Anónimo,

Tocou no ponto: a ereção do cassetete é mais firme e determinada quando empunhado por alguém com "particular dignidade".
Os outros funcionários além de não terem a particularidade requerida, são absolutamente dispensáveis quer enquanto funcionários, quer futuramente quando chegar a hora de lhes ser atribuído o subsídio de funeral: afinal foram habituados não só a viver como a morrer, como daqui a uns tempos se provará "acima das nossas possibilidades".


Anónimo
Nem mais., meu caro amigo, nem mais...

deixado a 22/10/11 às 21:14
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