Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
por Daniel Oliveira

 

Muitos sociólogos e politólogos analisarão os resultados das eleições italianas e os mais de 25% conseguidos por Beppe Grillo. Um comediante abastado que se começa a levar a sério. Que defende um rendimento de cidadania de mil euros, a saída do euro, a diminuição dos salários dos políticos e a redução da semana de trabalho para 20 horas. Defende-o, esclareça-se, com a convicção de um stand up comedy.

 

Os estudiosos falarão do cansaço dos eleitores. Dos efeitos de um governo imposto pela Europa que, nas urnas, valia 10%. Da crise económica e dos seus efeitos. Da desagregação da vida política e das instituições italianas. Dainexistência de alternativas, em que à sucessão de nascimentos e mortes de partidos políticos não corresponde a renovação de políticos, sempre os mesmos, sempre velhos. De um centro e de uma direita que, durante décadas, associadas à Mafia e à Igreja, cumpriram a função de suster o comunismo e, quando se tornaram inúteis, se afundaram na lama em que viviam, desembocando no triste espetáculo do partido-empresa de Berlusconi. De um grande partido de esquerda que, de eleição para eleição ganha uma consistência cava vez mais gelatinosa e tonalidades cada vez mais cinzentas. De uma outra esquerda que vive em dissensão permanente.Ninguém consegue mobilizar ninguém e, tal como cá, já só se vota contra alguém. De um País que são dois e que nem na Europa se conseguiu unificar. Deum sistema eleitoral absurdo que promove o disparate. De uma televisão dominada por Berlusconi que tratou de embrutecer a vida pública italiana...

 

Tudo considerações importantes. Cada uma delas dava para um artigo. Mas deixem-me que trate o assunto de outro ponto de vista. Que não trate o povo e os eleitores como mero objeto de estudo, apenas reativo às suas circunstâncias, mas como ator político consciente. Mesmo que respeitemos os resultados de todas as eleições, como temos que respeitar, isso não quer dizer que eles não mereçam um debate que responsabiliza os eleitores pelas consequências das suas escolhas.

 

 

Já o escrevi várias vezes: a democracia não é um centro comercial, onde se escolhe, à última da hora, o produto que se quer comprar. Aqui o cliente não tem sempre razão. Porque o cidadão não é cliente e as escolhas políticas não são produtos. A democracia é dos cidadãos e é feita pelos cidadãos. Se funciona mal a culpa é nossa. Um povo que realmente se revolta e quer ser consequente com a sua revolta luta por alternativas. O discurso populista contra os "políticos" (como se não fossem eleitos por nós) e o voto inconsequente de mero protesto - como se o protesto pudesse ser resolvido em cinco minutos, numa mesa de voto - resulta de uma infantilização dos cidadãos. Que os próprios cidadãos alimentam para se desresponsabilizarem pelas suas escolhas.

 

Em vez de se comportarem como donos da sua vida e responsáveis pelas suas escolhas, os italianos fizeram uma birra. Julgará, quem assim se comporta, que assusta o "sistema", o "regime" e os "políticos". Não assusta ninguém. A inconsequência do protesto é a coisa mais fácil de assimilar. Beppe Grillo é um episódio. Daqui a poucos anos, depois da dura passagem pela política lhe retirar a graça e o brilho, será mais uma estória na história política italiana, sempre tão recheada de peripécias. Nem a banca, nem os burocratas, nem a Mafia, nem Bruxelas, nem Berlim, nem os "políticos do sistema" estão preocupados. Não muda nada. E é isso mesmo que o voto de um quarto dos italianos nos diz: estão zangados mas não querem correr o risco de mudar nada. Porque a mudança dá muito mais trabalho e menos vontade de rir do que o voto irrefletido num comediante. Exige ativismo, pensamento, confronto, risco.

 

Sim, o voto em Beppe Grillo é um sintoma de uma doença. Mas esse sintoma já era evidente nas repetidas eleições de Berlusconi. Um sintoma que deve fazer a comunicação social, que alimenta a inconsequência e tudo o que é gasoso, pensar. Que deve fazer os principais governantes europeus, que servem todos os interesses menos os interesses de quem os elege, pensar. Que deve fazer os burocratas europeus, transformados em novos engenheiros sociais e promotores da degradação das democracias da Europa, pensar. Mas, desculpem-me o mau feitio, também deve fazer pensar cada um de nós. A cidadania não é um like no facebook e uma graçola na urna de voto. É a nossa vida. A política pode ter-se transformado numa piada de mau gosto. Mas as únicas vítimas desta anedota serão os cidadãos comuns. "Eles", como se gosta de dizer, vivem bem com Beppe Grillo. Afinal de contas, toda a corte precisa do seu bobo.


Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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71 comentários:
Alexandre Carvalho da Silveira
O Daniel Oliveira de vez em quando tem destes momentos: a gente lê o que ele escreve, e no fim damos connosco a pensar que estamos de acordo com o que lemos. 
Já agora, a birra geladinha s.f.f. 

deixado a 27/2/13 às 10:10
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Carlos Marques
Caro Alexandre,

O problema do DO não é a racionalidade das propostas do Beppe... As propostas dos gregos do Syriza são muito diferentes? Seriam muito diferentes as "alternativas" do Congresso das Alternativas se eles as revelassem?


Carlos Marques, vamos lá esquecer o DO e vamos lá falar de si: o que é que você tem contra o syriza e todos os que não se reveem na actual politica? Voce num dia está contra o establishment como no dia seguinte está a favor.Assim aos ziguezagues não se percebe o que você quer...


Carlos Marques
Para já, queria uma lei Federal anticorrupção e um FBI europeu... E que em Portugal começassem pelo futebol e pelo BPN... De resto, queria menos Estado, menos empresas públicas a darem prejuízo, professores a preocuparem-se antes de mais com a qualidade do ensino e a fazerem manifestações pelos alunos, menos burocracia, o fim do rendimento mínimo para quem tem Mercedes à porta da habitação social, etc. Queria pagar menos impostos e que os deputados passassem a ser eleitos em ciclos uninominais... Etc. Acho que já percebeu a ideia.


Xico
Concordo consigo em quase tudo, menos na questão do rendimento minímo.
Se um beneficiário de rendimento minímo tem um "Mercedes à porta" não o deve ter comprado com os 100 euros que recebe.

Ele tem um Mercedes por outras questões, certamente menos licitas.

O problema não é o RSI. O problema é a PSP e o MP que não o prendem!

deixado a 28/2/13 às 09:20
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Mercedes rendimento minimo... não vejo qual é a relação mas pronto.Acho é que quando reclamas com a esquerda, devias reclamar com a direita

deixado a 28/2/13 às 13:34
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Carlos Marques
resumindo: queria que Portugal entrasse nos eixos por força dos bons exemplos dos nossos parceiros do Norte da Europa... sonhar ainda não paga imposto...

deixado a 27/2/13 às 19:28
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JPT
Quando a direita e a esquerda "do sistema", têm o mesmo discurso: "a austeridade não funciona" para compensar décadas de deficits públicos e de regabofe despesista e a "solução" está em vir ainda mais dinheiro dos países do Norte (que é aquilo que, espremido, quer dizer o termo "crescimento"), nada os distingue da "loony left" ou de (outros) palhaços. Assim, estes resultados eleitorais são perfeitamente compreensíveis, como serão perfeitamente compreensíveis os resultados das próximas eleições em Portugal. E será perfeitamente compreensível o fim do Euro e da UE, pois dá-se o azar de "os países do Norte" também serem democracias em que qualquer partido só vencerá se jurar não mandar mais dinheiro para países do Sul com este discurso. Cameron já abriu a porta com a promessa do referendo para a permanência do Reino Unido na UE, e, depois deste resultado eleitoral, este tipo de "propostas" vai fazer o seu caminho em todos os contribuinte líquidos. E o resto, será (um dia) história.

deixado a 27/2/13 às 10:25
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Doutor Instantâneo Miguel Relvas
Quanto às asneiras dos países do Sul, de acordo.
Mas elas também foram incentivadas pelos do Norte os grandes beneficiários do regabofe.
Só a Grécia comprou 8 submarinos à Alemanha e o programa previa 16.
E quanto à vinda de dinheiro do Norte para o Sul, se calhar é ao contrário.
A Alemanha financia-se há muito a taxas entre o próximo do zero e as negativas, com dinheiro do Sul.
Quem quer acreditar em histórias da carochingha que acredite.
Se quiser informar-se, veja, por exemplo (apenas por 0,60€), entre outras fontes, as 2 intervenções de Ricardo Pais Mamede no programa da SIC-Notícias Expresso da Meia Noite, em que ele elenca de forma exaustiva o que aconteceu a Portugal desde 1990.
Há muito mais do que se conta, pois cada um só conta o que lhe convém ao jogo político que faz.

 


JPT
Dr. Relvas, digo-lhe o que disse a um blogger da direita "do sistema" com as mesmas opiniões do DO (opiniões que hoje ouvi ao Dr. Pires de Lima e que consta que o Dr. Gaspar terá ouvido a meio PSD): discutir quem é que estava ao leme quando o Titanic bateu no icebergue não melhora a situação de quem está no barco. Esse debate será muito estimulante, mas os do Norte têm o dinheiro e os do Sul têm as dívidas, e não é quem tem as dívidas que dita as regras. Assim, podemos bradar contra a injustiça da coisa, mas afundar-nos-emos todos (os do Sul) cheios de (putativa) razão. Claro que há que quem veja nisso o gatilho da revolução e coisas que tais...


seu fazcita o sud é inafundável
os citas param nas estepes e o império romano tá fino

Beppo Que defende um rendimento de cidadania de mil euros, a saída do euro, é um génio saem do euro mas mantêm um rendimento de 1000 mesmo que a moeda seja a lira turca ou o cruzeiro sueco

e todos os do sul nã se afundam porque a itália está ligada à alemanha
como as finanças irlandesas tão ligados à banca inglesa

se os bancos falissem todos era uma solução
mas 6000 bancos e seguradoras anexas com quase 12 milhões de desempregados extra a sairem delas acabavam com a prós perenidade eurropeu e o état sucia all junta

atão até 2020 qual é o bloco económico ou o semi-bloco cheio de dívida à alemã que colapsa primeiro

os japoneses em três meses já perderam 20% da dívida

quem tinha certificados e obrigações da dívida japonesa é que tá lixado

mas como diria arménio são todos amarelinhos que se lixeme têm icterícia nos ochios...

deixado a 27/2/13 às 21:05
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André
Li até aqui "Que não trate o povo e os eleitores como mero objeto de estudo, apenas reativo às suas circunstâncias, mas como ator político consciente. "

Este é o equívoco que manterá sempre os confessores da fé política de Daniel Oliveira fora da realidade, com a correspondente estupefacção perante resultados eleitorais. O povo, essa massa heterogénea que engloba toda a humanidade de um país, é de facto um actor político. Atribuir-lhe uma consciência, só com a má-fé que esconde segundas intenções, ou com a ingenuidade cevada na mais profunda ignorância da História.

deixado a 27/2/13 às 10:26
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Rui F
Estupefacção apenas à esquerda?
Estás desinformado.

Acho que a direita é a mais estupefacta de todas com a miserável votação do "seu" Monti.
Cai aos poucos por terra - embora o Sarkozy já tenha batido também asas - uma verta ideologia que vem dominando a Europa há pelo menos 20 anos.


André
Não me percebeu, mas não interessa. Nada me obriga a ser equitativo na crítica para ilustrar a validade de um ponto de vista. Até pode chamar-me tendencioso sem que isso sequer belisque a veracidade do mencionado. Da observação que muitas correntes de direita vivem alheadas da realidade, não decorre necessariamente que esta concepção do povo como actor conscencioso - própria de certa esquerda - seja por isso menos fantasiosa, desajustada e justificação política para históricas atrocidades. Em suma, o que afirma é lateral ao que apontei, não o anula.


Rui F
André

Convenhamos que não entendo muito bem a direita em Portugal, até porque praticamente cabem todos em duas panelas, a do CDS e do PSD. Eles há-os NeoMarcelistas, NeoSalazaristas ultra conservadores, etc.

deixado a 27/2/13 às 20:04
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Anónimo
"Atribuir-lhe [ao povo] uma consciência, só com a má-fé que esconde segundas intenções, ou com a ingenuidade cevada na mais profunda ignorância da História."

quais segundas intenções?
e "o povo" tem dado provas (ao longo da História) da sua consciência política. a transformação das dinastias faraónicas em democracias parlamentares tem um sentido inegável ao longo de 12000 anos. com recuos e avanços, mas o sentido preferencial é inegável.


Anónimo
Não sei de que "tendência preferencial" fala. Mas o povo também elege Hitler, assinala judeus na rua, apoia Robespierres e Pol Pots , e outras coisas do género. O povo não é uma unidade branda, consciente, sintetizada na operária robusta, parideira, benevolente e patriótica, simbolizada na propaganda pravdesca. Essa é uma questão de fé.


Anónimo
"o povo também elege Hitler"
o povo elege Hitler, dizes bem. mas as acções subsequentes dele (e dos outros) foram tudo menos democráticas. culpar o povo (neste caso o alemão) por essas acções é transferir a culpa da cúpula de um regime autoritário para o povo que a elegeu em condições totalmente diferentes é inaceitável. mas há muitos como tu, que gostam que branquear as coisas, dissolvendo a culpa pela pirâmide abaixo.

"O povo não é uma unidade branda, consciente, sintetizada na operária robusta, parideira, benevolente e patriótica"
ninguém disse que era. tu é que puseste as coisas nesses termos.
o "povo" é manipulável, inconstante e imprevisível, mas, tal como a lei dos grandes números, as coisas vão convergindo. embora isso te custe.


Anónimo
Apraz-me muito ver essa esquizofrenia de certa extrema esquerda em relação ao papel das eleições. As suas afirmações desresponsabilizam totalmente os eleitores pelas escolhas que fazem. Portanto, na sua opinião, o Hitler enganou toda a gente, só passou a ser autoritário quando chegou ao poder, as suas posições sobre a questão judaica eram desconhecidas, e o seu partido nem era uma organização paramilitar... Está a reescrever a História como lhe convém. O povo alemão elegeu e apoiou sempre Hitler até aos primeiros bombardeamentos aéros britânicos, depois da Luftwaffe ter perdido a guerra aérea sobre a Mancha contra a RAF. Os povos alemão e austríaco colaboraram activamente, por exemplo, na Kristallnacht, noutros pogroms. Os habitantes de povoações próximas a campos de extermínio tiveram o comportamento mais cínico de que há registo na História, ainda hoje argumentando que nunca se questionaram sobre os vagões cheios de seres humanos e o cheiro dos fornos crematórios.  

Está a inventar e a escrever tolices.

o "povo" é manipulável, inconstante e imprevisível, mas, tal como a lei dos grandes números, as coisas vão convergindo.

Finalmente, levei-a a concordar comigo. Se o povo é "manipulável", "inconstante" e "imprevisível", não pode nunca ser apodado de "actor político conscencioso", como perigosamente faz o Daniel Oliveira. Está a ver o seu contrasenso?

Quanto à segunda parte, com o disparate sobre a lei dos números, e sobre o que me custa ou deixa de custar, são conjecturas suas, e "wishful thinking". Não sei que "coisas" são essas que vão convergindo, nem apresentada dados que o corroborem, é a apenas a sua convicção.


Anónimo
"As suas afirmações desresponsabilizam totalmente os eleitores pelas escolhas que fazem"

ridículo.
hoje em dia, com a wikipedia aqui tão perto, como é que possível escreveres tantas asneiras?
essa ideia de que os alemães (ou a maioria deles) apoiava o hitler é completamente errada e perigosa. resta saber se és apenas ignorante ou se tens outros objectivos.
no início dos anos 30, a alemanha estava à beira de uma guerra civil. o NSDAP teve cerca de 30% dos votos nas últimas eleições antes do hitler ser nomeado chanceler (o chanceler anterior resignou e o presidente nomeou o hitler em vez de convocar eleições), e tinha descido em relação às eleições anteriores.
a partir daqui, os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos foram suspensos e o resultado foi o que se viu.
felizmente conheço demasiado bem a alemanha e muitos alemães para saber que essas tentativas de culpabilizar todo um povo pelo nazismo são "uma filha da putice".


deixado a 1/3/13 às 18:06
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Falcão
Daniel...  (1) parágrafo a mais...? ou é mesmo uma questão de estilo na escrita?


De qualquer forma concordo que é um sintoma de doença este voto em Grillo, contudo prefiro de longe esta doença a outras que para ai andam a massacrar certos povos desta Europa só de alguns.

deixado a 27/2/13 às 10:33
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Carlos Marques

Ou seja, os italianos deviam ter votado, não no “bobo da corte”, mas nos idiotólogos lá do sítio, que não prometam a saída do euro e rendimentos de cidadania de 1.000 euros mensais, mas defendam a saída do euro e o rendimento mínimo de uns 500 euros mensais – e, sobretudo, não sejam “abastados” como Beppe Grillo, mas sim funcionários do Estado ou de empresas públicas ou subsidiados das artes e espetáculos.


deixado a 27/2/13 às 10:41
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Fibonnaci
"A cidadania não é um like no facebook e uma graçola na urna de voto. É a nossa vida. A política pode ter-se transformado numa piada de mau gosto. Mas as únicas vítimas desta anedota serão os cidadãos comuns."

O problema dos poderes instalados do qual o bloco esquerda tb se alimenta e come pois do mesmo tacho, mas agora pergunto se as vitímas desta anedota são sempre os cidadãos, que anedota é essa?

eu respondo. a anedota é o Sistema criado para se favorecerem a vocÊs mesmo, e quando vêm um like no facebook a servir de voto e/ou mesmo graçola, sentem o tapete a fugir.

Os partidos vão cair todos! um por um, e haverá um período de nojo para todos, e terão de se governar até lá..

Voltando à anedota do sistema, e à maneira como o artifício em que o cidadão é conduzido, pois no fim o sacrificado será sempre ele (pergunto.. se nao foi sempre assim, mesmo nos tempos da monarquia... a cassete é a mesma.. apenas com mais "colunas"); quem é então o normalmente beneficiado uma vez que o povo é o prejudicado? e volto a responder.. são vocês todos que estao instalados no poder, a jogar o jogo das cadeiras.

Politicos, Banqueiros, Maçonaria, Opus Dei, Igreja, Bilderberg, Goldman Sachs, etc etc etc ..
A mudança está a chegar..segurem-se.

deixado a 27/2/13 às 10:43
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Rafael Ortega
Que chatice este povinho que não vota em quem os educadores do povo (de esquerda, da verdadeira, como é natural) gostavam que eles votassem.

Que chatice 30% votarem na esquerda "gelatinosa", 30% no Berlusconi, e 25% no comediante.

Lá, como cá, 85% mandaram os blocos e comunistas levar  no mesmo sítio que o Viegas manda levar os fiscais.

Isto do povinho burro que vê novelas e futebol poder votar é uma maçada.

As eleições deviam ser substituídas por um qualquer Comité Central, que sabem bem melhor o que o povo precisa.

deixado a 27/2/13 às 10:58
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Pois eu não sei se o Mickey Mouse se apresentasse a eleições neste país eu não votaria nele. Ou no Tiririca já agora. Claro que digo isto da boca para fora porque se todos nos indignássemos por igual, corríamos o risco de conseguir realmente eleger o Mickey Mouse e ninguém quer um país desgovernado por palhaços (bem bastam os que já elegemos na nossa consciência cívica). Mas que dá vontade dá.

deixado a 27/2/13 às 11:19
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Tente votar no BE, claro que não são nenhuns palhaços mas como já fizeram muita palhaçada era giro dar-lhes os 15 minutos de fama (neste caso era uma semana de governo) para depois nos rirmos todos.
Agora atenção, nada de fazer a mesma brincadeira como PCP.
Esses se lá chegassem nunca mais saiam.
Mas porquê.
Ora porque acabavam com as eleições e como se diz noutro comentário substituiam-nas pelo voto "democrático" com a apresentação do cartão e braço no ar.


Rui F
Sr. Fado

Vou te contar um segredo...parto o côco a rir com as palhaçadas da parelha Passos Coelho/Relvas!
Nunca imaginaste tanta palhaçada na direita pois não?


" Nunca imaginaste tanta palhaçada na direita pois não "

Parente,

Não estás a exigir demais do caquetico????

Já agora nada melhor que uma boa ouvir musica popular, tão popular que até aborrece...

http://sorisomail.com/partilha/224587.html (http://sorisomail.com/partilha/224587.html)

Abraços


deixado a 27/2/13 às 20:50
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André
Engana-se o amigo Fado. A brincadeira com o BE seria tão ou mais perigosa, do ponto de vista das liberdades individuais, do que com o PCP. A matriz ideológica do BE é bem mais violenta, ainda que careça de mecanismos que lhe permitam sustentar-se num plano governativo a longo prazo. Em poucas palavras, seria um rápido e frenético arrasar do panorama.

Muita gente tende a ver no Bloco de Esquerda uma espécie de agremiação de cidadãos avançados, urbanitas, um pouco distantes do proletariado que fingem conhecer, os defensores de uma nova ordem moral, do casamento homossexual, da liberalização das drogas leves, da abolição das touradas, etc. Isso é mérito do BE, que soube despir a sua intervenção política dos discursos doutrinários, das marcas características do seu fundo histórico.

Ninguém menciona, por exemplo, a militância trotskista no BE. O que significa, quais são as suas ideias políticas fundamentais, o seu passado histórico, as suas propostas para a orientação de um Estado moderno, etc.?  Claro, é sempre melhor do ponto de vista comercial, vender um partido que defende a liberdade para fumar umas ganzas, do que explicar o conceito de "comunismo de guerra". Daí o chavão "partido moderno", o tal que soube reinventar na opinião do eleitorado três partidos marginais, da esquerda mais trauliteira, através de um golpe de imagem e apenas à superficie. Nas palavras dos marqueteiros, "rebranding".

Nós cá estaremos para questionar o que é o BE, o que significa a sua matriz ideológica, i. e. se propõe um sistema político seguindo os preceitos do PSR, ou da UDP, com toda a doutrina cripto-comunista que lhe serve de sustento. Entretanto, enrolai aí essa.


Rui F
André

Essa historieta bem escrita é tão verdade, como aquela em que se diz que os dirigentes e militantes mais próximos do PSD e do CDS são todos netos, bisnetos ou trisnetos de dirigentes ou altos funcionários do regime fascista de Salazar.


André
O que escreve não contraria, nem confirma aquilo que eu afirmei. Se era isso que pretendia, o seu argumento é inválido, porque eu estava a falar só do BE - i. e. o que o PSD e o CDS são não tem nada a ver para o caso, e isso é apenas desviar a questão sem pretender enfrentá-la.


lj
Pois, é como no brasil e na venezuela - Os esquerdistas foram para o poder e agora o povo não os quer deixar sair... para mal dos pecados dos direitalhas!

deixado a 1/3/13 às 19:21
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ricardo
Todos os partidos são produtos, e o teu não é excepção. Uma das campanhas de marketing do teu produto inclui essa cassete sobre as inclinações extremistas dos partidos de esquerda (verdadeira), que fundamentalmente dizem que se o João Semedo ganhasse as eleições, acabava com a democracia. 


Só dizê-lo em voz alta dá vontade de rir, mas ouvir um aprumadinho como tu com discurso de SIC notícias em horário nobre, que tem a mania que é eloquente, epa acho que me vou mijar todo.


A única coisa de jeito que dizes é que queres fumar um charro. Dizem que o THC ajuda na criatividade, por isso, puxa uma boa passa que pode ser que comeces a pensar, em vez de meramente regurgitar opiniões de opinion makers melhor engravatados que tu.


suck on that


Observatório Da Esquerda Fracturante
«fundamentalmente dizem que se o João Semedo ganhasse as eleições, acabava com a democracia. »

Queres-me convencer de que se o deputado Fazenda e o Major da PM Mário Tomé ganhassem eleições, não tentariam por todos os meios instalar uma ditadura do proletariado em Portugal? Queres-me convencer que o Fazenda e o Major abandonaram as convicções que os levaram a defender anos a fio o regime da Albania?

deixado a 28/2/13 às 02:39
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Anónimo
"Todos os partidos são produtos, e o teu não é excepção." E partir daqui é o deboche

E qual é o meu partido, ricardo, diga-me lá? O seu texto é tão típico de certa degenerescência de opinião baseada em profissões de fé, que chega a ser comovente...

Em primeiro lugar, demonstra a ortodoxia própria dos fanáticos, atribuindo-me uma pretensa militância partidária, apenas porque não concorda comigo. Mesmo assim, conteve-se e não me chamou fascista, que é o reflexo condicionado a adoptar quando alguém discorda de nós...

O segundo aspecto da mediocridade da sua exposição é optar pelo ataque ad hominem, não contrapondo absolutamente nada ao que escrevi.

Assim sendo, conclui-se que a reganha dentes e contragosto - o amigo Ricardo nada obsta, ou seja, concorda comigo.

Suck on this.

deixado a 28/2/13 às 18:47
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Nuno
Por cá não temos Grilos, mas temos Coelhos, Coelhas e outra fauna.
Quero lá saber se é voto de protesto, se gostam do Grilo, ou é uma piada que se tornou viral.
As pessoas estão fartas dos Partidos. Ponto final. Não aqui muito por onde dissertar. Estão fartas da "meritocracia" das máquinas partidárias, da subjugação dos interesses comuns aos interesses de alguns. O resto é conversa para encher papel.

deixado a 27/2/13 às 12:00
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Country Jamboree
daniel oliveira, um amigo que votou no Grillo disse-me que o fez porque este quer implementar importantes medidas de democracia directa. é só uma opiniao e vale o que vale, mas não me parece que seja uma birra, antes pelo contrario.

deixado a 27/2/13 às 12:20
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