Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
por Sérgio Lavos

 

Alguém sabe se a censura a Pedro Rosa Mendes está a ser noticiada nos canais televisivos, sejam eles privados ou públicos?

 

O silêncio e o assobio para o lado reinam para as bandas dos indignados com a "asfixia democrática" socratista. Nem o Crespo porta-voz do Governo, nem os monárquicos Vaders. Bem podemos esperar por uma manifestação em frente à assembleia. Sentados, como os assessores do Relvas que denunciam crónicas de jornalistas e produzem comunicados para abafar a censura. No pasa nada.

 

Adenda: a última crónica de Raquel Freire, uma das cronistas do programa, a quem estão a ser dirigidos os mais soezes ataques de carácter, o habitual argumento dos fracos.

 


por Sérgio Lavos
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41 comentários:
LAM
Sobre Pedro Rosa Mendes vi a notícia há pouco na sic-n. Segundo o responsável da Antena1, o fim do programa já estaria previsto há 2 meses.

Claro que agora podem alegar que já estava previsto há 2 anos até. Muito estranho é os que o faziam não saberem de nada até à data e, pelos vistos, tempo não faltou para isso lhes ser comunicado.

deixado a 24/1/12 às 23:05
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Ricardo
Se na semana anterior o Pedro Rosas Mendes tivesse feito um programa elogioso sobre a Pera Rocha, agora os adeptos da teoria da conspiração estariam a dizer que ele tinha sido despedido por pressões do lobby da maçã Bravo...


Não tenho a menor simpatia sobre o corrupto e ditatorial governo angolano.  Mas quem governa Portugal são os Portugueses e o Governo Português tem certamente mais que fazer do que andar a ouvir e silenciar programas de rádio com audiencias de 0.01%.

deixado a 26/1/12 às 07:41
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José Peralta
Acabo de vêr na SIC Notícias, uma entrevista a Pedro Rosa Mendes, sobre a censura de que foi vítima.

E antes, Helena Roseta, no Frente a Frente, falou enérgicamente sobre este acto repelente de censura !

Era bom que se soubesse ( e estas "coisas" hão-de saber-se !) se não haverá aqui a mão do ministro da propaganda, o Relvas...
 
(...Para não lhe chamar "joseph"...)

deixado a 24/1/12 às 23:06
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A primeira coisa que há a dizer é que estas estações pertença do Estado e que custam balúrdios ao povo portugueses já deviam:

A) Ter sido dadas

b) ter sido privatizadas

C) Ter sido encerradas.

 

Posto isto não se compreende o burburinho que funcionários do Estado levantam por uma crónica que não agradou ao patrão ter originado a suspensão/corte/destruição/aniquilamento da mesma e de tabela de quem a fez.

Acaso, por exemplo, na TSF os jornalistas são livres de criticar quem quer que seja incluindo o dono da estação?

Como aviso final, só ouço no carro a RFM que é aquela onde se fala menos.
Gosto de música, para paleio fácil vou ao café.

deixado a 24/1/12 às 23:08
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AML
Sendo um serviço público, penso que é assim que chama, aquilo em parte também é meu, se há censura terei com certeza uma palavra a dizer, seja a esquerda, a direita, em cima ou em baixo.
A RDP não é a TSF nem a RR ou a RFM.
Na minha opinião é gravíssimo.


Obrigado.

A minha argumentação desenvolvia-se em dois pontos:

Primeiro, a necessidade de haver um serviço público que emprega centenas de pessoas e que fazendo  exactamente o mesmo que outras empresas privadas fazem, custam balúrdios aos tugas.

Não vejo que haja alguém (excepto os próprios)que de coração limpo venha dizer que morre se a RDP deixar de existir.

Ora como serviço público tem que ter uma orientação igual à do patrão, quem não quer seguir as regras pega nas malinhas e vai para os privados ou então quando houver eleições castiga o patrão com o seu voto..

 

Segundo quando algum dos senhores que aqui se escandaliza sobre o que eu penso de empresas e do patronato tiver a sua própria empresa e achar natural que um empregado vá para o café, para o refeitório ou para os jornais falara mal dele ou da orientação que o mesmo lhe dá, faça o favor de me convidar para o visitar.

 

Há um filme muito interessante chamado em português "As virgens suicidas".

O que eu aqui mais vejo é virgens ofendidas.

 

Melhores cumprimentos.


deixado a 25/1/12 às 12:58
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joaquim azevedo
" Acaso, por exemplo, na TSF os jornalistas são livres de criticar quem quer que seja incluindo o dono da estação?" Fado citado.
Esta frase demonstra bem o seu pensamento fascistóide, Fado. Os jornalistas não podem ser livres, os trabalhadores não podem criticar "O DONO". 
Vá cantar esse fado para o Irão, if you please.


deixado a 25/1/12 às 02:35
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antónio pedro pereira
Fado:
Nos países comunistas, o senhor critica o controlo da informação pelo Estado, coisa horrível.
Nas democracias ocidentais os patrões é que mandam.
Liberdade de expressão (com responsabilidade, como é evidente), estatutos editoriais, etc. nada disso conta.
Dois pesos duas medida... à Fado Alexandrino.
Opinião «5 estrelas»... de lata.




deixado a 25/1/12 às 09:55
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berto
Fado,
Enquanto não forem privatizadas/dadas/encerradas, as estações são públicas, ou seja, dos portugueses que as sustentam, minhas e suas. Portanto como proprietário exijo rigor, independência e liberdade de opinião. Não votei nas alimárias que estão no governo, mas houve quem votasse e esses deviam ser os primeiros a exigir o fundamental: liberdade de opinião.
Ponto final.


O "dono" da Antena 1 é o estado português, não é o governo...

deixado a 25/1/12 às 11:15
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O senhor não votou nas "alimárias" e infelizmente apostou no cavalo errado.
Mas olhe que também nao votou em quem manda ali.
Acaso já lhe passou pela cabeça que não tem poder para não gostando de um locutor copnseguir que ele deixe de lhe entrar casa adentro mesmo pagando-lhe parte do ordenado?
E isso o senhor pode conseguir se da próxima vez votar na "alimária" certa.
Boa sorte.


berto
Se apostei ou não no cavalo errado isso é matéria que à minha consciência diz respeito, tal como a aposta que fez apenas diz à sua. 
Se não gosto do que ouço ou vejo em orgãos de comunicação públicos desligo ou mudo de estação. Ninguém me obriga a ouvir ou a ver o que não gosto ou o que não concordo. 
Enquanto a TV e a Rádio forem do Estado(obrigado ao Exilado) devem ser independentes, abertas à livre opinião, quer eu, você ou o Miguel Relvas não gostem. 

deixado a 25/1/12 às 13:52
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AML
Liberdade de expressão, por isso é que aceito que o locutor entre casa adentro, não aceito é que censurem essa liberdade de expressão.


Muito obrigado meus senhores.
Não se esqueçam, nunca, de um facto importante.
Numas estão a pagar.
Noutras não.
E na realidade mandam o mesmo em ambas.
Sendo assim prefiro poupar dinheiro.
Os senhores não?


AML
Isso é conversa de quem só pensa em dinheiro (aparentemente), eu aqui queixo-me é que haja censura e isso é gravíssimo, demonstra mais uma vez quem é que está lá atualmente, vamos ver é por quanto tempo.


Não é só pensar em dinheiro, é pensar em dinheiro espatifado e deitado à rua.
Volto a repetir-me a RTP/EDP já deviam ter sido extintas/dadas/privatizadas para se poupar mais de UM MILHÃO de euros dia.

Claro que para alguns bonzos que vivem apenas de subsídios do Estado e ocasionais participações em outras empresas do mesmo Estado isto seria o caos.
Temos pena.

Quanto à grande cineasta amordaçada pelo tenebroso governo quem melhor do que

http://vaievem.wordpress.com/2012/01/25/sobre-o-fim-do-programa-da-antena-1-varias-coisas/ (http://vaievem.wordpress.com/2012/01/25/sobre-o-fim-do-programa-da-antena-1-varias-coisas/)

para falar dela.

deixado a 26/1/12 às 09:36
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antónio pedro pereira

Fado:

Não há almoços grátis.

Nos «media» públicos pagamos directamente dos impostos (quem os paga, há muito safado que foge aos impostos e depois vem apregoar que lhe andam a gastar o seu dinheiro mal gasto).

 

Nos «media» privados pagamos indirectamente no preço dos produtos que compramos no senhor Belmiro (ou a outros) ou nas outras empresas que anunciam nesses «media» e imputam os custos nos preços dos produtos que nos vendem.

 

Só não percebe isto quem é tolo, anda distraído ou acredita em contos de fadas.


deixado a 25/1/12 às 23:30
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Apophis
Mesmo que as crónicas até fossem um conjunto de alarvidades, uma coisa ninguém tira a razão à Raquel Freire: a democracia representativa não representa ninguém. Portugal é uma oligarquia, onde quem manda é a mesma meia-dúzia de pessoas desde sempre. São os Espírito Santo, os Mellos, os Vasconcellos. Se ela apela a que os portugueses contrariem esse estado de coisas, está somente a reflectir o que pensa a sociedade que não faz parte dessa meia-dúzia. Pessoas que não sabem o que é a cidadania, porque o cavaquismo e o guterrismo nunca lhes ensinou o que era, e que só as ensinou a serem consumidoras. Agora que pretendem ser cidadãs, sentem-se impotentes e pelo menos uma voz gostariam de ter. O pensamento é uma coisa que é de todos, a não ser, claro, no 1984 do Orwell. O pensamento público deve ser expresso em canais públicos, do Estado, mas de certeza que o ministro Relvas já deve ter encontrado uma forma de o privatizar, tal como manda a troika.

Em relação ao Pedro Rosa Mendes, é bastante óbvio que ele não gosta muito de Angola, mas nada do que ele diz na crónica é falso, e isso é que deve orientar a acção jornalística. Um bom patrão sabe ouvir as críticas e mudar de atitude, se assim o entender, enquanto que um tirano limita-se a suprimir o incómodo insolente, como foi o caso. Mesmo que até tenha sido o jornalista a provocar, isso não tira a razão ao meu argumento.

deixado a 26/1/12 às 19:01
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LAM
Ler aqui no "imprensa falsa":


http://imprensafalsa.com/343860.html

deixado a 24/1/12 às 23:09
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Ainda a procissão vai no adro


 

deixado a 24/1/12 às 23:38
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A Voz da raquel era das mais incómodas e também ela é um dos principais alvos a abater. O ministro Relvas tem que ser chamado ao parlamento e ser exigida a sua demissão. Vá para Angola senhor Ministro.

deixado a 25/1/12 às 00:06
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Anónimo
Li o livro de Pedro Rosa Mendes há uns anos e descobri um facto curioso: tinha ficado hospedado, aquando do seu périplo por terras do sul angolano, em casa de familiares meus. Tendo-me chegado aos ouvidos que esses meus familiares não tinham lido ainda o livro de Mendes, fi-lo chegar-lhes às mãos. Posteriormente, perguntei-lhes a opinião acerca da prosa. Resposta curta e dura: "Esse senhor não gosta de Angola". Reli o livro e  tive de concordar. O autor passeou-se por Angola com o seu olhar de europeu pós-moderno, autopsiando a desgraça sem tentar encontrar-lhe a génese, canibalizando vidas e percursos sem o mínimo esforço de empaticamente perceber o outro. Não o digo com alegria, pois se, quanto a mim, o autor falhou no conteúdo, na forma encontrou a medida certa. É (foi) pena.
 Quanto ao assunto em questão, não passa de mais uma cretinice sem nome deste genial governo: faz algo a pensar que agrada a terceiros, quando esses terceiros só vêem no acto cometido aquilo que há para ver- um rafeiro sem eira nem beira que abana a cauda cuidando agradar a alguém que toma por seu dono, mas que gosta é de gatos. Isso é verdade para Angola tal com o é para a Alemanha.

deixado a 25/1/12 às 01:22
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JgMenos
A conversa desta Raquel Freire vem dar justeza a esta extinção.
Cabe ao jornalista ser um 'reprodutor' de chavões, que são uma das modas políticas em voga, como produto de pensamento próprio?
Porque não poupar o ordenado dela e oferecer tempo de antena aos partidos politicos?
Já não assim quanto à crónica do Pedro Rosa Mendes sobre a RTP em Angola. O que ele diz é jornalismo e crítica de boa qualidade.

 

deixado a 25/1/12 às 02:31
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corvo
Temos em versão melhorada,  a central de CONTRA-INFORMAÇÂO que o governo Durão Barroso tentou criar,  e que o então Presidente da Republica Jorge Sampaio impediu.


Mas estes actos de censura sucedem-se , e não é só na RDP, é na RTP, na SIC na TVI, e até nos varios jornais, a forma como se tentam  calar  as vozes que não alinham na propaganda deste governo,  chega a ser escandalosa,

deixado a 25/1/12 às 09:53
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Anónimo
O silêncio e o assobio para o lado reinam para as bandas dos indignados com a "asfixia democrática" socratista. Nem o Crespo porta-voz do Governo, nem os monárquicos Vaders

Porque "no te callas" ? indignado Sergio...


 

deixado a 25/1/12 às 10:21
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