Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por Miguel Cardina

O historiador Manuel Loff inicia hoje, no Público, uma série de artigos em que analisa criticamente a interpretação do Estado Novo feita por Rui Ramos, na História de Portugal que o Expresso está a oferecer aos seus leitores. A Joana Lopes já tinha disponibilizado o texto de Manuel Loff e eu copio o gesto. Vale a pena ler - e esperar pelos próximos capítulos:

 

UMA HISTÓRIA EM FASCÍCULOS... (I)

Por Manuel Loff

 

O Expresso está a oferecer gratuitamente aos seus leitores uma História de Portugal dividida em nove fascículos, apresentando-a como “um dos livros mais vendidos de sempre” entre os que se dedicaram à nossa história. O Expresso acha (eu não) que este é “hoje reconhecido como um dos melhores livros sobre a História de Portugal”, e terá querido disponibilizá-lo a dezenas de milhares de leitores para quem é apetecível uma síntese em 900 páginas da “história de um grande país”. 
O livro é coordenado por Rui Ramos (RR), um historiador especializado na Monarquia Constitucional e na I República portuguesas mas que se encarregou nesta obra de cobrir também o período entre 1926 e a atualidade. As épocas medieval e moderna estiveram a cargo de dois historiadores (Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro) cujo trabalho não comentarei. Dedicarei esta e a próxima crónicas especificamente ao trabalho de RR, que concebeu e coordenou a obra e disse há dois anos que ela pretendia ser meramente “uma porta de entrada na História”, e “aguçar o apetite do leitor”, descrito como “exigente” (Prólogo, p. II), e “fazer com que as pessoas queiram ir ler mais” (PÚBLICO, 31.5.2010). Esperemos que sim. 
RR não é um historiador qualquer; a sua visibilidade pública é ajudada, como em pouquíssimos casos, pelo seu acesso às tertúlias televisivas e à imprensa, onde se tem destacado como uma das penas mais sólidas da direita intelectual portuguesa, que reivindica “o prazer da provocação intelectual e reconhece um aguçado espírito de contradição, sobretudo quando o alvo é a esquerda” (Ler, janeiro 2010). Para percebermos o que RR entende por “provocação”, e em resposta a quem acha — como eu — que o seu trabalho é puro revisionismo historiográfico política e ideologicamente motivado, ele entende que “toda a História é revisionista” e nela “é necessário afirmar originalidade” (PÚBLICO, 31.5.2010). 
Centremo-nos hoje na narrativa que RR faz do papel de Salazar na história. Para ele, o Estado Novo era “um regime assente (…) no monopólio da atividade legal por uma organização cívica de apoio ao Governo”, e esta é a forma como ele classificará sempre o partido único da ditadura, com “a chefia pessoal do Estado” entregue a “um professor catedrático introvertido”, um homem “de outra espécie”, com “nada de uma personagem ditatorial” como a dos líderes da Europa fascista do tempo (pp. 627 e 638-39). Neste campo, a primeira das suas preocupações é a mais comum entre os historiadores da área de RR: desenhar um Salazar sensato e algo neurasténico, que não gostaria de uniformes (apesar da origem militar do regime e do seu caráter inevitavelmente policial e repressivo) e que nada teria a ver com Hitler, Mussolini ou Franco. O “pobre homem de Santa Comba”, como o ditador se definiu a si próprio, teria “para Portugal objetivos simples” pois propunha-se “fazer viver Portugal habitualmente” e “queria instituir uma “ditadura da inteligência” para “fazer baixar a febre política” no país e “reencontrar o equilíbrio” (p. 639). 
A segunda originalidade de RR decorre daqui e descola totalmente da realidade: oferecer-nos um Salazar liberal, por oposição aos republicanos de 1910 (um dos ódios de estimação de RR), que, praticamente totalitários, teriam estado empenhados em fazerem da sua “revolução” uma “transformação cultural violenta” feita por um “Estado sectário” (pp. 585-86)! Salazar, pelo contrário, queria “assentar o Estado, não na “abstração” de indivíduos desligados da sociedade e arrastados por ideias de transformação radical, mas no que chamou o “sentimento profundo da realidade objetiva da nação portuguesa””. Para RR, “a “missão” do líder” era a de “reconciliar os portugueses com essa “realidade”, e ao mesmo tempo ajudá-los a adotar modos de vida sustentáveis”. Em resumo, “o seu modelo implícito era o que no século XIX se atribuíra aos “ingleses”, prático, “pouco sentimental”: “Eu faço uma política e uma administração bastante à inglesa”” (pp. 639-40) — isto é, um Salazar primeiro-ministro da rainha Vitória... Se acompanharmos as suas crónicas no Expresso, a lição da História para a análise da crise atual parece evidente. Hoje, “a austeridade é, no fundo, a vida depois de desfeitas as últimas ilusões do passado” – exatamente como Salazar, que “tinha ambições, mas não ilusões” (RR, in Sábado, 14.1.2010), se havia empenhado em “reconciliar os portugueses com a realidade” e em “ajudá-los a adotar modos de vida sustentáveis”! E o que é que, na opinião, de RR foi insustentável no nosso passado recente? “Uma classe média de funcionários (…), uma economia de trabalhadores e empresários protegidos, e a estatização de grande parte dos serviços (educação, saúde) e da segurança social” (Expresso, 28.7.2012). 
RR leva à prática o que ele próprio estabeleceu como o fim “desta História de Portugal [o de] despertar a atenção para a importância da História como meio de dar profundidade à reflexão e ao debate público sobre o país.” Para ele, “a História (…) é uma maneira de pensar” (Prólogo, p. IV). Tem toda a razão. E a sua está bem à vista.

por Miguel Cardina
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144 comentários:
Portela Menos 1
no Blasfémias já está tudo nervoso!

deixado a 2/8/12 às 21:19
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«desenhar um Salazar sensato e algo neurasténico, que não gostaria de uniformes»


Caro Cardina,


Sinceramente, não percebo aquilo que o senhor ou Loff defendem.
Ao contrário de Mussolini, Hitler ou Franco não me lembro de ver Salazar de uniforme...
Os senhores viram-no fardado?
Não caiam no ridículo de criticar por criticar; um curso de História não é fácil de conseguir, provavelmente, a sorte foi minha que pude aprender com Jorge Borges de Macedo (vaias) mas, também, com José Manuel Tengarrinha ou António Borges Coelho (aplausos).
Tomem juízo e não tomem só como boa a "historiografia" sem espinhos mas com Rosas da Universidade da Avenida de Berna...

deixado a 2/8/12 às 21:25
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Historiador militar
Essa coisa de dizer que o Salazar nada tinha a ver com fardas é ignorância. Os militares trataram logo de militarizar o seu homem civil. Como? Fácil: um civil fica militar honorífico se for agraciado com a ordem militar da Torre Espada. E assim Salazar, em 1932, foi agraciado com a Grã- Cruz da ordem militar da Torre Espada. A Gãr-Cruz transforma um "Civil" em "General" em termos de Honras e continências militares. A ignorância é muito atrevida. Salazar dependeu sempre dos militares. Foram os militares que sustentaram a ditadura. Sem os militares Salazar não tinha existido . A prova é que para um civil ter sido aceite pelos militares teve de ser "militarizado". É o equivalente ao honoris causa das Universidades e prova bem que a questão ditatorial suportada pelas Forças armadas é incontornável no regime de Salazar, que foi tutelado pelos militares. A tropa não consentiria um mero académico civil. Teve que o tornar "militar". Aliás neste pais nos últimos 200 anos que faz e desfaz regimes sempre foram os militares. 


Observatório Da Esquerda Fracturante
"Salazar dependeu sempre dos militares. Foram os militares que sustentaram a ditadura. Sem os militares Salazar não tinha existido ."

O Estado Novo não foi um regime militar, no sentido em que a influencia dos militares na definição das politicas a implementar e objectivos estratégicos a atingir foi, de uma forma geral, bastante limitada. Os militares sustentavam o regime politico, mas estavam muito longe de o controlar completamente. Tendo o Estado Novo sido um regime autoritário/ditatorial (riscar o que não interessa, eu risco ditatorial) teria sempre que ter como um dos seus pilares as forças armadas. Mas isso não chega para se lhe poder atribuir a classficação de ditadura militar.


Rui Meireles
Então o 28 de Maio não foi um golpe Militar?...
Depois ter-se-á transformado com o tempo em qualquer coisa de híbrido, mas não esqueçam que o Presidente da Ditadura foi sempre um Militar, Carmona, Craveiro, Tomás...E muitos dos Ministros eram Militares, numa primeira fase eram práticamente todos...Depois encostada a Igreja.
-O pilar complementar necessário para apasiguar "as almas simples" dos Portugueses...


Observatório Da Esquerda Fracturante
A palavra "apaziguar" fez-me ocorrer o seguinte pensamento. Tendo sido as forças armadas um dos pilares do Estado Novo, e, supostamente, não sendo um dos pilares do regime nascido do 25 do quatro, como explicar tanta mordomia sem sentido concedida pelo regime dito democrático ás chefias das forças armadas? Não é novidade para ninguem que a democracia desatou a fazer promoções a general e almirante completamente disparatadas e desadequadas das necessidades de Portugal. Existem hoje muito mais Generais e Almirantes por metro quadrado do que antes do 25 do quatro.

http://canais.sol.pt/paginainicial/sociedade/interior.aspx?content_id=121242

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/generais-a-mais-custam-3-milhoes221301380

http://noticiaspt.nunoprospero.com/correio-da-manha/45496/exercito-alega-falta-de-quatro-oficiais-generais-e-mais-514-militares/

Será que a democracia desatou a fazer todas estas promoções a General á balda, para ir apaziguando os militares?
Se foi assim, isso significa que os militares continuam a ser vistos como um pilar do regime politico vigente....no tempo do Estado Novo havia uma certa vergonha na cara e esta situação completamente terceiro mundista das promoções a General a granel, sem qualquer ligação com as necessidades reais, não teria ocorrido. Os militares que eram suporte do estado novo, não exigiram promoções a General completamente á maluca, por uma questão de pudor e respeito pela dignidade desse elevado posto. Veio a democracia, foram-se o pudor e a vergonha na cara, e aí estão as carradas de Generais que ninguem percebe a que se destinam. Eu digo que as carradas de Generais "democráticos" se destinam a manter tranquilas as forças armadas.


Aquilo a que eu venho chamando inflação de promoções.No tempo de Salazar,o ministro de exército era um capitão. Um capitão comandava uma companhia de três plotões.Hoje vê-se qualquer grupelho de homens,não propriamente nas F.A.,ser dirigida por um general ou coronel,patentes que naquele tempo inspiravam um certo respeito.Mas esta inflalação de patentes não se registou só nas FA.Também nas instituições civis. Um professor,um juiz eram uns senhores.E hoje?

deixado a 4/8/12 às 19:39
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Observatório Da Esquerda Fracturante
Também o embaixador dos EUA, nos documentos do Wikileaks, notou esta tara "Generaleira" da democracia portuguesa:

O problema não está, para o embaixador americano, na falta de recursos humanos. "Como a maioria dos aliados da NATO, Portugal encontra-se abaixo do padrão oficial que determina dois por cento do PIB para o orçamento de defesa. Portugal está nos 1,3 por cento e gasta esse dinheiro de forma imprudente. Portugal tem mais generais e almirantes por soldado do que quase todas as outras forças armadas modernas: 1 para cada 260 soldados. Em comparação, os Estados Unidos têm um rácio de 1 para cada 871 soldados". Mais: existem ainda "170 generais adicionais que recebem o ordenado por inteiro enquanto se mantêm inativos na reserva".

http://expresso.sapo.pt/um-pais-de-generais-sentados=f635183#ixzz22XUgSYIq (http://expresso.sapo.pt/um-pais-de-generais-sentados=f635183#ixzz22XUgSYIq)

É uma questão a ter em conta, a da comparação da forma como o Estado Novo tentou convencer os militares a serem-lhe fieis com a forma como a democracia os foi, e vai, tentando manter sossegados e adoçados.

deixado a 4/8/12 às 03:16
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Anónimo
Não foi "ditadura militar". Foi, como é por demais evidente, uma ditadura suportada, como todas as ditaduras, pelo aparelho militar. E durou enquanto o aparelho militar a apoiou e/ou a tolerou. Contra factos, não há argumentos: a primeira vez em que Salazar se viu efectivamente ameaçado no seu todo poderoso comando da Nação foi quando um militar - Botelho Moniz- o colocou em perigo. Antes disso, e não por acaso, um outro militar, Humberto Delgado, fez o regime estremecer. E que dizer de Henrique Galvão? Seria ele padeiro?
 Esta é uma polémica que requereria comentários e mais comentários neste blog. Mas atalhemos a questão: o regime caiu quando perdeu o apoio de quem? Da PIDE? Da Legião Portuguesa? Da União Nacional? A resposta é só uma e todos, julgo eu, sabemos qual é.

deixado a 4/8/12 às 01:22
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Qeur o senhor dizer que estes três também se tornaram "generais"?

  • General António dos Santos Ramalho Eanes (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_dos_Santos_Ramalho_Eanes), Presidente da República Portuguesa (9 de Março de 1986)
  • Dr. Mário Alberto Nobre Lopes Soares (http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Alberto_Nobre_Lopes_Soares), Presidente da República Portuguesa (9 de Março de 1991)
  • Dr. Jorge Fernando Branco Sampaio (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Fernando_Branco_Sampaio), Presidente da República Portuguesa (9 de Março de 2006)

  • deixado a 3/8/12 às 18:49
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    antónimo
    a avenida de berna não tem espinhos mas tem espinha (da silveira), de qualquer forma os militares foram mais que óbvio sustentáculo do Estado Novo, com o exército constituído como uma das suas elites. há centenas e centenas de páginas historiográficas que o estudam e contradizem Ramos um autor de verbo fácil com um passado decente mas um presente de propagandista e por sustentar.

    deixado a 3/8/12 às 21:21
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    Rui Meireles
    Pedro:
    Significa que ele tinha sido rejeitado nas Forças Armadas...Ao contrário dos milhares e milhares que forma incorporadas nas décadas de sessenta e setenta mesmo com problemas sérios de saúde...Vi no dia em que fui aprovado na Inspecção Militar alguém que tinha sido tuberculoso ser também aprovado...O braço em riste na Saudação Fascista Salazarista -que era também praticada na Mocidade Portuguesa- as Milícias Armadas fardadas de castanho -Legião Portuguesa- os ministros militares fardados ao lado do bando da padrecada o que indiciavam?...Seja rigoroso e menos salazarista!

    deixado a 3/8/12 às 21:31
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    Anónimo

    Pedro o Salazar se não usou uniforme, foi porque até morrer teve a angustia de se decidir entre o uniforme militar e o uniforme de beata(o).

    deixado a 6/8/12 às 13:41
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    Não me interessa para nada esta putativa polémica, mas tenho a dizer que Manuel Loff comete um pequeno erro e sabe-se como os erros podem sem controlo multiplicar-se.

    O Expresso está a oferecer gratuitamente aos seus leitores uma História de Portugal
     
    O Expresso não está a dar nada gratuitamente, paga-se três euros para ter o livrinho acompanhado das crónicas do senhor Daniel Oliveira e do senhor Director.
    Assim é que é.


    deixado a 2/8/12 às 21:30
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    edgar
    E o que dizer da entrevista de Medeiros Ferreira ao Expresso afirmando que "a ditadura (salazarista) obviamente não era fascista, era simpática e querida".

    Também foi convidado para o Congresso das alternativas?

    deixado a 2/8/12 às 23:45
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    Medeiros
    Oh Edgar, não percebeu o espírito da coisa? Não percebeu como retratei a repressão no tempo da ditadura? Esforce-se mais um pouco, por favor
    J.Medeiros Ferreira


    edgar
    Vi, ou melhor, li que se negou a classificá-la de fascista, chamando-lhe "artesanal, simpática e querida".
    Mas o próprio Salazar também lhe respondeu ao afirmar: "A nossa Ditadura aproxima-se, evidentemente, da ditadura fascista no reforço da autoridade, na guerra declarada a certos princípios da democracia".

    deixado a 4/8/12 às 00:17
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    xico
    Eu li com muita atenção o que Loff escreveu. Fiquei a saber, apesar de não ter lido RR,  o que este último pensava sobre Salazar. Não fiquei a saber o que Loff pensava sobre o mesmo Salazar. Porque é que RR é revisionista? Em que é que a análise de RR sobre Salazar está errada? Isso é que seria interessante saber.

    deixado a 2/8/12 às 23:53
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    Como fica claro, este é apenas o primeiro de uma série de artigos. Para perceber melhor a leitura de Manuel Loff sobre o período aconselho-lhe a tese de doutoramento (publicado pela Campo das Letras) ou, noutro sentido, a crítica que faz a "Salazar", de Filipe Ribeiro de Menezes (que saiu primeiro no Público e foi também publicada na Análise Social: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1317831491F9uGP1xn9Za57NA0.pdf)

    deixado a 3/8/12 às 15:22
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    Gaijo de Çelorico
    O salasar era o pai dos pobres.
    os filhos do salasar fujiram há fome pra Frãoça e manda-vam a massa pra cá  para mor de ajudar a matar a fome aos outros pobres que tinho ficado cá
    o salasar morrieu e morrieram os pobres do pai salasar
    só fica-ram bivos os pobres de ispírito

    deixado a 3/8/12 às 00:10
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    Rui Meireles
    “sentimento profundo da realidade objetiva da nação portuguesa”

    Faço este destaque, porque me parece muito concordante com a actualidade.
    Este Governo Pedro Passo Coelhano também pretende reconciliar a Nação com a sua realidade objectiva, isto é reconciliá-la com a pobreza...Ancestral...O "pobres mas sempre honrados" do salazarismo!

    deixado a 3/8/12 às 03:19
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    sim já o teu amado socrates pensava de outra forma !


    Rui Meireles
    Remete-te à tua suprema imbecilidade e ignorância, vai lavar o rabo aos porcos!...


    queres que te lave o rabo ?


    Rui Meireles
    És "muita" feio.Se apareceres de soutien...

    deixado a 5/8/12 às 17:37
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    Rui Meireles
    O “pobre homem de Santa Comba”, como o ditador se definiu a si próprio, teria “para Portugal objectivos simples” pois propunha-se “fazer viver Portugal habitualmente” e “queria instituir uma “ditadura da inteligência” para “fazer baixar a febre política” no país e “reencontrar o equilíbrio” (p. 639).
    Este reconduz-nos à evocação do "homem simples" escutado há muito pouco tempo..."fazer baixar a febre política" seria igual a fazer "arrefecer a temperatura política" -nem que fosse à cacetada-, para "reencontrar o equilíbrio das contas"...Princípio parafraseado pela Manuela Ferreira Leite naquela célebre tirada da "interrupção voluntária da Democracia" para poder "ajustar a situação económica"...

    -Agora percebe-se melhor onde foram beber ideologia os ministeriáveis do momento e do passado recente...

    Mas isto não é novidade para mim, este corpo político foi simplesmente gerado pelo "homem simples" de Belém à boleia do Sá-Carneiro dos esquecidos caldinhos no BESCL!...Contas vindas dos tempos da tal "ditadura da inteligência"...
    O que, segundo alguns, faz 600 kilómetros devidamente resguardado para cuidar da cremalheira alva de que tanto se orgulha!...Homem simples?...
    Homem simples sou eu que apenas percorro apenas 5 para ir ao dentista e estou sujeito a aguentar com o trânsito tremendo que até ali houver!

    deixado a 3/8/12 às 03:38
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    Joe Strummer

    É curioso no entanto como as coisas são.
    Num blogue cujos intervenientes lutam acirradamente pela liberdade de expressão e contra o revisionismo historico atraves de acaloradas palavras, frases e textos, o que têm para exibir em termos de actos é uma miseravel gestão dos comentarios que em tudo faz lembrar o regime anterior. Mais, revelam um completo desprezo pelos comentários alheios. Nem passam cartão aos já varios comentadores e participantes que ao longo do tempo alertaram para tão anacronico controle e alguns dos quais vão deixando de se fazer "ouvir", não sei se por esta razão, e cujas participações foram sendo mais raras até que inexistentes. Alguns de inestimavel qualidade.
    Não me querendo imiscuir na politica editorial do blog, acho no entanto estranho (ou talvez não) tal esquizofrenia entre o que se apregoa e o que se faz.

    Aqui não há meio termo ou se gosta da liberdade, e ela é plena e directa, sofrendo por isso alguns ataques e comentarios menos favoraveis (comes with the territory) ou não se gosta e ela é condicionada e deixa de o ser.
    Distinguindo o q é um blog com estas caracteristicas e o hate mail que possa acolher não me parece ainda assim que se justifique este controlo desrespeitoso para quem nele participa. Existem comentarios q estão por publicar há dias, pelo menos. Se isto não tipifica uma atitude de arrogância e desprezo nada mais o fará.
    O que vos vale é que as pessoas aceitam este tipo de situação em troca de alguma atenção ao ego e vocês sabem-no. No fundo são iguais aqueles que tanto criticam, gostam do poder e exercem-no de forma mais ou menos discricionaria embora numa escala e dimensão diferentes. Nem o fazem por mal simplesmente habituaram-se a que seja assim, com esta normalidade das coisas anormais. Por mim, finito.

    deixado a 3/8/12 às 09:25
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    Não interprete assim, Joe Strummer. Como dá para perceber, o blogue está a meio-gás, é época de férias e ninguém trabalha a tempo inteiro no blogue. Daí algum atraso na aprovação dos comentário, pelo qual peço desculpa, se se sentiu ofendido. Mas não se trata de nenhuma desconsideração. Abraço.


    Joe Strummer

    Caro Miguel, por acaso estive para incluir um PS (post scriptum não PS :)) dizendo q o Miguel (e o Sérgio) é o que menos merece estas palavras mas como o Arrastão é um blog colectivo resolvi não o excluir. Acredite q lamento q tenha sido num post seu, acho-o o mais correcto nesta matéria.Compreendo que todos têm actividades para alem da bloga e q por vezes se torna dificil fazer a actualização dos comentarios mas caramba já vai sendo tempo de tomarem uma decisão quanto a isto, eu só o fiz porque vejo que varias pessoas antes de mim já explicitaram esse desejo e não tiveram uma resposta que acho é devida a quem faz tambem parte deste blog.Entretanto vou tambem eu de férias. vou ficar atento às toalhas verde alface por esses areais fora;)
    Abraço


    antónimo
    Caro Joe Strummer, eu tb tenho razões de queixa com os atrasos de publiciação de comentários, mas de facto há alturas em que se anda a vapor, por falta de disponibilidade de quem os aprove. E Não é só aqui. Acho que não é justo acusar o Arrastão de censura.


    Joe Strummer

    Caro Antónimo, primeiro acho q me percebeu mal, segundo acho que me percebeu mal.

    1º Não tem nada a ver com os comentarios serem meus e isso está bem explicito. Trata-se sim de respeitar o fluir e o ritmo natural do encadeamento de conversas q se perdem com a gestão caotica da aprovação de comentarios. Gosto de ler bastantes comentadores, a maior parte deles já quase não comentam e outros já não o fazem porque este sistema favorece a mediocridade e os trolls.
    Alem disso o Arrastão não é um blog qualquer.Merito de quem o faz, transmite um statement claro. Ora o que eu quero constatar é q a politica de aprovação de comentarios é esquizofrenica em relação a esse statement. A necessidade de controlo (seja porque motivo for) não vai bem com a liberdade de expressão.

    2º Existe uma certa contradição na sua curta frase. Diz q eu acuso o Arrastão de censura e depois constata que existe aprovação de comentarios. Existe censura sem a necessidade de aprovação? Para que serve a moderação? Não foi o seu subconsciente que chegou a essa conclusão?
    Eu consigo distinguir ente um blog e um orgão de comunicação social, entre censura e moderação, embora as linhas não sejam assim tão nitidas. Tal como existem muitas e diferentes formas de censura hoje em dia para alem do obvio lapis azul. O Arrastão é um blog colectivo com todo o direito a ter uma linha editorial e a moderação de comentarios, e eu sou um comentador que tenho o direito a ter a minha opinião sobre isso e, mais importante, a manifestá-la. Só isso.

    Não fico contente por saber que não sou o unico a ter razões de queixa fico triste por só agora o saber.

     Agora é que é, boas férias.

    deixado a 4/8/12 às 08:30
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    MetroidSamus
    Mais um com a mania que é censurado. O pessoal dá-se mesmo importância.

    deixado a 3/8/12 às 18:32
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    ó estrume, os homens tem mais que fazer !!!


    querias então que estivesse aqui alguém de plantão a aprovar os teus comentários, era ??


    o Lavos não está cá, e por isso tocou a bomboca ao Cardina !!!


    Mas o homem tem mais que fazer do que aprovar as tuas e as minhas asneiras !!!!

    deixado a 3/8/12 às 22:57
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    Rui Meireles
    Strummer:
    Eu já falei nesse aspecto para mim controverso da facilidade de movimentos que é dada aqui a determinados comentadores que são claramente desenquadrados do meio ou neo-fascistas -até acho que já são a maioria- que conduzem a discussão para níveis difíceis de conseguir suportar com alguma serenidade...Sempre que são lançados determinados motes de discussão surgem 3/4 fantasmas ou heterónimos que impossibilitam de forma quase absoluta a discussão...É difícil suportar urbanamente a conversa bronca de alguns destes tipos.
    Somos humanos.
    Se é apenas um teste à capacidade de manter o sangue frio ou ao invés à facilidade em atingir o topo do insulto, ok digam-no...
    -Assim é um pouco como estar no meio dos NN a ver um jogo do Benfica e de repente surgirem lá sem nenhum controlo grupos de Super Dragões a dar vivas ao Porto e a dizer mal do "Kadafi dos Pneus"!...
    Não sei, se fosse no futebol ou na rua as coisas já tinham dado em grande sarilho.
    Assim fica-se pelo insulto mais ou menos inteligente.


    Carlos Marques
    Quer "liberdade respeitosa", como disse o seu Sócrates? 



    ou do relvas


    Carlos Marques
    "Ou do Relvas" ou "ou o Relvas"?


    Tanta gente a falar do Relvas e que, no entanto, escreve com os pés... 

    deixado a 4/8/12 às 18:04
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    e esta noticia Marques ?


    A PortoGaia, fundação criada em 1999 para construir e gerir o centro de estágios do Futebol Clube do Porto, é uma das que pode ser extinta por ter tido uma das piores avaliações no censo efectuado pelo Governo. 84,4% das suas receitas provêm de dinheiros públicos.



    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=571769 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=571769)


    Carlos Marques
    Cunha,

    Uma vergonha! Onde andará o Sr. Martins?

    Ou o Bispo do coração do Sérgio Lavos - o Januário. O que pensará o Januário desta notícia? Será que não acha que é um assunto profundamente corrupto?

    deixado a 5/8/12 às 00:14
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    ó monte de esterco, aqueles que acusas são os que mais são insultados aqui.

    Já participo há muitos anos aqui e sei bem do que falo. Tu que apareceste aqui há 2 dias já cagas postas de pescada ? Tu e o estrume podiam ir lamber os tomates ao vosso amado socras ! que tal ?


    Rui Meireles
    ||ó monte de esterco, aqueles que acusas são os que mais são insultados aqui.||
    Alentejano:
    O "esterco" também merece ser promovido por antiguidade?...Deve ser uma novidade TÓNOsalazarenta...Tu deves ser Marechal, Administrador ou Ministro a julgar pela qualidade dos teus vómitos!...Viver perto de ti deve ser complicado e o cheiro insuportável.
    Tira uma senha e vai dar um banho nos Balneários Municipais...O sabonete é por minha conta.


    rapazola, cheiras a leite e és fraquito...

    continua a mandar postais.


    Rui Meireles
    Tu, cheiras a PIDE que tresandas...


    pide não !!!!  mini-pide !!!

    Sabes Meireles acabaste de ser vitima da Lei de Godwin.

    Aliás, não será bem a lei de Godwin mas um corolário a que vou chamar de Meireles-Godwin

    Neste corolário dizemos que uma discussão politica que se prolonga no Arrastão terá certamente como final um dos elementos a chamar o outro de pide ou fascista.

    Pode-se dizer que um pessoa perderá o debate quando isso acontecer.


    Rui Meireles
    MiniBUFO, ok?...


    por acaso agora que falas nisso..... acabei de soltar uma !


    Rui Meireles
    Eu sabia...
    A julgar pela qualidade dos teus comentários bem me parecia que andas sempre "com a mala aberta"...

    deixado a 7/8/12 às 02:12
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    Carlos Marques
    O Público é cada vez mais o Diário do século XXI.

    deixado a 3/8/12 às 10:34
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    Clint Eastwood
    Ainda bem!


    Carlos Marques
    Melhor do que ser o Diário, só se fosse o Pravda do camarada Estaline, não é?  

    (Então Clint, vais apoiar o Romney?)


    Clint Eastwood
    Mete o Estaline no cú!

    deixado a 6/8/12 às 18:39
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