"Representantes da comunidade educativa unidos contra Crato. (...)
De hora a hora a hora um funcionário aparecia para chamar ora os representantes dos directores, ora os dos pais, ora os dos professores – e todos responderam o mesmo, que tinham pedido uma reunião em conjunto e que apenas subiriam se fossem recebidos em conjunto”, relatou Manuel Pereira, dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). Ao PÚBLICO, escusou-se a classificar a atitude de Nuno Crato, dizendo que “as atitudes ficam com quem as pratica”. Mas lamentou que o ministro “tenha perdido uma oportunidade única de perceber as preocupações que são transversais a toda a comunidade educativa”."
Um ministro que não quer ouvir os agentes da área sobre a qual legisla, que talvez preferisse dividir para reinar, governar sozinho. Um ministro de outro tempo, tão retrógado como haver exames nacionais na 4.ª classe. Bate certo.
O melhor rácio de alunos por professor dos mais de 30 países analisados num relatório dOCDE) pertence a Portugal.
No Ensino Secundário, temos um professor por cada oito alunos inscritos, enquanto que os Estados Unidos da América têm um docente por cada 16 alunos, a Alemanha um por cada 15 e a França um por cada 12. O México é o país com o pior desempenho com perto de 30 alunos por cada professor a tempo inteiro.
No Ensino Básico, Portugal ocupa o segundo lugar com um professor para cada 11 alunos, apenas superado pela Hungria com um para 10. No que diz respeito à pré-primária, estamos no meio da tabela com 15 alunos por professor e nas universidades públicas portuguesas existe um docente para cada 13 alunos, um dos melhores desempenhos do estudo.
Apesar de o número de professores não se reflectir nas turmas, reflecte-se bem nos gastos totais. Portugal é o país que gasta a maior percentagem do orçamento dedicado à Educação com o pessoal, um pouco mais de 95%, sendo que 85% dos gastos no Básico e 81% no Secundário são exclusivamente com professores. A título de exemplo, diga-se que a Finlândia apenas gasta 65% do seu orçamento com o pessoal, alocando os restantes recursos financeiros para a investigação e serviços de apoio como materiais, alimentação, alojamento ou transporte.
A diretora da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da Universidade Lusófona, Ângela Montalvão Machado, colocou o seu lugar à disposição dos responsáveis da Universidade Lusófona, na sequência do caso Miguel Relvas.
Também os outros elementos da direcção da Faculdade (Pereira Marques e Medeiros Ferreira) decidiram, em solidariedade, colocar os seus lugares à disposição.
O que é curioso são os apelidos dinasticos que equitativamente e quase por representatividade parlamentar ocupam estes lugares.
Sinceramente gostava de ouvir sobre isto os deputados que dão aulas nesta universidade. Não se pode falar e condenar as PPP's (a maior das partes das vezes erroneamente) e depois ser o vivo exemplo daquilo que se condena.
Mas aqui o problema seria encontrar um jornalista que fizesse essa pergunta quando esses deputados perorassem sobre qualquer outro nobre assunto da nação ou mesmo num debate sobre educação.
-Olhe já agora, o senhor dá aulas na Lusofona não dá? O que me diz sobre este caso? Já passou alguem assim tão rapidamente?
Corria o risco de rasgar o guião por que se rege a politica espectaculo do país transmitida religiosamente (mas tambem há guiões para não crentes) 365 dias por ano com subsidio de ferias e natal.
O jornalista tambem poderia depois ver quantos colegas seus dão aulas em universidades e dedicar-se
(já no desemprego) a coligir curiosidades sobre a vida académica portuguesa que depois publicaria num livro de capa dura e anti-inflamavel numa qualquer editora espanhola e/ou inglesa.
O valor que o Estado gasta todos os anos com alguns professores para estes... não darem aulas. Ao todo, são 281 professores destacados nos sindicatos (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/dirigentes-sindicais-custam-9-milhoes), sendo que 125 estão a tempo inteiro. A vida assim é mais fácil.
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