Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
por Daniel Oliveira

Tomei conhecimento do duplo incidente com o ministro Relvas através de uma entrevista televisiva ao ex-ministro socialista Augusto Santos Silva. A indignação deste era tanta, por causa dos maus tratos de que o primeiro teria sido vítima, que julguei ter ocorrido uma nova "Noite Sangrenta" em Lisboa. Pensei que Relvas tinha sido metido numa camioneta, tal como António Granjo, Machado Santos e outros infelizes, assassinados na noite de 19 de outubro de 1921 por marinheiros revoltados. Felizmente, a III República não tem imitado, até agora, a cultura de violência da I. Nos tempos de abundância, Relvas seria uma figura de comédia. Os governados sempre gostaram de encarar alguns governantes com sarcasmo. Mas estes são tempos de escassez e tragédia. Convidar um homem que nunca escreveu uma linha digna de memória futura, e que só diz trivialidades, para uma conferência no Clube dos Pensadores (!) ou esperar que ele possa encerrar um colóquio sobre o futuro da comunicação social, quando a sua tarefa principal no Governo é a de lotear a rádio e televisão públicas, parecem-me dois gestos insensatos. Ficar condoído com o silêncio forçado de Relvas, e esquecer as vozes inteligentes que a sua ação tem afastado do serviço público de comunicação social, parece-me tão despropositado como acusar a poesia erótica de Bocage de pôr em causa as liberdades fundamentais do intendente Pina Manique. Em Berlim, um ministro que plagia uma tese sai do governo em menos de 24 horas. Em Lisboa, um homem cuja vida é um perpétuo faz-de-conta, esgota a agenda política. Só o primeiro-ministro não percebeu, ainda, que o caso Relvas não é uma questão de direitos constitucionais, mas um assunto de higiene pública. Contamina a pouca autoridade do Governo e mina o moral que resta ao País.

Viriato Soromeno Marques


por Daniel Oliveira
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33 comentários:
Rui F
Acontece que Portugal é uma coisa diferente da Alemanha.

A pequena batota aqui até é engraçada e passa impune por entre os intervalos da chuva. E isto é transversal a toda a Sociedade. E como somos todos um bocado invejosos, ficamos chateados com o sucesso dos grandes batoteiros.
E o Povo fica feliz quando um grande batoteiro fica com as calças em baixo na praça pública.

Quando ao resto...o Relvas não ía falar de liberdade pois não?
Na realidade, a malta desta vez cortou-lhe mesmo o pio. Nada que ele não tivesse já feito a outros.

deixado a 21/2/13 às 12:29
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Mas vocês agora perderam a imaginação e começam a ser caixa de ressonância e propaganda de outros.
Isto é alguma coisa parecida com aquelas cadeias da felecidade (não interrompa senão tem dez anos de desgraça)?
Que risota, meus.

deixado a 21/2/13 às 12:33
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o seu comentário também não é famoso, soa a encomendado pelos assessores do nojento do Relvarias


Também me ri com  o seu pseudo comentário.
Obrigado.

deixado a 21/2/13 às 22:25
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Gato Albanês
Camarada Oliveira,


Mas qual é a necessidade de justificar e responder à direita? Calou-se o Relvas e pronto! O Relvas não tem pensamento, o Relvas não merece ser convidado para falar, não podemos tolerar que dêem a palavra ao Relvas! O Relvas está bem calado e está aqui está no Brasil outra vez em fuga com os comparsas dele!


Mas o camarada Viriato Marques continuar a ser dos nossos melhores! Bem me lembro de como ele foi incisivo quando se falou na licenciatura do Sócrates! Grande Viriato! De um Viriato é que a nossa pátria precisava outra vez!

deixado a 21/2/13 às 12:40
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Antónimo
Conjugar expressão e relvas no mesmo parágrafo é estranho. 

deixado a 21/2/13 às 18:32
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Sérgio
Ao ver dois comentarios no link abaixo do post pensei "De certeza que um deles é do fado a defender a sua dama."

E não falhei. Sabe fado, acho que todos aqui respeitariam muito mais as suas opiniões se não estivesse quase sempre de breguilha aberta sempre que as profere.

deixado a 21/2/13 às 12:47
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comunus eleuterius

O primeiro-ministro não pode sorrir complacentemente perante um bando que interrompe uma sessão parlamentar. Um ministro não pode entoar complacentemente a «Grândola, Vila Morena», perante um grupo de arruaceiros com nojo à democracia.

O primeiro-ministro e o ministro têm a legitimidade democrática; o bando e o grupelho só têm uma ilusão ridícula de superioridade moral e política, e não têm legitimidade nenhuma.

A Polícia serve para estas coisas, para impedir que terroristas imponham a sua «ordem».

E a «Grândola» nunca passou de uma geringonça tosca e enganosa: o «povo» de Zeca Afonso não é o povo que elegeu os deputados que tiveram que suportar mais esta desgarrada comunista. O «povo» de Zeca Afonso é o «povo» que cercou a Assembleia Constituinte, é o «povo» que tentou impor um regime totalitário a uma maioria de 90% e depois foi corrido a tempo, é o «povo» que quer calar todos os que não assinem por baixo as suas teorias falidas e sanguinolentas.

E sublinhe-se, já agora, que a culpa dos abusos desta semana não é do primeiro-ministro, nem do ministro. A culpa é exclusivamente dos grupelhos anti-democráticos que os praticam. Já basta a complacência da comunicação social perante qualquer inaninade ou falácia que o Bloco ou o PCP articulem. Em nome dos eleitores, e dos democratas em geral, o primeiro-ministro, o ministro, o governo não podem ser complacentes com os sociais-fascistas.


deixado a 21/2/13 às 13:01
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feitoria

Só falta dizeres que os comunas comem criancinhas e que só há bons fascista mortos. Que os democratas da nacão, são todos impolutos que falam por todos para o bem de todos e em nome de Deus,  porque o comum cidadão não é nem civilizado, nem instruido e  têm a mania da perseguição e das teorias da conspiração.
Somos todos Tótós, ainda bem que existe gente bem intencionada que abnegadamente nos explica como interpretar fatos e evidençias.

Se calhar ainda não saimos da idade das trevas.

deixado a 21/2/13 às 13:21
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fiel inimigo

Este Rio D´Oiro é um totó

deixado a 21/2/13 às 19:02
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jonas
Se há pensamento digno, elevado e nobre, de saber feito, neste bairro, o de Viriato Soromenho Marques primará entre os altos e melhores.
Que me inspira a tal arroubo, aqui, Em outro lugar do mundo esse ministro de Relvas já se havia demitido há muito, se não de moto próprio, convidado por o devia fazer. E o mesmo governo, que pode dizer-se ilegítimo, tanto que nos intrujou, ludibriou, à hora da campanha eleitoral, mentindo e fazendo batota, em qualquer sala de jogo, detetado que assim fosse seria ali logo despojado, desfeiteado, envergonhado e corrido a pontapé.
E na Alemanha de Merkel, para exemplo, dois ministros demitiram-se, ainda há pouco, de seguida, por simples plágio académico, nenhuma licenciatura assim, que constitui uma afronta a qualquer estudante e a todos nós. De mais, como se compreende que fulanos destes, sujeitos de ações tão visivelmente mafiosas, se passeiem num governo, sem mérito, como nababos, a fazer por fora conferências de ignorância e autodidatismo para papalvo ver?
E tenham lá vergonha, um pouco de respeito, meus senhores .

deixado a 21/2/13 às 13:03
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Feitoria
Infelizmente Passos e Relvas não são de compreensão lenta e percebem o óbvio, a exposição pública têm como consequência o vexame permanente.
É penoso ver os eleitos desta República exprimirem-se publicamente. Quanto mais um mentecapto com responsabilidades governativas traulitar uma canção, numa vã tentativa de se integrar.
Mas a estratégia é outra, como são pérfidamente manhosos querem ser crucificados publicamentes para se fazerem de vitimas e à posterior redentores, e perdoarem os pecados do "bom povo português", a receita é velha e boa e até é capaz de colar na maioria dos portugueses, tem é de ser bons "artistas", a semana santa aproxima-se e o martírio já começou.
O divertido vai ser ver quem é a personagem que "Lava as mãos", "O Barrabás" e o " O Judas", porque candidatos a "Jesus", "Maria" e "Madalena" já fazem fila.

deixado a 21/2/13 às 13:05
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bazinga

Li no Púbico de hoje uma citação de Viriato Soromenho Marques a citar A. Einstein: " não temos a certeza se o universo é infinito, mas que a estupidez humana o é, isso é algo que a política europeia não cessa de o comprovar".

Não conheço bem Viriato Soromenho Marques. Leio por vezes o que escreve, fui relembrar alguns escritos no Google, e deparei com um curriculum vitae (http://www.viriatosoromenho-marques.com/bio.html), de respeito.
Mas há ali qualquer coisa que me falha. Licenciou-se em Filosofia em 1979, mestrou-se e doutorou-se dali a uma dúzia de anos. Como é habitual em Portugal assentou logo cátedra por causa disso. E escreveu vários ensaios, mas não me recordo de ser considerado uma das inteligentsias nacionais do modo como alguns o são ( José Gil, Eduardo Lourenço, e tutti quanti) porque escreve essencialmente crónicas em jornais cujos temas de actualidade reflectem um pensamento recuado e reservado.
Daí que me pergunte: quem é este José Viriato Soromenho Marques? É bom professor de filo? O que fazia no 25 de Abril, em plena adolescência? E depois disso? Também andou nas franjas das extremas? E com quem andou?

Alguém pode ajudar em esclarecer o perfil deste cronista acidental?

PS. Pois é. Com a informação agora recebida (http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1880574&seccao=Convidados) fica-se a saber o que as biografias e curricula oficiais e informais não informam e omitem: José Viriato Soromenho Marques que nasceu em 1957 ( é da minha idade, menos um ano) foi trotskista e militou no partido de Louçã.
Estamos esclarecidos quanto ao dito citado de Einstein...porque um indivíduo que se licenciou em 1979, em filosofia, deveria conhecer muito bem a fronteira da estupidez política. Além disso havia muita gente que sabia, denunciava e se esforçava por afastar o nosso país dessas pragas.
Soromenho soçobrou na ilusão e utopia, uma forma de estupidez se desacompanhada de espírito crítico esclarecido.

deixado a 21/2/13 às 13:06
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aigod

Bazinga, não sou perito e sequer entendido em Soromenho Marques, tão só me espanto a cada vez que o vejo a falar sobre a política nacional, a europeia e geral, analizando de forma simples, estruturada e clara a complexidade política actual, como um mestre acima dos que diz, Bazinga, e mais também eu sigo a cada passo e aprecio José Gil, Eduardo Lourenço, a meu ver já lá muito à distância e como desfazados da realidade presente, que Viriato toca, sente com os mesmos dedos da mão. E ele é do melhor, tão grande e tão alto, Bazinga, que parece passa de cima da gente da telenovela como dos analistas devotos à situação. Bom de mais, então .

deixado a 21/2/13 às 13:46
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DEUS
Deixe aqui o link para o seu currículo. Quero ver se também é estúpido.

deixado a 21/2/13 às 14:13
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Bazinga
O presidente do Observatório da Justiça não esconde apreensão com as notícias relativas à Procuradoria Geral da República, que dão conta da saída de Cândida Almeida. Boaventura Sousa Santos teme que a mudança na hierarquia do DCIAP chegue na pior altura e que venha aí uma fase de instabilidade na investigação à grande criminalidade.
«Vamos ter alguma instabilidade na nossa investigação criminal, organizada ou dirigida para a grande criminalidade e isso, obviamente, não é uma boa notícia no momento que o país atravessa», afirma.
Boaventura Sousa Santos mostra-se também preocupado com a instauração de inquéritos relativos à violação do segredo de Justiça.
«É uma notícia perturbadora porque mostra uma imagem muito negativa do trabalho que tem vindo a ser feito. O trabalho de investigação criminal numa área absolutamente decisiva, no meu entender, para o bom nome do Estado e a força da nossa democracia, vai ficar abalado durante um tempo», sublinha Boaventura Sousa Santos.

deixado a 21/2/13 às 13:12
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Liberdade
Adoro ver a esquerdalha lunática, no seu mundo de ilusões, a decidir quem tem muita ou pouca autoridade.


Se calhar acham que seriam eles, minoria ridícula, embora barulhenta, que a deviam ter.


Felizmente, o Povo já mostrou que a higiene foi correr com os alucinados do Bloco para fora da AR. 

deixado a 21/2/13 às 13:19
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doroteia
Viva lá, ó Liberdade, pelos vistos de direita e despeitada, se não que mesmo encharcada de ódio pelos mais. Keep calm, dona, pá .

deixado a 21/2/13 às 13:49
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