Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
por Sérgio Lavos

O ano escolar ainda não começou, mas Nuno Crato já dá cartas na exemplificação dos valores que prometeu implementar antes de ser ministro:

Desemprego entre os professores subiu 151% só num ano.

 

Representantes da comunidade educativa unidos contra Crato.

 

Aplicação do MEC para concurso lança professores contratados "no desespero".

 

“Anomalia" obriga a contactar professores contratados que já concorreram.

Valha-nos o ensino privado, universidades prestigiantes como a Lusófona ou estabelecimentos exigentes como os colégios que conseguem ter as melhores classificações nos rankings anuais, exemplos de empreendedorismo, competência e rigor a toda a prova.


por Sérgio Lavos
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23 comentários:
JgMenos
Mais uma salsada comentarista.
Excelente contributo para aumentar a nebuloso que anuncia novos D. Sebastiões.
Tudo como dantes é que era bom!

deixado a 25/7/12 às 13:19
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Observatório Da Esquerda Fracturante
Por falar em ensino privado....exactamente metade do actual governo é oriundo de universidades privadas. Há até um ministro licencidado, com magnificos 11 valores, por aquela que deve ter sido a privada com pior fama que já houve em Portugal (encerrada por decisão governamental).

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=54487

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/ministerio-alerta-que-universidade-internacional-nao-pode-iniciar-aulas-1403132?all=1

deixado a 25/7/12 às 13:27
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Sérgio não me leve ao desespero.
Não dê cabo da justa reputação que alcançou ao escrever sobre "a bola".
Nunca cite o Público.
Um jornal que tem como "jornalistas", São José Almeida e o "consultor" Vitor Malheiros deve ser tratado com pinças.
É mais fiável citar o "Avante".

deixado a 25/7/12 às 13:35
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O DRAMA DA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL
Fernando Cortes Leal




O miserabilismo que enforma o estado geral da educação em Portugal é suficientemente
esclarecedor para que a sua dramática realidade e as suas quase irreparáveis consequências sociais
possam continuar a ser levianamente subestimadas pelos sucessivos governos da nação.


De há muito que repetidamente se indaga o “porquê?” dos nossos acumulados défices educativos,
sem que, com tal obsessão diagnóstica, se tenha feito algo mais que não seja prolongar e arrastar até aos
dias de hoje essa inconsequente “idade dos porquês”.
Apesar de o Estado providencial se fragilizar a cada dia que passa, devido, sobretudo, à
comprovada insustentabilidade económica e financeira necessária à provisão das suas tradicionais políticas
públicas proteccionistas, em matéria educativa não apenas se insiste em desprezar a dimensão orçamental
e o consequente impacto político e social dos insuportáveis custos com ela dispendidos, como, pior ainda,
teima-se em sonegar os sofríveis resultados por ela obtidos.


A verdade, porém, é que a educação nacional configura-se cada vez mais como um colossal mas
estéril monstro politicamente desgovernado, administrativamente incontrolável e financeiramente insaciável.
A imensidão de debilidades acumuladas pelo sistema educativo português desenha um estado de
desgraça que começa no arcaico e amador modelo de gestão das escolas, passeia-se na ineficiência dos
redundantes e labirínticos níveis hierárquicos dos serviços centrais e regionais do Ministério da Educação,
continua no generalizado subaproveitamento dos recursos humanos e no gigantesco desperdício de
recursos financeiros, para, entre outras perversidades mais, se apresentar como inveterado militante da
manutenção das rotinas e por isso cronicamente avesso à mudança, à inovação e à satisfação das reais e
prioritárias necessidades de desenvolvimento social e económico do país.


Com efeito, as teorias pedagógicas facilitistas que ainda povoam a cultura e o imaginário escolar, e
que se fazem corresponder a uma visão romântica de sociedade que a falência do Estado providência
provou ser perversa para o desenvolvimento pessoal e social dos nossos alunos, transmitem a ideia errada
de que a vida fora da escola é tão fácil quanto o é no interior dos seus portões, onde graça a ausência de
disciplina, rigor e responsabilidade.


<continua>

deixado a 25/7/12 às 14:21
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Gastamos com a educação mais do que a média dos países da OCDE e mais do que a União
Europeia.


Um rápido e sumário relance pelos dados estatísticos disponíveis, permite-nos traçar os contornos do
quadro negro em que se encontra a educação em Portugal:
• Mais de 2,5 milhões de portugueses não possuem a escolaridade mínima obrigatória;
• Apenas 20% da nossa população possui o 12º ano, quando a média da OCDE é de 65%;
• 67% dos cidadãos nacionais não tem mais de seis anos de escolaridade e somente 9% possui
educação de nível superior contra a média de 24% verificada na OCDE;
• Perdemos, por abandono escolar, cerca de 45% dos alunos até ao 12º ano,
incomparavelmente o número mais elevado de toda a Europa;
• Apesar de enganadoramente possuirmos na actualidade taxas de escolarização próximas das
da União Europeia, não podemos escamotear que tal facto decorre sobretudo do excessivo
peso do número de alunos repetentes que se encontram no sistema;
• Detemos, em plena sociedade do conhecimento, uma vergonhosa percentagem de adultos no
activo que não tem acesso à formação profissional (só 3% da população activa frequenta
acções de formação contínua com uma duração de pelo menos 6 horas mensais).


Face ao confrangedor panorama aqui lacunarmente retratado, importará desmistificar as causas
que alegadamente se dizem estar na sua origem. De entre os argumentos mais invocados para
supostamente justificar o défice educativo nacional, avultam o do alegado número excessivo de alunos por
turma e o da desmotivação profissional dos docentes devido a um hipotético baixo nível de compensações
remuneratórias. Os factos, contudo, provam a falsidade de ambos os argumentos:
• Relativamente ao número de alunos por turma nas escolas portuguesas, verifica-se que, em
termos comparativos, detemos o ratio alunos/professor mais baixo da União Europeia, 
ocupando, relativamente à OCDE, o 5º lugar na relação professor/aluno no ensino básico (1
professor para 12 alunos) e o 15º lugar no ensino secundário;
• No que se refere ao nível de remunerações auferido pelos docentes, verificamos que os
professores do ensino básico português são dos mais bem pagos de toda a União Europeia, e
que a generalidade dos docentes dos diferentes níveis e graus de ensino situa-se no patamar
médio alto das retribuições salariais praticadas na Europa. Acresce, ainda neste capítulo, que
ao contrário dos nossos parceiros europeus, a progressão na carreira remuneratória por parte
dos docentes portugueses não se encontra vinculada a qualquer cláusula de produtividade,
nem existe no panorama nacional mecanismos de discriminação positiva diferenciadores do
bom e do mau desempenho docente, o que, como é sabido, faz com que as más práticas
tendam a massificar-se contagiosamente, conduzindo à anemia dos processos de organização
do ensino e da aprendizagem e à diminuição global dos índices de produtividade profissional e
organizacional.

deixado a 25/7/12 às 14:23
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O genérico cenário da educação portuguesa aqui traçado, enfatiza com acentuada acuidade a
exigência de racionalidade no gasto público com a educação. Aos políticos incumbe, com carácter de
urgência, perceber que se ao volume da despesa pública realizado em Portugal com a educação não se
fazem obter e corresponder os resultados proporcionais que seriam razoavelmente de esperar, torna-se
então necessário que com igual ou até com menor volume de investimento se reequacionem prioridades
educativas e se refaçam os modelos sistémicos de organização e de administração educacional, a começar,
ao nível local, pela necessária profissionalização da gestão das escolas.
A profissionalização da gestão escolar, impõe-se como condição basilar de eficácia mínima
garantida não apenas para promover a requalificação organizacional das escolas, mas sobretudo para
assegurar o êxito e a sustentabilidade da necessária descentralização administrativa, pedagógica e
financeira e da consequente responsável assunção da sua autonomia institucional.
A reforma educativa que se impõe incide não apenas na profunda e absolutamente necessária
revisão dos currículos da educação básica e do ensino secundário, mas também no de toda a organização
e gestão do sistema. Reforma não somente no seu modo de organização administrativa e pedagógica, mas
também nos seus modelos de provisão social, os quais se deverão flexibilizar no sentido de promover a livre
emergência da oferta educativa por outros sectores da sociedade (particularmente pelo privado) que
possam não somente aliviar o Estado na sua cada vez mais insustentável condição de provedor único, mas
também de, através dessa via, por uma lado dilatar a liberdade de escolha dos cidadãos e, por outro, de
elevar competitivamente o nível geral da qualidade da educação em Portugal.

deixado a 25/7/12 às 14:23
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António Pedro Pereira
António Correia:
Quando vamos ao pronto a vestir e compramos o que está na moda, só porque está na moda, arriscamos fazer uma triste figura.
O meu caro não caia nessa, olhe com um pouco mais de profundidade temporal para a Educação e tome-a como um caleidoscópio, com muitas faces.
Mas aviso-o já que dá trabalho fazer isso.
Depois vá para a praça pública a barafuste à vontade, e aos gritos.
Razões para gritar contra o Estado das coisas não faltam.
Mas nem todos podem gritar, só os que o podem fazer com a sua própria garganta, senão arriscam-se a ser ridículos.


Eu dizia-te onde é que metias o caleidoscopio, dizia !!


António Pedro Pereira
António Correia:
Com este tipo de argumentos não precisa dizer mais nada.
Daí o plágio que usou.
Mas para «copy paste» ainda chega, não é?

Para mais é que já não dá.


P. S. Será que sabe o que é um caleidoscópio?
Muito menos o uso metafórico da palavra.
E uma metáfora, sabe o que é e quando se usa?


Há um ditado que diz: «Deitar pérolas a porcos» e outro «Dar pão-de-ló a burros».

deixado a 25/7/12 às 19:20
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adsl
Se todas as privadas forem como os exemplos da Lusofona, moderna, internacional etc...estamos conversados.
Tem piada que tenha completamente ignorado um estudo recente onde se demonstra o quão beneficiados têm sido, e sempre foram, os alunos do privado ( colégios e afins), com notas inflacionadas, corrupção de arraia miuda a rodos e professores mais ou menos mediocres.
Essa sua ideia de um ensino privado de elite e qualidade há muito que desapareceu. Têm também piada , desapareceu em virtude da gula que lhe deu origem : o dinheiro , única e exclusivamente o dinheiro. Como se diz por ai e está na moda, que se lixem os alunos.
Por ultimo, prefiro uma educação publica com problemas que nenhuma educação por não ter dinheiro para a pagar. Para além de uma insensibilidade nojenta que denota quem defende que a educação não é para todos, no fundo no fundo o que se quer é um manancial de força de trabalho barata, obediente e que pense muito pouco pela sua cabeça.Se for crédula e temente a deus é a cereja no bolo!

deixado a 29/7/12 às 00:21
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Rui F
As politicas de educação têm sido uma merda mas a FENPROF e o Mário Nogueira apenas têm contribuido para jogar ainda mais areia no sistema.

Andam nesta guerrilha há quanto tempo com todos os ministros de todos os governos?

deixado a 25/7/12 às 15:14
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Pão Metálico
Estranho...

O comentador manda uma bujarda (propositadamente com »u«) destas (carregadinha de verdade, nmmo) e ninguém diz nada?

Políticas de educação de merda e guerrilhas recorrentes de merda com a merda da Fenprof.

Quem se lixa? Todos nós, com os alunos e os professores à cabeça.
E ainda houve alguém que me zurziu por ter afirmado que nos estamos a tornar um país de burros-filhos-de-burros.


Rui F
lol

Não interessa.

deixado a 25/7/12 às 20:55
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David Fernandes
Então?!? Decretou-se há muitos anos a abolição da burrice; deixou de ser possível a existência de burros.

deixado a 26/7/12 às 14:17
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Alexandre Carvalho da Silveira
Sergio Lavos, se continua a ler o Publico com tanta devoção, e pior, a acreditar em tudo o que lá vem escrito, ainda lhe nasce uma verruga no cerebro.
O que eu gostei mais destes titulos, foi a alusão à "comunidade educativa", com cabeças de cartaz como o Nogueira e o Albino. Comunidade? bem, é verdade que a PIDE dizia que duas pessoas  a conversar na rua, constituiam um "ajuntamento". 
Esta "comunidade educativa" deve ser assim uma especie de "ajuntamento".

deixado a 25/7/12 às 16:00
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Maria S. abrantes
Quando vejo estes posts,não posso deixar de recordar maria de lurdes rodrigues, e quem lá pos estes cratos.

deixado a 25/7/12 às 17:47
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tem saudades da maravilhosas obras que fez a Marilu ?


José Erre Ponto
Não andou por aqui a elogiar a Milú? Huummm! Parece-me que sim. Depois dela elogiar a "festa" rija e farta dos gastos públicos já tem vergonha de a ter apoiado?


eu ? Apoiar a milu ?


só se estava muito bebado e n me lembro !

deixado a 25/7/12 às 22:31
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Diz Arménio Carlos que Passos Coelho se está a lixar para o povo e na realidade, o Passos diz que se lixe a democracia e que viva a austeridade; claro que a mãe Natureza responde severamente:
PANOS PRETOS

Acenando panos pretos

ai dizendo vamos à luta

contra certos decretos

do Crato “filho da puta”

-

o erro de programação

prejudica os professores

não fazem sua inscrição

e que tristeza senhores!

-

Diz o Arménio da CGTP

o Passos está-se a lixar

ai para mim e para você

para quem quer ensinar?

-

e vaiado em Cantanhede

pela população furiosa

pelo céu a matar a sede

com granizo em Sabrosa!

-

granizo em forma d'ovo

como Sodoma, Gomorra

manda Javé a este novo

a desgovernar esta porra!

-

lá se foram umas vinhas

e uns vidros dos carros

e até se foram as pinhas

de pinheiros e chaparros

-

e tendo um horário zero

muito professor do quadro

enfrentam um Crato fero

na Assembleia lá no adro!

-

um professor contratado

não terá mais colocação

só se ele for indigitado

p'ra vigiar mata de Verão?

-

e certo Nogueira apupa

o Passos pelo trabalho

e este utilizando a lupa

não vê carta de baralho?

-

e não vê sequer um às

e não vê sequer um rei

p'ra dama não é capaz

de fazer uma certa lei?

-

que se lixe democracia

que quero é austeridade

diz Passos com ousadia

a tramar esta sociedade!

-

nosso ministro d'Estado

homem de finos gostos

ai diz estar já saturado

do aumento d'impostos!

-

o meu viva para Portas

portas não abre Passos

decreta a horas mortas

seus furos com abraços!?

-

espaços para os amigos

qual Sócrates ele é igual

os panos negros antigos

acenam já o seu funeral!

-

Eugénio dos Santos








deixado a 26/7/12 às 11:57
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