Esta notícia, "soprada" pelos assessores e arregimentados do Presidente Cavaco ao Público e ao Expresso, parece ser um golpe decisivo na deriva ensandecida de Gaspar, Coelho e C.ª. Parece. Na realidade, não é. É apenas a forma que o staff presidencial encontrou para permitir que Cavaco possa novamente sair à rua sem que seja assobiado. Não há melhor lixívia para a imagem do que um ataque ao "ultraliberalismo" do Governo. Jogada demasiado previsível dos spin doctors de Belém. Brincadeira de crianças. O país é outra coisa; e dará a sua resposta nos próximos meses: a eleição de Arménio Carlos para líder da CGTP é o próximo passo nesse sentido.
Conforme já adiantei noutro post anterior, onde muitos se riram, o Espesso é um jornal socialista onde como num circo é preciso ter alguns palhaços de serviço para dar a ideia de que se tem uma diversidade de atracções.
Os nomes dos vários artistas são por demais conhecidos e alguns como trapezistas de alta gabarito fazem números de arrepiar.
Está explicada a "notícia".
Mas Sérgio Lavos está salivando (é uma imagem poética) com a chegada do funcionário do PCP para dirigir a CGTP e valha a verdade que pelo menos de uma vez por todas a cortina diáfana foi deitada fora.
A CGTP é o PCP na rua.
Isto é muito preocupante para quem tem memória e se recorda do PREC.
Este funcionário do PCP na ideia de Sérgio Lavos vai fazer com a CGTP um Maio de 68 sem estudantes.
E à vigésima montra partida o BE soberbamente ignorado por inexistente julgará que chegou a sua hora.
Há imensos filmes sobre este tema.
Os remakes nunca são tão bons como o original.
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