Terça-feira, 3 de Outubro de 2006
por Daniel Oliveira
«"Ponham lá aí um cartaz a dizer que eu sou muito estúpido", é o que os que levam a sério o Loose Change, a começar pelos programadores da RTP que entraram agora num nível provocatório, estão a dizer.»
José Pacheco Pereira

É perguiçoso procurar efabulações de conspirações sobre o 11 de Setembro. Não servem para coisa nenhuma e afastam-nos dos debates que interessam. Mas Pacheco Pereira devia reparar que, desde que levou a sério a existência de armas de destruição em massa iraquianas sem uma única prova credível, carrega, sem ainda se ter dado conta, um cartaz igualzinho nas costas. Com uma insignificante diferença: a sua "estupidez" custou umas dezenas de milhares de vidas e não apenas umas horas de programação da RTP. É que se é verdade que «o fanatismo político anti-americano leva à deterioração do pensamento», Pacheco Pereira terá de reonhecer, olhando para o seu próprio caso, que o fanatismo pró-americano tem o mesmíssimo efeito.

por Daniel Oliveira
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27 comentários:
WR
Daniel,
Ainda que com pena sua, não fico corado com o que fiz. Como já lhe disse, num comentário que talvez não tenha lido com suficiente atenção, não fiz a acusação levianamente. Antes de o fazer acedi ao seu blogue em ligações e computadores diferentes. Uma falha técnica impediu-me de ver não só os meus comentários, como os de outros utilizadores e também aqueles em que o senhor afavelmente me procurava avisar de que já me tinha publicado e respondido.
Ao ver o fanatismo com que defende posições anti-americanas, julguei-o mais capaz de fazer censura do que aceitar uma crítica. Agora sou obrigado a reconhecer que não fez censura, mas com igual evidência também é obrigado a reconhecer que não aceita uma crítica. A sua reacção a tudo o que é americano, o modo como cola tudo o que é mau aos EUA, fazem-no perder uma excelente oportunidade de acertar em cheio. Esse ódio que tanto lhe turva a vista, dificulta-lhe a possibilidade de fazer uma crítica certeira. Acresce-se a isso que, ao lê-lo, o leitor não possa reconhecer muita credibilidade nas suas críticas aos EUA. São desproporcionais, são injustas, exageradas. Esta entrada foi um exemplo disso.
Na sua dificuldade em tomar atenção às palavras que lhe põem na frente e em aceitar uma crítica, acaba por cair numa situação de quase histeria e a atirar tiros para todo o lado. Depois falha. Quis acusar-me de sectário. Falhou! Eu quis apenas ser justo, quis apenas dizer que o modo como trata Pacheco Pereira é indevido. Não entrei na discussão das armas, não defendi os EUA, não ataquei a substância das suas posições, apenas o exagero que lhes tira qualquer credibilidade, apenas o facto de rebaixarem a moralidade de pessoas que talvez tenham uma moralidade superior à sua, a inteligência de pessoas que talvez sejam mais inteligentes do que o senhor.
Fala abertamente contra o belicismo americano, contra o estado de guerra em que os Estados Unidos puseram o planeta, mas terá de reconhecer que a natureza do seu discurso em nada contribui para a paz. Pode fazer de si um engraçadinho populista, um pastor de ódios, mas não faz de si alguém que aumenta a lucidez e a capacidade de raciocínio que a política contemporânea exige por forma a levar as coisas a uma melhor situação.

deixado a 15/10/06 às 17:02
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Daniel Oliveira
Quando as pessoas são estúpidas, não perco tempo a discutir com elas. E não é habitual eu achar que alguém é estúpido e por isso discuto muito. Talvez demais. Se alguém me chama estúpido (confesso que é a primeira vez que mo dizem, mas deve ser por piedade), depreendo, na minha arrogância, que ou são pouco inteligentes ou muito sectários.

Acredito, porque não tenho motivos para achar o contrário, que o senhor é apenas sectário. É uma forma de estupidez de que até pessoas medianamente inteligentes podem sofrer. Como vê, sou benevolente.

Podemos até ser violentos, radicais, excessivos. O sectarismo é uma outra coisa: é não conseguir reconhecer naqueles com quem discordamos capacidades humanas, intelectuais e morais iguais ou superiores às nossas. E meu amigo, eu leio os seus comentários. Para continuar a ser uma pessoa simpática, já contactei com génios mais incontornáveis.

Quanto ao resto, espero apenas que dê igual publicidade ao seu erro que deu à sua acusação. E que depois de repetir tantas vezes o erro apesar de todas as garantias que lhe dei, enfiasse a viola no saco corado de vergonha. Não fez, não é grave. Cá estaremos para o ouvir.

deixado a 11/10/06 às 21:14
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WR
1. Descobri hoje que o Sr. Daniel Oliveira publicou os meus comentários atempadamente. Motivo pelo qual deixo aqui o meu PEDIDO DE DESCULPA. Não é verdade que neste blogue se pratique censura, ao contrário do que afirmei. Antes de o fazer acedi ao blogue com dois computadores diferentes, com duas ligações diferentes, em duas localizações distantes do país. Os comentários não apareciam publicados. Por isso segui em frente com a acusação. Hoje verifiquei com outra ligação, noutro computador e vi os comentários. De volta ao meu PC não os encontrei. É possível que este problema se deva ao facto de nos dois computadores em causa utilizar a versão beta 3 do Internet Explorer. Uma vez mais peço desculpa ao Daniel Oliveira pela injusta acusação, mais não posso fazer. Mas se isto não o satisfizer, então poupe-me a mim e faça comigo o que tem tendência a fazer com tudo o resto: a Microsoft é americana, o IE7 beta 3 é da Microsoft, a América é governada por Bush, logo a culpa disto tudo é do presidente dos EUA!

2. Não tenho ao meu dispor dados suficientes que me permitam afirmar ou infirmar se Pacheco Pereira acreditou numa mentira. A minha mensagem não tinha por objecto a discussão desse tópico. Incidia antes no facto de o Sr. Daniel inferir indevidamente da “estupidez” de Pacheco Pereira o custo de “dezenas de milhares de vidas”. É manifestamente injusto!

3. Um blogue de uma pessoa intelectualmente limitada pode ter credibilidade quando o seu autor, ainda que apenas remediado em termos intelectuais, seja honesto, íntegro e discuta com lealdade. Um ser humano não se resume à sua dimensão intelectual, sendo que esta pode em muito ser superada num homem esforçado e de boa vontade. Julgava ser esse o seu caso. Dito isto, estou confiante de que o senhor está menos inteligente. De outro modo, não teria aberto mão daquilo que mais o poderia valorizar.

4. Na minha mensagem não comparei o “nível” de Pacheco Pereira ao do Papa ou qualquer outro indivíduo. Limitei-me a indicar com clareza e distinção cartesiana que o Sr. Daniel rebaixa aqueles que manifestam um pensamento diferente, com tratamentos diferenciados consoante o caso: idiotas, cruzados e assassinos. Porém, o Daniel confundiu aquilo em que me expressei com clareza. Talvez a confusão de conteúdos e o rebaixamento do interlocutor façam parte das suas tácticas, mas nenhum desses mecanismos lhe confere autoridade na matéria, sobretudo quando se parece referir à argumentação. Pelo que seria nesse caso aconselhável que aprendesse antes de querer ensinar.

5. Confundiu um tal “Rodrigues” comigo. Não somos a mesma pessoa, nem me revejo nas posições por ele defendidas. Repito que não possuo elementos suficientes para saber se as ditas armas existiam ou não. Não entrei nessa discussão. Além disso, sem qualquer juízo ou insinuação pejorativa a respeito do livro ou do autor, posso assegurar-lhe que “A guerra infinita” ainda não faz parte da minha biblioteca.

6. Quanto ao fogo do inferno nada sei, nada lhe posso assegurar. Isso é lá consigo e com o velhote das barbas brancas, caso exista, caso não tenha ido embora zangado com o que a estúpida da pomba branca lhe fez. No entanto, se no seu blogue devolve a qualificação “estúpido” a quem a utilizou, está na hora de a receber de volta!

deixado a 11/10/06 às 20:58
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Daniel Oliveira
WR, antes de analisar o caracter dos outros veja os problemas técnicos que possa ter na sua internet. COmo já lhe disse noutra caixa de comentários de outra entrada o seu comentário foi publicado e está aqui mais abaixo, com resposta minha.

deixado a 8/10/06 às 01:53
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O W e R
Percebo agora que a sua política inclui o direito à censura. Vejo bem o tipo de carácter que o senhor tem. Fique bem no seu mundinho de mentira e falsidade!

deixado a 7/10/06 às 22:44
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WR
Vejo que a sua política inclui o direito à censura. Pois, bem vejo... Julgo agora perceber melhor o seu carácter!

deixado a 7/10/06 às 22:41
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Daniel Oliveira
WR, não baralhe a ver se pega. Louçã sabia, como todos sabiam, que as armas tinham existido. O debate era se ainda existiam. Diz o senhor que «não se volatilizaram». Então onde raio estão elas?

deixado a 7/10/06 às 18:53
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Rodrigues
Pacheco, cito-lhe o Dr Louçã:

[...] Washington autorizou a venda de componentes para um programa nuclear, de mísseis e para fabríco de armas químicas e biológicas, e especialistas militares e da indústria de armamento iraquiana receberam instruções nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos não precisavam de inspectores para saberem imediatamente quais são os arsenais de Saddam: bastava terem guardado as facturas" (Francisco Louçã há um ano atrás in "A Guerra Infinita")

Leu a Resolução 1441?
Parece pois que as armas existiam, foram usadas, a ONU promoveu a sua destruição até 1998 e depois foi expulsa do país.
Quando aconteceu ainda as lá havia.
Uma vez que não se volatilizaram, nem passou por lá o mágico Merlin, e o Iraque não provou a sua destruição, como foi instado a fazer, que conclusão lógica acha que se deve tirar?

deixado a 7/10/06 às 16:39
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a.pacheco
Rodrigues, o dr. Louçã, num famoso debate no Parlamento. com o então Primeiro Ministro Durão Barroso, disse com todas as letras, que as provas que Durão dizia ter visto, eram uma patranha completa.

Aliás os inspectores da ONU, sempre disseram que NUNCA tinham encontrado provas das ditas.

E isso não impediu Bush e o seus lacaios, de terem lançado uma ofensiva contra o povo iraquiano, e o resultado está hoje á vista.

Toda a gente sabia que não havia as tais armas no Iraque ,mas a guerra de agressão estava decidida deste o dia em que o Bush filho tomou posse, e por isso qualquer pretexto serviria.

Que o Durão tenha embarcado no bote, só mostra a qualidade politica , e a inteligência da personagem.

deixado a 6/10/06 às 00:39
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Anónimo
Procure lá o livro

deixado a 5/10/06 às 23:10
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