Se o José Manuel "as armas de destruição maciça existem mesmo" Fernandes e a Helena "o BE complica-me com os nervos" Matos estão a ponto de rebentar com a denúncia ensaiada pelo historiador Manuel Loff do revisionismo do colunista Rui Ramos, só pode querer dizer que Loff está a fazer um excelente trabalho. Uma questão de credibilidade; e ainda bem que a Helena evoca aquela bela historieta do Eça - muito educativa. Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos - esperando que entretanto o Público não se lembre de "dispensar" tão valioso colaborador.
André:
E Rui Ramos quem é?
Sabe?
Pois, se calhar não.
É um jovem historiador da geração de Manuel Loff, com um currículo académico brilhante feito no estrangeiro, concretamente em Inglaterra (até é casado com uma inglesa), professor no ICS e na Universidade Católica de Lisboa.
Manuel Loff é, portanto, da mesma geração, tem um vasto currículo internacional e provas dadas nas mais prestigiadas universidades estrangeiras (Universidade Nacional de Ensino a Distância de Madrid, Instituto Universitário Europeu de Florença, Universidade Autónoma de Madrid).
Actualmente é professor Associado com Agregação da Universidade do Porto (a mais prestigiada e internacionalmente conceituada das nossas universidades), a um passo, portanto, de ser professor catedrático. Veja o link abaixo:
http://www.letras.up.pt/dhepi/default.as
O que está aqui em causa é uma apreciação de natureza académica, feita por um historiador a um aspecto polémico da obra de outro historiador, a coisa mais banal em qualquer meio académico de qualquer país civilizado.
Entre nós não, vai tudo logo para o debate ideológico-partidário mais abjecto, debate que não o é, pois, na maior parte, não passa de palpites de ignorantes que nunca leram um livro de história (se calhar um livro), não leram o volume de Rui Ramos sobre o Estado Novo nem a recensão crítica de Manuel Loff.
Rui Ramos que tem uma obra historiográfica vasta e reconhecida tem-se prestado a fretes incompreensíveis numa pessoa da sua categoria: branquear certos aspectos do regime de tipo fascista do Estado Novo, como é o caso em discussão, e fazer história contrafactual, como fez há tempos no jornal Expresso ao imaginar o que seria Portugal se Francisco Sá Carneiro não tivesse morrido.
Ora, trata-se de um exercício inútil e ridículo, que condiz mal com o historiador prestigiado que é Rui Ramos.
Mas por ser quem é não está imune à crítica.
thestudio:
Não faça figuras ridículas, fruto da ignorância sem limites que revela.
Se não sabe de que universidade se trata, porque manda bitaites?
Trata-se uma antiga e prestigiada universidade pública de Madrid, a UNED, reconhecida nos rankings internacionais.
Só um ignorante que goste de se fazer passar por engraçadinho escreve o que o senhor escreveu. E impressionante a tendência que os ignorantes têm para os palpites.
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