Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
por Sérgio Lavos

O ano escolar ainda não começou, mas Nuno Crato já dá cartas na exemplificação dos valores que prometeu implementar antes de ser ministro:

Desemprego entre os professores subiu 151% só num ano.

 

Representantes da comunidade educativa unidos contra Crato.

 

Aplicação do MEC para concurso lança professores contratados "no desespero".

 

“Anomalia" obriga a contactar professores contratados que já concorreram.

Valha-nos o ensino privado, universidades prestigiantes como a Lusófona ou estabelecimentos exigentes como os colégios que conseguem ter as melhores classificações nos rankings anuais, exemplos de empreendedorismo, competência e rigor a toda a prova.


por Sérgio Lavos
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O DRAMA DA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL
Fernando Cortes Leal




O miserabilismo que enforma o estado geral da educação em Portugal é suficientemente
esclarecedor para que a sua dramática realidade e as suas quase irreparáveis consequências sociais
possam continuar a ser levianamente subestimadas pelos sucessivos governos da nação.


De há muito que repetidamente se indaga o “porquê?” dos nossos acumulados défices educativos,
sem que, com tal obsessão diagnóstica, se tenha feito algo mais que não seja prolongar e arrastar até aos
dias de hoje essa inconsequente “idade dos porquês”.
Apesar de o Estado providencial se fragilizar a cada dia que passa, devido, sobretudo, à
comprovada insustentabilidade económica e financeira necessária à provisão das suas tradicionais políticas
públicas proteccionistas, em matéria educativa não apenas se insiste em desprezar a dimensão orçamental
e o consequente impacto político e social dos insuportáveis custos com ela dispendidos, como, pior ainda,
teima-se em sonegar os sofríveis resultados por ela obtidos.


A verdade, porém, é que a educação nacional configura-se cada vez mais como um colossal mas
estéril monstro politicamente desgovernado, administrativamente incontrolável e financeiramente insaciável.
A imensidão de debilidades acumuladas pelo sistema educativo português desenha um estado de
desgraça que começa no arcaico e amador modelo de gestão das escolas, passeia-se na ineficiência dos
redundantes e labirínticos níveis hierárquicos dos serviços centrais e regionais do Ministério da Educação,
continua no generalizado subaproveitamento dos recursos humanos e no gigantesco desperdício de
recursos financeiros, para, entre outras perversidades mais, se apresentar como inveterado militante da
manutenção das rotinas e por isso cronicamente avesso à mudança, à inovação e à satisfação das reais e
prioritárias necessidades de desenvolvimento social e económico do país.


Com efeito, as teorias pedagógicas facilitistas que ainda povoam a cultura e o imaginário escolar, e
que se fazem corresponder a uma visão romântica de sociedade que a falência do Estado providência
provou ser perversa para o desenvolvimento pessoal e social dos nossos alunos, transmitem a ideia errada
de que a vida fora da escola é tão fácil quanto o é no interior dos seus portões, onde graça a ausência de
disciplina, rigor e responsabilidade.


<continua>

deixado a 25/7/12 às 14:21
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