Domingo, 1 de Abril de 2007
por Daniel Oliveira



Quando um pais é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra. Quando um país está envolvido numa guerra onde a mentira é a norma quotidiana, perde toda a autoridade para jurar que os seus soldados não entraram nas águas territoriais de outro. O que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável. E uma provocação irresponsável. Mas talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra. Caso contrário, ficamos com a sensação de que as regras são diferentes conforme o prevaricador.


por Daniel Oliveira
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23 comentários:
1. Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»?

Não concluí. Tem de ler melhor a minha resposta.

2. "Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão"?

Eu não defendo nem peço nada. As palavras são suas.
O exercício tem de ser feito por si.



deixado a 3/4/07 às 19:07
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1. Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»?

Não concluí. Tem de ler melhor a minha resposta.

2. "Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão"?

Eu não defendo nem peço nada. As palavras são suas.
O exercício tem de ser feito por si.



deixado a 3/4/07 às 19:06
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Daniel Oliveira
Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»? Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão. Percebe os seus dois pesos e duas medidas?

deixado a 3/4/07 às 12:38
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1. "A argumentação de que não são presos militares levaria a julgamentos comuns. É uma falácia que leva a um limbo jurídico."

não é uma falácia, é uma realidade. só assim se percebe que "talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra."

2. Não percebi o último ponto.

Tem razão. Não está claro. Mas eu explico.

Depois de ler o seu post parece que há, de facto, dois pesos e duas medidas: os britânicos sofrem um merecido castigo, por serem coniventes com Guantanamo e com uma guerra de mentiras. (só falta você dizer que é "bem feito"). quanto aos iranianos, limita-se a caracterizar a atitude deles como "inaceitável" e "uma provocação irresponsável". consequências disto - zero!

deixado a 2/4/07 às 23:43
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Margarida
A quem engoliu a “informação” sobre a “fronteira” sugiro a leitura deste artigo de Craig Murray, antigo Embaixador do Reino Unido no Uzbekistão, cujo título é “British Marines Captured by Iran: Fake Maritime Boundaries”
“(...) The British Government has published a map showing the coordinates of the incident, well within an Iran/Iraq maritime border. The mainstream media and even the blogosphere has bought this hook, line and sinker.
But there are two colossal problems.
A) The Iran/Iraq maritime boundary shown on the British government map does not exist. It has been drawn up by the British Government. Only Iraq and Iran can agree their bilateral boundary, and they never have done this in the Gulf, only inside the Shatt because there it is the land border too. This published boundary is a fake with no legal force.
B) Accepting the British coordinates for the position of both HMS Cornwall and the incident, both were closer to Iranian land than Iraqi land. Go on, print out the map and measure it. Which underlines the point that the British produced border is not a reliable one. (...)”
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=20070328&articleId=5216 (http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=20070328&articleId=5216)
Realço dois pontos:
1 – A fronteira marítima mostrada no mapa do governo britânico NÃO existe porque só o Irão e o Iraque podem concordar na fronteira marítima e NUNCA o fizeram.

2 – Pelas coordenadas dos próprios britânicos, o barco estava mais próximo da terra do Irão do que da terra do Iraque…

Ora pela Lei Marítima Internacional quando não há fronteiras marítimas acordadas considera-se a linha mediana, assim sendo e estando os barcos mais perto da terra iraniana, estariam obviamente em águas iranianas…e em casos de intrusão de facto o mínimo a fazer é reconhecer esse facto. Mas não foi isso o que fizeram os britânicos.

O dono do blog (e dirigente partidário) agarra a questão exactamente da mesma maneira que toda a imprensa “ocidental” a agarrou, e vem-nos com os contos de fadas morais do costume para nos distrair da possibilidade de poder de facto ter havido uma intrusão dos britânicos em águas iranianas. Claro que também não só não deu o benefício da dúvida aos iranianos como até alinhou na sua demonização…

deixado a 2/4/07 às 20:14
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altc
Daniel, a questão de Guantanamo é mesmo essa: um limbo jurídico que vários académicos têm vindo a estudar e a apontar diferentes possibilidades de enquadramento legal. É uma questão mais complexa do que às vezes se faz crer.

P.S. A margarida é o seu controleiro designado pelo Comité Central?

deixado a 2/4/07 às 17:16
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Luís
"Quando um país é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra".

Daniel: Não perde não! A Convenção de Genebra deve ser sempre respeitada. E se outras estão mal, que se corrijam.
O Daniel, por vezes, excede-se, e o que disse não faz qualquer sentido. Por esse andar, a Convrenção de Genebra passaria facilmente a letra morta, em vez de o seu cumprimento se tornar uma exigência, em Guantanamo ou no Irão.
Luís

deixado a 2/4/07 às 17:11
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Daniel Oliveira
Tales de Milet,

A argumentação de que não são presos militares levaria a julgamentos comuns. É uma falácia que leva a um limbo jurídico.

Não percebi o último ponto.

deixado a 2/4/07 às 16:51
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1. "Quando um país é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra".

A questão prende-se com o facto dos prisioneiros de Guantanamo não estarem abrangidos pela convenção de Genebra uma vez que não fazem parte de um exército regular. o mesmo não se aplica aos 15 militares britânicos.

2. Se "quando um país está envolvido numa guerra onde a mentira é a norma quotidiana perde toda a autoridade para jurar que os seus soldados não entraram nas águas territoriais de outro", então porque é que aquilo que "o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável" e "uma provocação irresponsável"?

3. "ficamos com a sensação de que as regras são diferentes conforme o prevaricador"

é exactamente com essa sensação que ficámos depois de ler o seu post.

deixado a 2/4/07 às 15:18
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Luís Lavoura
Excelente post. Na mouche!

deixado a 2/4/07 às 10:42
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