O CDS-PP foi assumindo a sua verdadeira vocação de muleta do poder, tornando-se nesse passo o partido mais repugnante do sistema partidário, à imagem e semelhança do seu líder, Paulo Portas. O partido do contribuinte que aceita e defende maior carga fiscal da História recente do país; o partido que é tão culpado por todas as medidas que estão destruir o país como o PSD, mas não tem a coragem de as assumir, mantendo sempre um pé fora da coligação; o partido que defendeu as mexidas na TSU no seio do Governo e rapidamente as recusou quando viu a onda de indignação que se levantou - é um cúmulo qualquer de falta de vergonha na cara ver Mota Soares a criticar uma medida preparada pelo seu ministério, a mesma vergonha que não teve ao ser o primeiro governante a apontar falhas no deplorável relatório do FMI depois de ter colaborado activamente com os autores da monstruosidade na feitura do mesmo. O CDS-PP faz da cobardia política a sua segunda pele e da cara de pau a sua Natureza.
O mais recente exemplo deste extremo descaramento é a forma como, através de uma fonte anónima de um jornal, o partido se demarcou de um produto tóxico como Franquelim Alves, assumindo publicamente e através de comunicado a escolha colectiva. Não será a última vez que isto acontece - até ao fim Paulo Portas resistirá como ministro e só fará cair o Governo quando perceber que o partido que dirige tem mais a perder se o Governo continuar. E até ao fim irá continuar este jogo cobarde, aprovando medidas e decisões no seio do Governo e afastando-se delas quando percebe as posições da opinião pública. Antes o PSD - o Governo e os seus deputados - que defende abertamente os crimes que estão a ser praticados em nome do equilíbrio das contas públicas: são tratantes cada vez mais à descarada, mas não deixam de assumir-se como tal. O CDS-PP é outra coisa, é mais fétido e insalubre, uma miserável excrescência da democracia. Mas quem vive uma vida na lama, dela nunca irá conseguir sair. A História fará jus a Paulo Portas.
O CDS-PP, através da ministra Assunção Cristas, é também responsável por uma outra calamidade que em breve, irá afectar milhares de portugueses e que infelizmente, não é suficientemente abordada pela comunicação social, que é o facto de o seu ministério, ter dado indicações ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana ( IHRU), para alterar os arrendamentos sociais existentes nos cerca de 12 mil fogos de habitação social do IHRU, espalhados pelo país, para o regime de renda apoiada.
A renda apoiada é um sistema de arrendamento injusto, permitindo valores de renda muito elevados para os agregados familiares dos fogos de habitação social, sendo desfasados da realidade económica e social dos agregados, já comprovado, inclusive pelo anterior Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, em 2008, que sugeriu ao Governo, na altura, para alterar a fórmula de cálculo da mesma renda apoiada, por ter considerado como um sistema de arrendamento injusto.
Mais inadmissível se torna a posição da ministra Assunção Cristas e do IHRU, tendo em conta o facto de em Setembro de 2011, ter sido aprovado na Assembleia da República, uma moção do PS, PSD, CDS-PP e do Bloco de Esquerda, que recomenda ao Governo a alteração do regime de renda apoiada, definido pelo Decreto- Lei nº 166/93 de 7 de Maio.
Se existe um verdadeiro exemplo da máxima: O que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira, é o CDS/PP e a ministra Assunção Cristas.
Em 2011, era o próprio CDS-PP, que reconhecia na Assembleia da República, a renda apoiada como um sistema de arrendamento injusto e propunha a alteração da renda apoiada.
Agora, é o próprio ministério da ministra Assunção Cristas, do CDS-PP ( que anteriormente, como deputada, reconheceu a renda apoiada como um sistema de arrendamento injusto) que dá indicações ao IHRU para aplicar a renda apoiada nos seus fogos de habitação social, mesmo depois de Assembleia da República ter aprovado 4 resoluções ao Governo para a alteração da renda apoiada!
http://contrarendaapoiada.blogspot.pt/
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