Domingo, 23 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos
É de artista. José Manuel Fernandes, um dos donáles habituais do regime de ventríloquos que tomou conta da choldra, vem comparar os generais de Marcello Caetano que aquiesceram e recusaram participar no 25 de Abril com Vasco Lourenço, um dos "capitães" e uma das figuras da revolução, a quem continuamos a dever mais do que alguma vez deveremos a qualquer político que nos governa (ou a JMF, já agora). Ou, dito de outro modo, faz uma analogia entre o regime apodrecido que Marcello Caetano ainda julgava controlar e a democracia que nasceu da revolução que fez cair este mesmo Caetano. Duas questões: os militares portugueses estão a responder ao chamamento do dever e da responsabilidade, perante o verdadeiro assalto à liberdade conquistada que o Governo PSD/CDS tenta ensaiar; e José Manuel Fernandes, e quem pensa por ele, tem medo. Não é preciso acrescentar mais nada.
Monti
Talvez os militares não estejam a responder tanto assim ao que se consta.
Não são mais do que uma das pequenas corporações para que evoluiu o regime político.
Na verdade, ultrapassados por outras.
Particularmente e com as restantes 'velhas' corporações, pela da "Nova Classe".
Elites partidárias (excepção talvez ao PCP), banqueiros e empresários do regime, muitos destes antigos políticos.
Do PCP e mais do que em relação à 'catástrofe' deste governo (termo de Jerónimo na AR), nunca os vi denunciar:
Nenhuma das autoestradas para não terem transito (metade das construídas);
Os crimes do Euro 2004;
A TTT, com receio de perder eleitores na margem Sul;
Alguns dos profundos disparates nas aquisições de equipamentos militares e na orgânica das FA.
Porque "Catástrofe", catástrofe, foram seguramente
quer o bloco central social-democrata socialista, quer particularmente os últimos seis anos da cultura dos Varas.
A bem do Regime.
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