Ao contrário da clubite que demarcou as reacções aos alegados insultos de Javi Garcia em Braga, levando muito benfiquistas a optar pela minimização leviana do caso - logo subsumindo a consciência sócio-histórica ao tesão competitivo -, não contem comigo para a arte da complacência. Ontem, durante o FC Porto-Manchester City também eu me apercebi dos insultos racistas vindos do público: o Porto deve ser duramente castigado.
O Racista do Javi Garcia no meio de um escaldante Derbie, até tem descernimento para levar a mão à boca para chamar preto ao outro, não fosse a UEFA puni-lo"
É doentio. Nada que o Pinto da Costa não tenha já semeado.
E depois o Alan...já reparaste que o FCPorto está sempre metido?
Imagino o que os Pretos do Campeonato não têm o que dizer do Racista Javi.
O diretor de comunicação do FC Porto, Rui Cerqueira, negou esta sexta-feira que os adeptos do clube português tenham proferido quaisquer insultos racistas durante o jogo com o Manchester City. O dirigente portista argumentou ainda que os cânticos de incentivo a Hulk podem ter sido mal interpretados pelos jogadores ingleses.
«O que podemos dizer é que não se passou nada de anormal e ninguém reparou em nada estranho, nem os delegados da UEFA que falaram connosco durante o jogo», afirmou Rui Cerqueira à Reuters.
A imprensa inglesa revelou esta sexta-feira que o Manchester City apresentou queixa à UEFA, alegando que Balotelli e Yaya Toure teriam sido alvo de insultados racistas com «imitações de macacos».
Rui Cerqueira considerou que «Hulk, Hulk, Hulk…», ou mesmo «Kun, Kun, Kun…» (em referência a Kun Agüero, avançado do City), «podem ser facilmente confundidos com cânticos racistas».
Lourenço (Cordeiro), fazes equivaler coisas que são muito diferentes nenhum jogador tapa a boca para chamar filho da puta a outro, acontece mil vezes num jogo. Isso acontece porque a carga de insulto de “filha da puta” se apaga com a inverosimilhança da acusação. Ninguém está a chamar pura à mãe de ninguém como forma de o diminuir pela ancestralidade vergonhosa. Mas é plausível que alguém tende diminuir uma pessoa negra capitalizando a carga simbólica e o poder amesquinhante de uma longuíssima história de racismo, colonialismo, escravatura, genocídio e discriminação em nome da cor da pele. Portanto, não é tudo igualmente insultuoso nem igualmente trivializável em função do contexto histórico e cultural ou pessoal (no limite, alguém que consabidamente tivesse uma mãe prostituta estaria a ser violentamente insultado com o “filho da puta”, o assim o insultador deliberadamente tirasse proveito desse capital de amesquinhamento)
abraço
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