Alguém sabe se a censura a Pedro Rosa Mendes está a ser noticiada nos canais televisivos, sejam eles privados ou públicos?
O silêncio e o assobio para o lado reinam para as bandas dos indignados com a "asfixia democrática" socratista. Nem o Crespo porta-voz do Governo, nem os monárquicos Vaders. Bem podemos esperar por uma manifestação em frente à assembleia. Sentados, como os assessores do Relvas que denunciam crónicas de jornalistas e produzem comunicados para abafar a censura. No pasa nada.
Adenda: a última crónica de Raquel Freire, uma das cronistas do programa, a quem estão a ser dirigidos os mais soezes ataques de carácter, o habitual argumento dos fracos.
A primeira coisa que há a dizer é que estas estações pertença do Estado e que custam balúrdios ao povo portugueses já deviam:
A) Ter sido dadas
b) ter sido privatizadas
C) Ter sido encerradas.
Posto isto não se compreende o burburinho que funcionários do Estado levantam por uma crónica que não agradou ao patrão ter originado a suspensão/corte/destruição/aniquilamento da mesma e de tabela de quem a fez.
Acaso, por exemplo, na TSF os jornalistas são livres de criticar quem quer que seja incluindo o dono da estação?
Como aviso final, só ouço no carro a RFM que é aquela onde se fala menos.
Obrigado.
A minha argumentação desenvolvia-se em dois pontos:
Primeiro, a necessidade de haver um serviço público que emprega centenas de pessoas e que fazendo exactamente o mesmo que outras empresas privadas fazem, custam balúrdios aos tugas.
Não vejo que haja alguém (excepto os próprios)que de coração limpo venha dizer que morre se a RDP deixar de existir.
Ora como serviço público tem que ter uma orientação igual à do patrão, quem não quer seguir as regras pega nas malinhas e vai para os privados ou então quando houver eleições castiga o patrão com o seu voto..
Segundo quando algum dos senhores que aqui se escandaliza sobre o que eu penso de empresas e do patronato tiver a sua própria empresa e achar natural que um empregado vá para o café, para o refeitório ou para os jornais falara mal dele ou da orientação que o mesmo lhe dá, faça o favor de me convidar para o visitar.
Há um filme muito interessante chamado em português "As virgens suicidas".
O que eu aqui mais vejo é virgens ofendidas.
Melhores cumprimentos.
Fado:
Não há almoços grátis.
Nos «media» públicos pagamos directamente dos impostos (quem os paga, há muito safado que foge aos impostos e depois vem apregoar que lhe andam a gastar o seu dinheiro mal gasto).
Nos «media» privados pagamos indirectamente no preço dos produtos que compramos no senhor Belmiro (ou a outros) ou nas outras empresas que anunciam nesses «media» e imputam os custos nos preços dos produtos que nos vendem.
Só não percebe isto quem é tolo, anda distraído ou acredita em contos de fadas.
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