Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006
por Daniel Oliveira



Esta semana foi assassinada uma jornalista russa, com uma longa história de perseguição e ameaças pelas suas denuncias sobre o que se passa na Tchechénia. Preparava um artigo sobre a tortura naquele território.

"Após um breve interlúdio eltsiniano, a Rússia, amputada das «repúblicas irmãs» da URSS, sentiu que não era capaz de viver confortavelmente sem tradições nem ambições imperiais. Teve necessidade de um «pequeno» e de um «mau» para poder sentir-se grande e importante. A alegria orgásmica de ser uma potência alimenta-se do esmagamento, da humilhação do outro, que se pode pisar com total impunidade. O princípio é simples: aqui, é a zona de residência para os «maus» que é preciso reeducar; lá, comparado com este inferno, o resto do território russo onde vivem os «bons» parece um paraíso".

Anna Politkovskaia, "Tchechénia, a desonra russa"


por Daniel Oliveira
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4 comentários:
Daniel Oliveira
Observador, sabe o que penso da China e de Chavez e de Fidel, não sabe? E, ainda assim, acho péssima ideia misturar tudo como se tudo fosse a mesma coisa. Não gosto de nenum dos quatro, mas não vou na onda de misturar tudo.

deixado a 13/10/06 às 01:02
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Talina
Em resposta ao Observador, acho que a sua lista de ditadores está incompleta, então O Bush, Blair, ,e os falcões israelitas e todos os capitalistas sanguinários e selvagens, ladrões e assassinos de povos inocentes, quanto ao assassínio da jornalista russa, mais uma prepotência de um dos aliados que querem ser os donos do mundo, uma vergonha, que a Rússia se esteja a comportar como o carniceiro Sharon

deixado a 12/10/06 às 23:54
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Observador
Juro que vim a este blog, com o qual não me identifico minimamente, para tirar umas dúvidas sobre se aqui se falava sobre o assassinato da jornalista russa e também sobre a questão Coreia do Norte. Verifico que felizmente não se confirmaram as minhas piores previsões e de algum modo se fala aqui destes assuntos.
O meu único comentário é este: sobre o ditador coreano falta dizer que é um ditador comunista protegido pela China comunista/capaitalista selvagem e protectora (na prática)de um conjunto de facinoras internacionais: os gajos do Irão e da Siria, o Chavez, o morto/vivo Fidel, o sanguinário do Sudão e outros actores menores.

deixado a 11/10/06 às 17:41
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E andavam doutos pensadores e opinadores europeus tão ufanos convictos da superioridade europeia ante a «rua árabe» no capítulo da «liberdade de expressão».E agora, faz-se um incómodo silêncio, tal a perplexidade. A imagem reflectida no espelho não é tão límpida como se tem ensinado aos miúdos.A morte da jornalista russa é muito mais grave do que se possa pensar à partida, e do que tentou dar a entender a televisão portuguesa. Estranho que os canais nacionais tenham deixado passar mais de 24 horas até dar a notícia, depois da mesma ter feito manchete na CNN e na BBC horas a fio no dia anterior.Sem mais reflexões,Marcelo, concluíu que se trata apenas da prova que a «Rússia é ainda uma ditadura». Se pensarmos que não há qualquer diferença entre o assassinato de Anna Politkovskaia e o de Pim Fortuyn, talvez se perceba a rapidez com que muitos andam a tentar mandar este assunto para o caixote de lixo. Esperemos que a dona Campos Ferreira se lembre deste assassínio de uma colega sua num próximo «Prós e Contras» sobre a «rua árabe».

deixado a 9/10/06 às 17:05
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