7 dias. 56 horas. De trabalho escravo por ano. Mais a possibilidade do empregador escolher quando são as férias do empregado. E uma maior flexibilização dos despedimentos, permitindo na prática que o patrão possa despedir quando muito bem entender. Foi isso que o Governo ofereceu aos patrões, com a conivência activa da UGT. O desplante do Álvaro, deslumbrado por ter ido além da troika, significa na prática um retrocesso de algumas décadas no que diz respeito a direitos dos trabalhadores. O sorriso do empreendedor do pastel de nata é cínico e revoltante. Quem esteve bem foi Costança Cunha e Sá: a CGTP teve razão ao abandonar as negociações com o Governo. Antes isso do que fazer como João Proença, que, apesar de ser contra todas as medidas acordadas - deve ser isto, a tal "abstenção violenta" de que falava Seguro -, emergiu como parceiro deste ataque sem precedentes aos direitos dos trabalhadores.
À margem: mais um senador do regime a pedir trabalho como na China. Daniel Bessa, antigo ministro de Guterres, "admira a persistência" do Álvaro e a "coragem da UGT". Mas de que buraco sai esta gente? Mais importante, não se poderá exportá-los para uma qualquer instituição parceira em Angola?
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