Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
por Sérgio Lavos

É oficial: a censura foi reimplementada em Portugal. Com uma ajudinha dos nossos amigos angolanos, que percebem muito da poda. A brincadeira do Prós e Contras em Angola não foi um acidente de percurso.


por Sérgio Lavos
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44 comentários:
PedroM
Sérgio, Daniel: por falar em censura, não  dizem nada sobre o caso Megaupload/SOPA/PIPA?
Onde estão os protestos e petições, juntando-se à Wikipedia e outros contra a censura e liberdade na net? Já não se importam com esta prepotência unilateral americana de querer acabar com a livre partilha de ficheiros na net, encerrando sites, acusando e prendendo pessoas e congelando contas e bens?

Parece que afinal este tema já não faz parte das vossas lutas. Ou estão reféns do lobby dos "artistas"?

deixado a 24/1/12 às 18:48
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Pedro Lourenço

Agora temos o ACTA deste lado do atlântico...


PedroM
Não é "deste" lado. É suposto o ACTA vir a ser global.

deixado a 24/1/12 às 22:14
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Slint
Que é que isso interessa? estamos em Portugal não nos EUA, eles é que são a """"""""""""maior"""""""""" democracia do planeta. Eles que façam aquilo que lhes apetecer, não me interessa. O próximo presidente até pode ser aquele Rick não sei das quantas que disse que proibia a pornografia se fosse presidente porque "se jesus cristo fosse vivo, não iria gostar".


PedroM
"estamos em Portugal não nos EUA"?
Sabe do que fala? O dono do Megaupload é alemão; vivia na Nova Zelândia e a empresa estava em Hong-Kong.

"
Eles que façam aquilo que lhes apetecer, não me interessa"
E fazem. Talvez lhe interesse mais quando fecharem, prenderem e congelarem contas de cidadãos e empresas portuguesas - mesmo que estejam sediados e a viverem cá.

O que me preocupa não é o que proíbem lá nos EUA; que façam o que lhes apetecer na casa deles. Assusta é saber que o podem fazer na casa dos outros, com a conivência destes.

deixado a 25/1/12 às 11:35
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Anónimo
Pois é, caro Sérgio Lavos, " os nossos amigos angolanos percebem muito da poda". Mas isto há "podas" e "podas". E, como em tudo na vida, há "podas" para todos os gostos. Vamos às "podas" ao seu gosto, às "podas" primaveris e árabes: então Bani Walid caiu? Não querem lá ver que, afinal, o velho coronel, mesmo ditador e sanguinário, ainda tinha alguns apoiantes? Que povinho mais ingrato, o líbio!  Então não é que destruíram, em fúria, o jipinho do "Che Guevara das Areias" Jibril? Quem diria? Ingratos!
  Uma última notícia, animadora para quem, como o senhor, abomina ditadores e regimes ditatoriais, aqui graciosamente lhe deixo: o seu querido NTC, esse bastião imorredouro da liberdade e da democracia, esse paradigma insigne da libertação revolucionária dos povos, recebeu, com pompa e circunstância, o impoluto presidente do Sudão na sua capital. É um mero pormenor o dito senhor ter pendente mandado internacional de detenção emitido por crimes contra a Humanidade. Dizem as más línguas que o senhor sudanês e o anfitrião NTC proferiram inflamadas juras de mútuo e eterno amor. Isto sim, é gente boa! Isto sim, é Democracia de fino quilate! Aprenda o José Eduardo dos Santos com estes benévolos democratas líbios tão ao seu gosto, se tiver arte para isso.

deixado a 24/1/12 às 23:31
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Os "amigos em Moscovo" ainda estrebucham...


Anónimo
Olhe, caro Sérgio Lavos, no que a mim toca, só sou amigo de algumas coisas e nenhuma delas é, de certeza absoluta, Moscovo. Eu digo-lhe do que sou amigo: sou amigo de falar do que minimamente conheço; sou amigo de, antes de falar sobre o que ainda não conheço ( e é imenso), informar-me exaustivamente sobre o assunto; sou amigo de tentar separar, o mais que me seja possível, o trigo do joio; sou amigo de pensar e agir livremente; sou amigo ( amicíssimo) da Liberdade ( própria e alheia); sou amigo de aprender com a História e os seus erros; sou amigo da lição de um velho ditado que reza "Nem tudo o que luz é ouro". Como sumário de afinidades, creio que basta.
  Por tudo o que atrás escrevi, há coisas que eu jamais faria ( deixo-as a quem tem estômago forte e coluna gelatinosa o suficiente para as praticar): JAMAIS voltaria a perorar sobre ditaduras e ditadores depois de ter embarcado em odes laudatórias de assassinos, ladrões, violadores, racistas e vende-pátrias como aquelas que o senhor por aqui escreveu sobre os seus proclamados heróis revolucionários líbios e os seus criadores da NATO. Dado aquilo que actualmente acontece naquele país norte-africano, seria prudente observar, pelo menos, um período de nojo. E ter o desplante de atirar para as costas do governo angolano a  co-autoria de uma rematada imbecilidade do seu governo é uma irracionalidade
sem qualquer sustentação em algo que se pareça vagamente com a realidade. Pensa seriamente que o governo angolano, o dos Santos, os homens de negócios ( corruptos ou não) e o povo desse país se importam com o que aqui se diz e escreve sobre eles? Eu digo-lhe o que todos eles pensam: eles estão-se borrifando; eles sabem que são ( sim, sim- com pobreza, com corrupção, com insuficiências de toda a ordem) uma potência regional, sabem que viveram um inferno e, agora, querem, e vão ter, o Futuro . E o  senhor, o que vai ter? Ah, claro: as suas agudas e proféticas análises da geopolítica do continente africano produzidas nessa  "terra de ninguém" em que se transformou o seu país.


Anónimo
Voltando à vaca fria: nem uma palavrinha sobre os últimos desenvolvimentos da "revolução" líbia?Espero ansiosamente um daqueles seus esclarecidos posts " sobre o assunto.
 Se aquilo que aconteceu ( e acontece) naquele país norte africano é o seu exemplo consumado do modo como se devem derrubar e substituir verdadeiras ou supostas ditaduras, estamos conversados.
 Os últimos desenvolvimentos são estarrecedores, que não inesperados: os Médicos Sem Fronteiras abandonaram o país. Razão do abandono? Eram-lhes apresentados, com regular e doentia frequência, prisioneiros  que, entre sessões de tortura, necessitavam dos seus bons ofícios clínicos para espevitarem e... voltarem a ser torturados. A Amnistia Internacional dá o número de 8000 prisioneiros existentes nas cadeias do país a quem são proporcionados tratamentos de SPA à "la TNC": espancamentos, tortura e fuzilamentos sumários. Quanto aos criadores de todo este idílico cenário, os benfeitores da NATO, o grupo de pesquisa da ONU que investiga possíveis crimes de guerra por eles cometidos durante o conflito chegou à conclusão que escolas, hospitais, e todo o tipo de infra-estruturas civis,foram por eles considerados alvos legítimos e, como tais, profusamente bombardeados, com o custo em vidas humanas correspondente. Que lindo serviço, não acha, senhor Sérgio Lavos? E que tal a mesma receita, tão do seu agrado, para apear o dos Santos da cadeira presidencial? Creio que o povo angolano ficar-lhe-ia eternamente agradecido...

deixado a 28/1/12 às 13:32
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Goodfellas
"Para não chatear o “querido líder” de Angola, Pedro Miguel Passos Relvas Coelho não tem tempo (nem tomates, nem coluna vertebral) para falar dos 68% de angolanos afectados pela pobreza, ou referir que a taxa de mortalidade infantil é a terceira mais alta do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças.

Ninguém o ouvirá recordar que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico, ou que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade.

Ninguém o ouvirá recordar que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos, ou que a taxa de analfabetos é bastante elevada, especialmente entre as mulheres, uma situação é agravada pelo grande número de crianças e jovens que todos os anos ficam fora do sistema de ensino.

Ninguém o ouvirá dizer que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos, ou que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos, ou que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda."(sic)
Retirado daqui »»»» http://paginaglobal.blogspot.com/2012/01/cartilha-do-reino-portugues-so-permite.html

deixado a 25/1/12 às 02:25
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Miguel Pereira
Aponte-me um único país, só um, que depois de 500 anos de colonização, 27 anos de guerra civil e conflicto regional com três exércitos estrangeiros envolvidos e das superpotências, que tenha um nível de vida razoável para a sua população. Conheço um que é independente há mais de 800 anos, que não sofre uma guerra no seu território há 200 anos e está à beira da bancarrota. Sabe qual é? Como dizia o outro, falar é fácil, fazer é que ... 


Anónimo
Isto é malta, caro amigo, que é especialista em ver o argueiro na vista dos outros, mas que não enxerga a trave no seu. Esta gente é especialista em revoluções de café e na prazenteira prática da acção política baseada no "acampamentacionismo" e na intervenção cómica. Perto destas luminárias, que valor têm a luta e a coragem extrema do povo angolano? Que importância tem o facto de ter sido ele quem, efectivamente, derrotou o regime racista sul-africano, tendo pago um preço exorbitante em vidas e em destruição de infra-estruturas?
 Esta gente, caro amigo, é versadíssima em processos políticos imaculados e em democracias instantâneas . Opinam magistralmente sobre o que não conhecem, com a vantagem de o fazerem ( e terem feito) bem longe de uma realidade terrível que, a ser vivida "in loco", lhes custaria a destruição de laços familiares e a morte precoce dos seus entes queridos. Não conheço descrição melhor do que seja um comportamento alicerçado na mais  cristalina das cobardias.

deixado a 30/1/12 às 20:11
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